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Viagem

Prédios art déco, grafites nas paredes e obras contemporâneas para serem admiradas. Restaurantes internacionais com menus irresistíveis para saciar o paladar. Musicais da Broadway e óperas no New Wold Symphony que agradam aos ouvidos. E lojas, muitas lojas – além dos spas sofisticadíssimos – onde você pode exercitar o tato. Para experimentar uma viagem multissensorial por Miami e seus arredores, comece conferindo os pacotes que levam até o destino (preços por pessoa, com aéreo e em quarto duplo):

US$ 850: 7 noites. Na Submarino Viagens
US$ 1.055: 5 noites, com traslado. Na Visual
US$ 1.158: 4 noites, com aluguel de carro. Na Giampá
US$ 1.171: 5 noites, com locação de carro. Na Top Brasil
US$ 1.183: 5 noites, com locação de carro. Na Tia Augusta
US$ 1.184: 6 noites, com traslado. Na Eden Tours
US$ 1.225: 5 noites. Na Filhos da Terra
US$ 1.225: 5 noites. Na New Age
US$ 1.250: 4 noites. Na Rapi10 Viagens
US$ 1.307: 5 noites, com aluguel de carro. Na Sem Fronteiras
US$ 1.363: 6 noites, com aluguel de carro. Na MK Travel
US$ 1.398: 5 noites, com traslados. Na Natural Mar
US$ 1.488: 4 noites, com traslado. Na Agaxtur
US$ 1.563: 4 noites, com aluguel de carro. Na Soft Travel
US$ 1.588: 5 noites, com traslado e três dias de tour de compras. Na CVC
US$ 1.648: 4 noites, com locação de carro. Na Designer Tour
US$ 1.898: 7 noites, com locação de carro. Na ADVTour
US$ 2.320: 6 noites, com aluguel de carro e ingresso para Miami Shopping. Na Monark
US$ 2.480: 5 noites, com transfer e tour de compras. Na Tereza Ferrari

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Como boa turista brasileira, adoro ir às compras quando viajo. Só que o alvo da cobiça, no meu caso, não são as lojas de grife, nem as de souvenir. São os supermercados.

O amor pelas gôndolas e prateleiras virou questão de sobrevivência desde que descobri a delícia que é trocar o hotel por um apartamento alugado. Ter um lar temporário e uma cozinha toda minha implica em riscos, é verdade – como estragar o café com uma generosa colherada de sal por não compreender a embalagem escrita em eslovaco (com opções em húngaro, checo e polonês, para ninguém poder dizer que os fabricantes da Eslováquia só conhecem seu próprio idioma). Mas também reserva alegrias. Alegrias econômicas, que são ainda melhores. Exemplo: encontrar a cerveja deliciosa, que custava 40 coroas checas (cerca de R$ 3,90) a garrafa em um pub, vendida por 8 coroas checas. Meros R$ 0,75.

Surpresas gastronômicas estão garantidas quando você vai a um supermercado no exterior. Um detalhe estampado na embalagem que passe despercebido e pronto: a torrada do café da manhã ganha uma bela camada de queijo cremoso apimentado. Você recheia o sanduíche com um embutido que tinha todo o jeito de primo do peito de peru, mas cuja textura se revelou curiosamente esponjosa. Ou descobre que, no Chile, estes estabelecimentos vendem vinho em caixa tetrapack, por valores irrisórios – e acredite, sabor bastante aceitável.

Supermercados ensinam, ampliam o jogo de cintura. Em Praga, onde virei habitué de uma loja da rede Tesco, a dificuldade de comunicação com a atendente do balcão de frios foi superada com ajuda do iPhone. Depois de apontar o item que queria levar, eu usava o aparelho para mostrar fotos de animais – galinha, porco, vaca, carneiro – e, assim, descobrir de qual carne o produto era feito. Então, digitava a quantidade (por exemplo, 200 g). Ela escrevia o preço no aparelho, esperava meu “sim” com a cabeça e tudo estava resolvido.

Muito antes de as sacolas retornáveis virarem moda e começarem a ser vendidas nos supermercados paulistanos, conheci a ideia em Berlim. Lá não é questão de escolha levar sua própria bolsa, mochila, cesta ou seja o que for para transportar as compras para casa. Quem não faz isso paga por cada saquinho plástico usado. Um sistema que, agora, até a Câmara de Vereadores de São Paulo quer implantar na cidade.

Supermercados também são o lugar perfeito para comprar lembrancinhas sem ir à falência. Você consegue pensar em presentinhos melhores para familiares e amigos que sabonetes, creminhos, pacotes de bala e miudezas assim, escritos em outro idioma? Eu não.

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Uma frase muito conhecida do líder pacifista indiano Mahatma Gandhi diz “seja você a mudança que você quer ver no mundo”. Essa é a inspiração para os vários ecoeventos que pipocam por Nova York para comemorar o Dia da Terra, em 22 de abril. Sim, porque a maior megalópole do mundo também pode ser um tantinho mais verde.

Para os pequenos, oficinas de arte sobre a importância de manter a água limpa, amanhã,  no Museu South Street Seaport (www.southstreetseaportmuseum.org). No próximo fim de semana, o Brooklyn Children’s Museum (www.brooklynkids.org) organiza workshops de pintura com materiais recicláveis.

Dois museus novaiorquinos, o MoMA e o P.S.1 Contemporary Art Center, propuseram a cinco urbanistas o desafio de solucionar o aumento do nível do mar no porto da cidade. Com soluções inovadoras, como um tipo de asfalto capaz de absorver melhor a água das chuvas, as propostas estão na mostra Projetos do Litoral de Nova York, até 11 de outubro no MoMA (www.moma.org).

FOTO: BOBBY YIP/REUTERS

FOTO: BOBBY YIP/REUTERS

Também é possível fazer compras sem sentir peso na consciência. A ExpoEcoLux, no Grand Central Terminal (www.grandcentralterminal.com), é uma feira com cosméticos cruelty-free, que não fazem experimentos com animais, e com roupas cujas matérias-primas são sustentáveis. Nas colunas do belíssimo edifício Grand Central Terminal serão projetadas imagens gigantes da Terra.

No domingo, 18, pela manhã, uma caminhada ecológica vai percorrer o maior parque da cidade, o Pelham Bay Park, no Bronx. Já para os baladeiros, a Fundação Surfrider, formada por surfistas, realiza uma festa regada, é claro, a muita surf music. No dia 22, no Bar Fontana’s (www.fontanasnyc.com/). E há também uma espécie de Virada Cultural ecológica, com dois dias de shows, peças e performance. Se a fome bater, corra até uma das diversas barraquinhas de comida orgânica.

Agora se você quer colocar a mão na massa, no dia 24, a partir das 10 horas, um grupo de voluntários promove o mutirão de limpeza e replantio no Parque Jamaica Bay Wildlife Refuge, no Queens. E ter a companhia das centenas de aves que migram nesta época do ano, vindas do hemisfério sul.

Toda a programação do evento está no site http://earthdayny.ning.com/

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08.janeiro.2010 15:14:55

Explore esse lugar

É na 83-97 Regent Street que os aventureiros se sentem em casa. Entre as butiques mais pomposas da famosa rua de compras de Londres está a loja da National Geographic – e todos os produtos que parecem ter o poder de tornar melhorar qualquer viagem.

Brincando você passa uma tarde toda “explorando” os dois andares da megastore. Uma parte dela parece simular a savana africana: as roupas estão dispostas em prateleiras de bambu, entre diferentes espécies de plantas, e as paredes são decoradas com as mais inusitadas fotos de expedições.

Bambus, árvores e pedras fazem parte da decoração. FOTO: Bruna Tiussu/AE

Bambus, árvores e pedras compõem a decoração. FOTO: Bruna Tiussu/AE

Gostou daquela grande canoa de madeira onde as mochilas de trekking estão expostas? Ou uma daquelas mesas rústicas onde estão as agendas e bloquinhos de viagens ficaria ótima na sua casa? Pode levar! Lá, tudo está à venda.

E para não achar que está levando gato por lebre, teste as roupas térmicas típicas de expedições pelos polos antes de passar o cartão. No andar de baixo da loja há uma câmara que simula as temperaturas do Ártico. Vista uma das jaquetas, entre lá e confira pessoalmente sua eficiência.

Câmara fria simula o frio do Ártico. FOTO: Bruna Tiussu/AE

Câmara fria simula o frio do Ártico. FOTO: Bruna Tiussu/AE

Passou um pouco de frio? Peça uma bebida quentinha no café da loja e relaxe lendo as últimas edições da National. E antes de sair, dê uma passadinha na banca e morra de vontade de comprar todos aqueles livros com fotos belíssimas e os guias que são sempre bem vindos na nossa mala.

Loja tem sua própria banca de jornal. FOTO: Bruna Tiussu/AE

Loja tem sua própria banca de jornal. FOTO: Bruna Tiussu/AE

Inaugurada em novembro de 2008, a de Londres foi a primeira megastore da marca. A pouco tempo foi a vez de Cingapura ganhar sua filial e a promessa é espalhar o conceito mundo afora. Sorte nossa!

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Jimmy Choo lançou hoje uma linha de roupas para a plebeia H&M. Assim que eu soube da notícia, pensei: acho que rola um tweet. Simples, básico, fácil. E, claro, uma conferida detalhada nas araras da marca em minha próxima viagem… Coisa que já faço, por sinal, com ou sem as peças criadas pelo design de sapatos. Afinal, sempre dá para garimpar  blusinhas bacanas, acessórios interessantes (não vão durar a vida toda, mas pelo preço que está na etiqueta, quem liga?) e itens fofos na seção infantil.

Mas o delírio que as roupas provocaram mundo afora mudou o rumo dessa história. O tweet  não foi descartado. Aliás, já está no ar. Só que agora a notícia ficou bem maior que 140 caracteres. Mal as mais de 200 lojas espalhadas pelo globo -  em lugares tão distintos quanto Hong Kong e Arábia Saudita, além de EUA, Europa, Rússia… – abriram as portas, lá estavam de plantão dezenas de consumistas. 

As moçoilas já tinham tido um preview da coleção, desfilada em Hollywood no dia 3 por fashionistas, celebridades e consumistas inveteradas. Meninas como Paris e Nicky Hilton, Kate Walsh,  Sheryl Crow, Mini Andén…   

Paris Hilton se rasgou de elogios. “Eu já amava a H&M, mas com Jimmy Choo ficou ainda melhor”, disse. “Mal posso esperar para ter a coleção toda.”

Com tanto marketing e peças bem em conta, o sucesso estava definido. Quem enfrentou a multidão saiu das H&Ms com muitas sacolas, lotadas de roupas, acessórios, bolsas e, claro, sapatos. Jimmy Choo com preço de H&M. Já imaginou a loucura? Mesmo abatido pelo solado vermelho de Christian Louboutin, Choo ainda é Choo.

Meninas com suas sacolas em Colônia, na Alemanha. ROLF VENNENBERND/EFE

Meninas com suas sacolas em Colônia, na Alemanha. ROLF VENNENBERND/EFE

 Sei que agora talvez seja tarde demais. Mas juro que  a preocupação em não estimular o consumo louco-desenfreado quase impediu a publicação deste post. Ainda mais num sábado, dia que parece combinar com shopping como nenhum outro. Pelo menos, ninguém aqui no Brasil vai correr para uma H&M. Feliz ou infelizmente, a marca ainda não chegou por aqui. Mas parece ser questão de tempo.

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