Prédios art déco, grafites nas paredes e obras contemporâneas para serem admiradas. Restaurantes internacionais com menus irresistíveis para saciar o paladar. Musicais da Broadway e óperas no New Wold Symphony que agradam aos ouvidos. E lojas, muitas lojas – além dos spas sofisticadíssimos – onde você pode exercitar o tato. Para experimentar uma viagem multissensorial por Miami e seus arredores, comece conferindo os pacotes que levam até o destino (preços por pessoa, com aéreo e em quarto duplo):
US$ 850: 7 noites. Na Submarino Viagens
US$ 1.055: 5 noites, com traslado. Na Visual
US$ 1.158: 4 noites, com aluguel de carro. Na Giampá
US$ 1.171: 5 noites, com locação de carro. Na Top Brasil
US$ 1.183: 5 noites, com locação de carro. Na Tia Augusta
US$ 1.184: 6 noites, com traslado. Na Eden Tours
US$ 1.225: 5 noites. Na Filhos da Terra
US$ 1.225: 5 noites. Na New Age
US$ 1.250: 4 noites. Na Rapi10 Viagens
US$ 1.307: 5 noites, com aluguel de carro. Na Sem Fronteiras
US$ 1.363: 6 noites, com aluguel de carro. Na MK Travel
US$ 1.398: 5 noites, com traslados. Na Natural Mar
US$ 1.488: 4 noites, com traslado. Na Agaxtur
US$ 1.563: 4 noites, com aluguel de carro. Na Soft Travel
US$ 1.588: 5 noites, com traslado e três dias de tour de compras. Na CVC
US$ 1.648: 4 noites, com locação de carro. Na Designer Tour
US$ 1.898: 7 noites, com locação de carro. Na ADVTour
US$ 2.320: 6 noites, com aluguel de carro e ingresso para Miami Shopping. Na Monark
US$ 2.480: 5 noites, com transfer e tour de compras. Na Tereza Ferrari
Leitora assídua do Paladar, Margareth Magalhães aproveitou sua viagem a Londres no fim do ano passado para fazer uma seleção dos locais indicados pelo suplemento e conferir, in loco, os sabores tão bem falados no caderno.
“Esta é uma das lojas de queijos mais antigas e famosas da cidade, fica perto da Piccadilly Circus. Ela foi citada em uma das reportagens de 24 de junho de 2010. Na foto, eu e minha filha Mariana”, conta.
“Em Covent Garden fica a Hope and Greenwood, uma loja-fábrica que comercializa balas artesanais com receitas antigas e em embalgens retrô. Deliciosas!”
Enquanto os franceses enchem a boca ao falarem da fama irresistível do seu tradicional doce macaron, os suíços – que já se gabam por deter as fábricas mais fantásticas de chocolates – não perdem tempo e vão logo abocanhar um delicioso luxemburgerli.
A primeira vista (para os não franceses e não suíços, claro), ambos parecem a mesma coisa: um docinho de massa leve, com recheios variados, que vão desde chocolate, baunilha, até Champagne e amêndoas. Mas a versão dos Alpes é mais aerada, menor que os macarons e com recheio muito mais farto.
A guloseima foi criada há mais de 50 anos por um confeiteiro de Luxemburgo (taí a explicação do seu nome) que foi trabalhar na mais famosa confeitaria de Zurique, a Sprüngli. O doce logo virou marca registrada da rede, que além dos 30 sabores permanentes, surpreende seus clientes com um novo, mas temporário, a cada mês.
Outras confeitarias da cidade também vendem seus luxemburgerli, mas para quem faz questão de provar o original, a Sprüngli fica na principal rua de Zurique, a Bahnhofstrasse.
Pode desfazer a careta. Embarcar em uma viagem rumo ao universo das comidas de rua exige um certo desprendimento. Por isso, livre-se dos preconceitos, pegue seu talher de plástico e o guardanapo (se estiverem disponíveis) e dê uma abocanhada, com gosto. Parabéns: você acaba de ter uma autêntica experiência gastronômica.
Afinal, nessas barraquinhas, espalhadas por quase o mundo todo, não são vendidos apenas petiscos ou lanches rápidos. Nelas encontra-se também um resumo dos hábitos alimentares daquela região, ingredientes típicos e sabores que dificilmente poderão ser reproduzidos em outro lugar.
O Brasil tem inúmeros (e excelentes) exemplos de boa gastronomia de rua. Onde houver uma grande concentração de pessoas, seja na praia, no estádio de futebol ou em uma rua movimentada, haverá uma barraquinha. A chef Flávia Quaresma, formada na França, não dispensa esse tipo de iguaria. “Adoro. Meu pai diz que tenho o estômago blindado”, brinca. Em suas viagens – muitas delas, realizadas no extinto programa Mesa pra Dois, da GNT – ela faz questão de provar os quitutes locais.
Flávia, que adora o pastel vendido em frente à quadra da Magueira, dá algumas dicas para provar seu petisco sem medo: “Busco sempre informações com os locais e dou uma olhada nas condições de higiene da barraca”, recomenda Flávia. “Barraca cheia e com boa fila abre o apetite. Afinal de contas, com a rotatividade a comida deve ser sempre mais fresquinha.”
Abaixo, uma pequena amostra do que se pode encontrar nas ruas de cidades pelo Brasil. Bom apetite!
Salvador – BA

Programa obrigatório na Bahia, acarajé é preparado apenas pelas "filhas de Xangô" e não pode ter a receita alterada. Sentiu o privilégio? Foto Solange Rossini/Divulgação
Comer acarajé em Salvador é tão obrigatório quanto visitar o Pelourinho (onde as versões vendidas não são das melhores) ou o Elevador Lacerda. Para saborear o tradicional bolinho feito de massa de feijão fradinho frito em óleo de dendê sem medo, o melhor é seguir para as barracas famosas e sempre cheias do Rio Vermelho.
Mas se você já é um expert no quitute, pode degustá-lo como petisco de praia – em Salvador e arredores, sempre há um tabuleiro estrategicamente armado para matar a fome depois de um dia inteiro de sol e mar. O acarajé – que se tornou patrimônio da cidade de Salvador – normalmente vem acompanhado de vatapá, caruru e, em alguns casos, salada (quase um vinagrete) e camarão salgado. Pode ser comido como um sanduíche ou no prato, com o acarajé picado em pedacinhos. Uma delícia literalmente dos deuses.
Sim, porque o acarajé é servido como oferenda a Xangô, no candomblé. Considerado uma comida santa, é preparada apenas pelas “filhas de Xangô” e não pode ter a receita alterada. Sentiu o privilégio? Só não esqueça da recomendação básica: se a baiana perguntar se quer quente ou frio, responda sempre frio. A não ser que queira a pimenta para lá de caprichada.
São Paulo – SP
Não há programa mais paulistano que ir à feira no domingo e pedir um pastel com caldo de cana. Pode comer em pé ou nos banquinhos de plástico, adicionando vinagrete, catchup ou o que mais o dono da barraca inventar. Dependendo da quantidade que se compre, alguns até oferecem um outro pastel, de brinde. Afinal, vale tudo para fidelizar a clientela.

Pastel de feira só vale se for feito na hora Foto: Sergio Neves/AE
Os indefectíveis sabores de carne, queijo e palmito há tempos não são mais os únicos do cardápio. As opções ficaram tão variadas quanto os menus das pizzarias da cidade, com misturas conhecidas como frango com catupiry, camarão, portuguesa… Das redondas, os pastéis imitaram também os sabores doces: banana com canela, brigadeiro e por aí vai.
No ano passado, um concurso elegeu as melhores barracas de feira da cidade para saborear o quitute. A vencedora foi a Barraca da Maria, que bate ponto às quintas-feiras na Praça Charles Miller, no Pacaembu.

Barraca da Maria, vencedora do concurso das feiras Foto: Sergio Neves/AE
Fora da capital, o Pastel do Trevo, em Bertioga, na Rio-Santos, começou como uma barraquinha. O tamanho generoso de 30 centímetros (vale por dois de tamanho normal) e a fartura de recheio deram fama ao lugar, que ganhou mais espaço na entrada da cidade. E até filiais, como a do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, e da Pompeia, na zona oeste. O preço também cresceu: alguns sabores chegam a custar R$ 12. Seja qual for o endereço escolhido para saborear o pastel, o caldinho de cana para acompanhar é de praxe. Quer combinação melhor?
Olinda
Subir a ladeira da Misericórdia, em Olinda, não é tarefa das mais fáceis. É preciso fôlego e disposição para encarar a rua para lá de íngrime que leva ao Alto da Sé. O sacrifício vale a pena, e não apenas pela bela paisagem que se avista lá do alto. Afinal, lá em cima você poderá repor as energias com as famosas tapiocas.
São aproximadamente 30 barracas, que vendem a massa de fécula de mandioca recheada dos mais variados sabores. Queijo coalho, frango, charque e até opções doces, com doce de leite e goiabada, por exemplo estão no cardápio. Os preços variam de R$ 3 a R$ 5.

O mais difícil é ter de escolher o recheio… Foto: Mônica Nóbrega/AE
Em 2005, o Sebrae acompanhou as tapioqueiras, oferecendo, em parceria com a Prefeitura, cursos para melhoria no atendimento e na manipulação dos alimentos. Houve até a tentativa de uma padronização de roupas e logomarca, que não vingou. Mas as tapiocas continuam deliciosas.
Belém – PA

De tão típico, o tacacá ganhou também os restaurantes do Norte do País. Foto: Jean Barbosa/Paratur
O primeiro gole do tacacá pode travar a língua. Seu buquê não é daqueles de dar água na boca. Mas é obrigatório incluí-lo na lista “do que conhecer” quando se está em território nortista. Mesmo porque esta é só a primeira impressão dos desavisados, que acham que vão tomar alguma sopinha mais básica.
Na verdade, trata-se de uma iguaria indígena. E o que dá o gostinho típico é o tucupi (ou, em outras palavras, o suco da mandioca), além das folhas de jambu, responsável por, segundo dizem, dar um toque afrodisíaco ao preparado.
Não se assuste com o “travar” da língua logo nos primeiros goles – outra das responsabilidades do jambu. Nada que um paladar apurado e o envolvimento com o exotismo de sua história não supere.
De tão típico, o tacacá ganhou espaço também no cardápio da grande maioria dos restaurantes do Norte do País. Mas se mantém, firme e forte, pelas esquinas de Belém e no tradicional mercado Ver-O-Peso. (Cristina Vieira)
Jericoacoara está no seu roteiro de férias?

Pois saiba que, ao lado da desnorteante beleza natural, a boa gastronomia desta vila cearense merece ser louvada (e, em alguns casos, criticada). Anote e leve na mala este guia rápido de restaurantes. Todos devidamente testados em uma bela semana de folga.

Sabor da Terra: mais conhecido como O Tonhão, serve comida caiçara-cearense em porções generosas. De tão perfeita, a porção de lagosta grelhada com manteiga chega a desmanchar na boca. Custa R$ 60 na baixa temporada, acompanha arroz, purê de batata e farofa e serve muitíssimo bem duas pessoas.
Para ir: Rua do Forró, s/n; (0–88) 3669-2065
Rústico e Acústico: coloridas toalhas de crochê tornam o ambiente gostoso, confortável. A varanda tem chão de areia de praia, como as próprias ruas da vila. Peça camarão no abacaxi, especialidade do restaurante e daquele trecho de litoral. Por R$ 40 (preço de baixa temporada), acompanha salada, arroz e uma batata souté que pode - deve – ser trocada por purê de mandioca. Como sobremesa, copinhos de chocolate com creme de leite condensado e limão.
Para ir: Rua São Francisco, s/n; (0–88) 3669-2308
Mosquito Blue: a cozinha pretensamente sofisticada deste restaurante, localizado no hotel homônimo, foi recomendada por amigos. Mas decepcionou, apesar do ambiente delicioso num charmosíssimo quiosque na praia. Pode ter sido falta de sorte, claro, mas o ravióli com molho ao sugo chegou à mesa duro – não al dente, mas duro mesmo. Feita a reclamação, o garçom levou o prato. E o trouxe de volta, minutos depois, reaquecido no microondas. Desisti de jantar no local.
Para ir: Rua Ismael, s/n; (0–88) 3669-2203
Sfizietto: espaguete honesto com cerca de 15 opções de molhos do tipo que você mesmo prepararia em casa para uma refeição rápida. O alho e óleo estava bom; o de tomates, um tanto gorduroso. Custa entre R$ 11 e R$ 17 o prato para uma pessoa.
Para ir: Rua do Forró, s/n
Sky: mais bar que restaurante, essa deliciosa parada pré-balada tem música ao vivo e confortáveis cadeiras de madeira na areia. Vá sem fome ou, no máximo, com leve apetite para petiscar. Sem personalidade definida, o cardápio comete pecados como a porção de camarão gordurosa demais.
Para ir: Rua Principal, s/n; (0–88) 3669-2048
Carcará: por sorte, o melhor restaurante de Jeri foi deixado para o último dia das férias – caso contrário, teria sido difícil resistir à tentação de almoçar lá todos os dias. Pelo mesmo motivo, ficou para o fim nesta lista de sugestões. O cardápio tem bom número de opções em torno do tema comida regional. Arrumadinho (carne de sol, feijão de corda, arroz de leite com queijo e farofa), R$ 18,80; bobó de camarão, R$ 18,50, na baixa temporada. O local é também uma lojinha de artesanato que vende fofas bonecas de pano.
Para ir: Rua do Forró, 530; (0–88) 3669-2013 e (0–88) 9968-3929
Além destes, os restaurantes Na Casa Dela (Rua Principal, s/n), Chocolate (Rua do Forró, s/n) e Pizza Banana (Rua Principal, 84) foram bem recomendados – e só não foram testados por falta de tempo ou porque funcionam apenas na alta temporada.
A propósito, o Viagem & Aventura esteve em Jeri neste ano. Pedra Furada, Tatajuba, Lagoas Azul e do Paraíso e a animada vida noturna estiveram no roteiro. Com as sugestões de pousadas de Ricardo Freire, não falta mais nada para você arrumar as malas rumo às férias perfeitas.
Sim, o post começou com a promessa de um guia rápido. Mas este, você há de concordar, está mais para guia completo. Aproveite.
Para os admiradores de arquitetura você pode contar que foi a Eixample vistoriar as Casas Milà e Batlló, obras-primas do delirante Antoni Gaudí. Com os consumistas, use o argumento de que esteve nesse charmoso bairro de Barcelona para conferir vitrines Armani, Burberry e Louis Vuitton. Mas só revele a verdade aos amigos: o arquiteto catalão e as grifes estiveram em seu caminho. O prazer máximo, porém, você encontrou na Cacao Sampaka.

Vitrine parece joalheria – Carla Miranda/AE
A chocolateria nasceu em 2000, marcada pela estrela de Albert Adrià (sim, o irmão caçula de Ferrán), e utiliza em suas criações apenas o mais puro chocolate cubano, equatoriano, venezuelano, brasileiro… Em tempo: Albert desistiu da sociedade, mas suas invencionices continuam dando o tom.
A loja de Eixample – o nome significa extensão, em catalão, pois o bairro surgiu quando Barcelona não tinha mais para onde crescer – foi a primeira da grife, que agora tem unidades em lugares tão diferentes quanto Dubai e Tóquio. Quando estiver na esquina da Rambla Catalunya com a Calle Consell de Cent, recém-saído das tais butiques do Paseo de Gracia, reduza o passo. A fachada negra e a vitrine com visual de joalheria podem fazer você passar direto pela Cacao Sampaka. Lembre-se disso e fixe o endereço para não correr riscos: número 292 da Consell de Cent.

As joias da Sampaka – Carla Miranda/AE
A entrada já é uma festa, com chocolates de todos os formatos dispostos em cestos retangulares de vime. Há também embalagens com palitos de laranja amarga cobertos de chocolate escuro, amêndoas com chocolate branco, barras de chocolate com flocos de arroz. Enfim, você pode se perder sem antes ver as “joias” da Cacao Sampaka.
São oito coleções. Especiarias, Flores e Ervas, Vinhos, Licores e Aguardentes, e Inovações Gastronômicas estão entre as caixinhas prontas para degustação. Mas você pode montar sua própria seleção, como eu fiz. Minha atenção se voltou primeiro para a seção das inovações. De lá retirei um bombom de trufa negra do bosque, que deixou algo de tempero na boca. E outro de queijo parmesão, de sabor bem pronunciado a princípio, mas que se equilibrou aos poucos. O melhor dessa linha foi o de azeite, que confere textura ao recheio molengo de chocolate amargo.
Na sequência, investi nas Especiarias: pimenta da Jamaica (envolvente), açafrão (perfumado) e café com cardamomo (amarguinho sensacional). As flores foram uma decepção, com um quê de sabonete. Entre as bebidas, palmas para o bombom de cassis, um dos melhores da seleção que fiz naquele dia. O de avelã também agradou.
Antes de você deixar a Cacao Sampaka, vá até o fundo da loja, onde há um pequeno café, e confira o cardápio de chocolates cremosos, nas versões tradicional (cacau 70% e canela), azteca (cacau 80% e especiarias) e suíço (chocolate com chantilly). Uma orgia para chocólatra nenhum botar defeito.
2012
2011
2010
2009
2008