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O selfie tem cura?

Tutty Vasques

terça-feira 19/08/14

reproduçãoFalta ainda, talvez, o flagrante do jogador que, já partindo para a bola, saca do calção o celular e – clic – faz uma selfie da própria cobrança de pênalti. Pode acontecer! Nenhuma maluquice que se imagine sobre a praga do autorretrato parecerá tão absurda quanto o advento da selfie de velório, ao lado do caixão ou da viúva, na despedida a Eduardo Campos em Recife.

Não é questão de falta de respeito: o narcisismo digital está virando caso de saúde pública. É uma compulsão, um vício como o cigarro que você puxa quando está sozinho, quando encontra alguém, quando se sente feliz ou muito triste, quando não tem nada pra fazer…

Já há quem defenda até a criminalização da selfie, mas talvez se a Globo aproveitasse os artistas do ‘Criança Esperança’ numa outra campanha sobre a cafonice do clic fora de hora, de repente as pessoas se tocam. Outra coisa que, cá pra nós, deveriam evitar é aquela foto tirada em parques durante um salto no ar – antes que a prática chegue aos velórios!