Ano após ano, a rede de albergues Hostelling International organiza seu ranking dos melhores hostels do mundo, organizados em categorias pré-determinadas. O resultado relativo a 2010, recém-divulgado, considera notas dadas por cerca de 77 mil usuário que se hospedaram em algum dos albergue da rede (para valer, o estabelecimento tem que reunir, no mínimo, 50 votos de pessoas diferentes).
Pelo segundo ano consecutivo, o HI Baan Dinso, em Bangcoc, Tailândia, teve a maior média nas votações e levou o título de melhor albergue. Nos comentários, os hóspedes destacam seu conforto, limpeza e, principalmente, o staff sempre disposto a tornar a estadia memorável. No site, as diárias começam em US$ 50.
No quesito conforto, por exemplo, o mais bem cotado foi o Sydney Harbour The Rocks, na Austrália. Inaugurado em novembro de 2009, se tornou um dos favoritos do público graças ao espaço bem distribuído. A cozinha é gigantesca, assim como as áreas em comum. O highlight fica por conta do terraço com vista para o porto e a belíssima Opera House da cidade.
Para saber os ganhadores das demais categorias de 2010, clique aqui.
No Brasil
Apesar de apresentarem altas médias nas votações, os albergues brasileiros que fazem parte da rede não aparecem no ranking mundial por não terem atingido o número mínimo de 50 votantes. A Federação Brasileira dos Albergues da Juventude, então, organizou um ranking nacional, que aponta os hostels em destaque no País em 2010.
No topo na lista aparecem dois albergues do nordeste: o primeiro lugar ficou com o Pipa Hostel (Pipa/RN) e em segundo, o Jeri Brasil (Jericoacoara/CE). Na terceira colocação, um exemplar gaúcho, o Gramado Hostel (Gramado/RS).
Assim como o mundial, este ranking também foi baseado na média das notas deixadas pelos hóspedes, neste caso nos sites hostel.org.br e albergues.com.br.
Praticamente todos os hotéis recebem bem os hóspedes mirins. Costumam ter monitores e muito espaço para brincadeiras. Mas alguns vão além e despertam um mundo de fantasias. Realizam sonhos. Seja no quarto do Bob Esponja ou em um castelinho medieval. Confira dez opções que prometem enlouquecer as crianças.
Pelo mundo:
Disney’s Caribbean Beach Resort, Orlando
Os meninos se sentem o próprio Jack Sparrow na suíte do Disney’s Caribbean Beach Resort inspirada na superprodução Piratas do Caribe. O visual não peca: camas com proa e popa e acessórios no melhor estilo bucaneiro. A partir de US$ 149 a diária.
Loews Royal Pacific Resort, Orlando
Dormindo com os dinossauros em uma ilha perdida da Costa Rica. Já imaginou? Delírio possível no Loews Royal Pacific Resort, na Universal Orlando. Na suíte temática do filme Jurassic Park, que tem dois quartos, a cabeceira da cama é uma gaiola e alguns móveis foram utilizados no making of. Diárias de US$ 434 a US$ 669. Ou prefere entrar nas histórias malucas do Dr. Seuss? Em três dimensões e com todos os personagens presentes. No Loews Portofino Bay Hotel, também na Universal. Diárias de US$ 589 a US$ 819.
Nickelodeon Family Suites, Orlando
As crianças vão ficar 24 horas por dia ligadas na Nickelodeon. O hotel é todo temático, com presença garantida de Bob Esponja e Dora Aventureira nos quartos, na piscina e até no café da manhã. Diária a US$ 169.
Fantasyland Hotel, Edmonton (Canadá)
Todo e qualquer turista é capaz de encontrar nesse hotel um quarto que é a sua cara. São 120 suítes temáticas em 11 estilos diferentes. Mas tudo relacionado ao mundo da fantasia. Na suíte Hollywood, por exemplo, há um camarim glamouroso e uma bela jacuzzi preta, para o hóspede se sentir como uma verdadeira estrela de cinema. Aproveite a oportunidade para desfilar em sua própria calçada da fama. Já para os aventureiros, a suíte Truck permite desfrutar de toda a emoção de levar a vida na estrada. Na hora de dormir, nada melhor que se aconchegar na carroceria da própria picape. Ainda no hotel, parque aquático e shopping center. Diárias a partir de 248 dólares canadenses.
Dog Bark Park Inn, Cottonwood (EUA)
Seu filho sempre sonhou ter um cachorro? Então pense na reação dele ao dormir dentro de um beagle. Sim, o Dog Bark Park Inn, em Cottonwood (Idaho, EUA), é o maior cão do mundo! Pelos dois andares, acomodações repletas de objetos caninos, com destaque para o banheiro inspirado em um hidrante. A diária em quarto duplo custa US$ 92.
Por aqui:
Hotel Estância Atibainha, Nazaré Paulista
Um castelo com quatro torres, no melhor estilo medieval, é o principal cenário da brincadeira. E os pequenos se transformam, claro, em reis, rainhas e membros da corte. O local também conta com trenzinho, pedalinhos e centro hípico. A diária do casal é a partir de R$ 639. Crianças de 3 a 8 anos pagam R$ 199 e de 9 a 12, R$ 209.
Royal Palm Plaza, Campinas
Diversão ao ar livre sem intervalo. Essa é a proposta das duas áreas temáticas do hotel. O Kata Kuka, destinado a crianças a partir dos nove anos, é um jogo dividido em quatro etapas que mistura aventura e mistério. A brincadeira se passa em meio a uma civilização perdida, com labirintos, paredes de escalada, tirolesa e arvorismo. Para os menores, o resort tem a Miniville, espaço lúdico que conta com um castelo estilo medieval, palco de diversas apresentações teatrais e shows. Além disso, eles podem conhecer a casa de boneca da coelhinha Fofa Flor, o navio pirata do capitão Currupaco Paco e a nave espacial do Comandante Átila. A diária custa desde R$ 425 por pessoa.
Hotel Fazenda Mazzaropi, Taubaté
Circuito de arvorismo e tirolesa, oficina de boneca de pano, horta, trenzinho, charrete, contadores de histórias de Monteiro Lobato, sessões de cinema… tem atrações para todas as idades no Mazzaropi. A diária custa a partir de R$427.
Bourbon Atibaia
Brincar de comidinha na cozinha da Magali, de escolinha no cantinho da Mônica, consertar os carrinhos na oficina do Cascão… atividades não faltam no Espaço Turma da Mônica, perfeito para as crianças entrarem no clima das aventuras da turminha. Destaque também para a Ilha da Turma, um mininavio ancorado na piscina infantil que serve de campo de batalha para as crianças. Diárias a partir de R$ 350.
Hotel Colina Verde, São Pedro
As crianças não têm – e tampouco querem – um minuto de descanso. Nos playgrounds, na brinquedoteca, na hípica, no salão de jogos, na fazendinha… Diária a R$ 430.
Entrei para o seleto grupo dos viajantes que já passaram ao menos uma noite em um verdadeiro castelo. E como é especial! A minha foi no Château de Divonne, que é uma charmosa cidadezinha de fronteira da França, apenas 15 km ao norte de Genebra, na Suíça.

A construção é milimetricamente bem cuidada. Foto: Bruna Tiussu/AE
O casarão do século 19 tem 34 quartos (as diárias vão de 165 a 465 euros), uma biblioteca e três salas de convenções. Tudo é de extremo bom gosto, como se cada peça tivesse sido escolhida a dedo. A mais interessante das salas fica no subsolo, local onde era utilizado para fabricação de vinho. Ali são realizadas reuniões, conferências, e, principalmente, casamentos.
Como todo castelo que se preze, a parte externa é admirável. O jardim se espalha pelos 22 hectares da propriedade. Pequenos caminhos de pedra te guiam, e ao redor há árvores enormes e flores delicadas. Cada ano uma exposição diferente ocupa parte do gramado, eu pude ver uma grande mostra de esculturas metálicas. Bem ao lado, de fundo para a construção, está a piscina que por ser descoberta só pode ser utilizada no verão, de julho à setembro. Dali a vista é completa: a cidade, o lago Genebra e os Alpes.
Depois de jantar no pequeno e refinado restaurante do Château, minha noite fechou com chave de ouro.

Aconchegante e com estilo. Foto: Bruna Tiussu/AE
Dê uma conferida no menu, é de dar água na boca repetidas vezes:
Entrada - creme de castanhas com foie gras e emulsão perfumada de trufas, seguido por um risoto de funghi
Prato principal - medalhão de vitela assado, com legumes banhados por um molhinho encorpado (impossível esquecer a maciez da carne)
Sobremesa - cremoso mousse de maracujá com uma exótica calda espumante
As poucas mesas são arrumadas com perfeição e garantem um tratamento de primeira. O restaurante não serve apenas hóspedes. Turistas em geral e mesmo moradores da região costumam frequentar o local. Os menus custam a partir de 72 euros – há que reservar antes.
Você pode achar o assunto escatológico. Eu considero questão de conforto. E de observação das diferenças culturais. Banheiros estão sempre na minha lista de coisas a se prestar atenção em uma viagem.
Os de hotel, por exemplo. Em todo o meu currículo de viajante, posso contar nos dedos de uma mão só os locais de hospedagem que sabiam de verdade para que serve o box. Na hora de projetar as tais portas de vidro, os arquitetos só dão atenção ao design (ou, talvez, ao custo mais baixo). E o resultado costuma ser banheiro transformado em piscina depois do banho.
A França me irrita especialmente no quesito toilette. Outras jornalistas aqui do Viagem & Aventura já encontraram hotéis mais em conta com banheiros bacaninhas por lá. De minha parte, em dez cidades e 14 hotéis diferentes no país, encontrei apenas duas vezes um arranjo mais confortável que a dupla antiquada formada por uma banheira e uma mangueira solta lá dentro. Alguns ainda tinham um gancho na parede, para encaixar a mangueira e fazer de conta que aquilo é um chuveiro desajeitado. Outros, nem isso. Como resultado, mais dilúvio.
No Hotel Queen, em Incheon, cidade na Coreia do Sul ao lado de Seul, encontrei um vaso sanitário high-tech tão cheio de luzinhas que foram necessários alguns minutos até descobrir qual daqueles botões acionava a descarga. Ali mesmo estavam à disposição uma ducha e um jato de ar - com regulagem das temperaturas da água e do ventinho. E o programa de auto-higienização do assento.
Por falar em higiene, os banheiros do aeroporto de Dubai têm toalhinhas umedecidas com desinfetante ao lado do rolo de papel higiênico, para quem quiser garantir a assepsia do assento antes do uso. As moças agradecem.
Nos ger camps da Mongólia, acampamentos onde se pernoita em tendas idênticas às dos nômades que habitam o país, a surpresa é descobrir que o caminhão russo estacionado ali abriga serviço completo: sanitário químico, pia e chuveiro quente.
Caminhão russo adapatado como banheiro no Deserto de Gobbi, na Mongólia
Este último item, aliás, dependia dos humores da natureza no Falésia Hotel, em Canoa Quebrada, no Ceará. Simpático em tudo, o hotelzinho me deixou na mão na hora da ducha. Depois de lutar por bons minutos com duas torneiras, telefonei para a recepção. A resposta: o aquecimento da água do chuveiro é feito por energia solar. Sem sol, como foi o caso daquele dia nublado, nada de banho quente.
Na Serra do Cipó, em Minas, comprovei a máxima de que tudo na vida é relativo, durante uma viagem de canoa pelo Rio Cipó com duração de seis dias. Numa noite, acampamos em um sítio ribeirinho muito humilde, no qual sequer havia banheiro. Dona Maria, a proprietária que emprestou seu quintal às nossas barracas, ofereceu também o cano de água que pendia de uma parede lateral da sua casinha de pau-a-pique. E um pedaço de sabonete, item poluente proibido nos banhos de rio. Foi uma das melhores chuveiradas da minha vida.
A casa de Dona Maria, na margem do Rio Cipó, em Minas
Falo nesse assunto por conta de duas agradáveis surpresas, ambas na Alemanha, na semana passada. A primeira, no Hotel Gotisches Haus, na cidade de Wernigerode. Além de vintage e lindo, o banheiro estava assim decorado:
O banheiro vintage do Hotel Gothisches Haus, em Wernigerode, na Alemanha
E a segunda, já a caminho de casa, no lounge da Lufthansa no Aeroporto de Frankfurt:
Eu não conhecia semelhante maravilha. Tive vontade de aplaudir.
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