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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Trágico e Cômico
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Contra o merchan oficial

Tá certo que é parte da nossa tradição e ninguém liga muito para isso, mas confesso que fico incomodado com tanta propaganda estatal em veículos de comunicação. Acho que nunca paramos para discutir isso a sério. Se pensarmos um pouco, não é estranho que os governos usem o meu, o seu, o nosso dinheiro para se auto-vangloriarem para nós mesmos na mídia? Tente imaginar o cara que está no corredor da morte do SUS vendo pela TV as “realizações” e “avanços” do governo na área da saúde… Pode acabar morrendo de desgosto.

Advogado não é doutor

Umas das coisas que mais me incomodam em advogados — e não incluo aqui os que defendem políticos (porque estes são tão bandidos quanto eles) — é essa coisa de exigir ser chamado de “doutor”. Não discuto o título de doutor. Pode-se conquistar o título, pode-se até comprar o título, mas para que todos o chamem assim espontaneamente (e fora do ambiente jurídico), é preciso merecê-lo. E, sejamos francos, advogado que “exige” ser tratado como doutor, além de não merecer o título, é aquele tipo de gente que adora dar uma carteirada e não vive sem a frase “você sabe com quem está falando?”.

Che e a eterna guerra fria

A polêmica em torno do Che Guevara nunca morre, mas me lembro como se fosse hoje da “comemoração” dos 40 anos da morte do homem em 2007, onde a turma da guerra fria saiu de suas gélidas tocas para mais uma batalha.

Mais irônico disso tudo é que aqueles que mais divulgam a “marca” Che Guevara não dão a mínima para essa guerra e acham que ele era um dos líderes da banda de hardcore La Revolución

Magro de ruim

Mil perdões pelos trocadilhos infames, mas a crítica gastronômica e a fome formam uma dicotomia indigesta. Conforme já confessei aqui, sou meio ogro nessa questão e fico sempre ao lado de famintos e gulosos. Apesar de tudo, familiares e amigos me definem como “magro de ruim”. Mas admiro quem faz da culinária uma arte sofisticada — ou, mais do que isso, uma profissão, com obesos salários. Para quem quer adicionar umas arrobas no contracheque, é de se pensar…

Parar de fumar, é só começar (e depois voltar)

Muita gente para de fumar. E param de muitas formas diferentes. Uns porque estão preocupados com a saúde, outros com o hálito e a higiene, outros com o bolso. E muita gente para de fumar porque tem sempre alguém enchendo o saco para parar.

Qualquer que seja o argumento que você use para pararem de fumar à sua volta, conheça bem a pessoa e escolha o argumento certo para persuadi-la. Mesmo que parem de fumar na segunda feira e voltem na terça, você ganha algumas horas respirando apenas o ar poluído da cidade…