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Viagem

 

Embarque ao amanhecer no voo da Vueling, em Granada rumo a Barcelona. Foto Felipe Mortara/AE

Felipe Mortara

Logo após resolver que começaria as férias na minha querida Itália decidi que daria uma esticada na Espanha, país que sempre fui louco para conhecer. Percebi que para os trechos que se encaixavam nas minhas datas e destinos, as empresas a buscar eram a irlandesa Ryanair e a espanhola Vueling, braço low cost da Iberia. No fim, voei de Roma a Sevilha pela Ryanair e de Granada a Barcelona pela Vueling. Veja a comparação de cada etapa em cada companhia.

Compra online

Ryanair: Como a Ryanair era a única que voava de Roma a Sevilha (1.657 km) – meu primeiro destino – optei por ela. Saí do site dos buscadores Skyscanner e eDreams, que cobram comissão, e fui para o da companhia. O preço apontado na primeira busca foi de € 30,74. Daí vieram as infinitas taxas. Taxa de check-in online: € 6. Taxa administrativa: € 6. Taxa de passageiro (what!?!): € 2.  Isso sem falar na fabulosa taxa (sim, € 25!, quase a tarifa original) para despachar uma mala (até 15 quilos), já que o volume para levar na cabine tem como limite 10 quilos dentro das medidas 55 cm x 40 cm x 20 cm. E ele são MUITO chatos com isso.  Total total: € 69,99.

Vueling: O trecho Granada a Barcelona (683 km) custava inicialmente € 18,59. Que vengan la tajas! ’Tajas y impostos’: € 26,40. Taxa de mala despachada  € 14. E o mais surpreendente: taxa por pagar com cartão de crédito € 10. (Como será que eles queriam que eu pagasse? Com cheque? Nota promissória?!) Total total:  € 68,99

 

Aeroportos

Ryanair:  Ah, a distância da cidade até o aeroporto de Ciampino, onde (só) a Ryanair opera… Levei duas horas desde o centro de Roma até lá numa quinta-feira de manhã muito cedo e gastei uns  € 5, entre dois metrôs e um ônibus especial, que sai da estação Anagnina até o aeroporto. Em Sevilha só há um aeroporto e um único ônibus a € 4 para a área mais central. Dali é preciso pegar outros até o centro histórico.

Vueling: Do centro de Granada até o aeroporto há um ônibus especial que passa a cada 40 minutos e custa  € 2,80. Os horários afixado nos pontos de ônibus são precisos. Às 5h15 da manhã levamos menos de 30 minutos até o terminal. A Vueling voa para o aeroporto de El Prat, que fica a 40 minutos de ônibus da Plaza Catalunha. A Ryanair voa para Girona, distante quase duas horas da cidade.

 

Check-in

Ryanair: Uma vez em Roma, tive de fazer o check-in online até quatro horas antes do voo e garantir que levaria a confirmação impressa, caso contrário seria obrigado a pagar mais € 35. Além disso, por não ter passaporte europeu, precisaria lembrar de levar meu documento para ser checado e carimbado num guichê especial. Caso contrário, claro, não poderia embarcar.  Não bastasse ter feito o check-in online e pago € 25 para ter o direito de despachar, ainda tive de encarar uma hora de fila até chegar ao balcão de check-in.

Vueling: Deus ajuda quem cedo madruga. Nenhuma fila no check-in, atendente bem humorado até mesmo às 5h55 da manhã. E tolerou 1,5 quilo de excesso de bagagem. Sem fila para carimbos extras, provavelmente por ser um voo doméstico.

 

O voo

Ryanair: Sem assento marcado o embarque fica mais tumultuado, com uma longa fila no portão. A funcionária da Ryanair que recolhe os cartões de embarque insistia com uma cigana que a sanfona dela não cabia no suporte de ferro que estabelece o volume limite. E a moça tentando espremer o instrumento, o casaco, o chapéu. A funcionária estava irredutível. Já dentro do avião fui bombardeado por todos os lados com anúncios: nas portas dos bagageiros enormes propagandas da marca de malas Eastpak (parabéns Eastpak, eu lembrei da sua marca) e publicidade de carro colada na mesinha à frente. À bordo, água, refrigerante e salgadinhos – para vender, of course. Não vi ninguém comprando. A aeronave, um velho Boeing 737, chacoalhava bastante e em alguns momentos no voo de 1h45 parecia bem instável. Alguns passageiros sentiam medo. O piloto pousou meio estranhamente.

Vueling: Mesmo sem assento marcado, parecia que as pessoas não tinham pressa para embarcar e a fila tinha tamanho razoável. O espaço para as pernas era maior e o encosto reclinava bastante. O atendimento a bordo foi gentil e a aeromoça não tentou vender água – me trouxe um copo cheio. Apesar de uma forte turbulência o piloto conseguiu manter a estabilidade, mesmo a aeronave sendo um pouco velha.

 

Conclusões

Levando em conta que as passagens foram compradas num intervalo de dois dias e que o trecho Roma-Sevilha (1.657 km) é bem superior ao percurso Granada-Barcelona (683 km), o custo por quilômetro voado na Ryanair é bem mais em conta que na Vueling.

A Ryanair ainda é a mais pura definição de voo low cost, mas com a isso traz todos os clichês do serviço ‘mínimo’ e da responsabilidade total do passageiro, caso contrário, ele é penalizado em euros por isso. A Vueling cobra mais caro o quilômetro, mas a sensação não é de estar voando de favor, como na Ryanair. Os €  10 cobrados pelo uso de cartão de crédito na Vueling são ridículos e não parecem ter justificativa.

Para usufruir do menor custo é necessário tempo de sobra, pois a Ryanair mantém seus aeroportos afastados das zonas centrais.  A Vueling, operando em aeroportos centrais e oferecendo um serviço mais humano, pode cobrar a mais por isso.

O check-in da Ryanair é desorganizado, com muitos voos centralizados em apenas dois ou três guichês. E quando o horário limite se aproxima, uma funcionária sai caçando os passageiros na fila. Ou seja, não precisa chegar duas horas antes do voo como pedem. Cada grama de peso é contado e parece que o atendente está esperando que o peso ultrapasse os 15 quilos a que você tem direito só para ver sua cara de pânico ao saber que terá de pagar mais uma taxa. Na Vueling parece haver uma tolerância e uma dimensão menos exploratória do serviço, ainda que no fundo o funcionário deva mesmo querer atender você logo para passar ao próximo passageiro.

De um modo geral, a Ryanair oferece o mínimo: transportar o passageiro de uma cidade a outra no menor tempo possível, deixando de lado qualquer tipo de conforto e gentileza. Já a Vueling opera com um ritmo mais salubre e não esquece em momento algum que está lidando com um cliente. E cobra um pouco a mais por isso.

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Bruna Tiussu

No histórico Check Point Charlie, em Berlim, um novo muro. Agora, como obra de arte panorâmica, erguida em uma enorme estrutura circular de aço, com 60 metros de comprimento e 15 metros de altura. É da plataforma de observação, a quatro metros de altura, que o visitante vislumbra em 360 graus The Wall,  a imagem da capital alemã dividida, tal como fora durante 28 anos de sua trajetória.

‘The Wall’, retrato em 360 graus de um dia comum na época do muro de Berlim

 

Assinada pelo artista austro-iraniano Yadegar Asisi – o mesmo que construiu Pergamon – panorama de uma antiga metrópole, também em Berlim -, a obra retrata um dia de outono na cidade durante os anos 1980, contemplando o posto de fronteira e avançando pelo bairro de Kreuzberg. Há fachadas de casas em ruínas, crianças brincando e o corriqueiro patrulhamento de guardas na fronteira.

Obra panorâmica quando em processo de construção. Fotos: Tom Schulze/Divulgação

 

Muitas das cenas ali desenhadas – foram três anos e meio de trabalho – ganharam detalhes e elementos da própria experiência do autor, que lá viveu quando o muro era realidade. Sua intenção, conforme disse ontem, no lançamento da obra, era justamente mostrar como os habitantes simplesmente se adequavam às circunstâncias do momento, à vida na Berlim segregada.  A estrutura permanece montada no Check Ponit Charlie por pelo menos um ano.

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21.setembro.2012 16:41:10

Embarque com a cara da primavera

Porque é primavera no Hemisfério Sul – a partir de domingo, 23, – a sugestão é que você encha a bagagem de itens floridos. Ou embarque com uma mala, ela mesma, estampada com os símbolos da estação. A tentação é grande, não? / MÔNICA NÓBREGA

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Bruna Tiussu

Enquanto Messi liderava a equipe do Barça no Camp Nou ontem à noite, na vitória diante do Spartak de Moscou pela Champions League, sua nova réplica de cera foi exposta pela primeira vez no estádio de Wembley, em Londres. De tamanho real, com a camisa da equipe catalã e na posição que lhe é tão recorrente: comemorando um gol.

Ela permanece ali somente até segunda-feira, quando tomará seu lugar permanente no museu de cera Madame Tussauds da capital inglesa. A figura de Messi é mais uma a compor a área esportiva da casa que, neste ano, ganhou novas estátuas aproveitando o clima olímpico na cidade.

Pouco antes do jogador argentino, o recordista jamaicano Usain Bolt foi quem ganhou sua réplica, também feita em sua conhecida posição de vitória – aquela que o vimos fazer prova após prova nas últimas Olimpíadas. O tenista espanhol Rafael Nadal, os atletas americanos Tom Daley e Jessica Ennis também enriqueceram o time esportivo do Madame Toussauds. Quanto aos lendários, o pugilista Muhammad Ali também virou estátua de cera, com lugar cativo ao lado de outros já presentes como, por exemplo, o brasileiro Pelé.

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19.setembro.2012 14:07:23

De olho nas baleias

De julho a novembro, as baleias franca vêm à costa brasileira para se reproduzir e dar à luz seus  filhotes. Um belo espetáculo, que pode ser observado até da areia – binóculos ajudam. Próximo à região de Garopaba, há outras belezas – e uma incrível gastronomia. Confira as imagens:

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A torre do Big Ben, um dos principais ícones de Londres, ganhou um novo nome hoje: Torre Elizabeth, em homenagem à rainha que acabou de completar 60 anos de trono.  (Como se sabe, Big Ben é o nome do sino de 13 toneladas, e não do relógio, como muita gente imagina.)

Neste ano, a torre também foi notícia por causa de uma inclinação de 0,26 graus. Os estudos sobre o edifício, que foi comparado à Torre de Pisa, continuam em andamento a fim de determinar até que ponto o constante afundamento dos alicerces de Westminster em direção ao Rio Tâmisa representa um risco para a segurança da população.

Turistas não podem subir ao alto da torre – apenas residentes no Reino Unido podem aplicar para uma lista de espera de até quatro meses. Contudo, a abadia e o parlamento têm tours abertos ao público em geral – confira aqui.

Polêmicas à parte: você acha que o novo nome vai pegar?

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Famoso por clicar modelos em cenários externos, cheios de movimento e espontaneidade, o fotógrafo inglês Norman Parkinson é reconhecido por revolucionar a fotografia de moda. Cerca de 20 imagens imortalizadas por suas lentes – que trabalharam para revistas como Vogue e Harper’s Bazzar, de 1950 a 1970 – compõem a mostra Viaje com Estilo na La Vallée Village, espaço do Chic Outlet Shopping, a 35 minutos de Paris. Jerry Hall, Audrey Hepburn, Ava Gardner e Elizabeth Taylor estão entre as estrelas fotografadas no período. Grátis, até 6 de janeiro de 2013.

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Bruna Tiussu

Já que sua terra é das mais chuvosas, a rainha Elizabeth teve de se adequar. Tratou de encontrar um guarda-chuva hi-tech que garante sua classe e pose mesmo nos dias de fortes tempestades. O eleito favorito da majestade é o modelo birdcage (gaiola, em português) da Fulton – marca oficial da família real britânica -, que há anos passou a ser seu companheiro fiel sempre que o tempo ameaça fechar.

Redondo e transparente, é grande o suficiente para que a rainha se proteja da chuva – considerando ainda que seu modelito inclua o tradicional chapéu – e permaneça visível para o público enxergar seu rosto. Vaidosa, costuma ainda encomendar os guarda-chuvas combinando com a cor do seu look: eles contam com uma faixa colorida na base.

O produto, que custa a partir de 18 libras no site da empresa, é composto por dez hastes (os demais contam com apenas oito), feitas com alumínio e fibra de vidro que garantem maior resistência. Dizem que suporta ventos de até 60 quilômetros por hora sem dobrar a estrutura.

Talvez por isso os ingleses tenham entrado na onda da sua majestade: em dias chuvosos, lá estão os tais guarda-chuvas formato gaiola e transparentes espalhados pelas ruas das cidades inglesas. Agora, se foram mesmo os legítimos Fulton que conquistaram o Reino Unido, não há como comprovar. Garantir um guarda-chuva como o da rainha (ao menos na aparência) é fácil, fácil. Qualquer lojinha de souvenirs oferece opções similares pela metade do preço, a partir de 9 libras.

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Vulcões ativos, geleiras, praias de água quente, lagos coloridos. A Nova Zelândia guarda uma geografia peculiar e bem preservada: parques nacionais e reservas ocupam um terço de seu território. Conheça um pouco mais das belezas do país nas galerias de fotos abaixo:

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