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Sábado, 18 de Maio de 2013
Trágico e Cômico
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Palmeiras comemora os 10 anos do rebaixamento sendo rebaixado

O Palmeiras comemorou de forma bastante original os 10 anos de seu rebaixamento: com mais um rebaixamento. “Temos de valorizar as novas tradições do clube”, ressaltou o presidente Arnaldo Tirone. “Com Thiago Heleno, Patrick Vieira e Tiago Real, o time já está pronto e treinando para disputar a segundona”, declarou Gilson Kleina. Perguntado sobre novas contratações, o técnico foi enfático: “Não vejo necessidade. Temos o Obina, que é melhor que o Eto’o; e o Luan, que é melhor que o Messi.”

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Torcidas organizadas são agremiações fascistas

Quando se diz que, no Brasil, “futebol é religião”, tende-se a olhar o lado positivo, até poético, da questão. Segundo o dogma, a paixão do torcedor pelo seu clube tem de vir acima de tudo. Mas já tem algum tempo que vejo essa analogia futebol-religião pelo lado pejorativo. O que aconteceu no último domingo só confirma as minhas suspeitas. No Couto Pereira, uma adolescente torcedora do Coxa aprendeu na base da violência e da intimidação que ela não pode ser fã de qualquer outro jogador que não seja de seu time. No Pacaembu, um gringo veio aqui ver de perto a nossa paixão pelo futebol, mas só viu intolerância e quase apanhou sem nem saber o motivo.

O torcedor comum — aquele que gosta de futebol e quer ver o jogo — vai ter que continuar esperando a sua vez. Se, por exemplo, você estiver numa fila para comprar um ingresso muito concorrido (uma final, talvez), você vai ter de ceder seu lugar a toda a torcida organizada. Mas não porque eles chegaram antes de você na bilheteria, e sim porque eles têm “preferência”, por estarem sempre “onde o time estiver”. Eles só preferem não comentar o fato de que a maioria viaja para ver jogos financiada por conselheiros e até presidentes de clubes. Há casos até de jogadores que são extorquidos pelas torcidas, senão elas o perseguirão com vaias nos jogos (claro que o fato de jogar bem ou mal não faz a menor diferença).

Sejamos francos: torcidas organizadas se tornaram agremiações fascistas. Antigamente, até acredito que as organizadas surgiram a partir de amigos que se juntaram pra torcer junto. Hoje, a simples adesão a uma torcida organizada já nasce de um ideal fascistóide. Você pode até entrar para a torcida, mas não sem antes trair seus princípios e valores para adotar os da patota. E o mandamento número 1 dessa cartilha é o de que adversários devem ser vistos como inimigos a serem destruídos. Um exemplo recente desse pensamento de manada aconteceu num jogo da semifinal da Libertadores deste ano. Torcedores do Santos chegaram à estação de metrô, mas não tinham dinheiro para a condução. A solução foi rápida. Um pulou a catraca, todos pularam. O funcionário do metrô tentou contê-los. Um bateu no funcionário, todos bateram. Mesmo que o sujeito não tenha uma personalidade violenta, ele se torna uma pessoa violenta, porque a situação “o convida” a isso e o grupo sempre o acobertará. Some-se aí o despreparo da PM, e tem-se a receita da impunidade.

Você pode questionar que estou generalizando e que nem todos os “organizados” são assim. Podem até não ser, mas eles também são obrigados a seguir as ordens que vêm de cima — e elas sempre serão violentas. Aí você pode questionar que, mesmo que aconteça o ato violento, nem todos participam dele. Verdade, mas se os convidados não quiserem participar da festa, também não terão direito de questioná-la e estarão proibidos de cooperar com a identificação dos culpados.

Apesar de bem intencionada, a ideia de extinguir as organizadas juridicamente não resolve o problema. Tentaram extinguir a Mancha Verde, mas ela voltou como “Mancha Alviverde”. A ideia de fichar torcedores é boa, mas de difícil implementação, já que o poder público é lento e incompetente demais para identificar e punir os culpados.

Tudo joga contra o torcedor comum. Tudo. E ao ir a um estádio, antes de torcer para o seu time do coração, resta a ele torcer para que não seja a próxima vítima.

Ganso é o novo Pita do São Paulo?

Com a chegada de Ganso ao São Paulo, muita gente tentou compará-lo a outros camisas 10 que passaram pelo Tricolor. Os mais otimistas imaginaram um novo Raí, os da velha guarda querem um novo Pedro Rocha ou Gérson. Já os adversários sonham com um novo Ricardinho, para rachar o elenco e levar o time à ruína. Outros apenas torcem por atuações pífias que lembrem o chileno Sierra, ou o baladeiro Carlos Miguel e outros tantos meias que não deixaram saudades no Morumbi.

Mas quer saber? Nem Raí, nem Pedro Rocha, nem Ricardinho, nem Sierra. Que Ganso seja o novo Pita! Esse sim, um grande craque que comandou aquele time jovem do São Paulo de 1984 a 1988. Há muitas similaridades entre Ganso e Pita, não por terem saído do Santos rumo ao São Paulo, mas pelo estilo de jogo, do meia clássico, de toques refinados e visão de jogo. Por enquanto, essa contratação ainda divide opiniões, mas como disse o Antero Greco, que volte o velho Ganso. Se deixar as polêmicas e as contusões de lado e voltar à velha forma, pode ir até mais longe que o Pita…

Serra transfere sua rejeição ao Palmeiras

Numa última cartada eleitoral para tentar garantir sua passagem ao segundo turno, Serra fez um acordo com o Palmeiras, seu time do coração. E foi só ele transferir sua rejeição ao time que os efeitos já foram sentidos na órbita palestrina. Felipão foi o primeiro a acusar o golpe e se mandou. “Já aguentei desfalques, venda de jogador, contusões, até a turma do amendoim eu já aguentei, mas a rejeição do Serra eu não aguento”, disparou o agora ex-treinador alviverde.

Participe da campanha ‘Fica, Mano!’

Hoje é o dia de nossa independência. Momento de arroubos ufanistas, daqueles que amam o nosso país e devotam todo o seu amor à “pátria de chuteiras”. Portanto, é o momento ideal para lançar a campanha Fica, Mano!