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Que tal uma estátua para Amy Winehouse? Segundo o pai da cantora, Mitch, a homenagem será inaugurada em Camden, bairro londrino onde ela morava, durante um show tributo em 14 de setembro do ano que vem. Diversos artistas devem se apresentar no dia em que a cantora faria aniversário.

“O apoio das estrelas tem sido incrível”, disse Mitch à BBC. “Queremos fazer um show como o Live Aid, com até seis horas. Obviamente isso envolve muitas pessoas”, acrescentou. A ideia é que vários músicos que tiveram uma relação próxima a Amy cantem duas ou três músicas.

E quem quiser mais um pouquinho da musa de Rehab pode tentar a sorte no leilão da casa em que ela viveu seus últimos anos. Após ser colocada à venda em maio e não ter conseguido nenhum comprador, a residência em Camden será leiloada pela bagatela inicial de US$ 2,8 milhões. Você compraria?

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Há um ano, um editor do Daily Mirror tuitava que Amy Winehouse estava morta. Li aquele tweet algumas vezes e decidi que não iria acreditar – afinal, quem estava dizendo era um tabloide sensacionalista que já havia matado a cantora outras vezes. E Amy já havia sobrevivido demais para morrer assim, do nada, sozinha em casa, como o jornalista dizia. Pois é, mas o Daily Mirror estava certo.

Muito já foi dito sobre o talento, os vícios e a falta de sorte dessa artista que, com apenas um par de álbuns irretocáveis, eternizou-se ao lado dos maiores nomes da música. Mas além do óbvio talento vocal, Amy merece ser lembrada pela forma com que transformava suas tragédias pessoais em hits. Sempre teremos boas vozes, mas faz falta uma compositora sem censura em dias do enfadonho politicamente correto.

Amy cantava sobre amores que não resistiam ao amanhecer, porres sem fim, drogas e mais drogas, desilusões deixadas por aí. Nos poupou do “desculpe, vou achar alguém como você, não me esqueça, por favor” que volta e meia domina as paradas, feito sob medida para conquistar da criança ao avô.

Sem medo de ser honesta, ela viu milhões cantando seus fracassos, suas derrotas, seus pequenos infernos. Às vezes era fotografada chorando, às vezes sorrindo. Não se mantinha no pedestal de popstar, queria mostrar que era gente como nós.

E assim Amy, chorava, bebia, ia até o fundo – e voltava. No fim, não voltou. E nós perdemos a cantora mais honesta de muitas gerações. Um brinde à ela hoje.

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“É a Amy. Pai, há vida após a morte”. Segundo Mitch Winehouse, esse seria o recado dado por sua filha através de um “grande médium” norte-americano. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, ele afirma que “algumas mensagens” são incríveis. Mitch reconhece que muitas pessoas não vão acreditar na história, mas garante: “Estive com espiritualistas e médiuns e eles me deram grandes provas de que Amy está lá.”

No “campo terrestre”, os fãs podem esperar por mais novidades de Amy em breve. De acordo com o pai da cantora, mais dois álbuns póstumos devem ser lançados, com sobras de  Lioness: Hidden Treasures (2011). Além de canções inéditas, alguns covers devem ser incluídos.

Na semana passada, Amy, My Daughter (Amy, minha filha, em inglês), uma biografia da cantora escrita por Mitch Winehouse, chegou às livrarias dos EUA e Reino Unido.

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    Gabriel Pinheiro

    Por Gabriel Pinheiro, um jornalista que adora Beatles, mas prefere os Rolling Stones. Movido a cultura pop e efervescências da música de ontem e hoje.

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