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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Trágico e Cômico
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Paulistinha x Paulistão

Os mais novos podem não acreditar, mas já houve um tempo que o Campeonato Paulista já foi considerado grande. O título valia quase tanto quanto o Brasileirão. Os clubes do interior eram mais fortes e quem bobeava, ficava de fora da fase final. De tempos em tempos algum caipira aprontava alguma pra cima dos grandes. Aí veio a lei do passe, o marketing, o conceito do clube-empresa e o resultado era inevitável: o fortalecimento dos fortes e o enfraquecimento dos fracos.

Hoje o Paulista virou uma espécie de “torneio início”, uma pré-temporada. E o título é comemorado quase como deboche. “Ah, Paulistinha não vale nada”. Diante da situação, o que fazer? Aí é que está: não há o que fazer. O destino dos regionais é encolher cada vez mais. Por que não aceitar a realidade de que o Paulistinha já não tem mais fôlego? Por que não aceitar a ideia de que os grandes só devem entrar a partir da segunda fase, com 8 clubes, jogando turno e returno? Quem sabe daqui uns 20 ou 30 anos…

Santos 100 anos

Neste fim de semana serão comemorados os cem anos do Santos, uma das equipes mais tradicionais do futebol brasileiro. O clube teve seus anos de glória entre as décadas de 1950 e 70. Depois que Pelé parou de jogar, a fonte parece ter secado e o time passou todos os anos 80 e 90 em branco, com administrações desastrosas e times medíocres. A retomada veio só em 2002, com a geração de Diego e Robinho, que parece ter trazido de volta a graça de jogar bola ao clube. Tanto é verdade que nesses últimos dez anos o Santos esteve sempre disputando as primeiras colocações e os títulos. Por ter conquistado a sua terceira Libertadores, acho a geração atual melhor que a de 2002, mas isso é conversa de botequim.

Enfim, cada um tem a sua seleção preferida. Deixo aqui meus parabéns ao peixe.

Neymar acordou o congresso

Ontem o congresso despertou da hibernação. Mas não foi para votar projetos importantes para o Brasil (isso dá muito trabalho), e sim para celebrar o centenário do Santos. Sabe aquela velha história que diz que se o brasileiro se importasse com a política da mesma forma que se importa com futebol, esse país estaria bem melhor? Pois ninguém melhor do que os próprios políticos para fazerem valer essa tese. Se eles lutassem para defender suas posições políticas da mesma forma que lutaram para obter o autógrafo do Neymar, até poderíamos dizer que eles são mais do que meros comensais do poder. Como podem ver, não é o caso.

Queria ver se essa cerimônia fosse numa segunda ou sexta-feira…

Mano a mano com o bafômetro

Mais um pego na blitz no Rio! A bola da vez foi o técnico da seleção Mano Menezes. Ele pode até ter recusado o teste do bafômetro. O problema não era nem sua suposta embriaguez. Difícil mesmo foi explicar esse futebolzinho de quinta que a seleção anda jogando…

Barcos segurando o Timão

E neste domingo, no clássico do Corinthians contra o Palmeiras, só uma pergunta interessa: conseguirá Barcos segurar o Timão e manter o time verde na liderança? Especialistas apontam que o Verdão tem grandes chances de se aproveitar da maior fraqueza do rival: só pensar naquilo (na Libertadores, bem entendido). A ver…