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Bon Jovi está voltando para São Paulo. A notícia foi anunciada na manhã desta quinta-feira no site oficial do grupo. A Because We Can Tour chega à capital paulista no dia 21 de setembro, no Estádio do Morumbi, com abertura do Nickelback. Um dia antes, eles se apresentam no Rock In Rio. Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 21, no site da LivePass. Será a quarta passagem da banda por aqui.

No universo Bon Jovi, porém, uma dúvida continua: Richie Sambora volta ou não para a turnê? A pergunta foi feita ao próprio Jon Bon Jovi por um apresentador da rádio Cool FM. E a resposta do vocalista foi lacônica: “É Richie quem tem que dar explicações”. Ele insistiu que o guitarrista está afastado da banda apenas por um “problema pessoal” e volta quando quiser.

Será?

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Bon Jovi é o mais novo nome confirmado para o próximo Rock In Rio. A banda – que participará pela 1ª vez de uma edição brasileira do evento – vai encerrar a noite de 20 de setembro com seu novo show. A apresentação será parte da turnê mundial Because We Can, que já roda a América do Norte.

De volta ao Rio, o festival começa em 13 de setembro e vai até o dia 21. Entre as atrações já confirmadas estão Beyoncé, Florence And The Machine, Bruce Springsteen, Metallica, Sepultura e Iron Maiden, entre outros. Mais nomes devem ser anunciados em breve.

E você, quem gostaria de ver no Rock In Rio?

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Ao que tudo indica, a moda do “ingresso popular” em tempos de crise está pegando. Depois dos Rolling Stones anunciarem um show com ingressos a R$ 40, chega a vez do Bon Jovi entrar na onda.

Segundo o jornal britânico The Mirror, as entradas mais baratas para o show do grupo no Reino Unido vão custar £12,50, o equivalente a R$ 40. “Estamos no meio de uma recessão, por isso a banda acredita que £12,50 é o ideal”, disse um integrante da produção dos roqueiros.

Os fãs brasileiros também podem comemorar: a banda já adiantou que a turnê Because We Can, que começa no primeiro trimestre do ano que vem, vai passar pelo Brasil. As apresentações serão para promover What About Now, novo disco que será lançado em 2013.

E a dúvida que fica: quanto custarão os ingressos por aqui? Alguém arrisca?

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Jon Bon Jovi faz hoje 50 anos e merece os nossos parabéns. Ame ou odeie os sucessos pegajosos do Bon Jovi, não dá para negar que Jon é um sobrevivente do rock. Enquanto seus colegas perderam a validade ainda nos anos 80 e hoje vivem de pequenos shows à base de coletâneas, o grupo de Nova Jersey – que tanto ecoou nas rádios brasileiras nos anos 90 – continua tomando os primeiros lugares das paradas mundiais a cada novo lançamento, embalados por megaturnês que, em números, só rivalizam com Rolling Stones e U2.

Estive perto de Jon três vezes. A primeira, na coletiva de imprensa que a banda concedeu na turnê The Circle, em outubro de 2010, em São Paulo. O que se percebe logo de cara é que ele é um profissional do showbusiness: sorri na hora certa, esquiva-se de questões que não está a fim de responder e sempre mantém aquele ar de “estou aqui, mas não muito”. Quando fiz uma longa pergunta sobre o set-list daquela noite, o vocalista se limitou a dizer: “Não tenho ideia do que vamos tocar hoje”. E devolveu: “Alguma ideia?”. Quando os jornalistas – incluindo este – começaram a sugerir canções em polvorosa, ele passou para a próxima pergunta. Sorrindo, é claro.

Depois, no show propriamente dito, o que se via no palco era quase outra pessoa. Como descrevi na reportagem que fiz para o Estadão na época, Jon é daqueles artistas que parecem sempre saber quando é a hora de dar o seu melhor (de preferência, quando há muitas câmeras por perto). Tocou por duas horas e meia e não deixou nada de fora – das baladas que foram temas de novelas às mais recentes, pedidas pelos novos fãs. Aquele ar blasé que o cantor passa longe dos holofotes fica no camarim. Ponto para ele.

A última vez que vi o Bon Jovi foi na terra deles, em Nova York, com um pocket show aberto para a TV. O que mais me impressionou foi vê-los fazendo passagem de som às 7h, em uma manhã de frio cortante que intimidava até a enorme multidão que se amontoava para assisti-los no meio da semana em Manhattan. Você não imagina Bono e Mick Jagger passando Beautiful Day ou Satisfaction para um showzinho gratuito, mas lá estava Jon Bon Jovi com óculos escuros e cara de sono, cantando You Give Love a Bad Name pela enésima vez com seus técnicos de som, a poucos metros dos fãs – que iam de adolescentes imberbes a senhoras de meia idade. Quando entrou no ar, esbanjava animação e acabou estendendo a apresentação para além do previsto.

Jon é um profissional que vale o show. Sempre asséptico e um tanto previsível para quem acompanha a carreira, mas que entrega o que se espera, sem atrasos ou deslizes. Se você tiver uma oportunidade de assistir a uma apresentação do Bon Jovi, não pense duas vezes: deixe o preconceito com o rock farofa e suas inúmeras baladas de lado e divirta-se. Como um cara que segue os scripts à risca, ele muito provavelmente não deve te decepcionar.

E se quiser uma música para dançar, sugiro esta aqui:

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    Gabriel Pinheiro

    Por Gabriel Pinheiro, um jornalista que adora Beatles, mas prefere os Rolling Stones. Movido a cultura pop e efervescências da música de ontem e hoje.

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