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terça-feira 03/06/14

Miniguias da Copa 2014: Manaus

Adriana Moreira No coração da Amazônia pulsa uma cidade caótica, de trânsito intenso, com sabores únicos e uma bela e preservada arquitetura, herança do Ciclo da Borracha. Ao seu redor, a floresta – e um sem-fim de passeios para explorar esse ecossistema tão peculiar. A escolha de Manaus como uma das cidades-sede da Copa do Mundo foi muito controversa, mas uma coisa ninguém discute: sua vocação turística. [galeria id=11170] Uma pena a cidade não usufruir do tão falado “legado” da Copa: o monotrilho ...

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sexta-feira 16/05/14

Mercado da Ribeira, agora mais gourmet

Últimos retoques no Mercado. Foto: Adriana Moreira/Estadão

Adriana Moreira Caminhões não param de descarregar material. Operários lixam as paredes sobre andaimes e não há ninguém por ali que não aparente estar com pressa. Era assim o clima no Mercado da Ribeira ontem (15): todos dando os retoques finais para a cerimônia de abertura oficial neste sábado (17), apenas para convidados. O público em geral irá conhecer as novidades no domingo (18). [caption id="attachment_8635" align="aligncenter" width="614"] Detalhe da fachada. Foto: Adriana ...

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terça-feira 06/05/14

Miniguias da Copa 2014 – Salvador

Adriana Moreira Salvador já foi mais bem cuidada, é verdade. Mas a cidade que inspirou Dorival Caymmi, Jorge Amado e outros tantos expoentes da cultura brasileira nunca perde seu brilho. O Pelourinho ainda é passeio obrigatório para quem a visita pela primeira vez, mas a falta de segurança preocupa (quem sabe na Copa esteja melhor?). E o conjunto de igrejas da cidade, algumas inteiramente decoradas, nunca deixará de ser incrível – dizem que há uma para cada dia do ano. [galeria id=10872]   Junho ...

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terça-feira 29/04/14

Miniguias da Copa: Cuiabá

Adriana Moreira

Rússia x Coreia do Sul, na Arena Pantanal, é um dos poucos jogos da Copa com ingressos para quase todos os setores. Se você ainda não comprou seu tíquete, pode ser a chance de ver uma partida do Mundial e, de quebra, aproveitar para dar uma esticadinha a partir de Cuiabá: a Chapada dos Guimarães está logo ali e, com mais tempo, vale seguir rumo ao Pantanal – o inverno, mais seco, é uma boa época para safáris fotográficos.

 

Ao contrário da maioria das cidades-sede, os preços das diárias dos hotéis não estão absurdamente altos, embora o número de quartos disponíveis esteja diminuindo. Dá para ficar num três-estrelas ok pagando uma diária de R$ 350, para dois (piscina é fundamental). Mesmo no aéreo, é possível encontrar bons preços para passar uma semana – Gol e TAM vêm realizando promoções e é bom ficar ligado: devem vir outras por aí. A cidade, contudo, está em obras, e o transtorno se reflete no trânsito.

A capital mato-grossense é conhecida por seu clima quente e úmido. Em junho, as temperaturas costumam seguir altas, com 27 graus, em média – que podem cair a 17 graus à noite. Mas a umidade dá um alívio, e as chuvas são raras. Justamente por causa do calor, as atividades na cidade começam à tarde, e a noite é sempre vibrante. Veja o que fazer por lá.

 

Dia 1 – Raio X da Cidade

Comece o dia com um café da manhã tipicamente cuiabano. Às terças, quintas, sábados e domingos, a pedida é o bolo de arroz de dona Eulália (o mais famoso da cidade), que há 50 anos prepara a mesma receita, servida na Rua Professor João Félix, 470. Ela começa cedinho, às 5h30 da manhã, e atende até as 10 horas durante a semana e 11 horas aos sábados e domingos.

De estômago forrado, é hora de conhecer alguns dos programas básicos de Cuiabá, como o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha (Rua Comandante Costa, s/nº), que funciona em uma caixa d’água desativada na década de 1960. Erguido em 1882, o local conta com mostras temporárias de artistas locais. Outra pedida é a Casa do Artesão (Rua 13 de Junho, 315), com sete salas temáticas (há uma só de artigos indígenas) – além de observar, é um ótimo ponto para comprar lembrancinhas e doces típicos.

Aposte nos pescados na hora do almoço: a Peixaria Popular (Av. S. Sebastião, 2.324) serve a mojica, prato tradicional com pedaços de peixe cozidos com mandioca em seu rodízio (de R$ 24,90 a R$ 35,90). Bem recomendada, a Lélis Peixaria também tem rodízio (R$ 73,90).

À tarde, complete o city tour com as visitas sacras. A simples e graciosa Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (Praça do Rosário, Centro), do século 18, com decoração barroca-rococó em seu interior, é obrigatória. Passe também pela Nossa Senhora do Bom Despacho (Praça da República, Centro), construída em 1720 em estilo gótico e tombada pelo Patrimônio Histórico. Ao lado, fica o museu de Arte Sacra, com peças dos século 17 e 18.

Dia 2 – Depois do pôr do sol 

Cidade à beira-rio, Cuiabá sabe valorizar os pescados. O Museu do Rio funciona no antigo mercado de peixe da cidade, às margens do Rio Cuiabá. Construído em 1899 – época em que não havia cimento na cidade –, o museu ganhou recentemente um anexo: o Aquário Municipal, que reúne espécies encontrados no Pantanal, no Amazonas e no Rio Araguaia. Uma boa pedida para as crianças, que podem alimentar os peixes com uma ração comprada no local (entrada grátis).

Deixe para almoçar nas dezenas de peixarias da comunidade São Gonçalo Beira-Rio, onde a história da cidade começou. Um lugar bucólico, onde danças típicas (como o siriri) e as tradições fazem parte da rotina. Em junho ocorre a Festa do Pescador, ainda sem data definida – informe-se antes de ir e veja o bairro em festa, com barraquinhas de comidas típicas e artesanato.

Aproveite a noite no Sesc Arsenal, que concentra a maior parte de sua programação para depois das 17 horas. Às quintas-feiras, há uma feirinha com comida e música típica.

Depois, vá curtir a noite cuiabana. A Praça Popular reúne bares e restaurantes e uma cervejinha nas mesas da calçada será irresistível. O Choppão serve o tradicional escaldado, espécie de sopa com frango desfiado, ovos pochê, molho de tomate e tempero verde. Ideal para o fim de noite – ou para depois da balada.

Dia 3 – Natureza à vista

Missão cumprida em Cuiabá, é hora de explorar a natureza ao seu redor. Distante 69 quilômetros dali está a Chapada dos Guimarães – até dá para fazer um bate-volta, mas você vai aproveitar mais se hospedando por lá. A cidade é pequena e charmosa, com várias pousadinhas bacanas (é bom se apressar nesse caso, já que há bem menos hotéis por ali do que na capital).

Dá para observar a Cachoeira Véu da Noiva, cartão-postal do parque de 86 metros de altura, de um mirante, seguindo por uma trilha curta que pode ser feita por qualquer um, a partir do estacionamento. Mas para chegar às outras atrações é preciso ter a companhia de um guia (informe-se na cidade ou nas agências em Cuiabá).

O passeio mais tradicional é o Circuito das Cachoeiras, com seis quilômetros e sete quedas d’água no caminho. Outros roteiros levam a grutas, paredões alaranjados e lagoas esverdeadas. Ver tudo isso, obviamente, não é possível em um único dia. Não esqueça de levar agasalho: as noites de inverno ali podem ser bem frias.

 

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quarta-feira 23/04/14

Dias e noites gelados (e incríveis)

Acampamento-base: ares de minicidade. Foto: Felipe Mortara/Estadão

Felipe Mortara
Despertar e dar-se conta de que se está na base da montanha mais alta do mundo - o Everest, com seus 8.848 metros - é  uma sensação esquisita. Começa com um frio danado na barraca - os vizinhos disseram que chegou a menos 15 graus  na madrugada. Passa por uma vontade danada de fazer xixi logo cedo. E termina com a cabeça girando 360 graus ao  redor do acampamento, tentando entender o ...

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quarta-feira 23/04/14

Sensações contraditórias durante o sonho

testeira expedição Everest

Felipe Mortara Sempre achei que meu coração dispararia quando visse o acampamento-base pela primeira vez. Mas me enganei. Quando avistei o Monte Everest pela primeira vez foi que a mágica se fez. Isso porque, em pleno terceiro dia de viagem, avistar o gigante ao longe te faz sonhar. Imaginar mais ainda. [galeria id=10667]

Já na tarde do oitavo dia de caminhada eu não aguentava mais ver pedras e muito menos ...

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sexta-feira 11/04/14

Entrando no clima

testeira expedição Everest

  Felipe Mortara
Hoje o dia em Namche Bazaar foi de aclimatação. Para isso, fizemos uma caminhada em que saímos de 3.480 m e subimos até 3.900 m para que nosso corpo fosse exposto à altitude. Trata-se de uma estratégia comum: expondo o corpo a maiores altitudes, o  organismo tem mais facilidade em se adaptar. Depois,  voltamos a Namche Bazaar, cidade onde ficaremos duas noites.
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O objetivo da caminhada foi chegar ao ...

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quarta-feira 09/04/14

O trekking começou!

testeira expedição Everest

Felipe Mortara

Depois de um dia de trekking leve, hoje tivemos uma caminhada bem puxada. Subimos de Phakding, a 2.645 metros de altitude, para Namche Bazaar, a 3.475 metros. Puxado. Foram 6 horas no total. Ontem começamos devagar, meio que para sentir o lugar, deixar nosso corpo se adaptar. Três horas beirando o Rio Duh Kohsi, o Rio do Leite. Hoje seguimos às margens do rio ...

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terça-feira 08/04/14

Primeiros passos rumo ao acampamento-base

testeira expedição Everest

Felipe Mortara

Finalmente chegamos ao começo da trilha que vai nos levar ao acampamento-base do Everest. O voo de bimotor entre Katmandu e Lukla é impressionante. Saímos ao amanhecer, pelas 6h20, denos sorte e fomos o primeiro avião autorizado a decolar. O céu abriu depois de dois dias. Várias expedições estavam atrasadas.  Mas a nossa partiu cedinho.

[caption id="attachment_8078" align="aligncenter" width="640"] ...

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