Direitos humanos, volver!
- 1 de fevereiro de 2012|
- 9h00|
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Categoria: Currais Gringos, Politicalha

Em sua visita a Cuba, Dilma tinha muitos assuntos comerciais a tratar, mas, assim como aconteceu com Lula, teria de enfrentar a saia justa em relação aos direitos humanos na ilha. “Vamos falar de direitos humanos em todos os lugares”, disse ela. Ótimo, já faz tempo que estou esperando por isso. Quero ver Dilma cobrar de Obama o fechamento de Guantánamo com o mesmo rigor que quero vê-la cobrar dos irmãos Castro sobre as violações em Cuba. Dá pra incluir China, Irã, Israel, Coreia do Norte para engrossar o caldo dos direitos humanos…
Só faltou combinar com o chanceler Antonio Patriota, que disse que “a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial”. Chefes de estado sabem que direitos humanos não é uma via de uma só mão, mas jamais pegarão o retorno no final da estrada. É por isso que a proposta de tornar essa discussão um debate multilateral nunca dará certo, pois sempre tem países que os governantes vão preferir deixar para depois.
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Assim que D. Dilma pisar em solo brasileiro , ela começa a meter o pau na política
de Cuba , da ditadura dos irmãos Castro . É de se admirar que uma ex-torturada
nada fale a respeito . Esses milhões de investimentos em Cuba deveriam ser aplicados
aqui mesmo e não lá , essa estória de usar o dinheiro dos brasileiros , para fazer
” caridade ” com o bolso alheio é abominável !! Com que tipo de negócio irão pagar
os investimentos , será que na hora do pagamento não vamos levar o calote ? Não
é dessa maneira que se acaba com ditadura .
Não existe investimento do país. Existe sim o financiamento de uma obra no exterior, para ser possível uma nossa empreiteira obter a obra. Assim fazem todos os países. Se por acaso a Odebrecht não obtivesse o financiamento, não teria a obra e quem anda “papando” todas é a China, que não tem preconceitos tolos. Negócio é negócio. E a Presidente, aonde ela for, tem que, obrigatoriamente, tratar de negócios, ou seja, dos NOSSOS interesses. Se não, vai querer tirar o lugar do Jimmy Carter e candidatar-se ao Nobel da Paz, coisas para qual, não foi eleita.
Carlito, vc escreveu que se trata de um investimento? É isso mesmo?
Emprestar dinheiro a juros subsidiados para um país quebrado, sem reservas internacionais e sem qualquer estrutura para produzir riqueza pq não possui capacidade produtiva em razão de uma economia destroçada por um sistema capitalista de Estado é investimento?
O nome disso é, no mínimo, filantropia. O que estamos fazendo é garantir sobrevida ao sistema genocida e falido onde direitos humanos são piada.
O Brasil não ganha nada com isso, nada! A única que lucra é a Odebrecht que receberá dinheiro do BNDES (afinal de contas ela tem que receber de algum lugar o dinheiro por construir o estádio do Corinthians!) para dar emprego à cubanos e um pouco de oxigênio ao Fidel. Isso é dinheiro a fundo perdido. Investimento seria o BNDES emprestar dinheiro a juros subsidiados à obras de infra estrutura no Brasil que empregam mão de obra brasileira que sustentariam o desenvolvimento futuro do Brasil.
Já esperava que a presidente desse uma “lulada” nesta questão, mas quando aconteceu o fato confesso que fiquei envergonhado. Dilma é uma ilha cercada de comunistas ou ladrões por todos os lados, não há como fazer o governo andar por conta dos ladrões do apoio e não dá para ter uma política externa corajosa em relação aos direitos humanos em países comunistas com seus vermelhinhos falando em suas orelhas que a ditadura militar do Brasil era má e a ditadura de Cuba é boa.
Meu prezado Xará: Quando você convida alguém para vir a tua casa, você aproveita para espinafrar o convidado? Imagine só na diplomacia, então? Que me lembre, o único, foi o De Gaulle, quando visitava o Canadá e reclamou da presença inglesa. Fez isto por ser ele De Gaulle, mas com o avião o aguardando com os motores acessos. Existem normas e protocolos diplomáticos, senão, vira uma zona.
De fato, as relações diplomáticas têm seus protocolos. Mas os estadistas aparecem em situações assim e vou lembrá-lo de um fato: “Brasil, Ditadura Militar, 29 de março de 1978, o então presidente norte-americano, Jimmy Carter, desembarcava no Brasil. Respondendo ao discurso frio de recepção do presidente Ernesto Geisel, foi direto: “Hoje estamos todos nos unindo num esforço global em prol da causa da liberdade humana e do Estado de Direito. Esta é uma luta que só será vitoriosa quando estivermos dispostos a reconhecer as nossas próprias limitações e a falarmos uns com os outros com franqueza e compreensão”. Encontrou-se com líderes da oposição e críticos do regime, como dom Paulo Evaristo Arns e Raymundo Faoro, presidente da OAB. Recebeu um dossiê com nomes de pessoas mortas, torturadas e exiladas.” Enfim, quem nasceu pra ser presidenta e governanta vai ser só pusilânime em situações assim.
A Dilma tá certa! Vocês acham que vale a pena para o Brasil perder um parceiro comercial de peso como este? Pra quem o Brasil exportaría açucar de cana e de quem o Brasil compraria açucar de cana? Estadista tem que pensar duas vezes antes de falar.