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Viagem

Prefere não pensar em nada e trocar a viagem independente de carro por uma excursão? Veja opções. Os preços são mínimos por pessoa em quarto duplo, com aéreo.

US$ 1.630: 4 noites em Carcassonne, com café da manha. Americanas Viagens

US$ 1.970: 4 noites em Albi, com aéreo e café da manhã. Submarino Viagens

US$ 2.352: 6 noites em Toulouse, com café. Friends in the World

US$ 3.974: 8 noites entre Montpellier, Carcassonne e Toulouse, com café da manhã e passeios. Biarritz

US$ 5.360: 9 noites entre Barcelona, Figueres, Collioure, Sigean, Carcassonne, Castelnaudary, Albi, Cordes Sur Ciel, Gaillac, Toulouse, Millau, Roquefort e Perpignan, com carro alugado incluído. Tereza Ferrari

US$ 6.559: 12 noites entre Paris, Tours, Toulouse e Bordeaux, com passeios a Albi, Cordes, Gaillac e Carcassonne. Bon Voyage

US$ 8.962: 18 noites entre 21 destinos na França e no Principado de Mônaco, inclusive Toulouse e Carcassonne. Abreu

US$ 12.623: 7 noites entre Paris, Bordeaux, St. Emilion, Monestier, Bergerac, Sarlat, Cahors, Bruniquel, Cordes, Gaillac, Albi e Toulouse. Inclui passagens de trem e degustações de vinhos. Soft Travel

 

 

 

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Bruna Tiussu

Uma parcela de parisienses contou com uma grata surpresa ao pegar o trem urbano hoje pela manhã. Por fora, o comboio era o mesmo. Porém, lá dentro, fotografias da decoração original do Palácio de Versalhes conferiam um ar de realeza ao espaço. Este é o primeiro trem da linha C da Rede Expressa Regional (RER) a inaugurar uma viagem com o novo visual – até o fim do ano, outros quatro ganharão adornos semelhantes.

Tal projeto foi concebido pela SNCF, a empresa ferroviária francesa, em parceria com a cidade e o Palácio de Versailhes. Para chegar ao resultado, fotografias de ambientes diferentes do castelo foram adaptadas às dimensões dos vagões, colados às paredes e tetos arredondados de seus dois andares.

Há sete tipos de decoração – como a que retrata o salão dos espelhos, galeria das batalhas, quarto da rainha, biblioteca de Luís XVI e os tão famosos jardins do palácio -, que passam a proporcionar uma viagem mais elegante pela Cidade Luz.

Fotos: Thomas Samson/AFP

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Elas não foram colocadas lado a lado, mas já se encontram no mesmo local: a Monalisa espanhola, irmã gêmea da original cuja formidável qualidade foi divulgada há cerca de dois meses por especialistas do Museu do Prado, chegou ontem ao parisiense Louvre, casa oficial da obra-prima de Leonardo da Vinci.

Instalada no Hall Napoleon, a versão espanhola – que acredita-se ter sido pintada por um dos dois discípulos favoritos de Da Vinci, Salaï (1480-1524) ou Francesco Melzi (1493-1572/73) – estará exposta ao público a partir de amanhã, 29. Enquanto isso, a original permanece na sua habitual sala do 1.º andar, por motivos de segurança e conservação, como explicou o curador Vincent Delieuvin.

Monalisa espanhola, temporariamente em exposição no Museu do Louvre. Foto: Charles Platiau/Reuters 

 

A visita da pintura espanhola faz parte da exposição Santa Ana: a última obra-prima de Leonardo da Vinci, que traz como grande destaque a exibição desta que foi a última pintura do artista – Da Vinci trabalhou nela por duas décadas, até sua morte, em 1519. Um complexo processo de estudo e restauração possibilita agora uma redescoberta da obra, mais luminosa e enigmática, que permaneceu escondida atrás das camadas de verniz durante anos.

Para Delieuvin, o pintura é muito mais complexa e ambiciosa que Monalisa.”Trata-se de um quadro que não parou de ser aperfeiçoado ao longo de quase 20 anos, célebre desde suas primeiras versões e que acabou transformando o curso da história da arte”, explicou.

Apesar de centralizada em Santa Ana, a mostra é ampla: outras obras do pintor e de seus alunos estarão reunidas pela primeira vez, além de contar com trabalhos de artistas como Miguel Ángel, Degas, Delacroix, Odilon Redon e Max Ernst que se inspiraram nas criações de Da Vinci. A exposição fica em cartaz até 25 de junho.

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Por Bruna Tiussu

Quando o mercado de lã era o forte do vilarejo francês de Saint-Junien, na região de Limousin, a população tratou de achar uma finalidade para o couro antes desperdiçado. Começou, então, a fabricar luvas. Desenvolveu técnicas manuais, designs variados, se industrializou. Até que a pequena vila se tornou a capital nacional da luva de pele e, no fim do século 19, chegou a empregar quase 2 mil trabalhadores luveiros.

Após crises econômicas, concorrência estrangeira e a mudança no modo de se vestir – que relegou às luvas o caráter de acessório -, o know-how da produção continua lá, mas apenas três fábricas sobrevivem da confecção do produto. A mais antiga delas, com um plus: é a única fornecedora das elegantésimas luvas da grife Hermès.

O design vem da matriz, em Paris, mas toda a confecção é realizada na Ganterie Hermès de Saint-Junien, fundada em 1919 como resultado de um movimento de trabalhadores. Hoje, cerca de 50 funcionários dão conta das mais de 20 etapas de produção, todas manuais, que cada par de luva requer para exibir o selo de qualidade da grife francesa. Somente depois de três anos de treinamento um artesão é considerado apto para todo o processo e, como não há  mais escolas formadoras de artesãos no vilarejo, a técnica é passada dos mais velhos aos mais novos no próprio ateliê.

Fotos: Bruna Tiussu/AE

 

Dentre outras etapas, o profissional deve saber escolher o melhor pedaço de couro, esticá-lo (com uma força e intensidade impressionantes) para garantir a maciez das luvas, cortá-lo, costurá-lo e aplicar os devidos adornos. Um trabalho milimetricamente cuidadoso, que requer olhos mais que precisos e mãos super habilidosas. E que ajuda – Ok, ao menos um pouquinho – a compreender a plaquinha de 540 euros (ou mais!) que acompanha um par de luvas na vitrine de uma Hermès.

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29.novembro.2011 06:02:57

Para ver as joias de Limousin

As mais finas porcelanas, esmaltes tradicionais e modernos, castelos, muita área verde e restaurantes estrelados. Quer ver tudo isso pessoalmente na região francesa de Limousin? Confira abaixo opções de pacotes que levam até lá – todos com aéreo, hospedagem em quarto duplo e preço por pessoa.

US$ 2.880: 6 noites, com transfer, aéreo também entre Paris e Brive-la-Gaillarde, aluguel de carro por uma semana, 3 noites no Castelo de Lissac e 3 noites no Mercure Royal, no centro histórico de Limoges, ambos com café. Na Biarritz

US$ 3.150: 4 noites em Limoges, no La Chapelle Saint Martin, com city tour. Na Tereza Ferrari

US$ 3.929: 10noites (Bordeaux, Saint Emilion, Brive-la-Gaillarde, Sarlat, Vale do Dordogne, Limoges, Paris), com translado, café da manhã e tours em cada cidade. Na Bon Voyage

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Bruna Tiussu

Difícil será algum outro museu desbancar o Centro Pompidou do topo da minha lista dos melhores de Paris. Em um passeio margeando o Sena, é sempre na Pont des Arts que gasto mais tempo, entre os músicos e os milhares de cadeados que enfeitam a via. Um panini saboreado com as pernas esticadas no gramado de um parque, refeição obrigatória quando estou por lá. E, apesar de convicta do charme incomparável da língua francesa, não tem jeito. Após idas e vindas, meu cantinho mais aconchegante na Cidade Luz segue sendo inglês.

É como se um universo paralelo se abrisse entre as prateleiras abarrotadas de livros da Shakespeare & Company. Um mundo simples, com ordem própria, sofisticação mínima, conforto básico. E ainda assim absurdamente convidativo. Muito pela liberdade que se sente: puxe o livro que quiser, observe a capa, leia a orelha. Suba as escadas, repare nas ilustrações de autores famosos, no cantinho infantil (e sua parede repleta de mensagens, bilhetes, desenhos), nos acervos doados por outros amantes dos livros. Há obras centenárias, clássicos em suas primeiras edições, novos, usados… e sofás e cadeiras para que você sinta-se, no mínimo, como em uma biblioteca pública. Quer mais? Arrisque algumas notas no piano da última sala.

Fundado pelo visionário americano George Whitman em 1951, este reduto da literatura inglesa fica em pleno Latin Quarter, “olhando” para a Catedral de Notre-Dame logo ali do outro lado do rio.  Mais que livraria, é vista como uma instituição desde seu início, por seus objetivos tão utópicos quanto sinceros de mudar o mundo. Whitman, hoje aposentado, não apenas vendia livros. Sustentando o lema “não seja rude com estranhos, pois podem ser anjos disfarçados”, abria as portas da Shakespeare & Co para todo e qualquer escritor que precisasse de um lar e um incentivo para trabalhar em Paris. Assim seguiu durante anos, abrigando centenas de autores vindos do mundo todo.

Fotos: Bruna Tiussu/AE

Muito do charme e autenticididade daquele cenário vem destas histórias vividas entre aquelas paredes – que você pode procurar saber mais entre um café e outro. Muito da vontade de ali ficar um dia inteirinho vem da programação de eventos, com autores indo falar de seus novos livros e noites de música. E muito da graça de comprar na livraria é passar a ter, na sua própria estante, um exemplar com o carimbo clássico da lendária Shakespeare & Company.

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Logo do projeto. Fotos: Charles Platiau/Reuters

Felipe Mortara

Depois do sucesso do Vélib, o sistema de aluguel de bicicletas que a prefeitura de Paris instalou em 2007, agora é a vez de o governo local testar o Autolib. A iniciativa de €235 milhões vai colocar carros elétricos, batizados de Bluecars apesar de serem cinzas, de uso coletivo à disposição de moradores e turistas.

O lançamento teve início na semana passada com a o lançamento de 66 veículos elétricos especialmente desenvolvidos, assim como 33 estações de aluguel e recarga espalhadas pela Cidade Luz. A meta é expandir a 3 mil carros e mais de mil estações até o final de 2012.

Para se cadastrar, o usuário precisa ter carteira de habilitação válida em território francês – Carteira Internacional de Habilitação é aceita – e fazer uma assinatura diária, mensal ou anual, que varia de €10 a €144. Daí então, o motorista temporário paga entre €4 e €8 para rodar, de acordo com a distância percorrida.

Bluecar sendo recarregado.

Os veículos têm espaço para 4 pessoas e foram desenvolvidos após longos – e caros – estudos para não complicar o trânsito, a poluição e o problema de áreas para estacionar. Já que a maior parte dos parisienses não possui carro, a idéia é continuar mantendo a cidade na vanguarda dos transportes verdes.

O crescimento previsto no número de veículos é proporcional ao que foi registrado com as bikes, que começaram com pouco mais de 7 mil e hoje somam mais de 20 mil em 1,2 mil estações. E você, o que acha da iniciativa? Será que daria certo em grandes cidades brasileiras?

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Ok, estou um mês atrasada. Só na semana passada fui assistir Meia-Noite em Paris, do diretor Woody Allen. Delícia de filme, para divertir, fazer pensar um pouquinho – só um pouquinho – e encantar com os cenários ensolarados (ou chuvosos, quando a trama pede) da capital da França.

Ah, Paris. Difícil não compartilhar do olhar apaixonado que os protagonistas lançam o tempo todo sobre a cidade. Até que, em uma cena ali pelo meio do filme, surge um instigante diálogo entre o escritor Gil Pender (Owen Wilson) e a estudante de moda Adriana (Marion Cotillard). Enquanto os dois caminham nas ruas durante a madrugada, ela diz que não sabe se acha Paris mais bonita de dia ou à noite. Ao que ele responde que poderia dar-lhe argumentos definitivos a favor de cada uma das duas opções.

Uma bela provocação, não? Depois de sair do cinema, não contive a vontade de rever fotos para tentar decidir se prefiro Paris à luz do sol ou durante a noite. Não tenho ainda uma resposta. Você consegue escolher?

Abaixo, uma seleção de imagens para inspirar.

Museu do Louvre. Fotos Ed Alcock/NYT e Gonzalo Fuentes/Reuters

 

Torre Eiffel. Fotos Alexandre Godinho/AE e Jacky Naegelen/Reuters

Catedral de Notre Dame. Fotos Pool/Reuters e Philippe Wojazer/Reuters

Basílica do Sacre Coeur. Fotos John Schults/Reuters e Alexandre Godinho/AE

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A Unesco anunciou na semana passada a lista de 25 novos Patrimônios da Humanidade. Com as inclusões recentes, chegou a 936 o número de patrimônios  – 183 naturais, 725 culturais e 28 que se enquadram nas duas categorias. Veja a lista:

- Costa Ningaloo (Austrália)
- Ilhas Ogasawara (Japão)
- Lago Quênia, no Grande Vale Rift (Quênia)
- Área de Proteção Wadi Rum (Jordânia)
- Centro histórico de Bridgetown (Barbados)
- Paisagem cultural do Lago Oeste, em Hangzhou (China)
- Paisagem cultural do café (Colômbia)
- Jardim Persa (Irã)
- Paisagem cultural de Konso (Etiópia)
- Paisagem cultural agropastoril das regiões mediterrâneas de Causses e Cévennes (França)
- Fábrica Fagus (Alemanha)
- Lombardos (Itália)
- Templos, jardins e sítios arqueológicos de Hiraizumi (Japão)
- Forte Jesus (Quênia)
- Gravuras rupestres das Montanhas Altai (Mongólia)
- Catedral de León (Nicarágua)
- Delta do Saloum (Senegal)
- Paisagem cultural da Serra da Tramuntana (Espanha)
- Sítios arqueológicos da Ilha de Meroe (Sudão)
- Moradias pré-históricas (Suíça, Áustria, França, Alemanha, Itália e Eslovênia)
- Antigos vilarejos do norte da Síria
- Mesquita de Selimiye (Turquia)
- Sítios culturais de Al Ain (Emirados Árabes Unidos)
- Residências metropolitanas de Bucovina e Dalmácia (Ucrânia)
- Citadela da dinastia Ho (Vietnã)

Além destes, a entidade incluiu dois lugares na lista de patrimônios em risco: a Reserva do Río Plátano, em Honduras, e a Floresta de Sumatra, na Indonésia. A vida selvagem do Parque Nacional Manas, na Índia, perdeu o status de área em risco.

Apesar de não ter sido contemplado na lista atual, o Brasil tem 18 patrimônios inscritos na lista da Unesco. Entre eles, as ruínas jesuíticas de São Miguel dos Milagres (RS); o Parque Nacional do Iguaçu (PR), o Santuário de Bom Jesus de Congonhas (MG), a Cidade de Goiás (GO), a Chapada dos Veadeiros (GO), a Serra da Capivara (PI) e os centros históricos de Olinda (PE) e São Luís (MA). No site da Unesco você encontra a lista completa de patrimônios pelo planeta e a localização de cada um em um mapa interativo.

Quem sabe um (ou mais) deles está justamente no meio do caminho da sua próxima viagem?

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Castelo de Chenonceau, no Vale do Loire. Foto divulgação

O leitor Filipe Bragança planeja um roteiro de férias entre Londres, Paris e o Vale do Loire. E pediu dicas de castelos para se hospedar no Vale. A resposta está na versão impressa do Viagem – mas nosso colunista Ricardo Freire, o Turista Profissional, também já deu seus mais que bem-vindos palpites práticos sobre o tema.

Para conferir e se inspirar.

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