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Trending Pop

Um estudo curioso foi divulgado hoje pela SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos de São Paulo. A pesquisa faz um análise do público dos shows de Madonna na capital paulista. E as conclusões são:

- 60% é composto por pessoas com ensino superior completo (40,9%) e pós-graduados (19,4%).

- 31,5% têm renda média entre 5 e 10 salários mínimos.

- 59% são do sexo masculino.

- A idade média é de 30 anos.

Outros dados legais mostram que o gasto médio no show foi de R$ 167 – a conta inclui bebidas, alimentação e suvenires. O tempo de permanência média nas filas do Estádio do Morumbi foi de 4,9 dias. 53,8% dos presentes eram turistas, que ficaram em média 3,9 dias na cidade e gastaram R$ 1.134 no período. 19,5% disseram ter ido a festas dedicadas à Madonna, e gastaram em média R$ 231 nas baladas.

Para realizar o estudo, os pesquisadores fizeram 902 entrevistas no dia 4 de dezembro. E você, faz parte das estatísticas?

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E 2013 já promete ser mais um ano daqueles para shows e festivais. O Sónar anunciou nesta terça-feira que vai trazer Pet Shop Boys para sua segunda edição no Brasil, marcada para os dias 24 e 25 de maio no Pavilhão Anhembi, em São Paulo.

A organização também anunciou os nomes de Explosions In The Sky, Jamie Lidell, Matmos, Mau Mau, Paul Kalkbrenner, Renato Ratier, Taksi, The Roots e Theo Parrish. O line-up completo será divulgado no ano que vem, assim como os valores dos ingressos, à venda a partir de 20 de fevereiro.

Quem mais deve vir? Palpites?

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Se você pretende assistir às apresentações restantes de Madonna no Brasil para dançar e esquecer dos problemas, como pregava Holiday, cuidado: pode sair decepcionado. Aos 54 anos, a garota do Michigan ainda tem muito a dizer, e quer que você escute. Se na turnê anterior uma recém-divorciada cinquentona desfilava seus hits com pouca roupa, agora ela já começa matando seu amante no palco, (muito bem) vestida até o pescoço. “Vou direto para o inferno, e vou encontrar um monte de amigos lá”, brinca durante a performance de Gang Bang, a segunda do show.

Pós-divórcio, Madonna está mais introspectiva. No palco, parece querer exorcizar seus demônios. Logo no primeiro bloco, dispara: “Eu tentei ser uma boa garota, tentei ser sua mulher e me diminuí (…) Tentei ser tudo o que você espera de mim, e se falhei, estou pouco me f*”. Este é o tom da MDNA Tour, uma obra cênica, escura, que parece Tarantino e reforça sua autoafirmação.

Tecnicamente, Madonna continua imbatível: ela não se permite errar. Todo o cenário é projetado através de telões imensos, que se transformam conforme a música – ora assumem o formato de uma catedral gótica, ora dão espaço a cenários futurísticos. A banda, as backing vocals e os dançarinos estão acima de qualquer deslize. São tantos detalhes e acontecimentos no palco que fica difícil concentrar sua visão em apenas um ponto. Madonna é a engrenagem principal daquela monstruosa estrutura, mas sua MDNA Tour tem vida própria.

Para quem não é fã ou acompanha pouco a popstar, o show talvez pareça cansativo em alguns momentos. Não há Music, Into The Groove, Holiday e aquela leva de canções fáceis e deliciosas. Mesmo os hits receberam roupagens mais densas, como é o caso de Hung Up. E soam pior, apesar da louvável tentativa de reinvenção. Além disso, os paulistanos não ouviram Like a Virgin e Love Spent, cortadas do repertório, nem viram a tão falada tatuagem de “periguete” que a estrela mostrou no Rio.

Assim, mesmo com todo seu aparato monstruoso e futuros recordes imbatíveis, a MDNA Tour não é o melhor show de Madonna. Mas entrega o que promete: uma apresentação pop de primeiríssima linha, com aquela meia dúzia de hits unânimes que justifica outra dúzia de caprichos. E ela sabe o que seus súditos querem: o refrão de Like a Prayer, a penúltima, foi cantado em uníssono por 58 mil pessoas ontem, no Estádio do Morumbi, com um belíssimo coral no palco. Nesses momentos temos a certeza de que sim, Madonna ainda é a dona do jogo. E não tem por que parar.

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E Thriller chegou aos 30. Muito mais do que os números de vendas, dos recordes e dos prêmios, é preciso destacar a influência da obra-prima de Michael Jackson para a música. Ela é imensurável. Não dá para imaginar o pop como conhecemos hoje se aquele jovem prodígio não tivesse se juntado a Quincy Jones para escrever Billie Jean, Beat It, Wanna Be Startin’ Something – esta última, para mim, a produção mais brilhante de toda carreira do astro. Porque foi Thriller que inaugurou a era de videoclipes na TV. E foi com ele que a MTV de fato nasceu.

Antes de Thriller, a música negra norte-americana não ganhava as rádios mainstream, tinha espaço apenas em emissoras do gênero. Com o fenômeno Billie Jean, primeira canção do disco a estourar com força, esse separatismo caiu por terra: jovens brancos e negros, enfim, ouviam a mesma música, nas mesmas rádios.

Os 30 milhões de cópias vendidas só nos EUA não são, repito, o maior mérito do álbum. Mas dão ideia do tamanho do impacto da obra. E se é para falar em números, vá lá: a mágica se repetiu sete vezes. Das nove canções do álbum, apenas duas não chegaram aos primeiros lugares da Billboard – porque não foram lançadas. Nenhum outro artista conseguiu tanto com apenas um disco.

Por outro lado, se Thriller foi a consagração de Michael, também foi o início de seu declínio: ele nunca mais venderia tanto, nem emplacaria tantas canções no topo, nem ganharia tantos prêmios. Isso o incomodava: sua meta era vender 100 milhões de cópias com Bad (1988) e Dangerous (1991). Não chegou nem perto. O inferno pessoal do astro também começaria logo em seguida: o poder e prestígio alcançados com Thriller deram a ele carta branca para viver da forma que queria, sob a realidade que imaginasse. E então veio o isolamento em Neverland, as extravagâncias sem fim, a rixa com a imprensa. Nos anos a seguir, Michael viveria como um personagem de si mesmo.

Para a música, porém, Thriller deixou um legado mágico. Mais do que um disco, merece ser lembrado como um fenômeno cultural, ainda imbatível e atemporal.

(À época da morte de Michael, escrevi uma longa reportagem sobre a carreira do rei do pop. Se deu vontade ler mais, continue lendo aqui. Também selecionamos dez curiosidades sobre o álbum.)

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Sai will.i.am, entra um time de DJs brasileiros: a produção dos shows de Madonna no Brasil anunciou hoje que o ex-vocalista do Black Eyed Peas não vai mais abrir as apresentações da MDNA Tour aqui, por “conflitos de agenda”. Em seu lugar, Felguk e Gui Boratto vão se apresentar no Rio e em São Paulo, respectivamente. Em Porto Alegre, a abertura continua a cargo de Fabrício Peçanha.

E se você quer assistir aos shows e ainda não tem ingressos, aproveite: as entradas ficaram mais baratas. No Rio, por exemplo, no setor pista, onde os ingressos estavam entre R$ 180 a meia-entrada e R$ 360 a inteira, o valor baixou para R$ 100 (meia) e R$ 200 (inteira). Os mesmos preços valem para a apresentação extra em São Paulo, no dia 5.

Madonna chega nos próximos dias ao Brasil para quatro apresentações: dia 2 no Rio, dias 4 e 5 em São Paulo e dia 9 em Porto Alegre. Apesar dos ingressos salgados, a MDNA Tour continua arrastando multidões pelo mundo e deve se tornar uma das mais lucrativas da história da música.

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Que tal uma estátua para Amy Winehouse? Segundo o pai da cantora, Mitch, a homenagem será inaugurada em Camden, bairro londrino onde ela morava, durante um show tributo em 14 de setembro do ano que vem. Diversos artistas devem se apresentar no dia em que a cantora faria aniversário.

“O apoio das estrelas tem sido incrível”, disse Mitch à BBC. “Queremos fazer um show como o Live Aid, com até seis horas. Obviamente isso envolve muitas pessoas”, acrescentou. A ideia é que vários músicos que tiveram uma relação próxima a Amy cantem duas ou três músicas.

E quem quiser mais um pouquinho da musa de Rehab pode tentar a sorte no leilão da casa em que ela viveu seus últimos anos. Após ser colocada à venda em maio e não ter conseguido nenhum comprador, a residência em Camden será leiloada pela bagatela inicial de US$ 2,8 milhões. Você compraria?

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No fim, não foi um desastre: quando Lady Gaga subiu ao palco para sua primeira apresentação em São Paulo, 50 mil pessoas a aguardavam na plateia, segundo a organização. Não chegou a lotar o enorme do Estádio do Morumbi, que já abrigou shows para mais de 80 mil, mas não se pode dizer que atrair tanta gente com apenas 4 anos de estrada seja pouca coisa. Mérito de seu sucesso internacional e das várias promoções lançadas pela produtora brasileira para desovar os ingressos – bem salgados para alguém com só 4 anos de carreira. Ela agradeceu: “Sei que as entradas foram caras, mas farei a melhor noite possível. Alguém aqui vai trabalhar amanhã? Eu não dou a mínima. Vamos dançar a noite toda”. E entregou mesmo mais de 2h30 de show.

A performance de Lady Gaga é um caldeirão de influências, que vai da arte contemporânea às raízes da pop music. É toda teatral. No palco, é possível ver desde traços de Andy Warhol no cenário a Queen em alguns samples (na bela balada You & I). Nada ali é novo, mas a cantora soube reciclar, misturar e imprimir sua marca. Tradicional comoção gringa à parte, sua surpresa com o calor do público brasileiro parecia verdadeira. Ela cantou com vontade, dançou à beça e deixou meia dúzia de fãs adolescentes atônitos ao levá-los ao palco com sua mensagem de “seja diferente, seja você e acredite nos seus sonhos”. Ponto para ela.

São durante os momentos de excesso de teatralidade, porém, que o show se perde. Gaga parece querer passar muitas mensagens, mas ainda não tem lá muito a dizer. As performances mais elaboradas são as que menos empolgam: a apresentação começa em um clima medieval com Highway Unicorn (Road To Love) e emenda com Government Hooker, que tem direito até a uma simulação de sexo oral. Depois, mais alguns minutos com a cantora saindo de uma vagina para começar Born This Way, quando a máquina realmente engrena e o público se entrega. Passado o êxtase, Gaga declama um manifesto nos telões (em inglês) e lá se vão mais alguns minutos de discurso até começar outro bloco. E assim a apresentação vai se mesclando entre excelentes canções pop e alguns dedos de pretensão à toa.

Pelo menos aqui, estava claro que o público não lidava bem com aquilo. Nem compreendia. Seus fãs querem dançar e gritar refrões fáceis – coisa que Gaga entrega aos poucos. Se ela deixar de lado as comparações com outros bastiões do pop (não vamos citar Madonna), vai longe. Se investir nas músicas cada vez mais longas, nos clipes de 10 minutos e em turnês megalomaníacas, corre o risco de se perder no próprio hype e apagar (também não vamos falar em Michael Jackson).

Na saída do Morumbi, um casal comentava: “Quando ela não ficava de lenga-lenga, foi muito bom”. Impossível não concordar. Just Dance, seu primeiro single, vem com uma das performances menos elaboradas, mas que mais cativam apenas pela força da canção. O mesmo vale para o encerramento simples, eficiente e quase épico com Marry The Night. Gaga vale o show quando faz o que sabe: pop para dançar, com personalidade e pouco discurso. Que ela entenda o recado.

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Tem mais Rolling Stones novo na praça! Depois de Doom and Gloom, chegou a vez dos roqueiros liberarem One More Shot, a outra música inédita que fará parte de GRRR!, coletânea comemorativa dos 50 anos de estrada. Ouça aqui:

Gravada em Paris, a canção foi produzida por Don Was – parceiro da banda desde os tempos de Voodoo Lounge (1994) – e traz aqueles elementos clássicos: riffs rasgados de Keith e Ronnie, vocal meio debochado de Mick e bateria precisa de Charlie.

GRRR! chega às lojas na segunda-feira e já no próximo dia 25 o grupo se apresenta em Londres. Depois, passam por Nova York em dezembro e daí… Quem sabe teremos uma muito aguardada turnê mundial em 2013? Mick e companhia não negam a possibilidade.

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Lady Gaga chegará ao almejado posto de rainha do pop? A questão divide opiniões, mas parece que a cantora está interessada em uma outra monarquia: a britânica.

Segundo o tabloide Daily Star, ela quer dicas de Pippa Middleton, irmã de Kate, para viver “de acordo com o estilo da monarquia britânica”. Para isso, pediu para sua equipe comprar um exemplar de Celebrate, livro de Pippa em que ela ensina como organizar festas. “Gaga está obcecada pela família real, especialmente por Pipa”, afirmou uma fonte à publicação. “Ela adoraria ficar amiga dela”, acrescentou. Será que a amizade daria certo?

No Brasil. Em entrevista exibida ontem no Fantástico, Gaga disse esperar por uma grande receptividade dos fãs brasileiros. “A conexão que a gente cria vai ser especial. Espero que no fim do show eu tenha uma relação verdadeira com o Brasil”, afirmou a cantora, que desembarca aqui este mês para três apresentações: dia 9 no Rio, dia 11 em São Paulo e dia 13 em Porto Alegre.

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Ao que tudo indica, a moda do “ingresso popular” em tempos de crise está pegando. Depois dos Rolling Stones anunciarem um show com ingressos a R$ 40, chega a vez do Bon Jovi entrar na onda.

Segundo o jornal britânico The Mirror, as entradas mais baratas para o show do grupo no Reino Unido vão custar £12,50, o equivalente a R$ 40. “Estamos no meio de uma recessão, por isso a banda acredita que £12,50 é o ideal”, disse um integrante da produção dos roqueiros.

Os fãs brasileiros também podem comemorar: a banda já adiantou que a turnê Because We Can, que começa no primeiro trimestre do ano que vem, vai passar pelo Brasil. As apresentações serão para promover What About Now, novo disco que será lançado em 2013.

E a dúvida que fica: quanto custarão os ingressos por aqui? Alguém arrisca?

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  • Quem Faz

    Quem Faz

    Gabriel Pinheiro

    Um jornalista que adora os Beatles, mas prefere os Rolling Stones. Editor de Mídias Sociais do Estadão e movido a cultura pop

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