Entrevista: Joe Satriani
- 8 de outubro de 2011|
- 0h05|
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Categoria: Entrevista, Música
Nascido em Nova Iorque em 1956, Joe Satriani é de uma geração de virtuoses do rock que fez fama nos anos 1980. Mas, ao contrário de seus colegas do gênero, não desfrutou de sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Trabalhou duro para encontrar seu espaço. Antes disso, ainda nos anos 70, foi professor de guitarra de Steve Vai e Kirk Hammet (Metallica), mas suas tentativas de formar uma banda nunca davam certo. O destino parecia empurrá-lo para a carreira solo. Em 1987, com o lançamento do multiplatinado Surfing With the Alien, Satriani encontrou seu público e descobriu um nicho até então inexplorado: o do rock instrumental. Beatificado no círculo dos guitar heroes, sempre figurou entre os melhores, desde então. Em 1996, criou o projeto G3, onde excursionava anualmente com outros dois guitarristas e promovia jam sessions no palco. Pelo G3, passaram nomes como Steve Vai (um habitué), Eric Johnson, Yngwie Malmsteen, John Petrucci, Kenny Wayne Shepherd e Robert Fripp, entre outros.
Até que, em 2009, quando parecia já não haver mais nada para criar, Satriani se reinventou mais uma vez. Chamado para integrar a superbanda Chickenfoot, realizou aquele sonho que havia sido deixado para trás. No Chickenfoot, Satriani não só ajudou a remodelar o conceito das “all star bands”, mas também assumiu um posto chave dentro da banda. Além de ser o motor criativo, com seus riffs e solos, ele também é a personalidade mais centrada, que ajuda a controlar os ânimos em uma banda onde impera o caos. E acredite: esse contraponto é crucial num ambiente onde se convive com as bebedeiras de Sammy Hagar e Michael Anthony e com as insanidades de Chad Smith.
Continue lendo a entrevista com Joe Satriani, concedida ao Caderno 2. Aqui ele fala da produção do novo álbum Chickenfoot III, do webcast para divulgá-lo e sobre o futuro de sua carreira solo.
No dia do lançamento de Chickenfoot III, vocês fizeram uma premiere ao vivo, tocando as novas músicas num webcast transmitido para o mundo todo. Como foi a recepção dos fãs e como essas novas maneiras de divulgação os coloca em contato com eles?
Esse webcast foi emocionante de fazer. Não me lembro de ter feito parte de algo com tanta qualidade de som, com captação de vídeo full HD. As instalações eram excelentes e nos sentimos muito confortáveis para tocar. Foi como convidar os fãs para o nosso ensaio, pois estávamos num círculo, um de frente para o outro num estúdio escuro e cheio de câmeras…
Foi bastante intimista.
Sim, e honestamente, devo dizer que nunca tínhamos tocado essas músicas para o público antes. Foi ótimo convidar os fãs e dividir com eles nossos primeiros passos nesse aprendizado, já que ainda estamos nos ajustando ao novo repertório. Pois é assim que funciona. Quando você começa os ensaios para a turnê, você ainda está aprendendo como tocá-las. Veja-nos daqui a seis meses, estaremos muito mais maduros e melhores ao tocá-las.
Por que resolveram trocar o produtor (Andy Johns para Mike Fraser)?
Bom, eu tenho uma longa história com Mike Fraser, desde 1996. Fizemos uma variedade de projetos ao vivo e em estúdio, tanto como produtor quanto como engenheiro de som. Foi ele quem mixou o primeiro disco do Chickenfoot e o DVD ao vivo Get Your Buzz On Live. Além de conhecermos bem seu trabalho, tínhamos em mente o que queríamos. Apenas precisávamos de alguém que nos mostrasse o caminho. Não queríamos um diretor, por assim dizer, mas um parceiro no qual pudéssemos confiar. E sempre adoramos o som que ele produziu com bandas como AC/DC, Metallica, Aerosmith e tantos outros.
No palco você parece sempre circunspecto e concentrado no seu som. Como está se adaptando ao “circo do rock”?
(risos) É ótimo! Eu gosto do caos à minha volta. Você sabe, Sammy e Mike entornando litros de tequila e indo à loucura… É muito divertido, pois esse não é o meu estilo. É como ir à festa mais concorrida que você puder imaginar.
Com o Chickenfoot indo tão bem, como fica a carreira solo? Há planos para um novo disco quando o Chickenfoot estiver de férias?
Sim, em janeiro desse ano terminei uma turnê com o Black Swans and Wormhole Wizards. Filmamos em 3D o concerto de Montreal em dezembro passado e o CD e o DVD devem sair em janeiro ou fevereiro de 2012. Há um mês, nós abrimos um show para o Sammy Hagar num show no norte da Califórnia, então, de uma certa forma, a carreira solo nunca parou. Ainda vou tentar encaixar uma turnê na Ásia e na Austrália antes da turnê do Chickenfoot — e depois dela, devo começar a compor um novo disco solo.
Para ir além
Entrevista com Joe Satriani no Caderno 2
Chickenfoot: o passado e o futuro do rock
Podcast Joe Satriani
Podcast Chickenfoot
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