O que seria de Woody Allen em São Paulo?
- 15 de agosto de 2012|
- 20h10|
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O que aconteceria se Woody Allen viesse mesmo ao Brasil? Essa pergunta o colega Bennett já respondeu, imaginando-o encastelado no Copacabana Palace, perseguido pelo público e massacrado pelo sensacionalismo midiático. O amigo Marcelo Soares ainda alertou para o fato de que haveria um boom de batismos de crianças com o nome “Udiálem”.
Mas faço outro exercício aqui: e se Woody Allen aceitasse filmar em São Paulo, como sugeriu o candidato Gabriel Chalita? Meu primeiro conselho seria filmar usando colete à prova de balas. Não só por causa dos bandidos. A PM poderia confundir sua câmera com uma metralhadora e alegar que o cineasta “reagiu à prisão”.
Outra questão complexa seria o deslocamento. Se usassem o carro, o diretor e sua equipe seriam criticados por não repensarem novos conceitos de mobilidade urbana. Se usassem bicicletas, não poderiam carregar os equipamentos — e pior: poderiam ser atropelados. Transporte público? Meio difícil ficar esmagado na lata de sardinha, né? Já de moto é melhor nem falar. Já imaginou o Woody Allen abrindo corredores no meio dos carros com aquela buzininha chata? Nem pensar… Se bem que poderia render uma ótima comédia.
Pior ainda seria na hora das refeições. Mesmo sendo novaiorquinos — e portanto, acostumados a preços exorbitantes —, seria impossível alimentar toda a equipe com algum requinte. Esses restaurantes “chiques” de São Paulo abusam do bolso até do coxinha paulistano mais esbanjador. Portanto, só com alimentação, metade do orçamento do filme estaria comprometida. Isso sem falar da ameaça de sofrer um arrastão, o que obrigaria a produção a fazer seguro para tudo e contratar seguranças privados.
Enfim, começo a achar bem mais viável recebermos o Sylvester Stallone ou o Arnold Swarzenegger. Primeiro porque eles estariam mais bem armados e treinados para enfrentar isso aqui. E segundo porque seus filmes possuem um orçamento muito mais alto do que os do Woody Allen.
Alckmin cria rodízio para arrastões
- 23 de junho de 2012|
- 20h00|
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O governador Alckmin criou um novo protocolo de segurança no estado de São Paulo: a partir de agora, bandidos terão de se revezar nos assaltos e arrastões em bares e restaurantes. A medida visa distribuir melhor as ocorrências por regiões e prevê folga a todos os bandidos em datas comemorativas. “Os criminosos precisam valorizar mais o convívio familiar”, disse o governador.
Arrastão: num restaurante perto de você
- 12 de junho de 2012|
- 20h00|
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Atenção namorados, noivos e amantes: hoje é dia de arrastão. Você, que planeja celebrar o noivado com aquele anel de brilhantes, cuidado. Está na hora da “ceia” dos assaltantes.
Mas, para quem resolver se arriscar nessa aventura, há um serviço de utilidade pública disponível: tuiteiros solteiros, divorciados e viúvos estarão de plantão avisando sobre os estabelecimentos que estão sofrendo arrastões nessa noite tão amorosa e festiva.
O governador Geraldo Alckmin apoia a iniciativa: “queria parabenizar os tuiteiros paulistanos pelo trabalho, assim não precisarei aumentar o efetivo e nem os salários!”
Arrastões em São Paulo
- 22 de março de 2011|
- 19h35|
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A onda de arrastões a bares e restaurantes criou uma forma mais eficiente de arrecadação de impostos na cidade de São Paulo, conforme mostra esta reportagem especial da Piauí Herald. Faz total sentido. Se já tínhamos legalizado a corrupção e o roubo, precisávamos criar uma forma de tirar os bandidos da marginalidade. Funciona assim: além do comerciante pagar seu imposto direitinho, ele tem que reservar a grana do bandido e fornecer nota, para que este possa declarar o roubo em seu IR.
Pronto: é assim que funciona um estado eficiente. É a prefeitura e o governo do estado trabalhando em parceria, para que São Paulo continue avançando… Para o caos.
Cambistas e arrastões
- 5 de maio de 2010|
- 10h00|
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Uma vez, sobrou um ingresso a mais na minha mão para um show. Em vez de arcar com o prejú, a ganância falou mais alto e vendi para um cambista na porta, por um preço abaixo do que paguei. Resumo da ópera: o dinheiro era falso… E a lição foi aprendida da pior maneira. Nunca mais negociei com essa gente e mudei minha atitude: se o ingresso sobrar, ou alguém ganha de presente ou morre comigo — e se faltar ingresso, não vou ao show (ou jogo). Simples assim.
Só não consigo mesmo é disfarçar o sorriso quando fico sabendo que fizeram um arrastão num cambista…
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