Foto: Arquivo Pessoal
Depois de ler sobre Espelette no caderno Paladar, Maria Isabel Camargo incluiu a cidade francesa no seu roteiro de férias, em setembro do ano passado. “É um lugar muito bonito, pouco explorado mas já conhecido como a cidade das pimentas. E elas realmente estão por todos os lados”, conta.
As mais finas porcelanas, esmaltes tradicionais e modernos, castelos, muita área verde e restaurantes estrelados. Quer ver tudo isso pessoalmente na região francesa de Limousin? Confira abaixo opções de pacotes que levam até lá – todos com aéreo, hospedagem em quarto duplo e preço por pessoa.
US$ 2.880: 6 noites, com transfer, aéreo também entre Paris e Brive-la-Gaillarde, aluguel de carro por uma semana, 3 noites no Castelo de Lissac e 3 noites no Mercure Royal, no centro histórico de Limoges, ambos com café. Na Biarritz
US$ 3.150: 4 noites em Limoges, no La Chapelle Saint Martin, com city tour. Na Tereza Ferrari
US$ 3.929: 10noites (Bordeaux, Saint Emilion, Brive-la-Gaillarde, Sarlat, Vale do Dordogne, Limoges, Paris), com translado, café da manhã e tours em cada cidade. Na Bon Voyage
Bruna Tiussu
Difícil será algum outro museu desbancar o Centro Pompidou do topo da minha lista dos melhores de Paris. Em um passeio margeando o Sena, é sempre na Pont des Arts que gasto mais tempo, entre os músicos e os milhares de cadeados que enfeitam a via. Um panini saboreado com as pernas esticadas no gramado de um parque, refeição obrigatória quando estou por lá. E, apesar de convicta do charme incomparável da língua francesa, não tem jeito. Após idas e vindas, meu cantinho mais aconchegante na Cidade Luz segue sendo inglês.
É como se um universo paralelo se abrisse entre as prateleiras abarrotadas de livros da Shakespeare & Company. Um mundo simples, com ordem própria, sofisticação mínima, conforto básico. E ainda assim absurdamente convidativo. Muito pela liberdade que se sente: puxe o livro que quiser, observe a capa, leia a orelha. Suba as escadas, repare nas ilustrações de autores famosos, no cantinho infantil (e sua parede repleta de mensagens, bilhetes, desenhos), nos acervos doados por outros amantes dos livros. Há obras centenárias, clássicos em suas primeiras edições, novos, usados… e sofás e cadeiras para que você sinta-se, no mínimo, como em uma biblioteca pública. Quer mais? Arrisque algumas notas no piano da última sala.
Fundado pelo visionário americano George Whitman em 1951, este reduto da literatura inglesa fica em pleno Latin Quarter, “olhando” para a Catedral de Notre-Dame logo ali do outro lado do rio. Mais que livraria, é vista como uma instituição desde seu início, por seus objetivos tão utópicos quanto sinceros de mudar o mundo. Whitman, hoje aposentado, não apenas vendia livros. Sustentando o lema “não seja rude com estranhos, pois podem ser anjos disfarçados”, abria as portas da Shakespeare & Co para todo e qualquer escritor que precisasse de um lar e um incentivo para trabalhar em Paris. Assim seguiu durante anos, abrigando centenas de autores vindos do mundo todo.
Fotos: Bruna Tiussu/AE
Muito do charme e autenticididade daquele cenário vem destas histórias vividas entre aquelas paredes – que você pode procurar saber mais entre um café e outro. Muito da vontade de ali ficar um dia inteirinho vem da programação de eventos, com autores indo falar de seus novos livros e noites de música. E muito da graça de comprar na livraria é passar a ter, na sua própria estante, um exemplar com o carimbo clássico da lendária Shakespeare & Company.
Ok, estou um mês atrasada. Só na semana passada fui assistir Meia-Noite em Paris, do diretor Woody Allen. Delícia de filme, para divertir, fazer pensar um pouquinho – só um pouquinho – e encantar com os cenários ensolarados (ou chuvosos, quando a trama pede) da capital da França.
Ah, Paris. Difícil não compartilhar do olhar apaixonado que os protagonistas lançam o tempo todo sobre a cidade. Até que, em uma cena ali pelo meio do filme, surge um instigante diálogo entre o escritor Gil Pender (Owen Wilson) e a estudante de moda Adriana (Marion Cotillard). Enquanto os dois caminham nas ruas durante a madrugada, ela diz que não sabe se acha Paris mais bonita de dia ou à noite. Ao que ele responde que poderia dar-lhe argumentos definitivos a favor de cada uma das duas opções.
Uma bela provocação, não? Depois de sair do cinema, não contive a vontade de rever fotos para tentar decidir se prefiro Paris à luz do sol ou durante a noite. Não tenho ainda uma resposta. Você consegue escolher?
Abaixo, uma seleção de imagens para inspirar.
Enquanto os franceses enchem a boca ao falarem da fama irresistível do seu tradicional doce macaron, os suíços – que já se gabam por deter as fábricas mais fantásticas de chocolates – não perdem tempo e vão logo abocanhar um delicioso luxemburgerli.
A primeira vista (para os não franceses e não suíços, claro), ambos parecem a mesma coisa: um docinho de massa leve, com recheios variados, que vão desde chocolate, baunilha, até Champagne e amêndoas. Mas a versão dos Alpes é mais aerada, menor que os macarons e com recheio muito mais farto.
A guloseima foi criada há mais de 50 anos por um confeiteiro de Luxemburgo (taí a explicação do seu nome) que foi trabalhar na mais famosa confeitaria de Zurique, a Sprüngli. O doce logo virou marca registrada da rede, que além dos 30 sabores permanentes, surpreende seus clientes com um novo, mas temporário, a cada mês.
Outras confeitarias da cidade também vendem seus luxemburgerli, mas para quem faz questão de provar o original, a Sprüngli fica na principal rua de Zurique, a Bahnhofstrasse.
O leitor Filipe Bragança planeja um roteiro de férias entre Londres, Paris e o Vale do Loire. E pediu dicas de castelos para se hospedar no Vale. A resposta está na versão impressa do Viagem – mas nosso colunista Ricardo Freire, o Turista Profissional, também já deu seus mais que bem-vindos palpites práticos sobre o tema.
Para conferir e se inspirar.

Em junho de 2010, Paulo Valério e Amélia estiveram na Normandia, no norte da França, e passaram pelo famoso Monte Saint-Michel. “É um lugar encantador. A primeira abadia foi edificada ainda no século 10. Esta da foto é do século 18.”
Atrás da fachada de tijolinhos da mansão construída nos idos da 2ª Guerra Mundial, os 17 quartos do Hotel Saint Louis reservam uma sequência de surpresas. Por dentro, o pequeno duas-estrelas (não se prenda à classificação) é a coisa mais colorida que pode ser encontrada em todo o centro histórico de Lisieux, cidade francesa que deve sua existência turística ao roteiro religioso baseado em vida e obra da católica Santa Terezinha.

A fachada do Hotel Saint Louis, em Lisieux
Não há cor, padrão de tecido ou textura que se repita na extravagante decoração. No meu quarto, poltronas, almofadas, lençóis e edredon eram quadriculados de branco e vermelho. E a cama tinha um dossel, aquela armação para cortinas - sabe cama de princesa? – também ao estilo toalha de piquenique. Um cenário entre divertido e bizarro.

Quadriculado nas estampas, desde a roupa de cama…

… até a poltrona e cortinas. Fotos Mônica Nóbrega/AE
Em outro quarto, adesivos formavam desenhos nas paredes azuis-celeste, combinadas com roupa de cama verde-limão. E juro que escutei, em algum canto do andar, um grito entre surpreso e desesperado: “Eu é que não vou dormir em um lençol preto!”
Tanta, digamos, criatividade é mérito da proprietária, a ex-modelo Sophie Ferron. Ela comprou o hotel há menos de dois anos e reformou tudo aos poucos. Cores inesperadas à parte, o que se pode afirmar é que Sophie consegue proporcionar aos hóspedes uma estada muito confortável (além de inevitáveis gargalhadas) por diárias bastante econômicas - de 30 euros, sem banheiro, a 61 euros, com ducha e vista para o jardim. Os quartos são grandes e a cama, ao menos aquela na qual dormi, é ótima. O café da manhã, apesar de simples (pães, croissants, suco, geleia, queijo, café e leite) é fresco e saboroso. A rua, calma, sem barulho.
A própria Sophie cuida de todo o atendimento. Carrega bandejas pelo salão de chá, dá sugestões turísticas, preenche fichas de check-in na recepção. E ali mesmo, entre paredes rosa-choque e cortinas de cabaré, explica sua proposta: “Queria um lugar divertido e surpreendente, mas que fosse confortável.”
Sem dúvida, ela conseguiu.
Para conhecer a filial do Centre Georges Pompidou, em Metz, e todo o charme da região de Lorraine, no nordeste francês, confira alguns pacotes. Os valores são os menores por pessoa em quarto duplo com passagem aérea São Paulo-Paris.
US $ 1.910: 5 noites. Inclui café da manhã e traslados. Na Tia Augusta Turismo (www.tiaaugusta.com.br; 11-3068 5111)
US$ 2.156: 9 noites. Inclui café da manhã, traslados e passeios. Na CI (www.ci.com.br; 11-3677-3600)
€ 3.040: 7 noites. Inclui café da manhã, traslados e passeios. Na Friends in the World (www.friendsintheworld.com.br; 11-3894-9403)
2012
2011
2010
2009
2008