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A hora de ir a Machu Picchu

Adriana Moreira

quinta-feira 09/05/13

Adriana Moreira

A chegada do outono marca também o início da melhor época para visitar Machu Picchu, a enigmática cidade inca que se tornou o principal cartão-postal peruano. O fim das chuvas de verão e o início do período seco, até meados de agosto, fazem da época a mais propícia não só para conseguir fotos melhores, mas também para encarar trilhas.

A Trilha Inca, o mais conhecido dos caminhos criados pelos incas, é a mais concorrida dessas trilhas. Apenas 500 pessoas por dia podem fazer o trajeto, de dois ou quatro dias, e a fila de espera pode ultrapassar um ano na alta temporada. Por isso, rotas alternativas, como a Trilha do Salcantay têm se tornado mais populares.

Momento de contemplação na Trilha do Salcantay. Foto Adriana Moreira/Estadão

A trilha do Salcantay é mais dura, mas repleta de belezas. Além da opção mochileira, é possível fazer o trajeto com conforto, dormindo em lodges com direito a jacuzzi para relaxar os músculos e com refeições saborosíssimas com a equipe do Mountain Lodges of Peru. O percurso, de sete dias, com refeições, custa aproximadamente US$ 3 mil. E também é bastante procurado.

Cama confortável para descansar da caminhada. Foto Adriana Moreira/Estadão

Mas se você não quer nem saber de caminhar e prefere ir de trem mesmo, resista à tentação de fazer um bate-volta a partir de Cusco para Machu Picchu. A multidão que desembarca ao mesmo tempo para entrar na cidadela quebra o clima de magia e contemplação. Minha dica: durma uma noite em Águas Calientes, o povoado na base da montanha, e acorde bem cedinho no dia seguinte. Assim, você terá uma experiência muito mais saborosa, como uma viagem dessas merece.

De trem, para não cansar as pernas. Foto Adriana Moreira/Estadão

Lembre-se: para entrar em Machu Picchu há um limite de 2.500 pessoas por dia. O melhor é você garantir seu ingresso o quanto antes. Em datas concorridas, como na época do Inty Raimi, a Festa do Sol (24 de junho), o número de visitantes já está próximo ao limite. Garanta seu ingresso aqui.

 

Como recompensa, a foto clássica da cidadela: pura contemplação. Foto Adriana Moreira/Estadão