Chega ao fim hoje o horário eleitoral gratuito – e com ele a festa da TV paga, que sempre angaria telespectadores desafeitos à disputa política. De acordo com balanço do primeiro turno, o GNT comemora por ter entrado no Top 10 no ranking de audiência dos canais de TV por assinatura, no total de indivíduos, com a programação Personalidades. O especial foi exibido no canal de 13 a 24 de setembro, às 20h30, com as séries de documentários “Os Últimos Dias de um Ícone” e “As Últimas Horas de…”.
Já passaram pelo GNT mais de 3 milhões de telespectadores diferentes durante o horário político. (até dia 25 de setembro), número que representa um crescimento de 50 pontos percentuais acima do crescimento da TV Paga no mesmo horário.

Otto (Bernando Marinho), Aline (Maria Flor) e Pedro (pedro Neschling), protagonistas do seriado Aline, da Globo. Crédito: ZÉ PAULO CARDEAL / DIVULGAÇÃO
Na onda de episódios musicais em seriados americanos, a segunda temporada de Aline, série da Globo prevista para estrear em 20 de janeiro, promete um episódio musical bem brasileiro, como publicado na coluna Sem Intervalo de hoje.”O (Titã) Branco Mello (diretor musical da série) escolheu um momento do rock brasilero, dos anos 80, e o Mauro (Wilson, o criador do programa) pensou em tramas baseadas nas músicas para contar a dramaturgia do episódio”, explica o diretor de núcleo Maurício Farias, que também assina A Grande Família.
Maria Flor (Aline), Pedro Neschilng (Pedro) e Bernardo Marinho (Otto) já gravaram em estúdio as versões feitas por Branco Mello e Emerson Villani, especialmente para o programa, de Paralamas do Sucesso, Ira, Legião Urbana, Titãs, entre outros artistas. . O resultado pode virar CD.
“O programa já é bem musical, tem muitas cenas-clipes, e eu e o Mauro (Wilson) sempre tivemos vontade de fazer algo musical, tanto que no última episódio da 1.ª temporada eram todo o elenco cantou uma música da Gal Costa.”
No episódio, també,m haverá referências a All that Jazz, musical de Bob Fosse, de 1979. “Isso acontece quando a Aline pensa que vai morrer”, explica Farias. No musical, marco dos anos 80, o protagonista, com a vida por um fio, revê momentos do passado e os transforma em números musicais.
A poucas horas da gravação de seu primeiro DVD, Hebe Camargo faz um “esquenta” e ensaia seu número com o ator/cantor Daniel Boaventura, no fim da tarde de hoje. O show de gravação do DVD acontece ainda esta noite, no Credicard Hall, na zona sul de São Paulo.
O ator e cantor mostrou toda sua admiração pela diva da televisão brasileira e fez questão de beijar a mão dela, quando eles subiram juntos ao palco para cantar “El Dia Que Me Quieras”, música gravada pelos dois para o CD “Hebe Mulher”, à venda nas lojas de todo o Brasil. Gilberto Gil, Maria Rita, Fábio Jr., Chitãozinho & Xororó e Bruno & Marrone estão entre os convidados da noite.
No ar como o misterioso Diogo, de Passione, Boaventura gravou um CD com grandes releituras de clássicos da música italiana, que será lançado em breve, como se fosse um CD de seu personagem na trama das 9 da Globo.
Como condição para renovar seu contrato com a Band, o CQC Danilo Gentili exigiu, no fim do ano passado, um programa solo na emissora e, só agora, começa a formatar seu talk-show – que não é um formato da prateleira da Cuatro Cabezas, a produtora de CQC, A Liga e O Formigueiro.
“Estamos ‘criando’ coisas, mas você sabe como gente de TV cria, né? Assistindo a outros canais e copiando”, brinca Gentili. “Se depender de mim, o programa não será nada mais do que o tradicional late night. Não quero inventar a roda, só colocá-la pra rodar da melhor forma possível.
Em fevereiro, o canal chegou a cogitar uma parceria com a produtora argentina para um programa com Gentili, que estrearia depois da Copa. Agora, com previsão de estreia para depois do carnaval, o programa do humorista deve gravar seu piloto em novembro.
A Globo acaba de anunciar que escalou Paola Oliveira para interpretar a heroína Marina da próxima novela das 9, Insensato Coração. O nome que assumiria a personagem era suspense desde a semana passada, quando a emissora dispensou Ana Paula Arósio da produção, uma trama de Gilberto Braga.
Elogiada pela atuação em Cama de Gato, novela das 6 em que interpretou a vilã Verônica, Paola embarca para Florianópolis nos próximos dias, segundo informou a assessoria de imprensa da Globo. A equipe grava na cidade desde o mês passado.
Com a escalação, Paola fica mais do que em evidência nos próximos tempos: ela está em As Cariocas, que estreia amanhã (terça), em Afinal, o que querem as mulheres?, no ar em novembro, e, agora, na novela, que substituirá Passione em janeiro.
Por Marcio Claesen*
Tendo em vista a significativa repercussão da reprise da novela Vale Tudo no Canal Viva em plena madrugada – 0h45 –, a paixão de parte do público pelas vilanias de Maria de Fátima e Odete Roitman contra as mocinhas Raquel Accioli e Solange Duprat parece não ter mudado tanto.
Por outro lado, ao comparar as atuais novelas da Rede Globo com esse sucesso dos anos 1980, não fica dúvida alguma de que os últimos 22 anos representaram grandes mudanças no jeito de fazer e exibir uma novela, e também na moda, nas gírias e no comportamento.
Os jovens de hoje, acostumados com os créditos subindo rapidamente após a última cena da novela, talvez não imaginem que, antes, as pessoas não desgrudavam da tevê enquanto não viam as famosas “cenas dos próximos capítulos”.
Vale Tudo foi uma das últimas tramas das oito a mostrar esse bloco final, que deixou de ser usado em 1990 durante a exibição de Rainha da Sucata. O mesmo aconteceu com o bloco inicial, que continha apenas a última cena do capítulo anterior e a abertura da novela e era separado da continuação da cena por comerciais. Atitude de quem, à época, não tinha problemas com a concorrência.
Não só a forma mudou, mas também o conteúdo. Mesmo que o aclamado padrão de qualidade da Globo já fosse nítido na década das calças bag, é gritante a diferença na comparação com novelas de hoje. São exemplos a iluminação muito menos elaborada, que deixava alguns atores quase no escuro, e a edição de imagem pouco ágil, que não via problemas em mostrar um diálogo no qual a câmera focava quem ouvia e não quem falava. A voz parecia vir do além.
Também não é possível deixar de notar as conversas cruzadas que embaralhavam os diálogos em cena, algo impossível de ser ver hoje a não ser se a intenção for de passar uma ideia de balbúrdia.
Nesses tempos, poros abertos e imperfeições da pele nos rostos dos atores ganhavam super closes sem constrangimento algum. O que também impressiona é que não havia tanta reclamação das estrelas a respeito desse fato, o contrário do que fazem prima donas temerárias do HD nos dias atuais.
Ah, os cabelos… Eles não são os mesmos. E as gírias também não. “Manja” aquela menina que “pintou” na festa e estava uma “uva”? Entendeu, “chérie”?
O verbo transar é um capítulo à parte. Na trama de Gilberto Braga, ele era usado em todas as acepções possíveis e imagináveis – muitas delas corroboradas pelos dicionários, mas estranhas aos nossos ouvidos de hoje. Causaria espanto alguém perguntar em 2010 algo como: “Vocês não iam transar mais uma pessoa para dividir o apartamento?” ou “pode transar de pagar o aluguel” ou ainda o insólito “é que eu transo fogão com carinho”.
O que “valia” nessa época? Personagens podiam fumar sem patrulhamento a qualquer hora do dia – inclusive pela manhã –, passar cheques sem restrições e cara feia dos comerciantes e curtir uma das últimas novidades tecnológicas: o videocassete. E nem venha com pensamentos recriminatórios. Ou vai dizer que você não conhece alguém com um blazer com ombreira no armário (isso se não for o seu!)?
*Marcio é editor-adjunto de Comunidade e Colaboração do Estadão.com e iniciou a carreira jornalística cobrindo TV para jornais do interior paulista. Cresceu com as vilanias de Odete Roitman e Laurinha Figueiroa, entre outras divas do mal criadas por Gilberto Braga, Silvio de Abreu e Aguinaldo Silva, de quem é fã.
O autor Manoel Carlos esteve ontem na Livraria da Travessa, em Ipanema, no Rio, para abraçar a atriz Julia Lemmertz no lançamento do livro Lilian Lemmertz, Sem Rede de Proteção.
Escrito pelo roteirista Cleodon Coelho, o livro refaz em texto e belas fotos a trajetória da mãe de Júlia, uma das atrizes mais reconhecidas de sua geração, nome frequente na TV, teatro e cinema. A presença de Maneco é pra lá de simbólica: Lilian foi a primeira das Helenas que costumam protagonizar suas novelas (no caso, a novela era Baila Comigo, de 1981).
Entre tantos amigos que estiveram na noite de autógrafos, Tony Ramos era um dos mais emocionados, lembrando o bom momento que teve ao lado de Lilian em Baila Comigo, quando interpretou os gêmeos João Victor e Quinzinho, filhos de Helena. Não houve quem não lamentasse a morte precoce da atriz, aos 48 anos, em 1986.

Ana Paula Arósio, no fim de setembro, em pré-estreia do filme A Suprema Felicidade, no Rio. O cabelo era a novidade para o papel na novela. Crédito: PAULO VITOR/AE
Em comunicado oficial enviado há pouco às redações, a Globo confirma que vai substituir Ana Paula Arósio, então protagonista de Insensato Coração, próxima novela das 9 da emissora, escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares.
Diz a nota: “No final de setembro, em Florianópolis, começaram as gravações da próxima novela das oito, escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares e com direção de núcleo de Dennis Carvalho. Ana Paula Arósio, a protagonista escalada para a trama, não compareceu às gravações e, por isso, a direção tomou a decisão de substituir a atriz. O trabalho da produção segue na capital catarinense, enquanto a emissora avalia quem irá assumir o papel de Marina.”
Na trama, Marina será uma designer talentosa que vai dividir a atenção – e os corações – dos irmãos/ protagonistas Pedro (Fábio Assunção) e Léo (Eriberto Leão).

Silvio de Abreu, Denise Saraceni e Werner Schünmann, em encontro com a imprensa. Crédito: AYRTON VIGNOLA/AE
Com a revelação de que Saulo (Werner Schünmann) era o alvo do assassino de Passione, na última segunda-feira, o thriller policial da Globo esquenta e dá margem ao “Quem matou?”, pergunta que é a marca do autor Silvio de Abreu. E foi justamente para falar dos rumos desse mistério que o autor, juntamente com a diretora Denise Saraceni, convidaram jornalistas para um encontro na manhã de hoje. No evento, em que Schünmanntambém também estava presente, Silvio de Abreu deu algumas dicas do futuro de sua trama.
Engana-se quem pensa que Schünmann vai tirar férias depois que seu personagem morreu na novela. O ator continua gravando cenas, já que Saulo aparecerá em flashbacks. “Calma! Ele não vai ser um fantasma. Isso não é (a novela) A Viagem“, brinca Abreu. E são nesses flashbacks que o público descobre que Saulo não pensava somente em tomar o poder na metalúrgica, mas tinha uma amante: Laura (Adriana Prado), a chefe da Diana (Carolina Dieckmann) na Assessoria de Imprensa da fábrica.
Outra morte também está nos planos de Abreu, fato que deve movimentar a novela daqui a três semanas. “Mas essa terceira morte, não tem a ver com os outros crimes. É mais ligada ao melodrama – e não é o Danilo (Cauã Reymond). Não vou matar outro drogado, como fiz em Torre de Babel”, diz o autor. “Em A Próxima Vítima, pensei em oito, nove mortes e, para Passione, pensei em apenas três. Mas se me der na telha, saio matando mais gente.”
Mais dois mistérios também já têm prazo para acabar. Daqui a três ou quatro saemanas, o público descobre quem é o pai de Fátima (Bianca Bin) e o tal segredo de Gerson (Marcello Antony). Sobre o segundo mistério, Saraceni e Abreu disseram que Marcelo Antony já sabe do que se trata há, pelo menos, dois anos. “Ele não é pedófilo”, ressalta Abreu. “E ele não pratica nenhum crime, apenas uma transgressão, uma tara”, complementa Saraceni.
E a Toscana do Projac, que andava ociosa desde que o todo o elenco se mudou para o Brasil na trama, voltará à ativa. Agnello (Daniel Oliveira) terá de voltar para o sítio na Itália, já que seua família recebe um seguro pelo incêncio que a casa sofreu. Agostina (Leandra Leal) e Berillo (Bruno Gagliasso) também voltam para a terra natal, seguidos por Jéssica (Gabriela Duarte). “Claro que a Jéssica não deixaria essa história barata, ela não é tonta”, diz o autor.
Já Clara (Mariana Ximenes) será obrigada a morar na casa de Totó (Tony Ramos). A situação um tanto constrangedora, já que Totó continua a namorar Felícia (Larissa Maciel), acontece quando o advogado aconselhar Clara a morar com o ex-marido para conseguir a guarda da irmã, Kelly (Carol Macedo).
Para evitar pirataria e não matar os fãs de suspense, o Canal Sony decidiu antecipar as estreias de algumas de suas séries e diminuir o intervalo entre a exibição das atrações nos Estados Unidos e no Brasil. Estratégia louvável, mas sujeita a falhas técnicas como a que ocorreu ontem, na exibição do capítulo que abriu a 7.ª temporada de Desperate Housewives. O episódio foi ao ar às 22 horas sem legendas. O erro só foi corrigido na reprise da série na madrugada. A Sony estreou o novo ano de Desperate apenas duas semanas após a exibição do capítulo nos EUA.
O canal, por meio de nota oficial que acaba de chegar à redação do Estado promete reexibir o episódio. Segue a nota, na íntegra, abaixo:
“O Sony Entertainment Television pede a todos os seus telespectadores as mais sinceras desculpas pelos problemas de legendagem apresentados ontem, quarta-feira, dia 6 de outubro, durante a exibição do episódio de estreia da nova temporada de Desperate Housewives. Sabemos da frustração que isto causa no público e, por esse motivo, o departamento de operações do canal está implementando ações imediatas para corrigir as falhas existentes e prevenir qualquer outro inconveniente futuro. Vamos realizar algumas mudanças na programação do próximo domingo, dia 10, para oferecer novos horários de retransmissão do primeiro episódio de Desperate Housewives: às 12h, às 17h e às 22h.
Queremos trazer a público que as falhas apresentadas em nossa programação obedecem à assimilação de um novo sistema de transferência de arquivos de programação, que assumimos temporariamente visando conversão de nosso sinal em qualidade de alta resolução. Além disso, no compromisso de oferecer aos telespectadores as melhores séries com apenas uma semana de diferença da estreia nos Estados Unidos, contamos com um período de conversão muito curto, o que implica assumir certos riscos operacionais. Providências serão tomadas e as falhas serão corrigidas.
Agradecemos sua compreensão e fidelidade, e convidamos a continuar desfrutando das melhores séries através do nosso sinal.”
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