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quarta-feira 27/05/09

Hospedagem com sustos

Nosso bronzeado viajante retornou da Tunísia e encontrou a Grã-Bretanha mergulhada em uma grave crise política, com denúncias de corrupção envolvendo o gabinete do Primeiro Ministro, as lideranças do Parlamento e toda a classe política. Shame on us, indignou-se o bravo viajante, para quem os problemas de compostura têm sido tão danosos para nosso Reino quanto a saúva foi para o Brasil. Sobre o fato de que se tornou público o hábito de Gordon Brown maquiar-se, mr. Miles comentou que a ...

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quinta-feira 21/05/09

Em busca de indícios do grande viajante

Aparentemente ainda em Sidi Bou Said, na Tunisia (não há nada, em sua mensagem, que indique mudança de localização), nosso intrépido viajante continua abrindo sua caixa postal e respondendo às questões de seus leitores. A propósito de sua última coluna, na qual se refere às viagens dos parlamentares brasileiros, mr. Miles informa que achou especialmente espirituoso o email de Lúcio Tavares, de Belo Horizonte, segundo a qual " a única diferença entre um político e um ladrão é que o político ...

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quarta-feira 13/05/09

Legisladores viajantes

Nosso célere viajante está em Sidi Bou Said, na Tunisia por duas razões bem distintas. Uma delas, "de cunho militar", segundo suas palavras, para celebrar o aniversário da derrota imposta ao Afrika Korps, naquele país, pelas tropas de Montgomery, no meio das quais ardia de calor um certo Lieutenant Miles. O outro motivo — porque ninguém é de ferro —, foi aproveitar o já generoso calor levantino para deliciar-se nas águas do Mediterrâneo. Miles, sempre discreto, não revela se está ...

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quinta-feira 07/05/09

O hotel beagle e outras bizarrices

beagle-hotel

O advento do novo tipo de gripe fez com que nosso grande viajante recebesse um sem número de cartas e emails, instando-o a posicionar-se sobre os conselhos que daria aos viajantes em uma situação como essa. Mr. Miles manda dizer aos consulentes que é preciso agir com bom-senso e evitar as regiões atingidas pelo pânico, “porque o pânico, indeed, faz mais estragos em uma viagem do que uma gripe”.
Lembra, entretanto, que o mundo é muito grande e o prazer de viajar, segundo estudos da Universidade de Oxford, aumenta consideravelmente a quantidade de anticorpos na circulação sanguinea. “So keep traveling, friends. And enjoy“.
A seguir, a pergunta da semana:

Querido Mr. Miles: já ouvi falar em hotéis em cavernas, hotéis submarinos e, até, hotéis-cápsulas no Japão. O que o senhor acha dessas invenções e qual foi o hotel mais estranho em que já se hospedou?
Breno Hideo Sensini, por email

Well, my friend: a criatividade humana não tem limites. O que, unfortunately, quase sempre resulta em desastres. Don’t you agree? Hotéis e similares são, historicamente, lugares preparados para dar hospedagem aos viajantes. Podem fazê-lo discretamente, podem oferecer mais ou menos conforto, podem ser melhor ou pior localizados. Quando, however, decidem fazer da estadia uma “experiência” — palavra, aliás, muito em voga no setor —, aproximam-se, dangerously, da tortuosa estrada do ridículo.
Fato, aliás, que frequentemente não abala suas finanças, porque, for sure, há sempre uma quantidade grande de hóspedes igualmente desprovida de limites para o bom-senso. Veja o caso dos hotéis de gelo, fellow. Eu não poderia acreditar, mas o fato é que há milhares de pessoas capazes de trocar o conforto de uma cama pelo incômodo prazer de pagar para dormir sobre uma lápide de gelo, em quartos (sem banheiros, of course) com temperatura inferior aos cinco graus negativos.
Isn’t it amazing?
Tenho uma velha amiga que tornou-se gerente de um hotel-guindaste no bairro de Harlingen, em Amsterdam. A crane hotel!!! Os hóspedes pagam nada menos que 500 dólares americanos para dormir na cabine da geringonça, com direito a acionar as alavancas que podem elevar o “apartamento” até 49 metros de altura. E, believe me, é preciso reservar com enorme antecedência!
De minha parte, já dormi em cavernas na Capadócia, que, entretanto, eram confortáveis como hotéis de alto-padrão e reservavam vistas maravilhosas daquela estupenda maravilha geológica. Pernoitei, também, em tendas de beduínos na Jordânia, sentindo-me uma espécie de Lawrence das Arábias falsificado. Mas, confesso, jamais me senti tão ridículo quanto em Cottonwood, no estado de Idaho (EUA), para onde minha mascote Trashie insistiu que fossemos há algum tempo — motivada por uma foto que viu na internet. Trata-se do único apartamento em todo o planeta construido no, digamos, interior de um beagle gigante, ligeiramente assemelhado com o célebre Cavalo de Tróia. O estabelecimento chama-se Dog Barg Park Inn e, of course, é decorado com pinturas e esculturas de beagles e outros cães. Trashie, vaidosíssima, fez questão de que eu colasse uma foto dela na parede. Foi verdadeiramente disgusting. A única boa noticia é que, ao contrário das expectativas, o hotel, thank God, não latiu a noite inteira

Dog Barg Park Inn

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terça-feira 05/05/09

AEROPORTOS DE DIVERSÃO

Olá Mr. Miles. Li outro dia em uma reportagem que alguns aeroportos do mundo se transformaram em verdadeiros parques de entretenimento para os passageiros. Alguns têm cinemas, salas de jogos interativos, shopping centers e até parques aquáticos. Na sua opinião, isso torna mesmo as longas esperas por atrasos de voos ou por quaisquer outros motivos menos penosas para os passageiros? Andreia de Mattos Caldeira, Barueri, SP In fact, Andreia: a necessidade de povoar os aeroportos de atividades suplementares é um resultado direto ...

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