ir para o conteúdo
 • 

Viagem

11.julho.2011 14:59:30

Crianças em um clique

Bruna Tiussu

Registrar seus gestos mais espontâneos, tarefas do dia a dia ou momentos de descontração plena. Em uma viagem, taí um passatempo prazeroso: clicar crianças. Daquelas mais tímidas, que exigem de você um tanto de manha para não deixar a câmera tão visível, àquelas que gostam de se exibir e, só de ver o flash, já fazem pose e abrem o sorrisão. E quando elas sorriem, ah, você há de concordar: é impossível não sorrir também.

Entre as vinícolas de Franschhoek, na África do Sul, meninos e meninas fazem pose para a foto.

Ainda na África do Sul, mas agora no Soweto: o bairro mais famoso de Johannesburgo é também reduto das crianças mais simpáticas que encontrei por lá. Você faz tchau, elas retribuem, dá oi, recebe um hello de volta. E, se pede para tirar foto, o resultado é este sorriso enorme.

Em uma fazenda cafeeira de Bali, na Indonésia, o garotinho se delicia com um mingau enquanto os pais dão toda atenção aos visitantes.

Estas três crianças foram algumas das poucas nativas de Jericoacoara (CE) que encontrei por lá. Brincavam na beira do mar como quem brinca no quintal de casa, durante toda a tarde.

Uma partida de futebol foi preparada para receber os brasileiros que visitavam San Vicente de Cañete, cidade próxima de Lima, no Peru. Mas antes, as boas vindas caprichada ficou por conta do mascote do time.


Em um dia frio e chuvoso, só mesmo quem vive em Ubatuba (SP) encara a água do mar gelada sem medo algum. Depois do banho, as crianças se propuseram a me ensinar a dar estrelas na areia, se eu, em troca, fiz um “álbum” de seus saltos e piruetas.

Dizer que este garotinho permaneceu nesta posição mais de cinco minutos não é exagero. Estava completamente vidrado nas novas coleções da loja Lego, em Miami.

sem comentários | comente

13.dezembro.2010 14:20:07

Oito vezes Lady Gaga

Numa ação espetaculosa, bem ao estilo da personalidade retratada, o Madame Tussaud apresentou na semana passada a imagem de cera de Lady Gaga. Imagem, não. Imagens. Além da unidade londrina, outros sete museus da marca pelo mundo mostraram suas respectivas estátuas quase ao mesmo tempo.

Hong Kong não podia ficar de fora dessa: estátua da musa está lá. Foto: Bobby Yip/REUTERS

Como repetir o modelito não seria do feitio da atual rainha pop, cada figura recebeu um traje diferente, todos igualmente chamativos. Em Londres, a cantora exibe um nada básico conjunto Armani azul-marinho, tendo na cabeça o icônico (e gigantesco) chapéu-telefone desenhado por Philip Treacy.

O Madame Tussaud gastou nada menos que US$ 2,4 milhões na empreitada Gaga, mas acredita recuperar com folgas o investimento. Uma pequena lembrança: os fãs da cantora formam um pequeno exército e os ingressos do museu não são nada baratos. Em Londres, por exemplo, custam 25,20 libras (cerca de R$ 68), quando comprados online no madametussauds.com.

Figuras de cera de Lady Gaga também foram reveladas em Nova York, Las Vegas, Hollywood, Berlim, Amsterdã, Xangai e Hong Kong.

Estátua de Gaga no museu de Xangai. Foto: Carlos Barria/REUTERS

A musa também está presente no Tussaud de Berlim. Foto: Robert Schlesinger/EFE

O modelito que a diva usa na Cidade do Pecado está entre os mais exóticos, se é que é possível fazer esse ranking quando se trata de Gaga. Ela aparece com um body branco, feito unicamente com rendas, e máscara combinando, também elaborada por Treacy. Penteado à la Maria Antonieta completa a indumentária que a artista usou no The Brit Awards deste ano.

Foto: Paul Buck/EFE

Rendas e máscara no modelito de Los Angeles. Foto: Paul Buck/EFE

Em Amsterdã, um blazer branco sobre collant cor de pele. Para dar um toque vibrante, peruca com madeixas pink, enroladas para formar um cone. Coisas de Gaga.

Mechas pink na cabeleira de Gaga em Amsterdã. Foto: EFE

sem comentários | comente

Leia na íntegra a entrevista que o escritor Vargas Llosa concedeu à repórter Ana Carolina Sacoman ao Viagem, em 23/1/2007, época do lançamento da obra Travessuras de Menina Má:

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, de 70 anos, viveu de perto cada uma das mudanças convertidas em pano de fundo histórico de Travessuras da Menina Má.  Assim como o protagonista, Ricardo Somocurcio, estava em Lima nos anos 50, viu de perto a onda de manifestações em Paris na década de 60, se encantou com os hippies londrinos nos anos 70 e viu a Espanha passar de um país praticamente subdesenvolvido e sob forte ditadura para uma nação
democrática e próspera, na década de 80.

Há ainda outras coincidências entre criador e criatura: como Ricardo, Vargas Llosa trabalhou uns tempos como tradutor da Unesco, em 1967, e viveu no École Militaire, em Paris.  Escreve, então, de memória sobre cafés, restaurantes, ruas e praças. É, em suas palavras, maniacamente realista nas descrições.
Mas as referências autobiográficas, garante, param por aí.

Os encontros e desencontros amorosos entre o protagonista e a menina má são ficção. O homem que nunca tira férias acredita que um turista não pode deixar de se interessar pelos aspectos políticos e sociais do país visitado. “Não se pode entender uma sociedade e um país se não se interessar minimamente pela problemática política”, diz.  E afirma ter saudades do interior da Bahia, um lugar de “gente extremamente generosa, que vive num mundo cheio de mitos, lendas, com uma paisagem única, espinhosa e bravia, como a personalidade de sua gente”.

De Lima, onde aproveita o verão, Vargas Llosa falou ao Viagem, por telefone. Veja a seguir:

As cidades onde se passa a história de Travessuras da Menina Má são todas importantes em sua vida?
Muito importantes e, além do mais, creio que tive muita sorte por viver em cidades como Paris, Londres e Madri em uma época em que nessas cidades ocorriam coisas que tiveram uma enorme repercussão em todo o mundo. Nos anos 60, por exemplo, Paris, além de ser a cidade histórica, grande centro de cultura, era uma cidade onde praticamente saíam as idéias que mobilizavam os jovens de todo o mundo, que converteu a revolução cubana em um mito. Era uma cidade de enorme fermento ideológico e político. Nos anos 70, viver em Londres era como viver no centro do mundo, porque ali havia uma revolução que não era tão política, mas de valores, culturas, costumes. Essa é a Londres da revolução hippie, dos flower children, dos Beatles, da grande revolução que significa a música como signo de identidade dos jovens do mundo. É a cidade onde começa o grande movimento do orgulho gay, quando os homossexuais saem do armário. Nos anos 80, Madri é uma cidade referência pela extraordinária transição que vive a Espanha, da ditadura para a democracia.  Há a movida madrileña, que também é uma certa revolução nos costumes. Todo esse contexto, em meu caso, vivi de certa forma diretamente, pois vivi esses anos ali.

Ricardo, ao contrário, fica à parte dos acontecimentos…
É verdade. É um personagem mais passivo, que vê passar ao seu lado todas essas coisas, sem participar delas. Ele não tem senão uma experiência importante em sua vida, que é seu amor pela menina má. Graças a esse amor, vive uma intensidade de experiências que de outra maneira não teria, pois sua vida é rotineira, monótona. Porque, diferentemente dela, é passivo, conformista.

O livro tem detalhes minuciosos de lugares, como o nome de uma rua, onde há um restaurante, uma praça, um hotel. E todos (ou quase) existem, não?
É verdade que sou, nesse sentido, maniacamente realista. Realismo não quer dizer descrição fotográfica da realidade, mas, sim, usar a realidade como um ponto de partida e com maior objetividade para, a partir daí, construir algo imaginário. Nessas cidades, sim, sou bastante objetivo, mas objetivo com a época, pois as histórias ocorrem nos anos 60, 70 e 80, e muitos desses lugares já não existem. Por exemplo, descrevo, em Paris, o (restaurante) Mexico Lindo e hoje em dia, que tristeza, é uma loja de botas (risos). Mas há muita fidelidade. Muitos dos lugares que descrevo existem.

São lugares importantes para o senhor?
São lugares que eu freqüentei, que conheci, que de algum modo conservei na memória. Ali, sim, há memória, mas trabalhei muito, há verificações.  Em Lima, que mudou muito desde os anos 60, alguns dos lugares que descrevo não são exatamente assim, mas foram.

Em Paris, o senhor fala muito dos arredores da École Militaire, onde Ricardo vive…
Exatamente. Eu vivi nesse bairro muitos anos. Não tem o encanto de Saint-Germain-des-Près ou do Bairro Latino (Quartier Latin). Eu vivi ali porque tive a sorte de achar um apartamentinho alugado muito barato. Não é (um bairro) muito bonito, mas se pode ir andando praticamente a toda parte, às Tulherias, às Champs-Elysées, ao Bairro Latino.

É seu lugar preferido na cidade?
Não, o preferido é sempre (a área do) Bairro Latino e Saint-Germain-des-Près, porque vivi a maior parte do tempo ali. Segue sendo o bairro dos jovens, dos cinemas, teatros, universidades, onde estão os cafés mais simpáticos. Nesses cafés escrevi boa parte dos meus livros. Eles aparecem porque são muito importantes na minha vida de escritor. Aprendi a trabalhar, a escrever em cafés. Sempre que estou em Paris, mesmo que por poucos dias, passo umas horas escrevendo nos cafés que me encantam.

Em Madri, escolheu o bairro de Lavapiés…
Porque é um bairro que tem muita cor, é mais cosmopolita, divertido. Quando cheguei a Madri, estudante, era um bairro mais castiço, mais madrilenho, e, em poucos anos, a partir dos (anos) 60, 70, foi se convertendo no bairro dos imigrantes. Hoje em dia, é um lugar muito divertido. Existem traficantes, drogas, violência, mas tem cor e graça.

Acredita que as cidades são também personagens de Travessuras da Menina Má?
Sim, acredito que as cidades têm presença quase humana porque a vida dos personagens está intimamente ligada à paisagem urbana, como uma prolongação. Procuro, em meus livros, que não haja uma separação total entre as histórias, os personagens e os meios. As cidades aparecem na medida em que são importantes para o desenvolvimento da ação, para entender a psicologia do personagem; é uma projeção do personagem, incorporada à história.

Nesse contexto, Tóquio aparece somente para o desenvolvimento da história…
Exatamente. O que acontece ali tem a ver com a cidade, com uma certa psicologia, um mundo exótico para Ricardo, um mundo em que não se sente cômodo, que não conhece.  Isso contribui para o estado de sobressalto em vive desde que pisa em Tóquio.

Acha que os romances podem ser bons guias turísticos?
Sim, para mim têm sido. Uma das coisas mais divertidas que fazia em Paris, quando cheguei, e em Madri, antes, era seguir o itinerário dos romances. Lembro, em 1958 e 1959, em Madri, seguia os romances de Pío Baroja, como, por exemplo, Aurora Vermelha, uma trilogia sobre anarquistas.  Seguia o itinerário, que existia, porque ele também era um maníaco por realismo. E lembro de ter lido Fortunata e Jacinta, de Benito Pérez Galdós, (que se passa) na Madri do século 19, que estava intacta nessa época e pude seguir pelas ruas essas descrições. Em Paris também. Quando trabalhava na Rádio e TV francesa, lembro de ter feito alguns programas sobre Paris vista por alguns romances. De Balzac, Stendhal, Flaubert.  No Brasil, nas temporadas que passei em Salvador, muitas vezes segui pelas ruas lendo as descrições de Jorge Amado sobre o Pelourinho e distintos bairros da capital. Acredito que a literatura é o melhor guia turístico das cidades.

O senhor tem casas em Londres, Paris, Madri e Lima. Onde passa mais tempo?
Depende dos anos e do trabalho. Quando trabalhava na menina má, passei temporadas grandes em Paris, porque facilitava o trabalho. Em Lima, estou sempre no verão.  E o resto do ano passo na Europa, de um lugar a outro.No romance, o senhor fala das transformações sociais e políticas que ocorreram na Europa e na América Latina.

Acredita que um turista deve atentar-se a esses aspectos em suas viagens?
Um turista que tem sensibilidade não pode evitar interessar-se por essa problemática. Não precisa se tornar um especialista, mas é importante que tenha uma certa percepção do que ocorre em âmbito político, porque pode ter surpresas desagradáveis (risos). É importante ter esse tipo de conhecimento, não se pode entender realmente uma sociedade e um país se não se interessa minimamente pela problemática política.

Não ser um personagem passivo…
Uma mínima curiosidade, sim, tem de ter, porque isso levará a um conhecimento maior da sociedade que está visitando. Não impede que se divirta, o que é legítimo, mas, ao mesmo tempo, como não se interessar? Se vai ao Brasil, há as praias, os restaurantes, a música. Tudo isso é maravilhoso, mas o Brasil é muitas outras coisas também. Há uma problemática, uma diversidade, há conflitos de tipo cultural, político. Ter conhecimento disso te dá uma maior inserção no país.

Qual cidade merece um romance que ainda não escreveu?
Tantas. Tinha de ter várias vidas para escrever sobre todas as cidades que tenho recordações muito vivas, mas espero escrever várias histórias antes de morrer.

E onde vai de férias?
Não tenho nunca férias. Trabalhar é um prazer supremo, me divirto muito escrevendo, não consigo viver sem escrever. Tenho a sorte de levar meu trabalho pelo mundo. Agora mesmo estou em Lima, no verão. De quando em quando, aproveito, tomo banho de mar, mas meu trabalho segue. Férias, no sentido de deixar de trabalhar, não tiro nunca. Me sinto muito mal, não gosto, fico de mau humor. Meu trabalho me dá equilíbrio, é um prazer infinito e uma forma de diversão.

Qual seu lugar preferido no Brasil?
Gosto de tantas coisas no Brasil… Se tiver de escolher, provavelmente escolho a Bahia. Tenho lembranças tão maravilhosas de lá. Vivi em Salvador e fui ao interior da Bahia. Passei praticamente por todo o sertão baiano e não esqueci nunca, pela beleza da paisagem, a generosidade das pessoas, a personalidade extraordinária, sobretudo do baiano do interior, o caboclo, gente de personalidade forte, bravia, tão diferente do baiano do litoral, que é mais comunicativo, alegre. Gostaria muito de voltar.

Nunca mais voltou?
Ao interior, não. A Salvador, sim, várias vezes. Mas não perco as esperanças de voltar mais uma vez.

Nos anos 50, em Lima, o senhor trabalhou na Revista Turismo. Escrevia sobre viagens?
Era uma revista cultural, que entendia o turismo como manifestação cultural.Acredito que é a melhor expressão do turismo. Então, era uma revista onde havia informações de tipo turístico, mas orientadas para a cultura. Se se falava de Áustria, se falava da música, dos festivais, dos grandes compositores e diretores e instrumentistas. Era uma revista dessa índole. Me diverti fazendo esse tipo de jornalismo, por dois anos, quando era estudante na universidade.

O LIVRO
Por quatro décadas, o peruano Ricardo Somocurcio “persegue” o amor de sua vida, a menina má, pelo mundo. Eles se conhecem, ainda pré-adolescentes, no bairro de Miraflores, na Lima dos anos 50, e se encontram em cidades e tempos diferentes, sempre em meio a transformações políticas e sociais. Tradutor da Unesco, Ricardo acompanha essas mudanças meio à distância, enquanto segue uma vida pacata em Paris, a cidade de seus sonhos. Ela, cada vez de nome e marido diferentes, encarna vários personagens ao longo da vida: guerrilheira, madame francesa, milionária inglesa, gueixa moderna japonesa.
Travessuras da Menina Má: tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht; 302
páginas; ed.  Alfaguara.  Preço sugerido: R$ 39,90

Leia também a reportagem de Mario Vargas Llosa publicada no Viagem de 13/10/2009:

Histórias de um castelo assombrado – Do ‘doutor’ que teria feito pacto com o diabo ao fantasma de Galgorm

comentários (2) | comente

O Departamento de Estado americano divulgou neste domingo comunicado alertando viajantes sobre a possibilidade de novos ataques terroristas na Europa. Segundo o documento, grupos ligados à Al-Qaeda estariam planejando atentados a grandes cidades europeias. As informações teriam sido obtidas por órgãos de inteligência. 

“Lembramos que entre os potenciais alvos dos terroristas podem estar o sistema de transporte público e a infraestrutura turística das cidades”, informa o Departamento de Estado. 

Notícia publicada na versão online do  The New York Times explica que os possíveis alvos seriam localidades em três países: Inglaterra, França e Alemanha.

sem comentários | comente

08.julho.2010 15:31:19

Calor 40 graus

Eles têm apenas três meses de calor – e esperam ansiosamente a chegada do verão para se verem livres dos sobretudos e cachecóis. Mas o calor deste ano veio forte, batendo recordes. E está fazendo com que moradores e turistas do hemisfério norte disputem qualquer ponto que proporcione uma sensação refrescante.

Dias ensolarados inesquecíveis têm marcado o início de julho em Nova York. Na terça-feira, os termômetros marcaram 103 graus Fahrenheit (39,4º Celsius) no Central Park, às 15:10 horas, quebrando o recorde de 1999, de 101 graus Fahrenheit.

Hidrantes se transformam em fonte refrescante. Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Hidrantes se transformam em fonte refrescante. Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Em Washington D.C. o mês de junho já ficou marcado na história como um dos mais quentes e secos que se têm notícia. E aí começou julho, com as mesmas características.

Na terça-feira, calor de 102 graus fahrenheit em Washington. Foto: Hyungwon Kang/Reuters

Na terça-feira, calor de 102 graus Fahrenheit em Washington. Foto: Hyungwon Kang/Reuters

A fonte do Museu do Louvre ou qualquer outra espalhadas pelos parques de Paris. Qualquer ponto de água da capital francesa vale para espantar o calorão dessa semana – que chegou aos 40º Celsius ontem.

REUTERS_Gonzalo Fuentes Louvre_

Buscando algum alívio nas águas em frente ao Museu do Louvre. Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

Há quem prefira simplesmente se estirar em uma cadeira de sol. Foto: Philipe Wojazer/Reuters

Há quem prefira simplesmente se estirar em uma cadeira de sol. Foto: Philipe Wojazer/Reuters

Até mesmo os termômetros chineses estão marcando números pra lá de altos. No norte do país, principalmente, o calor tem sido exagerado, com média regional de 38º Celsius na terça-feira. Em Pequim, a temperatura chegou aos 40º Celsius – e a população espera ansiosamente a chuva que está prevista para cair amanhã na capital.

Em Pequim, suor e sensação térmica lá em cima. Foto: Bobby Yip/Reuters

Em Pequim, suor e sensação térmica lá em cima. Foto: Bobby Yip/Reuters

Para amenizar o calor, só mesmo caindo na água. Foto: Bobby Yip/Reuters

Para amenizar o calor, só mesmo caindo na água. Foto: Bobby Yip/Reuters

1 Comentário | comente

É manchete do Estadão de hoje: Atraso de 1 hora em voo já será punido. A Anac definiu novas regras que asseguram mais direitos aos passageiros afetados por voos atrasados, como reembolso imediato e integral, prioridade nos assentos vazios, facilidades de comunicação, alimentação e acomodação adequada – de acordo com o número de horas do atraso.

As medidas parecem justas e de bom tamanho até você ser um desses passageiros que, do aeroporto, pronto para embarcar e com a cabeça no compromisso que terá na cidade destino, escuta que seu voo sairá uma hora mais tarde que o horário previsto. Logo, duas. E, enfim, ouve que ele não vai mais decolar.

Vivi esta situação nada confortável na semana passada, quando pretendia voltar de Munique, na Alemanha, para São Paulo em um voo da Lufthansa. Aí surge o pensamento: pelo menos quando se trata de uma aérea europeia, que integra o grupo das grandonas, tudo o que é de direito do consumidor será rigorosamente cumprido. E realmente foi. O problema é que é impossível ficar satisfeito com o que a lei prevê.

Primeiro tive que aguardar 45 minutos até ser atendida por uma mocinha da companhia que supostamente estava ali para ‘resolver o meu problema’. Antes de mim, ela certamente atendeu alguns três outros passageiros insatisfeitos com o cancelamento do voo. Mas isso não tem absolutamente nada a ver comigo, e mesmo assim, tive que encarar uma atendente nada simpática e, digamos, um pouco grosseira.

Após reagendar meu voo para a noite seguinte, ganhei um papel que dava direito a uma noite e o dia seguinte num hotel perto do aeroporto de Munique, um vale jantar, outro para o almoço e um bilhete do ônibus que me levaria até a hospedagem. Só faltava recolher minha bagagem na esteira e estava pronta para sair dali.

Porém, depois de uma hora de espera, minha mala não apareceu. Ganhei, então, o que apelidei de ‘kit sobrevivência’, com escova de dentes, desodorante e outros itens de higiene pessoal. Ah, e a garantia que minha bagagem seria entregue em meu hotel até às 10 horas da manhã seguinte.

Com minha mochila e meu novo kit, deixei o aeroporto atrás do tal ônibus. A surpresa: eles encerravam às 22h45, e já eram 23h35. Primeiro momento de botar a mão no bolso à contragosto: o táxi para o hotel me custou 12 euros.

Depois de instalada, foi inevitável gastar outros euros: a Lufthansa paga sua refeição, mas não sua bebida. Há conexão Wi-Fi no hotel, mas você tem que pagar por ela. E, para me surpreender mais uma vez, minha bagagem não apareceu por lá até às 17h do dia seguinte, quando eu saía outra vez para o aeroporto. 

Fui encontrá-la quando estava embarcando no novo voo – disseram que não estava perdida, só não puderam encontrá-la em um dos vááários depósitos da companhia (??). Ao menos ela apareceu na esteira do aeroporto de Guarulhos. Mas se não estivesse ali, certamente não seria mais uma surpresa para mim.

comentários (2) | comente

Caminhe a qualquer hora pela famosa Rambla de Barcelona que você notará, acomodados nos seus cantinhos, ilustradores com prancheta ou caderno na mão registrando detalhes do cotidiano. A mesma cena se repete em Paris, próximo ao Museu do Louvre; em Londres, ao redor do Parlamento ou da movimentada Picadilly Circus; e em cidades menores, cheias de charme, como as italianas Veneza e Florença.

Apesar da aparente tradição europeia, há artistas espalhados por todos os continentes registrando o mundo no tempo e espaço. Sabendo da impossibilidade de estar in loco para conferir cada um dos trabalhos, o jornalista e ilustrador espanhol Gabriel Campanario lançou um site que reúne, desde o fim de 2008, os mais incríveis “desenhos de momento”, os chamados urban sketchers.

O site/blog de mesmo nome conta com a participação de artistas profissionais e colaboradores que compartilham o talento para a ilustração. A maioria dos desenhos vem acompanhada de uma pequena descrição do momento em que foram feitos - retratam detalhes específicos de locais super conhecidos, fisgados pelo olhar de um bom observador. Há como fazer uma busca dos sketchers por lugar, artista ou tópicos.

Confira alguns deles:

são francisco_

São Francisco. Por Marc Holmes

São Francisco. Por Marc Holmes

Casa Rosada, Buenos Aires. Por Eduardo Bajzek

Casa Rosada, Buenos Aires. Por Eduardo Bajzek

Torre de Mode Gakuen Cocoon, em Shinjuku, Tóquio

Torre de Mode Gakuen Cocoon, em Shinjuku, Tóquio

sem comentários | comente

23.março.2010 17:29:59

Turismo do bem

O repórter Bruno Acioli, do Limao.com.br, preparou algumas dicas para quem quer fazer o voluturismo, ou seja: viajar para trabalhar como voluntário. Confira:

Que tal deixar de lado os hotéis de luxo e city tours e participar de um trabalho voluntário em sua próxima viagem? O volunturismo ou turismo solidário conta com a premissa de incluir no roteiro de férias a possibilidade de auxiliar comunidades locais do país de destino e ingressar em projetos sociais ou ambientais.

Viajar para fazer trabalho voluntário não é nenhuma novidade. Projetos como o Médicos Sem Fronteiras, que reúne milhares de profissionais em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social, são consagrados. Mas a diferença no volunturismo está no participante: não é preciso ser especialista em alguma área para ajudar.

“Sempre tive vontade de fazer trabalho voluntário”, conta a agente de viagens Renata Barbosa, de 25 anos, que passou 20 dias na África do Sul durante suas férias, em fevereiro. “Conheci a região e pude agregar valores da cultura africana.”

Há muitas agências que auxiliam os voluntários nos trâmites da viagem. A gerente de trabalhos e estágios da Central do Intercâmbio (CI), Gisele Mainardi, explica que os projetos têm duração mínima de duas semanas – a máxima varia de acordo com o objetivo do viajante. “Normalmente, os voluntários ficam quatro semanas no projeto, que podem ser sociais e/ou ambientais, e depois fazem seu mochilão”, diz. Segundo ela, os países mais procurados são África do Sul, Peru e Índia.

O período de quatro semanas de viagem com acomodação e participação nos projetos custa em média R$ 3.500. Em alguns casos, é necessário que o voluntário custeie a alimentação.

ALGUNS PROJETOS NO BRASIL E NO MUNDO

Instituto Ekkobrasil
Projeto Lontra: os voluntários atuam em Santa Catarina, monitorando e analisando o comportamento e a alimentação das lontras.
Projeto Baleia Jubarte: consiste em observar e organizar dados das viagens de barco, identificar os animais por foto e catalogá-los em um banco de dados. Toda a atuação é feita no arquipélago de Abrolhos.
Site: www.ekkobrasil.org.br/

Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá
Projeto Boto: o turista colabora com a Reserva do Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, no município de Tefé, Amazonas, sendo responsável pela limpeza e manutenção de bases de pesquisas. Também prepara refeições e ajuda nas atividades de observação dos botos amazônicos.
Site: www.mamiraua.org.br

Instituto Onça-Pintada
Projeto Onça-Pintada: desenvolve pesquisas no Pantanal e no Parque Nacional das Emas, em Goiás. Os voluntários ajudam no trabalho de campo dos pesquisadores, que inclui identificar pegadas dos felinos.
Site: www.jaguarconservationgfound.com

Aoka Turismo Sustentável
Projeto Macaco Muriqui: os voluntários participam das atividades e caminhadas com os pesquisadores do programa. Juntos, procuram dormitórios dos macacos e observam seus hábitos.
Site: www.aoka.com.br

Earthwatch
Projeto expedição Águas Espanholas: o volunturista aprende a lidar com equipamentos de observação e aquisição de dados da vida marinha, especialmente os golfinhos.
Site: www.earthwatck.org

Sarvodaya
Projeto Sri Lanka: o voluntário aprende o modo de vida rural e compartilha experiências na busca pelo desenvolvimento, paz e espiritualidade em comunidades.
Site: www.sarvodaya.org

DICAS PARA TURISTAS VOLUNTÁRIOS

Defina seu objetivo
É importante saber exatamente por que deseja partir para uma jornada deste tipo: trocar experiências, combater o aquecimento global, salvar o leão-marinho ou dar um upgrade no currículo? Se não souber o que quer, pode cair em uma grande cilada

Escolha bem o destino
Na primeira viagem, escolha um destino mais familiar para não sofrer com o choque cultural

Exponha sua situação física e emocional
Algumas pessoas não têm preparo emocional para certas situações. Seja sincero e opte por lugares condizentes com seu perfil.

1 Comentário | comente

Comentários recentes

  • Barbara: A Toscana é realmente um lugar especial no mundo, tão especial que acabei vindo morar aqui 7 anos...
  • Ricardo Lima: Ótimo roteiro!!! Linda cidade medieval…
  • Carlos: Em Guararema-SP a festa também é celebrada intensamente com luzes, música e comida típica. Tudo isso à...
  • BELARMINA PEREIRA CAVALCANTE: Também na minha cidade Mogi das Cruzes esta ocorrendo a Festa do Divino nesta semana,...
  • VMG: Realmente admiráveis. Lamentavelmente as imagens mostram como vivia a realeza à época em que habitavam o...

Arquivo

Colunista

Blogs do Estadão