O Departamento de Estado americano divulgou neste domingo comunicado alertando viajantes sobre a possibilidade de novos ataques terroristas na Europa. Segundo o documento, grupos ligados à Al-Qaeda estariam planejando atentados a grandes cidades europeias. As informações teriam sido obtidas por órgãos de inteligência.
“Lembramos que entre os potenciais alvos dos terroristas podem estar o sistema de transporte público e a infraestrutura turística das cidades”, informa o Departamento de Estado.
Notícia publicada na versão online do The New York Times explica que os possíveis alvos seriam localidades em três países: Inglaterra, França e Alemanha.
Na reportagem Pechinchas aéreas nem sempre vantajosas do Viagem de hoje, falamos das diversas taxas que se transformam em lucro para as companhias aéreas low costs americanas e europeias. Aproveitando essa deixa, acho apropriado contar que o assunto também foi tratado ontem no Fórum Panrotas. Por parte das aéreas brasileiras, há o interesse por opções de taxação mais flexíveis.
Durante o debate o presidente da Webjet, Julio Rudge Perotti, quis saber da presidente da Anac, Solange Vieira, se o Brasil tende a se aproximar das normas mais liberais existentes subretudo na Europa. “É possível flexibilizar as normas brasileiras? É justo, por exemplo, quem viaja sem bagagem pagar o mesmo valor daqueles que têm malas para despachar?”
A resposta de Solange foi a seguinte: “O Brasil ainda tem muito que evoluir. Ainda buscamos o caminho do meio e ainda é aquele que protege o consumidor. Atualmente o setor é movimentado pelo mercado executivo e esses clientes não aceitariam um plano assim. Mas a postura da agência é de desregulamentação em todos os sentidos, então pode ser que em três ou quatro anos a gente consiga algum avanço nesse sentido e abra espaço para regras mais flexíveis. Essa resistência nada mais é que a tentativa de apagar o fantasma que ronda o setor, de uma época não tão distante que a qualidade do serviço ficava a desejar”.
O debate entre a presidente da Anac, Solange Vieira, e os presidentes das companhias aéreas brasileiras – Tam, Gol, Azul, Webjet, OceanAir e Trip – realizada hoje no Fórum Panrotas 2010 mais pareceu uma conversa entre amigos.
Segundo Solange, todas as iniciativas da Anac partem do pressuposto que o setor deve ser desregulamentado economicamente – o que as empresas não se opõem. “Buscamos a liberação das tarifas. Já foi provado que esta é uma área que se autorregula, nossa função é fiscalizar e regulamentar apenas a parte técnica”.
Quanto ao constante receio da capacidade dos nossos aeroportos para receber os cerca de 2,8 milhões de turistas para a Copa do Mundo 2014, Solange foi categórica: “Nem a Copa e nem as Olimpíadas de 2016 são problemas. São eventos curtos, e conseguir convencer o Ministério Público a autorizar o funcionamento dos aeroportos para 24 horas por dia para suprir a demanda é fácil. O problema é a situação que eles estarão até chegar lá”.
Como órgão regulador e fiscalizador, a Anac não tem poder legal para decidir sobre investimentos na infraestrutura aeroportuária do País. O que confere à agência é impedir que os aeroportos saturem sua capacidade de trabalho. A Anac está revendo seus limites, fiscalizando cada um deles e assim indicando à Infraero os principais problemas a serem solucionados.
Congonhas, que estava operando em 48 slots, hoje tem permissão para operar apenas 33 - e a presidente da Anac não quis opinar se ele voltará a ter condições para retomar o número antigo.
Em abril, três novas companhias aéreas começam a voar em Congonhas: NHT, Azul e WebJET. De olho no aeroporto com maior movimento e mais rentável do Brasil, elas participaram do leilão de slots (horários de pouso e decolagem) realizada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) em Brasília, nesta segunda-feira. As novatas vão concorrer com as atuais operadoras do aeroporto: OceanAir, Gol/Varig e TAM.
A NHT, do Rio Grande do Sul, se deu bem na distribuição de slots: conseguiu 20 horários, sendo 10 deles durante a semana – horário de intenso movimento no aeroporto. Já a Webjet ficou com 18 horários e a Azul, 8, todos aos sábados e domingos.
A Gol abocanhou a maioria dos slots: 56 slots. Hoje, a empresa opera 1.448 pousos e decolagens no aeroporto paulistano. Em seguida, vem a TAM, que vai somar 54 slots aos atuais 1.404. E a Ocean Air, que opera 132 horários, terá 38 novos slots – incluindo 10 para uso durante a semana.
O leilão de slots foi uma tentativa da ANAC de quebrar o monopólio das empresas que atuam em Congonhas. No entanto, como se vê, TAM e Gol ainda lideram o número de pousos e decolagens.
Dos 355 slots dsiponíveis, foram distribuídos 202. Os 153 horários restantes que não foram escolhidos – 88 aos sábados e 65 aos domingos – continuam em poder da ANAC. Qualquer empresa interessada pode solicitar esses horários quando tiver demanda.

Aeroporto de Congonhas. Foto: Monalisa Lins/AE
Enquanto assiste a um vídeo de algum ponto turístico brasileiro no YouTube, o internauta localiza os locais citados no Google Maps. O canal www.youtube.com/visitbrasil, lançado hoje, é uma ferramenta inédita por integrar vários recursos tecnológicos. Ele é resultado da parceria entre a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) e o Google.

Brand channel da Embratur. Foto: Reprodução
Em um país com dimensões continentais como o Brasil, o mapa dá a noção de distância entre as cidades. E não é só uma visão macro do local. O Street View, outra ferramenta do Google, fornece a localização exata de algum ponto citado no vídeo, como um restaurante, por exemplo.
Na rede estão 88 vídeos de 280 roteiros turísticos nacionais, todos com opções de legendas em 68 idiomais. Os temas são variados, de moda à gastronomia. Os vídeos são divididos em três grandes grupos: destinos, testemunhos e promocionais. No segmento destino, os roteiros versam sobre cinco temas: sol e praias; cultura; ecoturismo; esportes; negócios e eventos. Em testemunhos, há vídeos de turistas estrangeiros a personalidades brasileiras.
Em breve, o número de vídeos deve aumentar. A Embratur vai lançar uma campanha para que turistas, brasileiros e estrangeiros, possam colocar seus próprios vídeos no canal.
“Esa é a primeira vez que o Google une vídeos e mapas em um mesmo canal. Outros países já mostraram interesse pela ferramenta, que levou seis meses para ser concluída”, conta Jorge Dib, diretor da área de negócios voltado à indústria de turismo do Google.
Por Heloisa Lupinacci
Ainda estávamos em novembro, mais precisamente, na sexta-feira, 27, e o aeroporto de Congonhas já tinha pinta de fim de ano. Aquelas filas enormes, a ameaça constante de atrasos e alto-falantes anunciando “manutenções fora do previsto” que carregam o ar de mau-humor. Das últimas três vezes que encarei esses lotados salões de espera, não houve nem umazinha em que o número do portão de embarque impresso no meu cartão correspondeu ao número do portão em que eu de fato embarquei.
Foi assim nesta sexta. Estava lá com os outros passageiros com destino a Campo Grande esperando no portão 7. A televisãozinha do portão anunciava: Santos Dumont (RJ). Não era para lá que a gente ia. Mas todo mundo esperava que ela logo mudasse de canal, saindo da emissora da costa em direção àquela mais sertaneja.
Pois logo veio o anúncio: atenção passageiros do voo número tal, com destino ao Rio de Janeiro, aeroporto Santos Dumont. Devido ao remanejamento da aeronave, seu embarque será no portão 7. E continuou, fatal: o voo atrasou e não vai mais para o Santos Dumont, e sim para o Galeão. Calculei que era melhor sair dali antes de eles chegarem.
Não tardou muito para que viesse o aviso: o voo de Campo Grande atenção passageiros do voo Gol 1218, com destino a Campo Grande, o embarque será no portão 13. (O portão 13 fica no confuso subsolo do já confuso aeroporto.) Eis que o alto-falante anuncia a novidade da temporada. Essa eu nunca tinha ouvido antes. Foram dois voos da TAM: excepcionalmente neste voo, os assentos não serão marcados. O passageiro deve sentar no assento que estiver disponível. (A TAM, que recentemente trocou seu sistema de check-in, afirma que não tem registro de problemas em marcação dos assentos na sexta-feira)
Se o número do portão já não vale nada, na sexta até o da poltrona estava capengando. Se o horário também já não é a coisa mais confiável do mundo, o único número que continua firme e forte é aquele do voo mesmo. E é bom guardar esse número bem guardado na cabeça, para a hora em que o alto-falante anunciar as mudanças e novidades em relação a ele.
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