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Guia Michelin terá versão brasileira em março de 2015

Fabio Vendrame

27 maio 2014 | 15:58

Michael Ellis, diretor internacional dos ‘Guias Michelin’ – Foto: Divulgação

Fábio Vendrame

A primeira edição brasileira do Guia Michelin será lançada em março de 2015 e terá versões em português e em inglês. A princípio, a publicação trará indicações de hospedagens e restaurantes no eixo Rio–São Paulo e será atualizada a cada ano – além de impresso, haverá também versões digitais. Uma expansão não está descartada, mas os responsáveis sobre o projeto preferem se esquivar a entrar em detalhes. No entanto, novos destinos no Brasil e na América do Sul devem integrar a coleção francesa, que se faz presente na Ásia e nos Estados Unidos, além da Europa, onde foi criada há mais de cem anos.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira (27) no Salão Nobre da Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes, em São Paulo. Participaram do evento Michael Ellis, diretor internacional da marca, Damien Destremau, vice-presidente na América do Sul, e o chef francês Cyril Lignac, do Le Quinzième, radicado em Paris.

Não foram revelados pormenores como tiragem, preço, tamanho e número de estabelecimentos na versão brasileira da publicação, que, além do guia impresso, terá também uma versão digital. “Neste momento nossos inspetores independentes estão testando hotéis e restaurantes em São Paulo e no Rio”, disse Ellis.

Foi também mantido sigilo em torno da equipe de avaliadores. A respeito deles, foi dito apenas que são “espanhóis que falam português e atuam de forma anônima: almoçam, jantam e pagam a conta”. No futuro, porém, a Michelin poderá forjar um time brasileiro. “Eles (os inspetores) têm o desafio de encontrar bons restaurantes, onde se coma muito bem, e para todos os tipos de orçamento.”

Lançado em 1900, na França, o guia cobre atualmente 23 países em três continentes. No total, reúne cerca de 45 mil estabelecimentos no mundo. Uma de suas marcas registradas é a atribuição de estrelas – até três – aos locais avaliados, de acordo com critérios específicos. Um deles é a realização de mais de uma visita ao mesmo estabelecimento por inspetores diferentes.