THAÍS PINHEIRO
Em resposta a um e-mail que enviei a Rafinha Bastos, o humorista confirmou seu pedido de demissão à Band, sem mais detalhes. Eis a íntegra do que ele disse:
“EstadãoThais… é a mais pura verdade.
Tenho muito a dizer, mas este não é o melhor momento.
Obrigado pela atenção
Rafinha”
Diante do impasse criado por uma piada envolvendo a cantora Wanessa Camargo, no CQC do dia 19 de setembro, Rafinha Bastos optou por pedir demissão à Band há alguns dias, antes que a emissora o mandasse pra casa de vez. A Band ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas um diretor da casa admitiu que ele está mesmo “um pouco sem controle”.
No fim de semana, em São Caetano do Sul, citou uma empresa de telefonia para a qual o ator Fábio Assunção faz propaganda como telefone de traficante. Questionado sobre a “piada” por um repórter, reagiu com termos de baixo calão.
Na semana passada, o comediante foi substituído na bancada do programa por Mônica Iozzi e ainda ironizou toda a polêmica, por meio de fotos e vídeos divulgados em seu twitter.
Ontem (10), Bastos já nem era mais considerado parte integrante do time do programa: ao lado de Marcelo Tas e Marco Luque estava Oscar Filho e uma matéria que tinha sido produzida por ele sequer foi ao ar.
A Band apresentou, nesta manhã, as novidades da emissora para a imprensa e para o mercado publicitário sob o slogan “A Band quer cada vez mais… muito mais”. Entre os destaques da nova programação, atenção especial para os programas de Danilo Gentili, Adriane Galisteu, Edgard Piccoli e Dani Freitas.
O integrante do CQC ganhou um “late night”, o Agora É Tarde, nome que ainda pode ser alterado. A idéia do programa já existe, é consagrado, é tradicional. Cada canal americano tem uns dois desse tipo. Só o fato de ter um late night de verdade no Brasil já é diferente”, dispara o apresentador. Com estreia prevista para maio e ocupando dois dias na semana (quarta-feira, sempre após os jogos de futebol, e outro dia a ser definido), Gentili, assim como a Band, também espera mais, muito mais. “Se der certo, a idéia é fazer o programa diariamente”, conta.
Já Edgard Piccoli vem com a missão de assumir um horário que não anda muito bem na casa, as tardes de sábado. Edgard à Tarde é um programa de auditório, com entrevistas, bandas e muitos games, para atrair “da criança de 10, 12 anos, os jovens, até a vovozinha”, diz o apresentador.
Quem volta para a grade da emissora é Adriane Galisteu, comandando o Projeto Fashion, versão brasileira do Project Runaway que será semanal, mas não tem dia certo na grade. “Vou ter que usar meu lado teatral”, explica a loira sobre a sua postura no programa que vai lançar um novo estilista no mercado.
A Band quer recuperar – e aproveitar - seu acervo esportivo, condensando tudo no Band Clássicos, a ser apresentado por Daniela Freitas aos domingos, antes do Band Esporte Club.
Além disso, vêm também os novos The Phone - A missão, reality que vai fazer os competidores correrem pela cidade em busca do prêmio de R$ 30 mil, Julie e os Fantasmas, série teen sobre uma mocinha que sonha em ser cantora e conta com a ajuda de uma banda fantasma, e Descolados, que migrou do Multishow para a TV aberta.
Novas temporadas de CQC, A Liga, Quase Anjos, entre outras séries, compõem o line up da Band em 2011.
Humoristas criticam veto a piada com candidatos.
“Estamos vivendo a era da ‘photoshopização’ da vida. Tudo tem de ser bonitinho, sem palavrão e sem celulite”: a conclusão é de Marcelo Tas, jornalista, ator e atual âncora do programa CQC, da Band, sobre os esforços legislativos ou de militâncias diversas que conspiram por um mundo tão politicamente correto, que chega a ser fake. A frase surgiu ontem, durante a abertura de mais uma edição da série Encontros Estadão & Cultura na Livraria Cultura. O tema da vez são os 60 anos da TV no Brasil.
Por mais de 1h30, Tas e Márcio Ballas, do grupo Jogando no Quintal e apresentador do É Tudo Improviso, também da Band, divertiram uma plateia predominantemente jovem que lotou o Teatro Eva Hertz. O tema do dia foi o humor.
Ao citar a obsessão da nossa era por patrulhas ideológicas, Tas falou sobre a lei que veta palmadas nas crianças e o caso de um juiz que proibiu a mãe de batizar a filha com o nome “Amora”. Mestre em humor de improviso, Ballas tem esperança de que o gênero possa contribuir para reverter tantas exigências. “O improviso traz à tona algo falível.”
A pergunta mais encaminhada aos dois pela plateia dizia respeito à proibição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a piadas referentes aos candidatos nesta época de eleição. Para Tas, sem meio termo, isso é uma forma de “censura”. “Nem quando eu fazia o (repórter) Ernesto Varela (personagem dos anos 80) havia tanta intromissão, e olha que o presidente era o (João) Figueiredo”, completou Tas.
A aceleração da internet no Brasil, que dá a Tas e Ballas um ibope até maior que a TV, também foi assunto do encontro.
Os Encontros Estadão & Cultura terão hoje Ana Paula Padrão, Lillian Witte Fibe e Paulo Markun, com foco no jornalismo e amanhã, o autor de novelas Silvio de Abreu: sempre às 13h, no Teatro Eva Hertz (Livraria Cultura do Conjunto Nacional).
* Texto extraído do caderno Vida&, do Estadão.

Marcelo Tas. Crédito: EVELSON DE FREITAS / AE
Só para lembrar: começa hoje, às 13 horas, a série Encontros Estadão & Cultura sobre TELEVISÃO, no Teatro Eva Hertz, da Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2.073). Com convidados ilustres, a ideia é discutir os rumos que a TV tomou nesses 60 anos, desde que a Tupi foi inaugurada dia 18 de setembro de 1950.
Para o primeiro tema, Humor na TV, os convidados confirmados para o bate-papo são o CQC Marcelo Tas e o líder do Jogando no Quintal, Márcio Ballas, que também comanda o É Tudo Improviso, da Band. Chico Anysio não poderá comparecer, por estar gravando Zorra Total, mas mandou uma pergunta para Tas e Ballas, além de uma pergunta feita por ninguém menos do que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que por muitos anos foi o temido n.º 1 da TV brasileira.

Márcio Ballas. Foto Divulgação
Na quinta-feira, 12, também às 13 horas, é a vez de abordar o Telejornalismo, em uma conversa com Ana Paula Padrão, Paulo Markun e Lílian Witte Fibe, jornalistas com experiência em TV pública, aberta e em telejornais para a web.
E, para fechar a série de encontros, na sexta-feira, às 13 horas, Silvio de Abreu, autor da trama das 9 da Globo, Passione, entre inúmeras novelas e minissérie, conversa sobre a trajetória de nossa Teledramaturgia.
Com entrada grátis, as vagas para participar dessa série de bate-papos estão limitadas a 200 lugares por dia. E, o público, claro, poderá fazer perguntas, ao vivo ou via twitter (@tvelazer).
Atenção, senhores telespectadores:
Na próxima semana, dias 11, 12 e 13, quarta, quinta e sexta-feira, portanto, o Estadão promove mais uma edição da série Encontros Estadão & Cultura, lá no Teatro Eva Hertz, da Livraria Cultura, dessa vez sobre TELEVISÃO.
Item de influência maior nos costumes desta nação, coisa que muita gente, mas muita mesmo, comprou como primeiro eletrodoméstico da casa (a geladeira ficava para depois), a TV no Brasil suscita uma infinidade de reações, do amor ao ódio. Indiferença, definitivamente, não é sua praia.
Por isso, na véspera do seu 60º aniversário, vale reunir alguns de seus profissionais mais exemplares para falar sobre a experiência por eles vivida nesse cenário.
Na quarta-feira, abrindo com humor, teremos Marcelo Tas, Wellington Muniz, o Ceará, e Márcio Ballas, representante da vertente mais recente do riso na TV, que é o show de improviso. Chico Anysio, o gênio maior, convidado para a ocasião, se desculpa pela ausência gravando seu Vampiro Brasileiro, no Rio, mas manda uma questão para ser feita à nossa roda, lá no Teatro.
Na quinta, Ana Paula Padrão, Lillian Witte Fibe e Paulo Markun engatam uma prosa sobre o telejornalismo, com propriedade de um time que viveu o dia a dia dos principais canais de TV convencionais, da TV pública e até da TV que há pouco tempo se assiste pela internet, olha aí o webjornalismo, gente.
E na sexta, tem versão solo com Silvio de Abreu, autor de “Passione” e de tantas cenas que tão bem traduziram para a TV a São Paulo onde Assis Chateaubriand plantou a primeira estação de TV da América Latina, há quase 6 décadas (o aniversário de fato é 18 de setembro).
Nossa cena no Eva Hertz tem entrada gratuita, mas as vagas estão limitadas a 200 lugares. É chegar e ocupar sua poltrona. Apareça, dê pitaco, pergunte, ao vivo ou via twitter (@tvelazer).
2012
2011
2010