Felipe Mortara
Quem nunca teve vontade de deslizar pelos lisos e amplos corredores dos aeroportos? E se em vez de ficar arrastando sua mala com rodinhas você pudesse simplesmente transformá-la num patinete? A partir de agora você não vai parecer mais criança empurando carrinho de aeroporto e subindo sobre o eixo traseiro. A Micro, tradicional fabricante suíça de patinetes, se juntou à Samsonite e lançou o modelo Micro Luggage, uma mala prática para executivos que fazem trajetos curtos, com pouca bagagem e que têm pressa (veja o vídeo). A partir de US$ 299 (R$ 510) na Amazon. Com cautela para não machucar nenhum outro passageiro, cruze as longas distâncias entre os terminais e ganhe tempo nos aeroportos. Boa sacada.
Por Bruna Tiussu
Aconteceu comigo no ano passado. Com os planos de fazer a Trilha Inca se desmoronando – todas as agências peruanas estavam lotadas para a época desejada – e as férias logo ali, decidi assim, como num ato de desespero para fazer as malas, visitar grandes amigos que estão longe: Paris e Berlim.
Aí veio a constatação: coincidentemente, aquela seria minha 4.ª visita a cada uma das capitais europeias. Depois a inquietação: poderia não gastar todo o tempo nelas e investir em cidades vizinhas ainda desconhecidas. Ideia esta que virou fumacinha logo no primeiro destino, Paris.
Caminhando sem pressa pelas ruelas já conhecidas de Montparnasse, fechei o mapa, quis me perder. Foi andando meio sem rumo que descobri vielas, prédios charmosos escadas acima, ilustrações com a cara de França escadas abaixo, sentindo o prazer de não ter pretensões turísticas. Como foi bom virar a esquina e encontrar uma inesperada, porém legítima, casa de queijos. Melhor ainda foi poder entrar e provar vários deles, sem ter que olhar no relógio e me apressar para uma atração pré-agendada.
Em Montparnasse, a inesperada casa de queijos e sticker na parede. Fotos: Bruna Tiussu/AE
Um outro dia, comprei uma baguete e almocei no gramado do Jardim de Luxemburgo. Bem do lado de uma francesinha que brincava com duas crianças, perto de um senhor que gastava energias com as técnicas do tai chi chuan. Depois, abri mão de museus que nunca fui para voltar ao meu favorito, o Centre Pompidou. Explorei cada canto ao meu tempo, me impressionei como da primeira vez que estive lá, sorri quando reconheci alguns souvenirs na lojinha. E, na saída, me esparramei no calçadão da frente com um café e uma revista na mão. Como faziam todos aqueles jovens.
Quando cheguei em Berlim, a ideia de visitar Potsdam, distante 25 quilômetros, já não existia mais. Me deliciei curtindo esta que é uma das mais incríveis cidades europeias por oito longos dias, sem roteiro algum. Voltei aos parques que moravam na minha memória, passei horas e horas estirada na grama lendo um livro – ok, tirando um cochilo também -, explorei a capital de bicicleta, ora sabendo onde estava, ora só com a ilusão de que sabia.
De bicicleta, meio que sem rumo, com direito a paradas em parques
Andava para lá e para cá reparando em detalhes, fuçando em lojinhas, aceitando o primeiro indício de um bate-papo com quem quer que fosse. Passei horas em cafés com amigos, quis voltar ao mesmo vinerei (casa de vinho) que tanto tinha gostado na outra visita e tive almoços longuíssimos, simplesmente aproveitando o momento como as pessoas ao redor faziam. Só vi o Bundestag por acaso, lá de longe. Tampouco voltei com fotos do Portão de Brandemburgo. Mas vivi a pretensiosa sensação de me sentir quase local, uma das mais incríveis a ser experimentada.

Em Berlim, detalhes inusitados: bonequinhos feitos com rolha em algumas placas de rua
Depois da abertura debaixo de chuva torrencial, na sexta-feira, o sábado foi bem mais seco para a multidão que compareceu ao Marco Zero, no carnaval do Recife. Orquestra Contemporânea de Olinda, Lulu Santos e, encerrando, Lenine, Pedro Luís e a Parede seguraram a animação dos foliões até depois das 3h da manhã.
A chuva voltou a aparecer no show de Lulu Santos, mas numa versão bem mais branda que no dia anterior. Nem assim a plateia desanimou, e o que se viu do alto foi um festival de sombrinhas coloridas decorando o cenário.
Hoje, o Marco Zero receberá os bambas do samba, com Bete Carvalho e Fundo de Quintal.
Baile no Jockey Club. Foto: Bruno Ryfer/Divulgação
Felipe Mortara
Vai ter confete, serpentina e cerveja. Mas também muito paetê, lantejoula e glamour. E olha que não estamos falando nem dos blocos de carnaval nem dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. Um dos principais pólos carnavalescos do país também quer mostrar seu fôlego folião nas celebrações dos bailes, famosas entre as décadas de 60 e 90.
Procurando reviver os tempos onde os bailes eram peças fundamentais na agenda de eventos da Cidade Maravilhosa, os Bailes do Rio 2012 tem a sua segunda edição de 16 a 21 de fevereiro, no Jockey Club, na Gávea. Certamente menos democrático que os blocos de rua, mas longe de serem unicamente festas nababescas repletas de celebridades e ricaços, o evento propõe uma programação diversificada para cada dia.
Desde um concurso de fantasias, que ocorre na quinta-feira (dia 16, a partir das 17hs), até show com Diogo Nogueira e a Unidos da Tijuca (dia 17), passando por apresentações de bandas de blocos famosos, como Cordão da Bola Preta e Céu na Terra (dia 20), até o glamouroso – afinal, é no Jockey Club – Baile Oficial da Cidade do Rio de Janeiro (dia 16, a partir das 22hs).
Mas também haverá farta programação diurna, com a festejada Feijoada do Amaral (dia 18, às 14h30) e um baile infantil a Fantasia, com uma escola de samba mirim tocando (dia 19, às 17hs). Para coroar o ecletismo do evento e garantir máximo aproveitamento dos salões do Jockey, o Grande Baile Gay fecha o carnaval na Gávea ao som das Frenéticas na terça-feira Gorda. Os preços variam de R$ 50 a R$ 500, e os convites podem ser adquiridos no Ingresso.com
Também na pegada indoor o Clube Monte Líbano, na Lagoa, abrirá o seu amplo salão de 2 mil m², para receber foliões para o Carnaval Mais Carioca, nos dias 17 a 21 de fevereiro. A idéia também é resgatar os grandes bailes de carnaval, só que num estilo moderno e reformulado mesclando funk e pagode ao samba.
O Bloco Santa Clara e o Cordão da Bola Preta se apresentam nos dias 17 e 18, respectivamente. No domingo, 19 de fevereiro, DJ Marlboro e MC Sapão trazem o pancadão para a pista. Já no dia 20 de Fevereiro, segunda-feira, o Baile de Máscaras contará com a participação do Trio Ternura.
Na terça-feira, 21, o Grupo Palavra Cantada, dos músicos Sandra Peres e Paulo Tatit, puxa o baile infantil à tarde. Já à noite, o baile Se Beber Não Case é a última chance para quem deixou para aproveitar o carnaval no final, com a participação da Bateria da Grande Rio e do DJ Tubarão. Depois, só resta varrer o chão na Quarta-Feira de Cinzas. Os ingressos custam entre R$ 30 e 60 ou nos sites Ingresso Certo e Ingresso Mais.
Japão nem sempre é sinônimo de frio e formalidade. Diferente do resto do país na cultura e no dialeto, Okinawa traduz o orgulho de seu povo não apenas na dança e na música, mas preservando sua história. Confira pacotes para visitar esta ilha com clima tropical no sul do arquipélago.
US$ 1.450: 2 noites, aéreo a partir de Tóquio ou Osaka, parte terrestre. Na Century Travel
US$ 2.788: 5 noites, aéreo desde São Paulo e hotel 4 estrelas. Na CI
US$ 2.876: 5 noites, com aéreo a partir de São Paulo e traslados pela ilha. Na Natural Mar
US$ 2.891: 4 noites no Okinawa Port Hotel, com café da manhã e aéreo desde São Paulo. Na Top Brasil
US$ 3.338: 5 noites, com traslados e aéreo a partir de São Paulo. Na Raidho
US$ 3.490: 5 noites, com aéreo desde São Paulo e traslados, em hotel 3 estrelas, sem café. Na Taks Tour
Felipe Mortara
No meio dos transtornos causados pela onda de frio que assola a Europa, alguns pontos turísticos ganharam novo tom com a neve e os reflexos do sol. Na semana passada cenários clássicos ganharam uma nova perspectiva invernal, o que não os deixa menos atraente para os turistas.
Foto: Michael Dalder/Reuters
A 1.898 metro de altura está a igreja de Wendelstein. a mais alta da Alemanha. Em janeiro ela ficou coberta de neve, assim como sua escadaria. As temperaturas passaram dos 14 graus Celsius negativos. Mas o visual continua deslumbrante.
Foto: Stringer/Reuters
Até os tradicionais gondoleiros de Veneza tiveram de mudar o figurino. Em vez da camisa listrada com chapéu, jaqueta com gorro. Mesmo sob chuva, a paisagem continua encantadora. E a filmadora na mão do turista está aí para comprovar.
Foto: Murad Sezer/Reuters
Menino passa diante de miniatura da Mesquita Azul, no parque Miniaturk coberto de neve. Mas a ponte sobre o Estreito de Bósforo, ao fundo, é a real. O parque é o primeiro dedicado a reproduzir monumentos do país e reúnes mais de 120 réplicas em escala.
Foto: François Lenoir/Reuters
O mais famoso ponto turístico da Bélgica, o Manequinho de Bruxelas, teve seu eterno fluxo de ‘urina’ desligado. Por conta do frio, que chegou a marcas negativas, a água congelou e muitos turistas que visitaram a pequenina estátua na semana passada, tiveram de imaginar o jato d’água.
2012
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2008