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TV e lazer

CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

CRÉDITO: DIVULGAÇÃO

Grupo de humor responsável pelos hits na web Dancing Lula e Justin Biba, o Galo Frito teve sua contratação anunciada hoje pela MTV. O trio de humoristas, formado por Mederijohn Corumbá, Patrícia dos Reis e Tiago Cadore, todos do Balneário Camburiú, Santa Catarina, será colaborador do programa Comédia MTV, que estreia amanhã, quarta-feira, às 22h30.

Na semana passada, o grupo esteve envolvido em uma polêmica com a TV Record, quando acusou o Legendários, programa comandado por Marcos Mion na emissora, de usar sem permissão e modificar um vídeo seu, no último dia 26. Segundo o Galo Frito, o programa exibiu um vídeo trocando o rosto de um personagem pelo de Dunga e apagando o logotipo do grupo.  Em declarações à coluna Sem Intervalo, do de Keila Jimenez no Caderno 2 do Estadão, o Galo Frito garante que chegou a discutir a questão com um produtor do Legendários pelo Twitter, além de pedir remuneração e crédito pelo uso do vídeo, mas foram ignorados.

Criado em 2006 pelo publicitário Mederijohn Corumbá, o trio é reponsável por esquetes em forma de curtas-metragens que abusam de efeitos especiais. Em 2007, Tiago Cadore e Patrícia dos Reis se juntaram a equipe e, após a criação do primeiro piloto de um programa de 15 minutos, o canal FIZ TV ofereceu um espaço fixo na grade. Após um ano produzindo conteúdo para o canal, o Galo Frito decidiu se voltar para a internet. E foi com a criação do vídeo Dancing Lula, feito em 2009, que o grupo ganhou notoriedade na mídia.

Justin Biba, vídeo com participação do casseta Hélio de la Peña e que parodeia o fenômeno teen Justin Biber, já passa dos 4.8 milhões de exibições e já é um dos vídeos mais comentados na categoria humor do YouTube. Hoje,  grupo contabiliza mais de 10 milhões de visualizações no YouTube e uma média de 200 mil acessos por dia nos seus vídeos.

Abaixo, os vídeos Dancing Lula e Justin Biba:

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26.maio.2010 17:32:49

Legendário preso

TICÇÃO

O humorista Marcelo Marrom, do programa Legendários, da Record, acaba de ser preso em Brasília, após furar o esquema de segurança do presidente Lula, e tentar se aproximar. A confusão com Marrom, que vive o personagem Super Tição,  será mostrada no programa de sábado

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CQC: programa de ontem marcou 5 pontos no Ibope. Crédito: Divulgação

CQC: programa de ontem marcou 5 pontos no Ibope. Crédito: Divulgação

Do mal ou do bem, pouco importa. A edição de ontem do CQC (Band) foi engraçada, corajosa e, para bom entendedor, uma resposta à discussão vazia sobre o tal “humor do bem”, que vem sendo ventilada desde que o Legendários (Record) estreou, há duas semanas.

O programa marcou 5 pontos no Ibope, fazendo a Band empatar com o SBT no terceiro lugar, atrás de Globo e Record.

No embalo do que Marcelo Tas bem chamou de “rickymartinização”, os repórteres foram às ruas perguntar qual celebridade deveria sair do armário e assumir a homossexualidade. O jogador Richarlysson, os jornalistas Evaristo Costa e Zeca Camargo, a cantora Maria Gadú, o prefeito Gilberto Kassab, o próprio Marcelo Tas e tantos outros nomes foram citados. Felipe Andreoli foi, então, confrontar Richarlysson e Kassab. “Se fosse gay, o senhor assumiria?”, perguntou o repórter ao prefeito, na lata. Kassab não se abalou: “Sim. Mas não sou.”

Impossível não comparar a perspicácia de Andreoli com o atropelo do ex-VJ João Gordo que, na semana anterior, tentou em vão confrontar o prefeito (no caso, tentando fazer piada com o volume de recursos arrecadados por meio de multas de trânsito).

Outro ponto alto do CQC de ontem foi a atuação de Monica Iozzi em duas matérias em Brasília – uma no Congresso, sobre o projeto Ficha Limpa e outra no Palácio do Buriti, sede do governo do DF. Integrante mais nova na turma dos “homens de preto”, há de se destacar que ela está melhor em cena neste ano.

Em ato de nepotismo descarado, Danilo Gentilli levou mãe, tia e avó à Erotika Fair – dona Assunta, a matriarca, arrasou. Gentilli também fez um bom trabalho no quadro Cidadão em Ação, quando mostrou que muita gente se dispõe a comprar cigarro, bebida e revista pornográfica para adolescentes caras de pau, apesar da proibição por lei – praticamente um serviço de utilidade pública. Não seria isso, então, um certo humor do bem? Pode ser. O chato é querer classificar.

Veja abaixo o trecho do CQC sobre os armários cada vez mais vazios:

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Mion faz paródia de Bad, de Michael Jackson, ponto alto do 'Legendários'. Crédito: Divulgação

Mion faz paródia de Bad, de Michael Jackson, ponto alto do 'Legendários'. Crédito: Divulgação

Legendários estreou com boa audiência na Record, no último sábado. Foram 10 pontos de média no Ibope, o que deixou a rede em  segundo lugar, atrás da Globo, que marcou 26 pontos. Anunciado para às 21h45, o programa fez de tudo para não concorrer com a novela Viver a Vida e só começou às 21h54, assim que a trama da Globo saiu do ar.

A expectativa para a estreia, no entanto, anunciada como uma alternativa de “humor do bem”, decepcionou. De fato,  o grupo não usou o artifício da humilhação alheia para arrancar risadas, mas contrariando o prometido, abusou de mulheres em trajes mínimos dançando no palco e até entregando flores na Avenida Paulista, em reportagem sobre poluição.

João Gordo, em um quadro bem semelhante ao Proteste Já, do CQC (Band), foi muito bem entrevistando populares e mostrando toda sua irreverência nas ruas de São Paulo. Porém, quando teve de articular uma pergunta para o prefeito Gilberto Kassb (DEM), que misturava números de multas, números de pontos de  alagamento e ironia, mostrou-se um tanto confuso. Faltou, talvez, a agilidade de pensamento dos meninos do stand-up.

Jaque Khury “como você nunca viu” também não mostrou muita novidade: pouca roupa, apelo sensual, com a única diferença de, agora, ter mais texto a decorar.

O quadro de Miá Mello, em que a humorista apareceu como a histérica Teena entrevistando Chitãozinho e Xororó, também lembrou muito o  Repórter Inexperiente (do CQC), só que com roteiro combinado.

Enquanto Marcos Mion chamava os quadros, os outros apresentadores ficavam sentados no palco, sem qualquer função, a não ser  sorrir e fazer caretas para a câmera. Depois, a cada matéria, o apresentador dava um jeito de fazer um discurso, sobre preconceito, consciência ecológica, humor do bem… Tudo politicamente correto demais.

Felizmente, o humor debochado do antigo Hermes e Renato – e as paródias de clipes feitas com maestria por Mion – conseguiram render alguns dos poucos momentos realmente divertidos do programa.

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26.março.2010 15:35:15

CQC? Não, Legendários

Crédito: Daia Oliver/R7

Crédito: Daia Oliver/R7

A Record apresentou na manhã de hoje o que será o aguardado Legendários. O programa criado e dirigido por Marcos Mion, que bolou até as fantasias que os 13 integrantes usarão, estreia no próximo dia 10 abril, um sábado, às 21h45.

Em apresentação à imprensa, Mion exibiu, na íntegra, um dos quadros da atração: um em que João Gordo investiga casos de corrupção. Lembrou do Proteste Já, do CQC?

O ex-VJ da MTV, que chamou a antiga emissora de “tosca” e disse que a Record “dá até helicóptero para fazer matéria”, encarna um marronzinho da CET para denunciar o excesso de multas que os motoristas paulistanos recebem. Enquanto ele entrevista anônimos nas ruas, o grafismo visual invade a tela. São números que surgem pelo asfalto, gráficos interativos e, pasmen, os mesmos efeitos visuais das reportagens do CQC. Em certo momento, João escorrega sozinho – é a deixa para uma mão de mentira surgir na tela e atirar uma casca de banana na cena.

A cada transição de gravação externa, pipoca na tela o logo do programa, tal qual a mosca dos homens de preto. Para finalizar, João Gordo persegue o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Detalhe:  tanto o autor das intervenções gráficas do CQC quanto o produtor de Proteste Já estão em Legendários.

Mion justifica que nada que surge na TV é 100% original. Durante a coletiva, ele alternou momentos de humildade (“a gente quer fazer um programa do bem, sem humilhar ninguém”) com estalos de impressionante alta estima. Também abusou de metáforas futebolísticas: “me sinto um pai levando o filho ao futebol pela primeira vez, pra tomar umas bicas.” “A gente nunca faria um gol se cada um de nós não tivesse a sua própria posição. Somos uma quadrilha, uma legião.”

O programa promete ter uma interessante plataforma multimídia, com transmissão ao vivo também no site da Record. João Gordo, aliás, ganhou a mamata de ficar em sua casa comentando a atração ao vivo pelo portal R7. O resto do grupo, que inclui o paraquedista Gui Pádua, a ex-BBB Jaque Khury, os humoristas Miá Mello e Marcelo Marron, e os ex-MTV Felipe Solari, Mionzinho, Elcio Coronato e a trupe do Hermes e Renato (cujo novo nome será decidido pelo público) irão apresentar o programa e usarão o Twitter ao mesmo tempo.

É claro que não dá para analisar Legendários a partir de um simples quadro. O “Proteste Já de João Gordo” foi engraçado, teve boas tiradas. Mas,  para um programa que se gabou nos últimos três meses de apresentar um novo tipo de humor para a TV brasileira, a impressão inicial foi de mais do mesmo.

Quem não deve ter achado isso foram os vários funcionários da Record que preencheram os assentos vazios da plateia dedicada à imprensa. Eles aplaudiam e batiam os pés no tablado com entusiasmo quando qualquer frase de efeito era disparada pela equipe de Mion.

Na boa? Não precisava.

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