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Viagem

Bruna Tiussu

Onde há estrelas de Hollywood, elas reinam soberanas. Basta dirigir o olhar para o chão para constatar que as solas vermelhas dos sapatos assinados por Christian Louboutin são as mais cobiçadas. Preferência justificada pelo conjunto que representam: feminilidade, glamour, elegância e poder. Mesmo que sobrepostos em saltos vertiginosos que exigem doses extras de equilíbrio.

Considerado ícone quando o assunto são calçados femininos, o designer francês acaba de ganhar a primeira grande exposição de seu trabalho, inaugurada hoje no Design Museum de Londres. Centenas de pares que marcam a evolução e diversidade de suas criações estão expostas, representando seus 20 anos de carreira. Detalhe: Louboutin abriu sua primeira loja em Paris, tendo como primeira cliente a princesa Caroline de Mônaco.

Além da sola vermelha, os saltos altíssimos são a marca de Louboutin, que já ganhou manchetes ao declarar que “saltos altos são como prazer com doses de dor”. O que não significa que o mestre francês não se preocupa com conforto. A exibição revela como ele pensa um sapato, desde o desenho inicial, protótipo até a produção final, etapa por etapa, sempre acompanhada por uma viagem particular de estilo e elegância.

Para enriquecer a mostra, moldes viraram parte da instalação e a estrela Dita Von Teese, cliente fiel de Louboutin, virou peça central de uma performance holográfica tridimensional que representa a inspiração do criador francês. A exposição fica em cartaz até 9 de julho – a entrada custa 10 libras.

Fotos: Stefan Wermuth/Reuters

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Amanhã faltará um ano para o início da Olimpíada de Londres. Mas muitas atrações relacionadas aos Jogos – na capital londrina e em cidades próximas – merecem ser conferidas desde já.

 

Trilha olímpica de Much Wenlock: cidade é considerada berço dos Jogos Olímpicos modernos. Fotos Adriana Moreira/AE

 

 

 

 

Centro da pequena Much Wenlock: médico da cidade inspirou-se nas Olimpíadas gregas para criar jogos estudantis no séc. 19

 

 

 

 

Ruína de mosteiro em Much Wenloc

Ruínas de mosteiro de Much Wenlock

 

 

 

 

Tortas do Ryan and Son trouxeram fama (e filas) ao açougue de Much Wenlock

 

 

 

 

Colina de North Fort, em Portland: local ganhará arquibancada durante os Jogos Olímpicos para provas de iatismo e vela

 

 

 

 

Centro da pacata Much Wenlock: cidade é

 

 

 

 

Fish

 

 

 

 

Mercado de Greenwich: quiosques vendem comidas do mundo inteiro

 

 

 

 

The Painted Hall, no Greenwich Park, o maior teto pintado da Europa

 

 

 

 

Hyde Park: local receberá a maratona aquática nos Jogos

 

 

 

 

Esquilo no Hyde Park

 

 

 

 

Museu de Wimbledon: nas quadras, competições de tênis durante os Jogos

 

 

 

 

 

 

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Bruna Tiussu

Embora anual – o evento está na sua quarta edição -, o Open Weekend de Londres deste ano promete ser ainda mais especial. As festas ao ar livre e apresentações artísticas agendadas para este fim de semana (de 22 a 24 de julho) vão celebrar o marco de “um ano para os Jogos Olímpicos  de 2012″.

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Festa e atividades artísticas para celebrar o espírito olímpico. Foto: Divulgação

 

Haverá atrações por toda a capital e para todas as idades. O  East London, por exemplo, se transformará em um playground gigante para a criançada se divertir, com direito a obstáculos e desafios do tipo caça ao tesouro. Ainda na mesma região da cidade, um barco convertido no The Floating Cinema navegará pelos canais do Parque Olímpico com uma seleção especial de comédias e produções nacionais.

Artistas e público em geral poderão colocar a criatividade em ação em uma enorme instalação montada em Canary Wharf, o famoso complexo de edifícios comerciais. Ou ainda poderão curtir música de qualidade sem ter que pagar nada por isso no Barbican:  o gigantesco centro de artes, que é sede da Orquestra Sinfônica de Londres, estará com uma programação gratuita de concertos e shows.

Para ver toda a programação do Open Weekend, acesse os sites london2012.com e visitlondon.com.

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Foto Bobby Yip/Reuters

 

O casamento do príncipe William com Kate Middleton inspirou espaços pelo mundo todo a criarem exposições sobre a família real britânica.

Um shopping em Kwun Tong, Kowloon, na área continental de Hong Kong (antiga colônia inglesa), gastou cerca de US$ 20 mil numa exposição com direito até a uma sósia (de olhos puxados) de Kate Middleton. Além de ver, quem visitar o local até o dia 5 de maio também poderá comprar os souvenirs oficiais do casamento mais badalado dos últimos tempos. 

Foto Bobby Yip/Reuters

 

 Outra ex-colônia, a Índia também foi palco de uma exposição na cidade de Chennai, onde a biblioteca do British Council reuniu pratos, xícaras e outros objetos decorados com a foto do mais novo casal da realeza britânica.

Foto Babu/Reuters

 

 Os Estados Unidos também não ficaram de fora. A exposição Diana - A Celebration (www.dianaexhibition.com), traz a Kansas City objetos que pertenceram à princesa, como joias, roupas e até o vestido usado por ela no casamento com o príncipe Charles. A exposição permanece na cidade até dezembro.

Foto Divulgação

 

 Já em Tóquio, um shopping abusou da criatividade e trouxe malas criadas especialmente para a realeza na exposição Globe-Trotter – incluindo a usada pela rainha Elizabeth em sua lua de mel.

Foto Shizuo Kambayash/AP

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Os dinos começam a invadir Londres. As primeiras peças da exposição Age of the Dinosaur, que abre as portas em 22 de abril, já chegaram ao Museu de História Natural. A mostra interativa vai tentar reproduzir como era a vida na Terra há 65 milhões de ano, com suas plantas e animais hoje extintas do planeta.

Mostra terá réplicas em tamanho real e que se movimentam. Foto: Museu de História Natural/Divulgação

Três réplicas de dinossauros em tamanho real estarão expostas no museu. Construídas pela empresa japonesa Kokoro, as feras serão capazes de se mover e emitir sons ao melhor estilo Jurassic Park, transportando os visitantes de volta ao período cretáceo. Vai encarar?

Ingressos a 10 libras (R$ 26,50).

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Desde que surgiu ao lado do príncipe William, todos os holofotes se viraram para Kate Middleton. Afinal, quem é a plebeia que conquistou o coração do herdeiro do trono real? Já com casamento marcado – a cerimônia será dia 29 de abril, na Abadia de Westminster, em Londres -, toda a curiosidade ao redor da jovem deu início ao que a mídia inglesa apelidou de Kate-mania.

Uma nova iniciativa desta ‘corrente’ acaba de surgiu na terra da rainha: a operadora Morton Travel criou um tour de ônibus por Bucklebury, a cidade natal de Kate. O pequeno vilarejo fica a 90 quilômetros da capital e tem uma população aproximada de 2 mil pessoas – que já estão  sentindo algumas mudanças depois que o local caiu nas graças do noticiário.

Vilarejo de Bucklebury, a 90 km de Londres. Foto: Toby Melville/Reuters

Quem encara o passeio vai conhecer as casas onde Kate passou a infância com sua família, a igreja onde foi batizada e também o pub The Old Boot Inn, ainda frequentado pela família e onde ela já levou o príncipe William para tomar alguns drinques. A casa atual dos Middleton tem cinco quartos e fica na zona mais rural dali, cercada de árvores, o que pode dificultar um pouco a vista dos turistas.

Roteiro inclui visita ao pub The Old Boot Inn, que a família frequenta até hoje. Foto: Kieran Doherty/Reuters

Roteiro inclui visita ao pub The Old Boot Inn, que a família frequenta até hoje. Foto: Kieran Doherty/Reuters

Para restaurantes e bares do pequeno vilarejo, a visita de turistas é vista com bons olhos, uma forma de incentivar o comércio. Mas a insistência da imprensa tem causado algum transtorno na rotina tranquila de Bucklebury. O proprietário do The Old Boot Inn, por exemplo, proibiu entrevistas no local: gravador e câmera não são bem vindos ali. Tudo para garantir que os fregueses fiéis consigam comer em paz.

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06.janeiro.2011 15:59:39

Música de inverno

É durante o inverno que o norueguês Terje Isungset melhor expõe seu talento. Há dez anos, este excêntrico compositor começou a produzir música a partir de instrumentos feitos de gelo, como trompa, xilofone, harpa, guitarra e instrumentos de percussão, que ele só consegue tocar quando está frio.

Cada instrumento é único e produz sons distintos. Foto: Stefan Wemuth/Reuters

Londrinos e turistas que estiverem na capital inglesa terão a chance de conferir o trabalho de Terje neste fim de semana (7 a 9 de janeiro), quando o artista subirá a um palco especial do Somerset House durante o evento Ice Music (veja os horários aqui). As apresentações serão realizadas dentro de uma espécie de ‘iglu urbano’, que exibirá vídeos e fotografias dos cantos nórdicos do mundo entre um show e outro.

Terje vai se apresentar dentro de um iglu artificial, em Londres. Foto: Alastair Grant/AP

Diante de toda esta organização e já contando com o corriqueiro friozinho da cidade, é bom reservar um casaco reforçado para o evento. E o público pode esperar um show interessantíssimo. Como cada vez a água congela de uma forma diferente, os instrumentos produzidos são únicos – e consequentemente, o som que produzem. Cada show dura 30 minutos e Terje será acompanhado pela cantora Lena Nymark, também norueguesa.

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São Paulo inaugurou, semana passada, sua pista de patinação de gelo ao ar livre (e de graça) no Vale do Anhangabaú. O que é novidade por aqui já se transformou em tradição em diversas cidades do mundo. Em Nova York, por exemplo, a pista do Rockefeller Center há décadas vem entretendo as famílias desde os primeiros sinais do frio. Patinar ali custa a partir de US$ 10.

A cinco quarteirões dali, há uma opção menos disputada – e muito mais barata. Não se paga nada para deslizar sobre a pista do Citi Pond at Bryant Park – caso você não tenha patins, só pagará o aluguel, de US$ 13.

Se divertir na pista do Bryant Park é de graça. Foto: Chip East/REUTERS

Outra pista famosa na cidade é a Wollman Ice Rink, no Central Park, que segue em funcionamento até 3 de abril. Custa US$ 10,25, mais o aluguel dos patins. O www.nycgo.com tem mais informações sobre as pistas em Nova York.

Crianças se divertem na pista do Central Park, em Nova York. Foto: Chip East/REUTERS

Londres também convida os corajosos a deslizarem sobre o gelo no Hyde Park, onde fica a maior e mais concorrida pista da cidade. No local há também um parque de diversões, para aqueles que quiserem sentir no rosto uma brisa gelada (e bota gelada nisso). A entrada no parque é gratuita – você paga apenas as atrações. No caso da pista de gelo, custa 7,50 libras (R$ 20), com o aluguel dos patins já incluído. Saiba mais: www.hydeparkwinterwonderland.com

E que tal patinar tendo como vista a London Eye? No inverno, a famosa roda-gigante ganha sua própria pista de gelo. Você pode comprar ingressos combinando a patinação com a entrada na atração que é um dos símbolos de Londres. Custa a partir de 28,45 libras (R$ 76) – há preços especiais para famílias. Mais informações: www.londoneye.com.

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Sempre achei a Leicester Square um dos lugares mais capazes de transmitir o ritmo acelerado e o clima de metrópole exagerada de Londres. O vai e vem das pessoas, o movimento dos vendedores, dos panfleteiros anunciando novidades, e sobretudo a estonteante variedade de neóns coloridos que tomam conta da praça logo que a noite cai. De certa forma, tudo parece acontecer lá primeiro.

Ao menos no que diz respeito ao mundo do cinema, a afirmação tem lá seu tanto de verdade. Periodicamente, a Leicester Square estende seu glamouroso tapete vermelho para que estrelas das grandes produções possam desfilar no dia da pré-estreia e dar um alô aos fãs – que chegam a dormir por ali para garantir um lugar mais próximo das beldades. A primeira exibição dos longas normalmente é realizada no famoso cine Odeon, que tem seis telas (uma delas é considerada a maior do mundo) e comporta 1943 pessoas.

'Estrelas' do Toy Story 3 desfilando na Leicester Square. Foto: Stefan Wermuth/REUTERS

‘Estrelas’ do Toy Story 3 desfilam na Leicester Square. Foto: Stefan Wermuth/REUTERS

Além deste Odeon, a praça conta ainda com outros cinemas ultramodernos, o Odeon Mezzanine, Empire, Odeon West End e Vue, sempre exibindo os grandes lançamentos nas suas salas confortabilíssimas. Porém, me sentia mais em casa em um sexto cinema que fica lá no norte na Leicester Square, o Prince Charles.

Notadamente mais simples que os demais, mantém aquele letreiro retrô dizendo qual é o filme do momento que, é bom deixar claro, nunca é o grande lançamento. Sim, eles até passam pela tela do cinema, mas sempre algumas semanas depois do zum zum zum da estreia. O local preserva aquele aconchego dos cinemas antigos, as poltronas grandes, a cortina vermelha que se abre para o espetáculo. O clima é indescritível.

Fachada do Prince Charles Cinema. Foto: Ewan-M/Divulgação

É lá também que os londoners e turistas têm a chance de ver os clássicos na telona e os que se enquadram na categoria alternativa. Pude ver 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Kubrick e também Metropolis, de Fritz Lang. Pagando a bagatela de 3,50 libras cada seção… O preço, aliás, é outro diferencial deste cinema. Dependendo do horário, o ingresso custa apenas 1,50 libras (quem é sócio, paga este preço sempre!), e o valor máximo cobrado é de 7 libras – enquanto os outros cobram, em média, 15 libras! Lembrar do Prince Charles é ter saudades de uma das melhores atmosferas londrinas.

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Para os incas, não havia ser mais poderoso do que o sol – ou Inti. Acreditavam tanto na força do astro que se diziam filhos dele. Já os índios tupis acreditavam que a estrela servia como morada de Tupã, o criador. Não eram os únicos povos a celebrar o poder do sol: até hoje, não faltam cerimônias em todo o mundo para festejá-lo.

O dia 21 de junho marca o solstício – de inverno, no Hemisfério Sul, e de verão, no Hemisfério Norte. Marca a mudança de estação e, para diversos povos, um dia de celebração. Confira, abaixo, algumas maneiras de celebrar a data:

A principal celebração do solstício de inverno na Bolívia é realizada nas ruínas de Tiwanaku. Segundo historiadores, os incas seriam descendentes dos habitantes da antiga cidade, hoje em ruínas. Foto David Mercado/Reuters

A principal celebração do solstício de inverno na Bolívia é realizada nas ruínas de Tiwanaku. Segundo historiadores, os incas seriam descendentes dos habitantes da antiga cidade, hoje em ruínas. Foto David Mercado/Reuters

 

Durante a cerimônia do solsticio, realizada no Templo do Sol, em Tiwanaku, sacerdotes aimaras realizam oferendas ao sol - entre elas, a folha de coca. Foto Juan Karita/AP

Durante a cerimônia do solsticio, realizada no Templo do Sol, em Tiwanaku, sacerdotes aimaras realizam oferendas ao sol – entre elas, a folha de coca. Foto Juan Karita/AP

Em Machu Picchu, centenas de pessoas seguem para a cidadela para ver os primeiros raios de sol do solstício de inverno. A data marca o ano novo andino e é possível ver vários grupos realizando os mais diversos rituais. Foto Adriana Moreira/AE

Em Machu Picchu, centenas de pessoas seguem para a cidadela para ver os primeiros raios de sol do solstício de inverno. A data marca o ano novo andino e é possível ver vários grupos realizando os mais diversos rituais. Foto Adriana Moreira/AE

Em Cuzco, as celebrações do Inti Raymi - a Festa do Sol - são realizadas no dia 24 de junho, quando também se comemora o aniversário da cidade. Diversos grupos folclóricos se apresentam no centro, enquanto uma cerimônia inca é realizada nas ruínas de Sacsayhuaman. Foto Adriana Moreira/AE

Em Cuzco, as celebrações do Inti Raymi – a Festa do Sol – são realizadas no dia 24 de junho, quando também se comemora o aniversário da cidade. Diversos grupos folclóricos se apresentam no centro, enquanto uma cerimônia inca é realizada nas ruínas de Sacsayhuaman. Foto Adriana Moreira/AE

Já no Hemisfério Norte, diversas pessoas se reúnem em Stonehenge, na Inglaterra, para observar o nascer do sol no solstício do verão. Foto Carl Court/AFP

Já no Hemisfério Norte, diversas pessoas se reúnem todos os anos em Stonehenge, na Inglaterra, para observar o amanhecer no solstício do verão, o dia mais longo do ano. Foto Carl Court/AFP

Enquanto isso, em Nova York, milhares de pessoas celebram o solstício fazendo ginástica em plena Times Square. O evento ocorre há oito anos. Foto Mike Segar/Reuters

Enquanto isso, em Nova York, milhares de pessoas celebram o solstício fazendo ginástica em plena Times Square. O evento ocorre há oito anos. Foto Mike Segar/Reuters

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