Paul durante show no Morumbi, em 2010. Foto Ernesto Rodrigues/AE
Felipe Mortara
Cantar o refrão de Hey Jude em coro com milhares de pessoas é uma daquelas sensações que podem ficar marcadas para sempre. E se for na com um ex-Beatle tocando, o Na Na Na pode ficar ainda mais memorável. Pois é essa sensação que poderão experimentar aqueles que forem a Recife ou Florianópolis nos dias 21 e 22, e 25 de abril, respectivamente.
Depois de passar duas vezes pelo País nos últimos dois anos – 2010, em São Paulo e no Rio, em 2011 – Paul McCartney está de volta para dois shows no Nordeste e outro na região Sul (veja o site oficial da turnê On The Run). E, apesar de os ingressos (compre aqui) estarem acabando rapidamente, ainda há pacotes com entradas garantidas, além de aéreo e hospedagem, para ambas apresentações.
Para quem quiser curtir um clima Love, Love, Love em Recife, a MGM Operadora oferece um pacote com ingresso de arquibancada e três noites no Hotel Solar Porto de Galinhas, saindo de São Paulo, a partir de R$ 898. Já a Melhor Viagem tem opções com aéreo e duas noites com preços desde R$ 1.055 (em quarto duplo), com bilhete para o mesmo setor. Na TAM há pacotes com hospedagem no Internacional Palace Lucscim desde R$ 1.500.
Caso já tenha sua passagem fechada, ou esteja em alguma outra capital nordestina facilmente acessível por ônibus ou carro, a Target Tour propõe um pacote terrestre com ingresso para arquibancada superior, duas noites no hotel Vila Rica e uma camisa temática, a partir de R$ 762.
Quem escolher cantar Live and Let Die sob a brisa de Floripa, pode procurar a TURISPOA, que tem opção com aéreo, transfer e uma noite de hotel, saindo de São Paulo. Por R$ 1.247, você curte o show no gramado e ainda pode almoçar uma bela sequência de camarão antes – ou depois – de se esgoelar e tanto cantar. Já a Cativa oferece pacote semelhante por R$ 1.262. Caso queira ir por sua própria conta, a operadora tem pacotes terrestres por R$ 912, com ingresso e uma noite de hospedagem. Agora é só, literalmente, colocar a Band on The Run.
HOTEL INTERNACIONAL PALACE LUCSCIM – RECIFE
Passagem aérea São Paulo/Recife/São Paulo + 01 noite de hospedagem com café da manhã + transfer hotel/Show/hotel + Ingresso setor Gramado
Valor a partir de 10x R$150,30 por pessoa em apto duplo.
O verão foi ensolarado, mas neste outono de Santa Catarina também não faltam altas temperaturas para aproveitar os mares azuis e belas praias de Florianópolis e seus arredores. Confira alguns dos pacotes que separamos. Os preços são por pessoa, em quarto duplo, e incluem as passagens aéreas.
R$ 585: Quatro noites em Florianópolis com hospedagem no Hotel Costa Norte Ingleses. Na Soft Travel
R$ 728: Três noites em Camboriú com hospedagem no Hotel Plaza Camboriú. Inclui passeio ao Cristo Luz. Na Taks Tour
R$ 750: Cinco noites em Florianópolis. Na Sem Fronteiras
R$ 767: Sete noites em Camboriú com hospedagem no Barra Sul Hotel e um ingresso para o Beto Carrero World. Na Visual Turismo
R$ 920: Sete noites em Florianópolis com hospedagem no Moçambique Praia. Na Intravel
R$1.148: Três noites entre Florianópolis e Imbituba com hospedagem no Vida Sol E Mar Ecoresort. Avistagem de baleias a bordo de barco com biólogo, visita ao Museu da Baleia, passeio pela praia de Itapirubá, visita ao marco histórico do tratado de Tordesilhas e à casa de Anita Garibaldi. Na CVC
R$ 1.184: Quatro noites na Praia do Rosa. Na Freeway
R$1.393: Quatro noites em Camboriú com hospedagem no Recanto das Águas Resort & Spa. Inclui ingresso para o Betto Carrero World. Na Rosa Massoti
R$ 2.132: Quatro noites em Florianópolis com trilha no Morro do Lampião, rafting no Rio Cubatão em Santo Amaro da Imperatriz, travessia Parque Municipal da Galheta e canoagem no Parque Municipal da Lagoa do Peri. Na CiaEco
R$ 2.190: Quatro noites em Florianópolis com roteiro de aventura: trilha no Morro do Lampião, rafting no Rio Cubatão em Santo Amaro da Imperatriz, travessia Parque Municipal da Galheta, canoagem no Parque Municipal da Lagoa do Peri, safári Fotográfico. Na Pisa Tur
R$ 3.072: Sete noites em Florianópolis com passeios de escuna, visita a Urubici e Serra do Rio Rastro, passeio pelas praias da Pinheira, Sonho, Guarda do Embaú, Imbituba, Garopaba e Praia da ferrugem. Na MK Travel
Entrei em um café quase vazio em uma ruazinha atrás da Catedral de St. Stephan, no centro de Viena, para fugir da chuva gelada que dominava a tarde. Bastaram as primeiras palavras trocadas com meu companheiro de viagem para o proprietário do lugar identificar o idioma que falávamos e, animado, iniciar uma conversa. Friedrich Franz Joseph, austríaco na casa dos 60 anos, declarou sua admiração pelo Brasil e passou a narrar suas aventuras como viajante na juventude, que incluíram seis meses em terras brasileiras.
Como bom personagem inesperado de viagem, Friedrich mudou o rumo do nosso dia. Ao deixarmos o Cafe Porta, o mau humor por causa do clima havia desaparecido. E tínhamos em mãos uma lista de excelentes sugestões, não aquelas listadas pela pesquisa prévia, mas opções suficientes para tornar divertido o dia que a chuva parecia ter condenado ao fracasso.
Outra surpresa assim, feliz, me alcançou em Florianópolis. Minha permanência na capital catarinense, a trabalho, seria de apenas 24 horas. Ao chegar ao hotel, no fim da manhã, fui avisada de que a entrevista agendada para o começo da tarde havia sido remarcada para 19 horas. Cheia de fome, decidi ir almoçar no shopping ao lado enquanto pensava no que fazer com a tarde inteira livre. Sem pretensões, entrei em um restaurante por quilo.
Vera, cujo sobrenome, infelizmente, não me recordo, puxou conversa já na fila. Dividimos a mesa e aproveitei para perguntar como poderia chegar à Praia Mole. Ela me alertou de que a corrida de táxi até lá sairia cara. No fim da refeição, se ofereceu para me levar a um passeio pela cidade. Precisávamos apenas passar em sua loja, ao lado, para que ela deixasse duas ou três ordens com as funcionárias. Intuitivamente, aceitei o convite.
Foi uma tarde mais que agradável entre praias, a Lagoa da Conceição e o Mercado Municipal. No fim do passeio, ao agradecer o tempo que ela havia me dispensado, ouvi de Vera a afirmação de que fazia aquilo porque tinha uma filha da minha idade morando fora do País. E que adoraria que alguém fizesse pela moça o que ela havia acabado de fazer por mim.
Minha ida à abadia do Monte Saint-Michel, segundo monumento mais visitado da França, também teve seu momento singular. Depois de circular pelos salões e claustros erguidos ao longo de 11 séculos guiado pelo Padre André, que mora no local, meu grupo de quatro pessoas foi convidado a conhecer o que considero, sem medo de ser injusta com todas as outras belezas do lugar, o coração da abadia. Bastou entrar na capela Notre Dame Sous Terre para sentir, lá dentro, uma energia diferente, indescritível mesmo. A ponto de me fazer propor ao grupo dois minutos de silêncio, para que cada um pudesse absorver da forma como achasse melhor as sensações transmitidas por toda a história impregnada nas paredes do século 10, nas colunas e abóbadas erguidas à moda dos romanos, no oratório simples e eloquente.

Capela Notre Dame Sous Terre, na abadia do Monte Saint-Michel, na França. Foto Mônica Nóbrega/AE
Padre André contou que vai à pequena capela quando sente necessidade de meditar, renovar forças. Notre Dame Sous Terre não está aberta aos turistas. Apenas os 12 religiosos que moram atualmente na abadia têm acesso irrestrito a ela – e, eventualmente, seus convidados, como foi o caso naquele dia. Por isso, relutei durante bastante tempo em narrar a visita, no blog ou nas edições impressas do Viagem. Fui convencida por uma das companheiras de viagem, a jornalista Liane Alves, com o argumento de que “alguns presentes são pessoais”.
Foi o que ocorreu nessa visita. Estou certa de que Padre André nos levou à capela porque notou nosso interesse genuíno por tudo o que nos mostrava. O que, acredito, só prova que, mesmo em tempos de internet colaborativa, quando nenhum destino parece realmente desconhecido, não existe guia, reportagem ou blog capaz de nos contar dos Friedrichs, Veras e Padres Andrés que surgirão na jornada de cada um, para fazê-la única.
E você, lembra de algum passeio, personagem ou descoberta inesperada que marcou uma viagem?
Circula na segunda-feira, dia 11, o guia com as 5o melhores praias do Brasil que você ajudou o Viagem & Aventura a fazer. Do Nordeste ao Sul, descubra as faixas de areia mais gostosas do País, além da praia mais votada na nossa enquete aqui no blog.
Mal começou a atual temporada de cruzeiros na costa brasileira e a CVC já tratou de incrementar as promessas para o próximo verão. Em entrevista concedida a jornalistas dentro do navio Imperatriz, na semana passada, o presidente do Conselho de Administração, Guilherme Paulus, afirmou que está à procura de uma praia particular no sul do país, para montar uma estrutura exclusiva para os navios da operadora, como a que existe na Ilha de Jaguanum, em Mangaratiba, perto de Angra dos Reis. Ele também comentou os rumores de que a operadora de viagens, líder no mercado nacional, está à venda.
Paulus não confirmou o endereço da nova praia privativa, mas deu pista de que se trata da Ilha do Mel, no litoral do Paraná. “Tem uma ilha com nome sugestivo, bem doce”, disse. Ele afirmou ainda que a empresa pretende aumentar para seis o número de navios da frota no próximo verão – promessa que havia sido feita para esta temporada, mas não se concretizou. A CVC tem, atualmente, quatro navios de cruzeiros no litoral brasileiro.

Praia do Araçá. Foto: Mônica Cardoso/AE
A empresa aluga a Praia do Araçá, na Ilha de Jaguanum, durante a temporada, de novembro a março. Os passageiros são levados até lá em um barco conhecido como tender, com espaço para cem pessoas. A travessia dura menos de dez minutos.
A água é de uma tonalidade verde-clara de encher os olhos, que se confunde com a paisagem densa de mata atlântica. O melhor horário é o fim de tarde, quando a praia está mais vazia com o retorno de vários cruzeiristas ao navio. Uma banda toca pop-rock e MPB bem ao estilo praiano. A infraestrutura conta com espreguiçadeiras, lojinhas que vendem bolsas de palha e cangas, banheiros, meia dúzia de quiosques e garçons que vêm anotar os pedidos na areia (espetinho de camarão, R$ 6; porção de bolinho de bacalhau com 15 unidades, R$ 15; e água de coco, R$ 4). Se quiser mais agito, é possível escolher entre os passeios de caiaque (R$ 30, por meia hora), banana boat (R$ 30) e tirolesa (R$ 25).

Praia do Araçá. Foto: Mônica Cardoso/AE
PARCERIA
Dada como praticamente certa, a venda da CVC também foi comentada pelo presidente, Guilherme Paulus. “Chega um momento em que, para uma empresa ir para frente, é preciso abrir capital, principalmente no turismo, que é um mercado fortíssimo”, disse. “Fazer parceria é o caminho para crescer. Como eu posso brigar com a Royal Caribbean, a MSC ou a Carnival? Todo mundo está de olho no Brasil e fica difícil porque as grandes redes começam a dominar.”
Ele não divulgou o nome da possível compradora, mas informou que há interesse por parte de grupos europeus e norte-americanos. A Carlyle, fundo de private equity voltado para grandes investidores, vem sondando a CVC nos últimos meses. Paulus afirma que só fechará o negócio com a condição de ser mantido na presidência pelos próximos cinco anos e de que não hajam demissões. A CVC emprega 1.050 pessoas de forma direta, e 3.500 indiretamente. O martelo será batido apenas no ano que vem. A venda não incluirá a companhia aérea Webjet nem a GJP, que administra hotéis e resorts.
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