Felipe Mortara
Muitos brasileiros têm optado cada vez mais por passar alguns dias – noites, claro, no exterior à procura de noitadas inesquecíveis (leia mais aqui). Pacotes turísticos sob medida levam baladeiros a cruzar oceanos (ou passar dias neles) em busca das melhores festas, do público mais animado e de boas histórias para contar. Veja abaixo algumas opções (os preços são por pessoa e a partir dos valores mencionados, variando de acordo com o tipo de acomodação) com destinos para todos os gostos:
Spring Break Cancún
US$ 2.225: passagem aérea, 7 noites no hotel Oasis Cancun, sete ingressos para baladas, city tour. Na Spring Break Viagens
US$ 2.358: passagem aérea, 7 noites no hotel Oasis, ingressos, city tour e traslados. Na Giampá
Spring Break Cancún + Ultra Music Festival Miami
US$ 2.898: com passagens aéreas São Paulo-Cancún-Miami-São Paulo. Baladas em Cancún e Miami. Não inclui ingresso para o UMF. Na Spring Break Viagens
Miami Party Summer Play
R$ 3.700: 3 noites no Miami Party Summer Play, em Miami, entre 8 e 10 de outubro. Sem passagem aérea. Na Blue Ticket
R$ 3.860: 3 noites com hospedagem e acesso a três clubes fechados de Miami. Sem passagem aérea. Na BWT
Festival Creamfields – Buenos Aires
R$ 1.641: de 10 a 13 de novembro de 2011. 3 noites, aéreo, hotel, city tour e ingresso. Na BWT
US$950: 4 dias, aéreo, hotel c/ café da manhã, ingresso. Na Groove Tour
Ilha de Hvar – Croácia
US$ 2.768: passagem aérea, 6 noites no Hotel Grand Beach Resort, 4 ingressos para baladas. Na Spring Break Viagens
Ibiza
US$ 2.772: passagem aérea, 6 noites no hotel Balansat Ibiza, seis baladas. Com a Spring Break Viagens
US$2980: festas de encerramento temporada 2012, saídas dias 21, 22, 23, 24 e 25 de setembro. Aéreo, ingressos para principais clubes. Na Groove Tour
Cruise Groove – Miami
US$ 2.275: 3 noites a bordo, mais 4 noites no hotel Howard Johnson Dezerland em Miami Beach, pool party e duas baladas na cidade. Na Spring Break Viagens
Mochilão CI Baladas
€ 1.888: 17 noites em Berlim, Amsterdã, Londres, Paris, Barcelona e Ibiza. Sem parte aérea e ingressos para os clubes. Na CI
Yacht Week no Mediterrâneo
US$3.100: uma semana a bordo de iates circulando pelas ilhas e festas da Grécia, Ibiza, Croácia e Leste Europeu. Na Groove Tour
Dedique uma viagem para conhecer a parte mais glamurosa da Itália, aquela que não tem fontanas, ae cuja rquitetura romana e renascentista vira detalhe em frente à obra principal: o azul do mar. Confira alguns pacotes para descobrir a Itália Mediterrânea. Todos eles incluem aéreo e hospedagem.
US$ 1.128: 7 noites entre Roma, Pompeia, Amalfi e Capri. Na Agaxtur
US$ 2.088: 4 noites entre Roma, Sorrento, Nápoles e Capri. Na CVC
US$ 2.200 : 7 noites entre Roma, Nápoles, Capri e Sorrento. Na Giampá
US$ 2.345 : 4 noites entre Roma, Nápoles, Pompéia, Sorrento, Capri. Na MK Travel
US$ 2.700: 7 noites entre Roma, Capri e Pompeia. Na Sem Fronteiras
US$ 2.808: 12 noites entre Amalfi, Capri, Nápoles, Pompeia, Roma e Sorrento). Na Filhos da Terra
US$ 2.808: 7 noites entre Amalfi, Capri, Nápoles, Pompéia, Roma, Sorrento. Na New Age
US$ 2.811: 5 noites entre Roma, Pompeia, Amalfi e Capri. Na Uzzi Viagens
US$ 3.405: 7 noites entre Roma, Sorrento, Salermo e Nápoles. Na Intravel
US$ 3.615: 7 noites entre Roma, Nápoles, Pompeia, Sorrento, Amalfi e Capri. Na Designer Tours
US$ 3.950: 9 noites entre Roma, Nápole, Pompei, Sorrent, Capri, Palerm, Siracusa e Taormina. Na Tereza Ferrari
US$ 3.952: 14 noites entre Milão, Verona, Veneza, Verona, Florença, Roma, Vesúvio, Pompéia, Sorrento, Salerno e Nápoles. Na Soft Travel
Nasci e cresci em uma cidade portuária. Isso na época em que só os muito ricos ousavam planejar férias em um cruzeiro (o que dá pista da minha idade, mas não vamos tocar no assunto). Todos os demais nos contentávamos em contemplar o entra e sai dos navios no porto. Era um programa e tanto. Sentada na mureta do calçadão do fim da praia, eu esperava o apito que anunciava a partida de mais um transatlântico. E, quando ele passava, entre um tchauzinho e outro, pensava na pessoa que “dirigia” um veículo daquele tamanho sem “bater” nas laterais: a praia e a ilha em frente.
Por uma conjunção de fatores (cresci, os cruzeiros se popularizaram, eu me tornei jornalista e repórter de viagens), fui surpreendida pelo convite incrível durante um cruzeiro pelo Golfo Pérsico: visitar a cabine de comando do navio. Não em um momento qualquer, mas durante a partida do porto de Fujairah, uma das escalas da viagem.
Estava mais que a postos no ponto de encontro, na hora indicada. Uma moça uniformizada deu instruções: falar o mínimo possível e caminhar apenas por um canto restrito da cabine, para não atrapalhar o trabalho da equipe. Para mim estava tudo ótimo. Era permitido chegar até o enorme vidro da frente. E o comandante, o cara da “direção”, estava muitíssimo bem visível em uma espécie de púlpito no centro do lugar. Com um binóculo em mãos.
Não só ele. Dois subcomandantes também tinham os seus, que mal saíam dos olhos. Minhas fantasias infantis não estavam tão erradas assim. Que grande surpresa descobrir que a manobra para levar o gigante do porto até alto-mar é praticamente manual, apesar de toda tecnologia disponível (radares e painéis automatizados de todos os tipos e tamanhos)! Nos cerca de trinta minutos decorridos entre o navio começar a se movimentar e o comandante sair do seu púlpito para cumprimentar os visitantes, sinal de missão cumprida, foram dezenas de gritos – gritos mesmo – de x graus a bombordo, mais x a estibordo, em intervalos curtíssimos.
Não me pareceu uma manobra fácil. Depois de desencostar do píer, o navio teve de fazer um giro de 90 graus à esquerda em torno de seu próprio eixo, para embicar em direção a um corredor de pedras que conduzia à saída do porto. Depois, outro giro, dessa vez à direita, para se ajeitar dentro do tal corredor. Vencida esta etapa, os binóculos se tornavam ainda mais importantes, para avistar os pequenos barcos de pescadores abundantes na região – e desviar a tempo.
O comandante e seus auxiliares. Fotos Mônica Nóbrega/AE
Já em alto mar, o comandante apresentou um pouco do aparato tecnológico que o ajuda a guiar a cidade flutuante. O que mais me interessou foi um painel em formato de alvo cheio de pontos verdes e vermelhos, que indicam a presença de barcos grandes e pequenos no entorno. Os muito pequenos não aparecem em radar nenhum, daí a importância decisiva dos binóculos.
Em alto mar fica tudo mais fácil. Existem vias definidas para quem vai e volta, como as pistas de uma estrada. É nessa hora que o comandante consegue, então, entregar o posto a auxiliares e desempenhar suas outras funções. Como ser o anfitrião de um jantar e posar para fotos com centenas, milhares de passageiros. Depois do que vi, juro que estava tão cheia de admiração por ele que só abri mão da minha foto-tiete porque a fila era grande demais.
A imagem gelada que vem à cabeça quando se fala do Alasca nem sempre traduz todas as nuances encontradas no Estado americano. Para conhecer um pouquinho mais desse ambiente inóspito, fizemos uma seleção de imagens, que você confere abaixo:

Todos os anos, a cidade de Wasilla vira palco para a famosa (pelo menos por aquelas bandas) Iditarod, corrida de dosgled – ou trenó puxado por cães. Foto Reuters

Os simpáticos cãezinhos que participam da Iditarod usam proteção para manter as patas aquecidas durante a corrida que, este ano, começa sexta-feira. Foto Reuters

Praia remota nos fiordes de Kenai. Foto Scott Dickerson/NYT

Imagem do livro "11 Anos no Alasca", da fotógrafa carioca Luciana Whitaker. No tempo em que viveu na região, ela reuniu uma série de imagens – nesta estão caçadores de focas em Barrow

Nos meses de março e abril, o espetáculo da aurora boreal toma conta dos céus do Alasca. Foto Luciana Whitaker/DIV

Os ameaçados ursos polares no Refúgio para a Vida Selvagem do Ártico, no nordeste do Alasca. Foto Reuters

Nos navios de cruzeiros, uma vista privilegiada do mar gelado. Foto Divulgação

Navio leva turistas para ver geleiras bem de perto… Foto Divulgação

…Enquanto sobrevoos panorâmicos levam a uma visão dos picos nevados, exclusiva de alpinistas. Foto Scott Dickerson/NYT
Mal começou a atual temporada de cruzeiros na costa brasileira e a CVC já tratou de incrementar as promessas para o próximo verão. Em entrevista concedida a jornalistas dentro do navio Imperatriz, na semana passada, o presidente do Conselho de Administração, Guilherme Paulus, afirmou que está à procura de uma praia particular no sul do país, para montar uma estrutura exclusiva para os navios da operadora, como a que existe na Ilha de Jaguanum, em Mangaratiba, perto de Angra dos Reis. Ele também comentou os rumores de que a operadora de viagens, líder no mercado nacional, está à venda.
Paulus não confirmou o endereço da nova praia privativa, mas deu pista de que se trata da Ilha do Mel, no litoral do Paraná. “Tem uma ilha com nome sugestivo, bem doce”, disse. Ele afirmou ainda que a empresa pretende aumentar para seis o número de navios da frota no próximo verão – promessa que havia sido feita para esta temporada, mas não se concretizou. A CVC tem, atualmente, quatro navios de cruzeiros no litoral brasileiro.

Praia do Araçá. Foto: Mônica Cardoso/AE
A empresa aluga a Praia do Araçá, na Ilha de Jaguanum, durante a temporada, de novembro a março. Os passageiros são levados até lá em um barco conhecido como tender, com espaço para cem pessoas. A travessia dura menos de dez minutos.
A água é de uma tonalidade verde-clara de encher os olhos, que se confunde com a paisagem densa de mata atlântica. O melhor horário é o fim de tarde, quando a praia está mais vazia com o retorno de vários cruzeiristas ao navio. Uma banda toca pop-rock e MPB bem ao estilo praiano. A infraestrutura conta com espreguiçadeiras, lojinhas que vendem bolsas de palha e cangas, banheiros, meia dúzia de quiosques e garçons que vêm anotar os pedidos na areia (espetinho de camarão, R$ 6; porção de bolinho de bacalhau com 15 unidades, R$ 15; e água de coco, R$ 4). Se quiser mais agito, é possível escolher entre os passeios de caiaque (R$ 30, por meia hora), banana boat (R$ 30) e tirolesa (R$ 25).

Praia do Araçá. Foto: Mônica Cardoso/AE
PARCERIA
Dada como praticamente certa, a venda da CVC também foi comentada pelo presidente, Guilherme Paulus. “Chega um momento em que, para uma empresa ir para frente, é preciso abrir capital, principalmente no turismo, que é um mercado fortíssimo”, disse. “Fazer parceria é o caminho para crescer. Como eu posso brigar com a Royal Caribbean, a MSC ou a Carnival? Todo mundo está de olho no Brasil e fica difícil porque as grandes redes começam a dominar.”
Ele não divulgou o nome da possível compradora, mas informou que há interesse por parte de grupos europeus e norte-americanos. A Carlyle, fundo de private equity voltado para grandes investidores, vem sondando a CVC nos últimos meses. Paulus afirma que só fechará o negócio com a condição de ser mantido na presidência pelos próximos cinco anos e de que não hajam demissões. A CVC emprega 1.050 pessoas de forma direta, e 3.500 indiretamente. O martelo será batido apenas no ano que vem. A venda não incluirá a companhia aérea Webjet nem a GJP, que administra hotéis e resorts.
Quando parece que já vimos as coisas mais gigantescas do mundo, surge algo para nos surpreender…
FOTO JOE SKIPPER/REUTERS
Este é o Oasis of the Seas, o maior e mais novo navio de cruzeiro do mundo. Pesando nada menos que 220 mil toneladas, possui 16 decks, 2.700 cabines e pode transportar até 5.400 hóspedes.
Este grandalhão chegou hoje em sua casa, o porto de Everglades in Fort Lauderdale, na Flórida. Para isso, enfrentou 14 dias no mar, já que foi construído na Finlândia. Agora, só está aguardando sua inauguração oficial, marcada para o dia 20.
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