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Quem Faz

Nem sempre tudo o que a equipe do caderno Viagem vivencia em suas andanças mundo afora cabe nas páginas impressas. Neste espaço, há um pouco de tudo: notícias, percepções, experiências e bastidores. Para você embarcar com a gente cada vez que caímos na estrada

quarta-feira 25/02/09

O enigma do guarda-chuvas

Olá Mr. Miles, Veja o que me aconteceu no consulado americano de São Paulo. Cheguei bem cedo para evitar as longas filas e conseguir o visto. Como estava chovendo, tive de comprar um guarda-chuvas. Relutei, no início, pois custava R$20,00. Como chovia forte, porém, não tive muita escolha. Quando entrei para a entrevista pediram-me que deixasse, na entrada, pertences como o celular e o guarda-chuvas. Até aí tudo bem. Mas na saída, qual não foi a minha surpresa ao descobrir ...

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quarta-feira 18/02/09

Viagens para trocar de aparência

Nosso solerte correspondente envia seus agradecimentos a leitores ilustrados como Marcello Borges, "um bom anglófilo, que não dispensa o bom-humor, o guarda-chuvas Briggs" e, a propósito do artigo publicado na semana passado, as gravatas. "Tenho algumas da Turnbull & Asser, a loja que fornece para o príncipe de Gales". Já de malas prontas para uma nova e ainda não revelada aventura, mr. Miles responde à pergunta da semana: Dear Mr. Miles, Notei em sua coluna de hoje, em que aparece ao espelho, dando ...

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quarta-feira 11/02/09

Gravatas e croatas

Nosso impávido viajante viu-se obrigado a calçar as botas com grampões que usa para escalar picos nevados devido à inesperada nevasca que cobriu a Inglaterra e, particularmente, o Condado de Essex, nos últimos dias. Feliz com o que chamou de "reação dos céus contra o global warming", mr. Miles escreveu-nos a bordo de um single malt, aos pés da lareira e ao lado de Trashie. Aproveitou para enviar suas apologies aos muitos argentinos que se sentiram ofendidos com a brincadeira ...

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quarta-feira 04/02/09

Atenção aos falsários

Em resposta aos leitores que comentaram as dicas sobre fotos de viagem que mr. Miles publicou na semana passada, o afamado viajante manda dizer que não fez senão algumas ilações de senso comum. Informa, ainda, que não costuma carregar a velha Rolley-Flex em suas andanças porque têm as mãos ocupadas por sua inseparável bengala e, quase sempre, por algum romance representativo do lugar que está visitando. “Besides, não me agrada carregar equipamentos pendurados ao corpo, como se fosse uma árvore de Natal. Só o faço, as you know, em minhas incursões de birdwatching, quando os binóculos são absolutamente indispensáveis”.
Nosso correspondente também foi inquirido sobre a crise que se esboça entre Brasil e Itália em função da concessão do asilo político a Cesare Battisti. Sem entrar no mérito da contenda, mr. Miles apenas mandou dizer que soube, através de suas ligações com o submundo, da existência de algumas dezenas de terroristas, traficantes e serial-killers já munidos de sandálias havaianas, bronzeadores e passagens para o Brasil — onde pretendem desfrutar ” de mr. Genro’s magnamity. Nenhum deles, of course, provém de Cuba, da Venezuela ou da Coréia do Norte”.
A seguir, a correspondência da semana:

Prezado mr. Miles: informo, indignado, que recebi notas falsas de peso argentino ao trocar meus reais em uma agência bancária de Buenos Aires. Pior que isso: o banco ignorou minha queixa, como se o desonesto fosse eu. Como escapar desse tipo de cilada?
Ricardo Sacerdote, por email

Well, my friend: eu seria demasiado cruel se atribuísse apenas aos argentinos o golpe mais velho e disseminado deste mundo de tantas moedas. E, veja bem, o problema aplica-se tanto aos países onde a moeda é mais forte — e portanto vale o esforço dos velhacos por uma cópia notável — quanto aos países mais pobres, onde a quantidade de zeros em cada nota é tão astronômica que um viajante acaba sendo facilmente enganado. Eu mesmo, anos atrás, paguei um café em Moçambique, que custava 50 mil meticais com uma nota de 1 milhão de meticais. Meu troco, em notas miúdas, foi de 50 mil meticais — um incalculável bolo de dinheiro que, entretanto, gerou-me um prejuízo equivalente a dezoito cafezinhos. Can you believe me?
O caso por você relatado, fellow, envolve, I presume, a má fé de um caixa de banco. Não há formas de defender-se, a não ser conservar a atenção — e mesmo essa providência não evita uma falsificação bem feita, que, por outro lado, terá grandes chances de ser passada adiante.
Quando há um surto de má fé monetária acometendo determinado país (informe-se com o concierge de seu hotel), uma sábia providência é pedir uma retroca imediata. Ou seja: se o caixa ou o operador da casa de câmbio lhe deu um punhado de notas de cinqüenta, diga, sem verificar, que você prefere notas de vinte. É improvável que o golpista tenha um estoque variado de cédulas feitas em casa. Se, ainda assim, however, o golpe lhe for aplicado, volte ao estabelecimento e cumprimente o safardana. Ele realmente fez por merecer. Don’t you think so?

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segunda-feira 02/02/09

Por que você deve ir para…Husavik

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Well, porque viajantes de verdade são curiosos, por definição e nessa gélida localidade, na costa norte da Islândia — um país tão cheio de consoantes quanto de geisers — fica um dos mais bizarros museus de que se tem notícia. Escondido sob a inocente fachada de um sobradinho escandinavo repousa o acervo, believe me, do Museu do Falo — e eu vos digo que esse falo não pertence ao verbo falar, mas trata-se do substantivo masculino cujo sinônimo menos deselegante ...

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