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Viagem

Bruna Tiussu

Há dois quesitos indispensáveis quando avalio um hotel ou pousada: café da manhã e acesso à internet grátis. Para começar, vou falar neste post sobre o primeiro. Neste tema, o que me satisfaz não é escutar o mero “sim, o preço da diária inclui café”. Mas como o benefício efetivamente é apresentado.

Não busco números exagerados de quitutes, oito sabores de sucos ou dezessete tipos de queijos de primeira, não me entenda mal. Ingredientes frecos, aromas e temperos que automaticamente se identificam com o destino visitado – e que deram vida própria à expressão “café da manhã de hotel” – é que de fato me interessa.

Nos hotéis espalhados pelo Nordeste, por exemplo, uma tradicional tapioca feita na hora tem poderes quase sobrenaturais de animar a minha manhã. Em Minas, o cheirinho do legítimo pão de queijo (sim, o de lá é indiscutivelmente melhor) vai me buscar lá no quarto. E como não esperar um croissant deliciosamente crocante quando se acorda em Paris? Ou os pães pretos e cheios de cereais tão típicos na Alemanha?

Até mesmo as salsichas, bacon, tomates e ovos que compõem o desafiador English breakfast eu espero ver na mesa de café da manhã quando estou na capital inglesa. Meus olhos ainda mal se abriram, mas só de olhar aquele prato gordurosinho e bem montado ali, me recordo que estou em Londres e é uma felicidade só.

  english_breakfast__.jpg

 

Não são todas as iguarias mundo afora que agradam o meu paladar matinal, isso é fato. Nem tenho disposição suficiente para me encher de bagels, peanut butter e muffins a cada café da manhã nos Estados Unidos. Ou de tortilhas e tacos picantes em uma visita ao México. Mas é certo que provo tudo isso. E fico bem contente quando o hotel escolhido consegue me proporcionar um contato inaugural com a cultura gastronômica do destino de minhas férias.

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Bruna Tiussu

Lá no começo da década de 1940, quando não havia quase nada em Bal Harbour, esta pequena cidadezinha colada ao norte de Miami Beach (que a maioria dos turistas pensa ser apenas um bairro de Miami), o Sea View foi o primeiro hotel a ser constrúído na beira do mar, como em um ato visionário de seu proprietário.

Em estilo europeu, é aquele tipo de hotel clássico desde o hall de entrada, com poltronas, carpetes e lustres belíssimos, até os detalhes dos quartos, como o design das portas e as varandas enormes que dificilmente encontramos em edifícios modernos. Sim, ele é old fashioned, mas no bom sentido. Tanto que possui uma enorme sala de música, com dois belíssimos pianos à disposição dos hóspedes. E, na parte externa, um snack bar que funciona das 8 às 16 horas na alta temporada. Basta por os pés ali para se sentir de volta aos anos 1950, pedindo por um milk-shake em uma lanchonete tipicamente americana.

Lustres e móveis clássicos compõem o hall de entrada do hotel. Foto: Bruna Tiussu/AE

Em uma de suas reformas, o antigo closet de um dormitório (gigante, por sinal) foi transformado em cozinha. Foto: Bruna Tiussu/AE


Ainda na área de lazer, ao redor da piscina, o hotel conta com inúmeras cabanas ao estilo Key-West. Feitas para uma família se sentir confortável e aproveitar o sol quente da Flórida, têm cadeiras, frigobar, banheiro e ducha particulares – elas podem ser reservadas para o dia.

Um banho de mar, as cabanas para se sentir em casa e a mais que refrescante piscina. Foto: Bruna Tiussu/AE

Se planeja visitar o destino até o fim de outubro, confira a promoção do Sea View, onde você reserva três noites e ganha a quarta como brinde, com café da manhã incluído. Um hotel mais que tradicional, com serviço impecável, que vale a pena ser testado.

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Um hotel onde o gerente pede para ser incomodado, os banheiros (todos unissex) têm ilustrações irônicas e o fumódromo imita caixões e lápides de cemitérios. Se em uma primeira impressão estes detalhes parecem ser ao menos estranhos, logo são capazes de arrancar olhares curiosos e gostosas risadas de cada hóspede que chega ao Hotel Fire and Ice, na Cidade do Cabo.

O gerente dá o recado que está inteiramente à disposição dos hóspedes. Foto: Bruna Tiussu/AE

Há cerca de três anos em funcionamento, foi um dos estabelecimentos construídos como parte do plano de preparação para a Copa do Mundo de 2010. Estrategicamente instalado no centro da cidade – região que a cada dia ganha mais a atenção dos turistas antes concentrados na região de Waterfront, a mais nobre – faz parte de um dos mais importantes grupos de hotelaria da África do Sul, o Protea Hotels.

Quer fumar? Reserve seu espaço em uma das banquetas com design específico. Foto: Bruna Tiussu/AE

Ao que parece, a ideia é que o visitante se sinta completamente à vontade. Na recepção o staff é atencioso, assim como os funcionários do bar central, localizado logo na entrada do hotel. Sofás e poltronas ultracoloridas também ocupam o hall principal, e ali estão para quem quiser desfrutá-las.

Elevadores também personalizados levam até cada andar. Há o que representa uma jaula própria para mergulhar e ver tubarões (atividade típica no país), o que imita um cable car, que sobe até a Table Mountain, e um terceiro com ar misterioso, todo revestido de cortinas negras.

Mais parece um cable-car que leva até a Table Mountain, mas é só o elevador. Foto: Bruna Tiussu/AE

Confira na placa o que é permitido e o que é proibido nos banheiros do hall. Foto: Bruna Tiussu/AE

Os corredores de cada andar exibem luzes coloridas, assim como alguns quartos – especialmente no chuveiro, que além das luzes também é decorado com divertidos mosaicos de cores diversas. Na varanda, que dá vista para a Table Mountain, um varal é ocupado por biquínis e outras peças de roupas supostamente de algum hóspede desatento…

Biquini, camiseta e outras peças de roupa no varal no terraço. Foto: Bruna Tiussu/AE

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Você tem ideia do montante de lixo que é jogado nas praias anualmente? Consegue imaginar no que poderiam ser transformados todos estes resíduos que poluem a paisagem? Ambientalistas europeus da organização Save the Beach aceitaram o desafio e, com doze toneladas de lixo recolhido das areias da Espanha, Itália, Bélgica e França construíram nada menos que um… hotel!

Felizardos sorteados na internet vão passar a noite no hotel. Foto: Andrea Comas/REUTERS

Depois Lisboa, a curiosa construção chegou à Plaza de Callao, em Madri, na quarta-feira. Durante o dia, o hotel permanece aberto à visitação e, à noite, retoma sua atividade primordial: receber hóspedes – as diárias foram sorteadas na internet. Com apenas cinco quartos, pode acomodar até dez pessoas por noite.

Lixo como matéria-prima deu aspecto interessante ao espaço. Foto: Andrea Comas/REUTERS

Apesar de feito de lixo, tem um aspecto interessantíssimo: é todo colorido, moderno e sem nenhum resquício de cheio desagradável. O local foi projetado pelo artista alemão HA Schult, comprometido com a questão sócio-ambiental: “Este hotel mostra os danos que estamos causando o mar e a costa, reflete como as coisas podem terminar se não cuidarmos do planeta. Vivemos em uma época de lixo e corremos o risco de nos convertermos nele. Realmente queremos tal mundo?”

O hotel permanecerá exposto em Madri até domingo, dia 23.

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08.novembro.2010 20:02:14

Música em Miami

(Por Fabiana Caso)

Os coqueiros vão balançar. A partir deste ano, Miami vai sediar um mês inteirinho dedicado à música, o Miami Live Music Month. De 11 a 14 de novembro, rola o Miami Music Festival, evento anual que promove shows de revelações da cena local como a cantora de R&B Naomia e a banda de rock em espanhol Radioclip. E uma conferência sobre música emergente (dias 13 e 14) sobre temas como música urbana e o rock latino alternativo, que acontece no hotel Hyatt Regency Miami. Se adquiridos com antecedência, até o próximo dia 10, os ingressos para o festival custa US$ 25 para os quatro dias. Na hora, os ingressos para cada dia variam de US$ 10 a US$ 15 dólares.

Só que a festa se estende com performances de estilos varidos — tais como rock, blues, rap, jazz e até música latina — em hotéis, casas de shows e até nas ruas. Alguns exemplos de palcos: The Betsy Hotel, Florida Room e Crescendo Jazz and Blues Lounge, entre vários outros. São centenas de artistas, entre os quais Orlando Nunez (de música latina) e o jazzista Benjamin Herman Quartet.

Banda tocando no Miami Festival de 2009. Foto: Rick Miller/ Divulgação

No dia 20, os amantes dos festivais ao ar livre podem vibrar com o nascimento de um novo evento: o parque Bayside Rocks espera dez mil pessoas para a celebração que começa às 15 horas e vai até a meia-noite. Quem toca são bandas de todo canto do mundo, como Steel Pulse, Mixed Culture e  Bootleg.

Satisfazendo vários gostos musicais, Miami se transforma em grande palco. Com direito até à ônibus especial: o organizador do evento Greater Miami Convention & Visitors Bureau (GMCVB) coloca à disposição em algumas noites o Rock the Bus Tours. Festivo, o tal ônibus vai rodar pela cidade com cerveja de graça. Na página do Visit Miami no Facebook, há um concurso de 25 passagens com acompanhante para o ônibus e para assistir dois shows de graça, com acesso ao backstage.

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