Enquanto no Brasil contamos as horas para o ano novo, do outro lado do mundo já é 2010. E enquanto nós, brasileiros, temos os costumes de passar a virada vestindo roupas brancas e de pular sete ondas, cada povo tem sua tradição para atrair prosperidade no ano que começa. Uma mais diferente que a outra.
Em Malbon, nas Filipinas, centenas de pessoas foram ao zoológico. O motivo? Visitar a jaula do tigre de Bengala. Isso porque 2010 será o Ano do Tigre no horóscopo chinês. E tem mais. É costume comer frutas redondas e de cores vivas como maçãs, para atrair boa sorte.

Alanah M. Torralba/EFE
Em Johannesburgo, na África do Sul, a virada do ano é mais animada. Centenas de pessoas foram para as ruas para um desfile de carnaval. O tema deste ano, claro, é a Copa do Mundo. E, sim, as ensurdecedoras vuvuzelas foram levadas a tiracolo.
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Em Katmandu, no Nepal, centenas de mulheres tomam um banho sagrado no Rio Salinandi. O objetivo do ritual, praticado ano após ano, é que as mulheres casadas tenham uma vida mais feliz e que as solteiras arranjem um marido.

Narendra Shrestha/EFE
No Japão, sacerdotes xintoístas se preparam para o ritual de purificação, conhecido como Ohrae, no templo Meiji, em Tóquio. Mais de 3 milhões de pessoas vão ao local nos primeiros dias do ano novo para pedir saúde e dinheiro.
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E na cidade de Pasto, na Colômbia, centenas de bonecos são queimados para trazer boa sorte. Os bonecos representam artistas, políticos, jogadores de futebol e até o personagem Chaves, do famoso seriado de TV.
Mauricio Dueñas/EFE
E quer tradição mais diferente do que uma corrida de coelhos? É o que ocorre em um estádio de futebol em Budapeste, na Hungria. Mais de 50 coelhos participaram dessa corrida.
Gyoergy Varga/EFE
Mais de 1,5 milhão de pessoas foram até a Baía de Sidney, na Austrália, para assistir ao espetáculo de fogos de artifício. O detalhe é que a festa é realizada três horas antes da meia-noite. Reza a tradição que o motivo é despertar os espíritos.
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E você? Qual seu ritual para começar 2010 com o pé direito?
Se em Paris eu encarei (e gostei muito, vale repetir) o passeio de barco pelo Sena, em Londres não tive dúvidas em dar uma volta na London Eye (R$ 49,60). A roda-gigante tem 135 metros e é a quarta estrutura mais alta da cidade – informação suficiente para começar a imaginar como é a vista que se tem lá de cima.

Ela é o ponto turístico mais visitado do país. Foto Bruna Tiussu/AE
Os 32 bondinhos representam cada bairro londrino. E não param nunca. Você entra em um deles assim mesmo, em movimento, e se prepara para curtir 30 minutos de vista panorâmica.
Dizem que você consegue avistar até 40 quilômetros em qualquer direção. Bem parece que é verdade. De um lado, o rio Tâmisa (com os simpáticos barquinhos que de lá de cima mais parecem miniaturas), suas pontes seculares e a Catedral St. Paul.

Vista privilegiada da cidade, do rio e as belas pontes. Foto Bruna Tiussu/AE
Do outro, ainda o Tâmisa, o grandioso Parlamento e o símbolo máximo da cidade, o Big Ben. Repare também nos típicos ônibus vermelhinhos de dois andares que vão e voltam pelas pontes. O passeio pode ser feito de dia ou à noite. Mas se der sorte de estar lá num dia, você vai ter a certeza de que esta é uma das mais belas cidades do mundo, pode acreditar.

O imponente Parlamento visto de lá de cima. Foto Bruna Tiussu/AE
O homem mais viajado do mundo prepara-se para um excêntrico final de ano. Na companhia de sua alternativa amiga Sarah Scott e de sua inseparável mascote Trashie, mr. Miles planeja fazer uma longínqua viagem até as proximidades da Linha Internacional da Hora, de modo a comemorar, duas vezes em vinte e quatro horas, a entrada de 2010. Na próxima semana, nosso viajante conta como isso é possível. A seguir, a correspondência da semana:
Mr. Miles: li, na semana passada, sobre o novo maior navio do mundo lançado ao mar recentemente. O que o senhor acha de embarcações desse tipo?
Juarez Tillo Menezes, por email
Well, my friend, a tendência parece irreversível: eles não param mesmo de crescer. Recordo-me, a few years ago, quando vi, pela primeira vez, o colossal Queen Mary 2, na ocasião o maior de todos os navios. Eu estava em uma pequena pousada com vista para o porto de St. Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, tomado por enormes navios de cruzeiros. Conversava animadamente com outros viajantes e bebericava meu scotch enquanto, silenciosamente, o QM2 entrou na baia e fundeou ao largo.
Suddenly, virei-me para contemplar a paisagem e levei um susto: os grandes navios de minutos atrás pareciam ter se tornado modestos iates de passeio. Havia uma cidade em frente ao porto de Charlotte Amalie e era como se, então, o porto fosse apenas um apêndice do titã ancorado.
Desde então, fellow, novos recordes de gigantismo naval são sobrepujados ano após ano. Uma grande conquista dos engenheiros que, however, significa um revés indiscutível para o glamour da navegação.
Ouso supor que os passageiros dessas metrópoles flutuantes ficam cada dia mais afastados dos mares em que trafegam. Dos elevadíssimos decks desses navios, o oceano é quase uma abstração. Não se ouve o som da água vergastando o casco, tampouco é possível acenar lenços brancos para os que ficam na lonjura disforme do cais.
São navios com ruas, praças, shopping-centers e tão variada opção de lazer que, oh, my God, sequer importa se estão de fato navegando. Os gigantes do futuro, I presume, já não terão apenas ruas, mas rodovias. Os passageiros poderão alugar carros e viajar por estradas cênicas que circundarão campos de golfe, vinhedos e montanhas artificiais. Em alguns desses navios, será possível praticar esqui alpino; em outros, perhaps, até safáris africanos estarão à disposição dos viajantes.
I’m sorry to say, mas parece que não há limites para esse crescimento. A não ser o próprio limite dos mares. Temo que, algum dia, o mundo veja um meganavio com a proa ancorada em Nova York e a popa amarrada em La Rochelle. Mas, como otimista que sou, imagino que até lá, os projetistas navais terão desenvolvido a brilhante idéia de criar enseadas, praias e — why not?, — até mesmos portos encaixados na estrutura da embarcação. E quando esse dia chegar, os mares, at last, vão precisar de novo de navios menores para ancorar nos maiores.
As pessoas, of course, vão estranhar no começo. Mas logo, I’m sure, vão redescobrir o prazer de navegar como no passado.
Tudo bem, ele realmente é o passeio mais trivial de Paris. Eu pensava exatamente isso e nunca achei que o investimento (82 euros por pessoa) valesse a pena. Até embarcar no Bateaux-parisiens e ter uma noite divertidíssima.

O bateaux se preparando para sair. Foto Bruna Tiussu/AE
Este é apenas um dos inúmeros barcos que percorrem o rio Sena à noite, enquanto os passageiros desfrutam de um belo jantar regado a muito vinho. Sai da Torre Eiffel e segue adiante, oferecendo uma vista espetacular dos pontos que fazem de Paris a Cidade Luz.
Lá dentro, a primeira surpresa foi notar que a decoração não é nada pomposa. Clássica, aconchegante, com mesas muito bem distribuídas e arrumadas. A maioria que se vê ali são estrangeiros, claro. Impossível não reparar na mesa enorme ocupada por chineses. Cada um com sua câmera a postos, ansiosos para registrar o Museu d’Orsay, a Biblioteca Nacional, o Hotel de Ville…
Às 20h30 o barco sai e a banda começa. Na verdade trata-se de um trio de músicos que fazem muito bem o trabalho de proporcionar um som ambiente. O serviço também não fica pra trás. Tá certo que os garçons correm de um lado para o outro, mas nada falta nas mesas. É quando chegamos a segunda surpresa: o bom gosto segue na qualidade da comida. Mesmo preparada no barco, a refeição é de primeira.
Aí vem a Catedral de Notre Dame. Imensa, toda iluminada. É o ponto alto do tour e ninguém se importa de deixar o prato um pouco de lado para vê-la mais de perto. Em seguida aparecem o Museu do Louvre, a Praça de La Concorde, o Trocadéro e a Estátua da Liberdade parisiense, para o delírio de nossos colegas chineses.
Depois de quase duas horas de passeio, a velocidade do barco começa a diminuir, mas não é o fim da diversão. Quando as barrigas estão cheias e várias garrafas de vinho vazias, o volume do som aumenta. A banda se empolga e os grandes homenageados somos nós: no repertório, músicas de Tom Jobim, Toquinho e Jorge Ben Jor (é perda de tempo esperar que o cantor acerte direitinho tudo o que vai além do refrão de cada canção. Mas isso seria pedir demais, né?).
Já que os monumentos parisienses ficaram pra trás, a tentação é se voltar aos companheiros orientais nesses últimos 20 minutos do percurso. Com os rostos já vermelhos eles se jogam na pista e dão um show. É verdade que os movimentos têm pouco gingado, mas bem que eles tentam acertar o ritmo de clássicos hits como Twist and Shout e Satisfaction.
Mal começou a atual temporada de cruzeiros na costa brasileira e a CVC já tratou de incrementar as promessas para o próximo verão. Em entrevista concedida a jornalistas dentro do navio Imperatriz, na semana passada, o presidente do Conselho de Administração, Guilherme Paulus, afirmou que está à procura de uma praia particular no sul do país, para montar uma estrutura exclusiva para os navios da operadora, como a que existe na Ilha de Jaguanum, em Mangaratiba, perto de Angra dos Reis. Ele também comentou os rumores de que a operadora de viagens, líder no mercado nacional, está à venda.
Paulus não confirmou o endereço da nova praia privativa, mas deu pista de que se trata da Ilha do Mel, no litoral do Paraná. “Tem uma ilha com nome sugestivo, bem doce”, disse. Ele afirmou ainda que a empresa pretende aumentar para seis o número de navios da frota no próximo verão – promessa que havia sido feita para esta temporada, mas não se concretizou. A CVC tem, atualmente, quatro navios de cruzeiros no litoral brasileiro.

Praia do Araçá. Foto: Mônica Cardoso/AE
A empresa aluga a Praia do Araçá, na Ilha de Jaguanum, durante a temporada, de novembro a março. Os passageiros são levados até lá em um barco conhecido como tender, com espaço para cem pessoas. A travessia dura menos de dez minutos.
A água é de uma tonalidade verde-clara de encher os olhos, que se confunde com a paisagem densa de mata atlântica. O melhor horário é o fim de tarde, quando a praia está mais vazia com o retorno de vários cruzeiristas ao navio. Uma banda toca pop-rock e MPB bem ao estilo praiano. A infraestrutura conta com espreguiçadeiras, lojinhas que vendem bolsas de palha e cangas, banheiros, meia dúzia de quiosques e garçons que vêm anotar os pedidos na areia (espetinho de camarão, R$ 6; porção de bolinho de bacalhau com 15 unidades, R$ 15; e água de coco, R$ 4). Se quiser mais agito, é possível escolher entre os passeios de caiaque (R$ 30, por meia hora), banana boat (R$ 30) e tirolesa (R$ 25).

Praia do Araçá. Foto: Mônica Cardoso/AE
PARCERIA
Dada como praticamente certa, a venda da CVC também foi comentada pelo presidente, Guilherme Paulus. “Chega um momento em que, para uma empresa ir para frente, é preciso abrir capital, principalmente no turismo, que é um mercado fortíssimo”, disse. “Fazer parceria é o caminho para crescer. Como eu posso brigar com a Royal Caribbean, a MSC ou a Carnival? Todo mundo está de olho no Brasil e fica difícil porque as grandes redes começam a dominar.”
Ele não divulgou o nome da possível compradora, mas informou que há interesse por parte de grupos europeus e norte-americanos. A Carlyle, fundo de private equity voltado para grandes investidores, vem sondando a CVC nos últimos meses. Paulus afirma que só fechará o negócio com a condição de ser mantido na presidência pelos próximos cinco anos e de que não hajam demissões. A CVC emprega 1.050 pessoas de forma direta, e 3.500 indiretamente. O martelo será batido apenas no ano que vem. A venda não incluirá a companhia aérea Webjet nem a GJP, que administra hotéis e resorts.
O homem mais viajado do mundo manda agradecer aos leitores que têm se manifestado sobre suas colunas e aproveita para dirigir um comentário ao leitor Norberto Margulies, que também perdeu uma longa amizade durante uma viagem em que o relacionamento entre os amigos foi colocado à prova e acabou reprovado. ” Sinto muito por sua história, my fellow, mas coisas assim realmente acontecem, como pude relatar em crônica recente. O título de seu email, ‘Amigos, amigos, viagens à parte’ é muito espirituoso, ainda que ligeiramente exagerado.”
De Lanzarote, onde comeu um frango assado pelas emanações vulcânicas de uma cratera no Parque Nacional de Timanfaya, mr. Miles responde a correspondência da semana.
Mr. Miles: o senhor já passou o Natal em lugares onde o ritual é diferente do nosso? Como foram suas experiências?
Isis Bachanello, por email
Well, my dear, você ficaria espantada em ver como o Natal é comemorado de forma diferente em distintas partes do mundo. A gastronomia varia, a figura de Papai Noel muda de forma, de função e até de sexo conforme o país e as canções, of course, são outras de acordo com a latitude em que se está. Tenho tido a oportunidade de passar a noite do dia 24 de dezembro em muitos lugares desse planeta. Em muitos deles, by the way, não há sequer uma menção à data, exceto nas comunidades cristãs minoritárias.
Você não poderia imaginar um Papai Noel muçulmano ou budista, could you? Anyway, já que você me pergunta, vou contar-lhe sobre duas inusitadas experiências natalinas dessa minha existência viajora. Não sei precisar o ano, mas era em um tempo em que o Iraque vivia em relativa paz. Ocorreu de eu estar na véspera de Natal, em Bagdá, na casa de Rachid Safadie, de tradição católica. Não havia árvore de Natal ou mesa posta com perús e nozes. Quando a noite chegou, Rachid pôs-se a ler uma Bíblia arábica enquanto os outros membros da família ¬– inclusive eu, muito honrado – ficamos segurando velas em um páteo ao ar livre. Later on, Rachid e a família acenderam uma fogueira com folhas muito espinhudas e esperaram até que ela se transformasse em cinzas, sinal de sorte e prosperidade. Enquanto o fogo queimava, todos entoavam belos salmos e, ao final, eram instados a pular sobre as cinzas ainda quentes, com o direito de fazerem seus desejos secretos para o novo ano. It was very charming. Quanto ao meu desejo, devo confessar que pedi para nunca mais ter de pisar de novo numa superfície tão quente. Can you understand?Muito mais estranho do que isso, my dear, foi o Natal que passei em certa tribo da Nova Guiné, durante uma longínqua expedição. Os nativos locais aprenderam noções de cristianismo com um missionário canadense mas, I´m afraid, entenderam tudo errado. Sabe o que eles fazem no dia de Natal? Um intercâmbio de crianças entre as tribos rivais. A criança escolhida, a partir de então chamada Criança da Paz, passa a viver no povoado rival e será bem tratada e protegida.
Crêem as pessoas que, se algo de mal ocorrer a algum desses petizes eleitos, um novo período de guerras assolará a região. A intenção, as you see, é muito nobre. Mas, cá entre nós, eu ainda prefiro panetones. Don´t you agree?
Cercada por Botsuana, Zimbábue e Moçambique, Polokwane, na Província de Limpopo, tem a localização perfeita para turistas que querem explorar países vizinhos e outras culturas. Conhecida como a cidade dos baobás, maior árvore do continente e símbolo da África do Sul, também é a terra das cavernas misteriosas e dos povos Venda, Bakone e Ndebele.
Na aldeia Ndebele (www.ndebelevillage.co.za), o destaque é a arte. Eles fazem incríveis esculturas de girafas decoradas com figuras geométricas. As mulheres do povoado – que usam argolas pesadas no pescoço, nas pernas e nos braços – levam o crédito pelas pinturas coloridas nas paredes das casas. O artesanato também é forte: fazem colares e ornamentos de miçangas, igualmente coloridíssimos. A técnica consome tempo. Sem falar que exige destreza e olhos de lince.
Para saber mais da história da cidade, convém visitar Bakone Malapa Northern Sotho (www.limpopotourism.org.za), museu a céu aberto em homenagem ao povo Bakone, principal tribo do lugar.
Outra atração para quem quer saber mais sobre a região é o Museu Polokwane, instalado na histórica Irish House. Com exposições permanentes e temporárias, lá é possível ver artefatos desde a Idade da Pedra até os tempos atuais. À noite, o principal programa é o Meropa Casino (www.suninternational.com), a cinco quilômetros da cidade.
Se o objetivo é aventura, pode ficar tranquilo. Diversas agências de turismo oferecem excursões para as trilhas da Reserva Polokwane, tudo a bordo de carros quatro por quatro.

ONDE FICAR
Localizado no subúrbio da cidade, a calmaria é a principal característica do Imagine Luxury Accommodation. Há diárias a partir de R$ 140 (www.imagineluxacc.co.za). Mais em conta, o Eskulaap Park Hotel, também no subúrbio da cidade, oferece chalés a partir de R$ 60 (www.eskulaap.co.za).
Para o turista que quer luxo de verdade, uma das opções é o Fusion Boutique Hotel, no centro de Polokwane. Trata-se de um cinco-estrelas, com quartos bem decorados e serviço requintado. Diárias custam a partir de R$ 390 (www.fusionboutiquehotel.co.za).
COMPRAS
O principal centro de compras de Polokwane é o Savannah Mall. De fácil acesso, o shopping está localizado na zona central. Com 65 lojas de marcas nacionais e grifes de luxo, além de sete restaurantes e diversos bancos, o Savannah é onde fica o único cinema da cidade.
MUST SEE
A principal atração natural dos arredores de Polokwane são as Cavernas de Makapan, em Mokopane, a 50 quilômetros da cidade. A Hearths, ou Caverna das Lareiras, está repleta de alguns dos mais antigos fósseis do planeta e a Gwasa serviu de refúgio para sobreviventes de diversos conflitos. São repletas de história para contar. Para explorá-las, é preciso agendar com antecedência na Associação Turística da Comunidade de Mogalakwena Bushveld.
Depois, quem quiser relaxar em alto estilo pode ir a um dos mais luxuosos spas da região. Fica no Sediba Game Lodge, na Reserva Natural Welgevonden, na Província de Limpopo. O centro de beleza oferece diversos tipos de tratamentos estéticos e de saúde. Entre eles aromaterapia, cuidado facial e massagens. Os tratamentos custam a partir de US$ 60 (www.sediba.com).
ESTÁDIO
O Peter Mokaba, que leva o nome de um dos grandes ativistas sul-africanos na luta contra o apartheid, receberá os jogos dos grupos A, B, C e F.
A arena é inspirada no baobá, com troncos de concreto no lugar das quatro colunas de sustentação. No estádio, que tem capacidade para 46 mil torcedores, serão realizadas quatro partidas. Ana Paula Galli – Especial para O Estado
Polokwane: www.polokwane.org.za
Quem vai a Nelspruit sai de lá com uma dúvida cruel: qual fruta extraída da região é a mais doce, banana, manga, melão ou abacate? Vai do gosto de cada turista. Sorte de quem tem a oportunidade de ir à cidade, a 330 quilômetros de Johannesburgo.

KRUEGER PARK – DANIEL BRITO/AE
A cidade também fica a pouco mais de 100 quilômetros da fronteira com Moçambique. Agências de aluguel de automóveis se instalaram ao longo da Avenida Louis Trichard, que leva até o país vizinho. De Nelspruit pode-se ir até a bucólica Suazilândia, cuja capital, Mbabane, está a 175 quilômetros. Visite, ainda, o Jardim Botânico Lowveld, a dois quilômetros da cidade. A região “guarda” dois rios (Crocodile e Nels) e flora rica e preservada, inclusive baobás, árvore símbolo do país. Agências de turismo: www.lowveld.co.za e www.danaagency.co.za.
ONDE FICAR
Nelspruit atrai público diversificado. Desde casais de idosos em busca de um safári seguro no Kruger Park até jovens hippies, ávidos por contato com a natureza selvagem. Para hospedagem, há hotéis como Utopia in Africa (www.utopiainafrica.co.za), que fica praticamente dentro de uma reserva ambiental. A diária custa o equivalente a pouco mais de R$ 200. Há também o charmoso albergue Funky Monkey Backpackers (www.funkymonkey.co.za), com lareira, piscina, quartos espaçosos, bar e possibilidade de agendamento de passeios a preços mais baratos. Paga-se cerca de R$ 15 por noite em quarto quádruplo.
COMPRAS
A paixão sul-africana por shopping vai até Nelspruit. Na verdade, vai além. Cinco quilômetros depois da cidade há o Riverside Mall (www.riversidecentre.co.za), maior centro de compras da região. Com 150 lojas, é a atração dos moradores. No centro, tem a galeria Promenade, com lojas baratas e fast food.
MUST SEE
Alugue um carro com tração nas quatro rodas em Nelspruit e siga, antes das 5 horas, para o portão do Kruger. Um dia inteiro no parque custa o equivalente a pouco mais de R$ 50 por pessoa. Leve binóculo, câmera, óculos de sol e casacos. Faz um frio desconcertante na manhã da savana. Tem também o Sabi Sabi, um dos mais luxuosos lodges da região do Kruger. Seu safári é singular, com grande possibilidade de se ver famílias de leões na savana. (www.krugerpark.co.za e www.sabisabi.com). Outra opção de passeio é visitar Kaapsehoop (www.kaapsehoop.com), cidade histórica a 25 quilômetros de Nelspruit, perto da Cordilheira Makonja. Lá estão as mais antigas formações rochosas do planeta.
ESTÁDIO

DENIS FARREL/AP
Mais de 1.500 homens trabalharam por quatro anos na construção do Mbombela Stadium, cuja capacidade total é de um quinto da população de Nelspruit (230 mil habitantes). Investimento muito alto. Ainda mais para um estádio que só receberá jogos de segundo e terceiro escalão, caso de Austrália contra Sérvia e Coreia do Norte contra Costa do Marfim. Daniel Brito – Especial para O Estado
Com apenas 300 mil habitantes e uma pequena área urbana, Rustenburgo (www.rustenburg.co.za) – que em holandês significa cidade do descanso – é talvez a menor entre as nove cidades-sede da Copa. Aos pés das majestosas Montanhas Magaliesburg, com até 1.800 metros de altitude, a cidade abriga uma das mais ricas tribos do país, a Bafokeng Nation.

SUN CITY/DIVULGAÇÃO
Rustenburgo – que fica a 113 km de Pretória e a 121 km de Johannesburgo – é um dos locais mais visitados da África do Sul. Tudo isso graças ao Sun City Resort, tido como o mais luxuoso complexo turístico do continente. Lá não faltam opções de lazer. Cassinos, cinemas, restaurantes, campo de golfe, parque aquático com praia artificial e ondas de até 2 metros de altura e 25 hectares de mata nativa, para os hóspedes admirarem a savana, são alguns dos atrativos do resort.
Também não deixe de visitar a antiga fazenda do ex-presidente Paul Krueger e a reserva Paul Bodenstein Park.
ONDE FICAR
Se a ideia é se hospedar em um ponto central, a opção é o Boschdal Guest House (www.boschdal.co.za), que oferece quartos amplos e preços acessíveis – diárias a partir de R$ 175. A 30 quilômetros da cidade fica a mais luxuosa opção de hospedagem das redondezas, o hotel seis estrelas The Palace of the Lost City, dentro do Sun City Resort (www.suncity.co.za). As diárias podem chegar ao equivalente a R$ 7 mil. O complexo reúne, ainda, outras três opções de hospedagem, o luxuoso The Cascades, The Sun City e o casual The Cabanas .
O ARTESANATO
O artesanato africano pode ser encontrado na Rustenburg Ramble. No centro da cidade, o lugar é conhecido como a rota das artes e do artesanato. Repleta de galerias de arte e lojas, a região reúne também opções de restaurantes e lanchonetes, e é o lugar perfeito para comprar as tradicionais lembrancinhas de viagem.
MUST SEE
Apreciar bandos de antílopes em seu hábitat natural é uma das possibilidades oferecidas pelo passeio na reserva natural de Rustenburgo. O parque de mais de 5 mil hectares de savana, a 15 quilômetros da cidade, é perfeito para quem quer aventura. As excursões duram um dia e são feitas no carro do próprio visitante. A entrada custa R$ 5 por pessoa. O acampamento é permitido e custa R$ 15 por pessoa.
Jogar golfe no campo mais famoso da África do Sul é um luxo que só quem visita Rustenburgo pode usufruir. O campo de golfe Gary Player, no complexo Sun City, tem 18 buracos e diversos obstáculos. Nele acontece o mais importante campeonato da modalidade no país, o torneio Nedbank Million Dollar. Taxas a partir de R$ 140.
ESTÁDIO

FIFA/DIVULGAÇÃO
Com capacidade para 42 mil pessoas, o estádio Royal Bafokeng foi construído em 1995 para sediar o Mundial de Rúgbi, um dos esportes mais populares da África do Sul. Na Copa de 2010, o lugar será palco de cinco jogos da primeira fase e de uma disputa das oitavas de final. Ana Paula Galli – Especial para O Estado
Viajante que é viajante está sempre pensando em um jeito de prolongar o roteiro. Para quando for visitar a África do Sul, facilitamos seu trabalho e escolhemos seis destinos fabulosos na região e mostramos suas principais atrações:
MAURÍCIO

Junte o azul desconcertante do Índico, praias de areia clara, lagos vulcânicos, montanhas no horizonte e hotéis luxuosíssimos. Você terá uma síntese do que é o paraíso chamado Maurício. A pequenina ilha em forma de pera fica a quase 2 mil quilômetros da costa e tem uma interessante mescla de cultura africana, asiática e europeia.
ZIMBÁBUE

Já esteve nas Cataratas do Iguaçu e no Grand Canyon? Então você está parcialmente – apenas parcialmente mesmo – para o que vai ver no Zimbábue. Estamos falando das Cataratas Vitória, na divisa com a Zâmbia. São cachoeiras e mais cachoeiras despencando ao longo de 1.708 metros. Maravilha que é Patrimônio da Humanidade. Dá para observar esse fenômeno a partir de mirantes ou num sobrevoo de helicóptero.
NAMÍBIA

As dunas mais altas do planeta esperam você em pleno deserto, na região de Sossusvlei. E já seriam atração suficiente para fazer qualquer aventureiro se deslocar até a Namíbia. Mas esse país pouco conhecido tem mais adrenalina a oferecer. Como o sobrevoo de monomotor na traiçoeira Costa do Esqueleto, pontilhada por naufrágios e carcaças de baleias.
BOTSUANA

Ainda quer ver animais? Siga para o Parque Nacional de Chobe, com quantidade de espécies que lembra a da África do Sul tempos atrás. A reserva, localizada justamente onde a Botsuana se une com Namíbia, Zâmbia e Zimbábue, é famosa pelas grandes manadas de elefantes. Parte dos passeios de observação é feita de bote pelo rico Rio Chobe.
SEYCHELLES

Destino cobiçado entre os vips para a lua de mel, o arquipélago tem 115 ilhas exuberantes. A maioria dos turistas fica em Mahé e a North Island é deserta e exclusiva. Quer a dica certa? La Digue, com as mais incríveis praias de lá. Há voos saindo de Johannesburgo.
MOÇAMBIQUE

Johannesburgo fica a uma horinha de voo de Maputo, entrada de um país que só agora começa a acordar para o turismo. O que você ganha indo para lá? Um litoral com 2.500 km de praias intocadas e um povo que trata o visitante quase como amigo. Anote os destinos: Península de Pemba, Inhambane e Arquipélago de Bazaruto.
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