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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Trágico e Cômico
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Entrevista: Di Vasca

Categoria: Arte-Ilustração-HQ, Entrevista, Tragi-crônica

Na tragi-crônica da semana passada, você ficou conhecendo o Luis Di Vasca, que se tornou o herói libertador de toda uma classe artística que está de saco cheio de receber ofertas de trabalho em troca de divulgação. Não surpreende que ele tenha conquistado tanta popularidade em tão pouco tempo de vida no blog e no Twitter, a ponto de se tornar uma autoridade no assunto. Com suas respostas cortantes e seu peculiar sarcasmo, ele nos mostrou que é possível um mundo onde o artista é levado a sério e respeitado como profissional. E isso tem um preço bem barato (na verdade o custo é zero): basta recusar qualquer oferta para trabalhar de graça. Além de trazer um importante alerta para artistas em início de carreira, Di Vasca parece ter se tornado um novo balizador para a classe artística, que finalmente despertou para o fato, após um longo inverno. Seus posts são verdadeiros balaços na testa de clientes espertalhões e os obrigam a enxergar dois tristes fatos: 1) sim, você está explorando um artista morto de fome e 2) sim, você está extorquindo dele a única coisa que ele tem para vender.

Agora chegou o momento de conhecer um pouco mais de perto a faceta do homem. Em entrevista reveladora, Di Vasca aborda a repercussão de seu blog, fala da miséria atual do mercado de freelas, da falta de união da classe artística e deixa sua mensagem a arteiros e vagabundos de plantão…

1) Di Vasca, não é segredo que você troca os nomes dos e-mails em seus posts (para evitar dores de cabeça), mas muitas pessoas têm questionado a veracidade do conteúdo do blog, tamanho o surrealismo de seus posts. Para esclarecer: todos aqueles e-mails são reais, inventados ou são como filmes baseados em fatos verídicos?
É como sempre digo: nunca duvide do surrealismo que a realidade pode nos proporcionar. Sim, sempre tomo cuidado para colocar pseudônimos nas “vítimas”. Quanto aos desenhos, se a pessoa pagou pelo trabalho e realmente usou o desenho em questão, eu tomo o cuidado de fazer um novo ou então pegar outro qualquer nos meus arquivos (caso do post sobre caricaturas de casamento), caso contrário uso o mesmo desenho que enviei para a pessoa (que foi o caso do bicho-papão). Mesmo assim, algumas vítimas já tentaram me dar dor de cabeça com o argumento que estou “expondo-as ao ridículo”, que “vai procurar a justiça”, etc. Minha resposta é simples: “Se quer procurar a justiça, então eu posto seu nome real e não um pseudônimo, assim terá mais chances de ganhar, o que acha?”. Infelizmente, nenhuma concordou até agora.

2) No antológico post do gatinho, você refez a arte e entregou à cliente diversas vezes. No final, você acabou trabalhando mais do que se tivesse levado a cliente a sério. O que o motiva a perseguir os idiotas tão incansavelmente?
Existe essa ideia de que o artista somente o é por ser vagabundo ou preguiçoso. Quando percebo que alguém não está respeitando o meu trabalho, não tenho problema em trabalhar mais que o dobro do que eu trabalharia, somente pra deixar claro o meu ponto.

3) Depois de ter recebido tantas ofertas de trabalho em troca de divulgação, qual é a avaliação que você faz após de ter sido tão divulgado? Alguém importante chegou até você em consequência dessa massiva divulgação?
Caro Diogo, você sabe que qualquer pessoa que se aproxima de um ilustrador será alguém importante com uma possibilidade inacreditável de projetar seu nome às alturas (talvez além da via láctea). Porém, digo que, após o blog, tenho recebido pelo menos 98% menos pérolas, e os contatos de freelas sérios e realmente praticáveis aumentou bastante. Mas não, nunca existirá essa importante entidade que projetará seu nome. Isso é uma grande mentira que as pessoas ainda acreditam.

4) Você tem recebido muitos elogios pela coragem com que enfrenta a obtusidade da clientela em geral. Apesar de tudo, muitos artistas soltam aquele sorriso amarelo e continuam trabalhando de graça (ou por alguns trocados). Você acha que falta colhão para a classe artística de um modo geral?
Não incentivo pessoas a fazer o que eu faço, pois cada um tem sua forma de lidar com a parte boa e ruim do trabalho. A iniciativa do blog foi de alguma forma agregar profissionais da Arte em geral, e mostrar para eles minhas experiências, deixando claro que isso é uma constante e que este cenário somente mudará se nós mesmos começarmos a respeitar o nosso trabalho. E espero que as pessoas talentosas nunca mais caiam nas mãos de picaretas que prometem holofotes com suas obras espalhadas pelos pontos turísticos do planeta, e uma multidão de fãs enfurecidas e descontroladas disputando aos arranhões um pequeno pedacinho de sua atenção. Não acho que falta colhão, diria que falta união, para que este tipo de situação não mais se repita.

5) Uma outra vertente, muito parecida, é a dos “artistas déiz real”, que inflacionaram o mercado e se tornou um jabá que dificulta a vida de milhões de “artistas-divulgação” pelo Brasil. Do jeito que a coisa está caminhando, pode chegar o dia em que a divulgação custe dinheiro?
Já tenho uma pérola assim nos meus arquivos — e não é recente hein!, ela data de 2006. O rapaz entrou em contato comigo dizendo que tinha uma empresa que faria divulgação massiva do meu trabalho em troca de uma “simbólica contribuição”. Somente não postei no blog porque não houve uma sequência na conversa a ponto de ficar engraçado. Essa situação é tão preocupante quanto seria esperançoso o resultado de uma união dos profissionais da área. Se ninguém que seja realmente talentoso aceitar mais se submeter aos “fabricantes instantâneos de nome” ou no engraçadinho disposto a investir “déiz real”, a classe inteira se valoriza e todos ganhariam muito mais. E que fique claro ao mercado que, salvo por alguns motivos de inexperiência, quem cobra “déiz real” não é talentoso e nem profissional.

6) Quando um cliente que tem uma vaga consciência de que um trabalho deve ser pago lhe pergunta “o que dá pra fazer com cem reais?”, qual é a sua reação? Digamos que o trabalho é uma caricatura. Você acha que desenhar só a orelha é uma boa saída? Qual é de fato o magnetismo desses “cem reais” na cabeça de um cliente atormentado?
Pois é, meu caro Diogo. Como é impressionante a quantidade de gente que julga os cinquenta ou cem reais um valor justo e muito bem pago para um “desenhinho”. Algumas pessoas me perguntam sobre o valor justo, eu respondo que existe uma tabela, mas como qualquer negociação, cada um está livre pra praticar o seu preço. Eu unicamente chamo atenção ao fato de que estamos tratando de um processo artístico e criativo aqui, e que não podemos nos desvalorizar a esse ponto. Digo que dá pra fazer muita coisa com 100 reais, inclusive nesse post que você citou eu indiquei um festival de sushi sensacional. Teve uma outra vez que indiquei até uma trepanação.

7) Para encerrar, o que você tem a dizer aos infelizes que ainda querem pagar trabalho com divulgação? E o que você tem a dizer aos que de fato trabalham em troca de divulgação? E aos proto-artistas de “déiz real”?
Aos infelizes eu tenho a dizer que não percam tempo comigo e que usem todo esse poder de divulgação para encontrar pessoas desaparecidas. Aos artistas, se forem realmente talentosos e dedicados, digo que nunca mais se submetam a isso. E se for só um espertinho que acha que trabalhar com arte é fácil, que aprendeu Photoshop ou Illustrator em tutoriais da internet e que vende suas horríveis garatujas em troca de 10 reais, eu digo pra fazer uma cirurgia cerebral comigo. Aprendi a fazer essa cirurgia em tutoriais da internet e comprei as serras e os bisturis em um mercado de pulgas. Só vou cobrar 10 reais também.

* nota tragicômica: em troca dessa maravilhosa entrevista, prometi pagar ao Di Vasca com a enorme divulgação que esse blog lhe traria, mas ele não aceitou. Aí paguei déiz real e ficou tudo certo…

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34 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Tcha-Tcho

    Rolou um ‘linkbuilding’ aqui hein! Parabéns aos dois! Ótima entrevista!

  2. Enviado por: Otávio

    Devia ter perguntado do Missing Missy, mesmo que para esclarecer que ele desconhecia ou que sim, se inspirou já que não o fez profissionalmente! (sem explicar parece um plágio bobo e que se finge que não ocorreu!)

  3. Enviado por: Diogo Salles

    Tcha-Tcho, era o minimo que eu poderia fazer, não? Obrigado pela leitura.

    Otavio, sua acusação de plágio me parece um tanto forçada. Muita gente usa sua própria caixa de entrada como fonte de inspiração e o Di Vasca fez esse uso de uma forma bastante pessoal.

    abraços
    Diogo

  4. Enviado por: Alex M

    “Descobri” o blog do DiVasca umas três semana atrás. Foi pro meu reader na hora. É genial.

    Não me importo sobre a veracidade da história do gato, importa é que ri de chorar. Aliás, perto do Arthur a Missing Missy não tem a menor graça.

    A coisa mais inacreditável em todo o blog é a burrice de alguns clientes.

    Grande abraço pro DiVasca. Todo o apoio para a sua guerra.

  5. Enviado por: Bartira

    Cara, eu conheco o missing missy, sou velha conhecida das histórias do David Thorne e não deixei de rir da história do gato arthur por causa disso(que alias, ficou BEM melhor que o missing missy). Cada vez que eu lembro da imagem do gato e do desentupidor eu rio (e olha que eu tenho CINCO gatos e milito na proteção animal)

    O que me importa se é verdade ou não? A gente não pode só rir do que o cara escreve e deixar ele passar a mensagem em, sem cagaçao de regra? Teem que ficar estragando a piada?

    • Enviado por: Pedro

      Realmente o blog do DiVasca é bem engraçado, especialmente a série “Atrasado”. Mas que ele obviamente se inspirou no David Thorne, é bem fácil perceber. Não que precise ser original pra ser engraçado, mas costuma ser de boa educação citar as fontes inspiradoras do trabalho, quando ele não é original. É meio que uma regra de ouro da internet, necessária para não cair na categoria dos “kibelocos” da vida virtual…

  6. Enviado por: Marques

    Di Vasca é gênio.

    Tenho talento para ilustração e sempre gostei de desenhar, mas faltou coragem para entrar nesse mercado. Se os preços daquela tabela fossem seguidos sem problemas e se fôssemos respeitados eu largaria meu curso de Direito agora e voltaria para minhas aquarelas.

    Quem sabe um dia…

    • Enviado por: Kokokil

      Te ofereço déiz real por ilustração e muita divulgação.
      Topas?

  7. Enviado por: Otávio

    Não acusei de plágio, meu amigo! Desculpa se pareceu! Por isso mesmo acho que é uma pergunta que devia ser feita: para vermos a resposta e tal e acabarmos com isso.

    A falha foi do entrevistador, que não pensou em esclarecer esse ponto (tipo levantar a bola pro entrevistado cortar com uma resposta que põe fim ao assunto!)

    fui mais claro agora?

    Entenda por favor como critica construtiva, pq de resto a entrevista foi show, Diogo!

    • Enviado por: Diogo Salles

      Otavio, não fiz essa pergunta porque não vi plágio algum e de todas as pessoas que comentam sobre o Di Vasca (no trabalho, no Twitter…) nenhuma mencionou esse assunto. De qualquer forma, não acho que caiba a mim fazer esse julgamento. Não vejo sentido em acabar uma questão que, para mim — e para a grande maioria —, nunca começou.

      As questões que considerei mais relevantes foram colocadas. E a maior delas é sobre artistas “vendendo” seus trabalhos a “déiz real” ou em troca de “divulgação”. Esse é o foco central da questão. Sempre foi.

      Obrigado pela leitura
      Abraços
      Diogo

  8. Enviado por: Otávio

    Ok, valeu pela resposta.

    Concordo, o principal a entrevista abordou. Foi uma excelente entrevista sobre algo muito maior do que o ponto que levantei. O “queria ter pensado nisso antes” que meio mundo sentiu ao ver o blog do Di Vasca é a prova da genialidade dele…

    E, claro: relendo aqui, do jeito que ficou, a falta de contexto e de tom de voz fez meu primeiro comentário soar muito rispido…

    Peço novas desculpas.

    A intenção era que a parte elogiosa ficasse clara e que no entanto faltou a cereja no bolo. Vacilei feio.

    Abraço!

    Ps – Só para não parecer que estou trollando, me baseei no fato de que isso foi falado no post sim, e até bastante:
    http://divasca.blogspot.com/2011/06/um-mega-favor-fofis.html#comments

    Mas isso é secundário. Não vou render mais. MUITO obrigado por ter respondido mesmo eu tendo parecido um troll de marca maior no meu comentario.

    • Enviado por: Diogo Salles

      Otavio, agora você tocou no ponto nevrálgico da questão: todos nós, artistas, gostaríamos de ter tido essa ideia. Se não tivemos, temos de parabenizar o Di Vasca, por tê-la explorado com tanta habilidade. Acho que nós, artistas em geral, tendemos muito à compulsão pelo reconhecimento, mas acho que nós só evoluímos quando deixamos o ego de lado e seguimos trabalhando.

      Essa união, que o Di Vasca diz que tanto nos falta, é um pouco disso também. Então, por que não dar o crédito e reconhecimento a quem realmente merece, não é mesmo?

      Sobre o post que você destacou, sim, pode ter alguma similaridade (como sugeriu o Pedro), mas repare que ficou restrita apenas àquele post em em questão. O mau humor e o sarcasmo são uma constante na blogosfera e todo mundo tem suas referências e fontes de inspiração. Eu me inspiro muito no Millôr, mas nem me passa pela cabeça copiá-lo. Se o Di Vasca se inspirou no Thorne, eu não sei, o que sei é que não se trata de um caso de plágio.

      PS – você não é troll por uma razão muito simples: você pediu desculpas e reconheceu um erro – coisa que um troll jamais faria.

      Forte abraço
      Diogo

      • Enviado por: gustavo

        mas vc checou se ele existe mesmo? viu o cara pessoalmente?

  9. Enviado por: Bruno Calixto

    Muito boa entrevista.
    Parabéns Diogo e Di Vasca!!

  10. Enviado por: Ygor

    O melhor blog (DiVasca) dos últimos tempos. Sou músico e, acredite, passo pelas mesmas coisas.

    • Enviado por: ricardo feldens

      desenvolvimento de “pagininha na web bem simplezinha” também é assim. Começa com uma “pagininha bem simples, e depois o cara quer que tenha um sistema de gerenciamento automático, mil coisas, e tudo pela “divulgação”

  11. Enviado por: yasmin

    Diogo, caro, é bom ver o intento de instaurar reflexões e causar mudanças comportamentais coletivas. Você faz isso com muita leveza! Os leitores aqui têm a dimensão em série do comportamento individualista. Pensando nesse nicho, nesse gênero de arte, e retomando o comentário anterior, concordo com necessário uso de padronizações, pois se trata de uma arte customizada em que o resultado mescla tanto do artista quanto do contratante.
    DIVASCA, seus posts sardônicos são irresistíveis, tomaram já muito do tempo que me falta!
    Parabenizo ambos!

  12. Enviado por: Vitor Rubio

    Eu conheci o blog do Di Vasca recentemente, e já virou um dos meus favoritos. Li todos os posts no mesmo dia, e chorei de rir nos posts do gato, do bicho- papão e da saga do atraso.
    Parabéns Diogo pela matéria, e parabéns Di Vasca pela “divulgação”.

  13. Enviado por: Patel

    Além de ser uma cópia do David Thorne ainda por cima é fake. Não sei se todas as histórias são, mas há algumas que tenho certeza que foram forjadas por esse Di Vasc.

    • Enviado por: Carol

      Quem liga se as histórias dele são fake? Eu lavo a alma lendo o blog e rio horrores das histórias!

  14. Enviado por: Tcha-Tcho

    Alguns ávidos por esclarecer a maioria com suas opiniões pessoais (cujo nosso interesse é nulo), deixam claro que não são da área e não sabem o quão recorrente esses problemas são. Sei que o Ego e a frustração pessoal tomam conta do teclado em alguns momentos, mas pesso que considerem a possibilidade de que podem estar errados em acusar de forma gratuíta. Afinal que mal faz o colega para caber tamanho ódio e despeito? Se informem

  15. Enviado por: Luiz Antonio

    Muito engraçado, quem não acredita nessas histórias é porque “felizmente” não viveu isso, o trabalho “grátis” é tão comum que as vezes parece ser praxe de mercado, parece que todos que vendem “serviço” vivem de vento pois não precisam de dinheiro. Outro muito comum é o ad-exito, o sujeito lhe contrata e fica pedindo mudanças eternamente até você irritar-se e desistir, ai ele já separou o que precisa e não paga. Vejo isso toda semana desde 1992.

    • Enviado por: Marla

      Meu marido é programador e no começo eu não entendia o porquê dele colocar preços tão altos em alguns serviços que pediam com a clara intenção de que não aceitassem o orçamento e procurassem outro profissional. Mas não demorou muito pra perceber que realmente não tem dinheiro que pague a chateação de ficar dando suporte ad infinitum.. É como se o programa fosse um filho que nunca completa 18 anos! (ou 36, sei lá…)

  16. Enviado por: Roberta

    Conheci o blog do DiVasca há poucas semanas e sempre me divirto com as histórias realmente surreais postadas por ele.

    Adorei a entrevista, somente discordo da última resposta que ele deu:

    “E se for só um espertinho que acha que trabalhar com arte é fácil, que aprendeu Photoshop ou Illustrator em tutoriais da internet e que vende suas horríveis garatujas em troca de 10 reais, eu digo pra fazer uma cirurgia cerebral comigo. Aprendi a fazer essa cirurgia em tutoriais da internet e comprei as serras e os bisturis em um mercado de pulgas. Só vou cobrar 10 reais também.”

    Creio que ele generalizou um pouco quando afirmou que aprender em tutorial pela internet é algo negativo.

    Creio que quem lida com arte, seja dentro ou fora do computador tem um dom… dom este que não se aprende com nenhuma faculdade ou até mesmo tutoriais. O fato é que para cada área é preciso procurar se aperfeiçoar e hoje em dia a internet é uma ótima ferramenta para isso.

    Eu desde a infância tive o dom para o desenho e anos mais tarde apliquei esse meu conhecimento nativo na área de design para a web. Sou autodidata e costumo aprender tudo “fuçando”, mas obviamente tive uma boa ajuda de tutoriais que encontrei buscando pela internet. Fiz um bom curso na área, porém, afirmo que as melhores coisas que aprendi encontrei na internet e não pagando um curso.

    Vejo que muitas pessoas que fazem faculdade na área de design/criação se acham superiores àqueles que são autodidatas… mas a realidade não é bem assim. Conheço vários designers que fizeram faculdade e não sabem um terço do que sei. Isso varia de pessoa para pessoa, depende do dom e da paixão que ela tem em fazer determinado trabalho. Obviamente existem muitos curiosos que “se acham” designers porque aprenderam algo na internet… mas isso não vale para todos.

    Bom, de qualquer maneira o trabalho do DiVasca é ótimo e vou continuar acompanhando suas sagas com seus clientes.

    []‘s

  17. Enviado por: Renan Souza de Freitas

    QUE ISSO! gente, eu li agora o missing missy, depois de ter lido o posto do Di Vasca, e conclui que é plagio sim! obvio né! afinal de contas, TODO MUNDO SABE, que o plágio em um blog é caracterizado pelo fato de haver APENAS um ponto em comum com outro blog, no caso, um GATO! OBVIO NÉ por isso acho que deviamos criticar outros autores de blogs como esses aqui oh:

    http://blogdogatocampinas.blogspot.com/
    http://www.ibahia.com/a/blogs/cinema/2011/03/11/lista-top-10-gatos-felinos/
    http://www.oversodoinverso.com/porque-toda-mulher-solteira-tem-gato/

    TODOS são plagio do Thorne. OBVIO.

    • Enviado por: Camila

      Isso por que só existe um artista e uma pessoa pedindo um desenho de gato no mundo. O resto das pessoas pedindo esse tipo de desenho estão plagiando a pessoa original.
      E também, gostaria de ressaltar que todos os comentários acusando o “plágio do Missing Missy”, estão plagiando o comentário original. Que também foi bem melhor do que os que vieram a seguir.

  18. Enviado por: Maxwell

    Otima entrevista!!! acompanho o blog apenas algumas semanas , mas já me divertir bastante. Trabalho na area de programação, que por sinal já recebi tambem algumas propostas em troca de divulgação rsrsrs.
    Até hoje me pergunto o que aconteceu com o Paulo José kkkkkk

  19. Enviado por: Daniel Neves

    Primeira vez no blog e pretendo acompanha-lo.

    Muito boa a entrevista, assim como os 10 mandamentos, abre os olhos de quem quer trabalhar com arte.

    Dei uma olhada na tabela e acho justo pagar R$ 600 – R$ 1000 por um “desenhinho”, mas “artitas” de 10 reais deviam ser chamar rabisqueiros.

  20. Enviado por: Thamires Castro

    acho incrivel que a duvida seja sobre a veradacidade das respostas, mas não das perguntas
    afinal, o mais absurdo não é achar essa desvalorização normal?

  21. Enviado por: Chim

    Cresce na diferença:

    Se você puder pagar um curso ou não, o fato de aprender na internet é banal considerando que estamos tratando de talento. Ou seja, o simples uso de uma ferramenta não dá a condição a um indivíduo comum se tonar artista neste sentido.
    É um pressuposto que um ilustrador se utilize de algum recurso, por isso, não cabe discutir a questão!

    Técnica de lado, quero deixar uma observação: a luta é necessária, mas, há de vivermos o nosso tempo das “coisas” (a realidade hoje)! Se você escolheu isso, isso exige exatamente aquilo. Alguém lhe disse que seria diferente? Nossa área é e vai ser por muito tempo e clientes assim. Até terminarmos o serviço sujo.
    A ideia da observação é, devemos tentar passar essa etapa repetitiva de pseudo-discussão e ir direto ao assunto: como mudar? Assim, evitaria tanto post desnecessário. Poxa, o cara teve então a mesma coragem do suposto plageado! No fim, é isso que estamos admirando no DiVasca. Eu o admiro e apóio por não ter a mesma coragem.
    Para vocês entenderem, críticos apodeutas, procurem quem inventou a vela é sugira que processe Thomas Edison por plágio! Se não entendem a diferença, espero que não gostem de surfar, pois terão receio em usar parafina ou, desistam de enxer o saco do DiVasca.

    Ainda que certo, ficou abaixo do mais importante, do que relmente nos motivou. Fala sério!

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