Desmascarando os ecléticos musicais
- 19 de junho de 2011|
- 6h00|
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Categoria: Música, Tragi-crônica

“Sou eclético”. Essa é uma resposta bastante comum quando perguntamos aos outros sobre preferências musicais. Num tempo em que somos obrigados a gostar “de tudo um pouco”, em iguais proporções, esse discurso soa muito bonito. Dá uma ideia de que a pessoa é tolerante, que não tem “preconceito” contra nenhum gênero, de que está aberta a coisas novas. Na cenografia idílica desse mundo perfeito, todos os artistas — sejam eles bons ou ruins —, devem ocupar os mesmos espaços na mídia, devem tocar no rádio o mesmo número de vezes e devem dispor do mesmo número de giga-bytes em nossos iPods. Quando uma pessoa se define “eclética”, automaticamente se exime de emitir qualquer opinião. É a maneira mais fácil, rápida e confortável de buscar aceitação nas mais variadas rodas. Não que seja errado ou proibido evitar opiniões fortes. Muitas vezes as pessoas realmente não têm uma opinião formada, porque lhes faltam bases para isso. Às vezes, a desculpa do ecletismo até cai bem, para evitar mágoas. Mas na grande maioria dos casos, esse suposto “senso comum” não faz nenhum sentido.
Quando o ecletismo vira uma ideologia e não nos é permitido manifestar preferências ou tecer críticas, temos um problema sério. Se apoiar nessa muleta é um claro sinal de preguiça — e quem realmente acredita em seu próprio ecletismo e o usa como ideologia está sendo pusilânime. A pretensa ausência de preconceito é usada apenas como forma de maquiar a falta de conceito. É característica natural do ser humano buscar sons que lhe agradam, portanto é perfeitamente aceitável que cada um estabeleça suas preferências. Se um cara gostar de rock, talvez ele goste de blues, possivelmente um indie ou punk, quem sabe um reggae ou até mesmo, vá lá, uma MPB. Agora, quando o sujeito diz que voa do death metal ao axé sem qualquer turbulência, está apenas sendo hipócrita e mentindo deslavadamente — assim como é igualmente hipócrita se dizer torcedor fanático do Corinthians e do Palmeiras ao mesmo tempo. É óbvio que ele vai gostar mais de um e descartar o outro. Ou talvez até odiar os dois, mas gostar de ambos com a mesma intensidade é absolutamente inconciliável. Claro que tem gente que gosta das coisas mais contraditórias, mas a pessoa jamais vai defendê-las com a mesma fé. O que existe são formas diferentes de manifestar essas preferências: umas mais fanáticas, outras mais ponderadas. Todas são válidas.
Sou fã de rock e de várias de suas derivações, mas isso não implica num adesismo imediato. Faço críticas e também autocríticas quando julgo necessário. Adoro blues, fusion e jazz, gosto de trilhas sonoras de filmes, mas aprecio outros gêneros, como R&B e soul. Gosto de algumas coisas da Motown, mas não sou fã. Alguns gêneros eu aprecio com mais moderação, como reggae, eletrônico e DUB. Outros eu respeito, mas não gosto, como MPB e bossa nova. Outros eu tolero, no limite, como o indie e o pop. Mas alguns gêneros soam como um insulto aos meus tímpanos, como emo, pagode, axé, sertanejo e qualquer um desses hits popularescos. E não só porque é brega, não (Whitesnake é brega, mas á bão, sô!). É porque é ruim mesmo. Desgraçadamente ruim. Gosto muito de viola caipira, e respeito o sertanejo da velha guarda, mas esse sertanejo-pop romântico é uma porcaria pasteurizada e desprezível. E digo isso sem preconceito algum. Preconceito existe quando a pessoa julga sem conhecer — e esse sertanejo de auditório eu conheço muito bem, porque está por toda a parte. Uma vez manifestei essa opinião no jornal e recebi uma resposta indignada do Zezé Di Camargo. A discussão foi interessante, mas poderia ter sido muito mais se ele não tivesse usado a velha desculpa do preconceito contra sertanejos em sua resposta. Claro que a turma do ecletismo veio a reboque para defendê-lo, usando um vasto repertório de clichês. E não impressiona que uma discussão que se propunha musical tenha repercutido (contra e a favor) dessa forma na blogosfera. Quatro anos depois desse “incidente”, ainda não ocorre a esse pessoal que tem muita gente que simplesmente não gosta de música sertaneja.
Não estou sugerindo que roqueiros e pagodeiros quebrem seus instrumentos na cabeça uns dos outros. Só estou dizendo que temos de preservar o direito a livre opinião. Paulo Francis, por exemplo, classificou fãs de rock como “animais invertebrados” (me divirto com essa frase, apesar de me considerar um animal vertebrado). Quando se impõe o ecletismo aos outros e se usa o preconceito como argumento, invalida-se o debate. Aceitar críticas (mesmo as mais severas) é absolutamente necessário. Sem o contraditório, não se avança, não se esgotam todas as possibilidades, não se buscam novas fórmulas… caímos num vazio reflexivo e mental. Se os artistas vivem repetindo o mantra “bem ou mal, falem de mim”, por que não se aproveitam dele como estratégia? Claro que é muito mais confortável se isolar numa bolha, filtrar críticas e só aceitar glórias a adulações. A maioria dos artistas (especialmente os brasileiros) ainda precisa aprender a não se levar tão a sério. Precisa dar a cara a tapa, precisa aprender a encarar uma crítica não como ofensa pessoal, mas como uma oportunidade para discutir sua obra. Só assim ele descerá de seu pedestal para encarar o mundo real. Essa é a parte mais difícil para os artistas que se julgam “gênios” — mas, infelizmente, não vejo um horizonte possível aí. Pelo menos por enquanto…
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Diogo, geralmente eu concordo com tuas análises, mas dessa vez preciso fazer um contraponto.
Acho que o ecletismo não se define pela proporcionalidade exata que a atenção entre gêneros musicais diferentes demanda.
Quando você diz que é fã de rock e, ao mesmo tempo, gosta muito de viola caipira, o ecletismo já está ali, independente do quanto você goste de cada gênero.
Música é um estado de espírito. Não considero demérito nenhum ser eclética, e você que me conhece sabe que o meu ecletismo nunca implicou em hipocrisia ou preguiça de defender minhas escolhas!
Beijos,
Patty
(fã de Van Halen, Pink e Sandy e Júnior, entre muitos outros…)
=)
Patty, sua análise é corretíssima, mas note que a minha crítica não é direcionada ao fato de ser ou não eclético, mas sim aos que usam o ecletismo para apontar o dedo na cara dos outros, impondo uma suposta falta de preconceito.
E, como eu disse, mesmo eu gostando de rock e viola caipira, não gosto das duas coisas com a mesma intensidade. De viola caipira eu sou mais um admirador, mas não me considero um grande fã.
Ou no seu caso: duvido que você goste de Sandy e Junior com a mesma vontade e entusiasmo que você gosta de Van Halen… Ainda bem, né?
beijos
Diogo
Ainda acho que os que apontam dedos na cara não são os ecléticos, mas sim os fãs xiitas (sobre os quais você também já discorreu por aqui).
E sim, no meu ranking de preferências o Van Halen está várias posições à frente da ex-dupla da Dona Devassa. =)
Já viu alguém gostar de ser rotulado ‘pagodeiro’ ou coisa que o valha? O sujeito pode até gostar de ir no pagode e na festa sertaneja de toda semana, mas pagodeiro e quetais sempre são utilizados de maneira pejorativa. E o cara que vai no pagode VAI na festa sertaneja e no show da banda brega, no forró… não há identificação com nenhum tipo de som.
Sempre digo que esse tipo de som (que ultimamente tem levado o nome de qualquercoisauniversitário) é feito pra quem NÃO gosta de música. É fundo de festa/churrasco. Mas como rotular o consumidor desse tipo de não-música? Eclético (mesmo que empobreça o vocábulo) é o que mais se aproxima sem ser pejorativo.
Noah, você traz uma visão interessante.
Eclético pode mesmo ser um eufemismo para definir os fãs de não-música, como você define.
Ou, como eu definiria, para aqueles que consomem música como papel higiênico.
abraços
Diogo
Aos execráveis emo, pagode, axé e sertanejo eu ainda acrescentaria o rap.
Concordo com quase tudo que foi escrito. Amo o rock e adoro o blues; gosto um pouco do reggae, um pouqinho de pop, e uma ou outra coisa de jazz, mpb e bossa nova; além de trilhas de filme. Antigamente, eu era intolerante ao extremo e simplesmente odiava pagode, breganejo, axe e outras porcarias. Hoje, até tolero; mas, por pura necessidade de convivência social.
Realmente, não dá para servir a dois senhores; marás um e odiarás outro!
Dizer que é eclético é não querer dizer nada! Enfie um eclético num antro onde toque bolero mexicano e música das
Chiquitas pra ver quanto tempo seu fluente gosto musical aguenta.
Ecléticos são pessoas que não querem dizer do que realmente gostam. Ou não param pra pensar ou querem dar uma de liberais,
inovadores e não assumem um lado naquilo que gostam ou defendem. Vão do nada a lugar nenhum e a sensação de se tentar ser
um eclético é como comer pão de sal puro: sem gosto de nada.
Sem mais.
Por isso q pra essa pergunta eu respondo: – Gosto de musica boa.
Preconceito alias virou o contra argumento pra tudo. Admitir q nao gosta de algo hj em dia é ser preconceituoso! Ridiculo! Porcaria é porcaria aqui ou na Siberia. O sertanejo vem se vendendo ao longo desses anos e o seu Zeze é prova viva disso. Por mim certos generos musicais poderiam ficar isolados na sua regiao de origem e proibidos de vazar. Graças a deus q como virus ultra perigosos são tão letais q duram pouco e se auto destroem. Eu estagnei, parei no tempo por nao ver mais nada q preste nas novidades…
Concordo plenamente com voce. Muitas vezes fui xingado por dizer que odeio funk, axé, sertanejo e pagodinho. Precisamos parar um pouco com esse negócio do politicamente correto. Quando não gosto. não gosto e tá acabado.
Esse negócio de dizer que tolera por convivencia pacífica é pura covardia.
Para mim, estes estilos poderiam ir todos para o inferno. Se é que o inferno vai aceitá-los.
Li os dois textos, do Diogo e do Zezé Di Camargo (nos links) e achei interessante o debate… O mais curioso, é que de fato eu me considero uma pessoa eclética, apezar de, primordialmente, ser um sertanejo raiz ou ‘caipira puro’… resumindo, sou muito fã das músicas de raiz – me arrisco a dizer que sou meio suspeito, afinal, meu irmão é músico profissional, especificamente violeiro – Dentre as minhas preferências, cito, Renato Teixeira, Almir Sater, Pena Branca e Xavantinho, Rolando Boldrin, Pereira da Viola, Mazinho Quevedo, Paulo Freire, Tião Carreiro, Tião Careriro e Pardinho, dentre outros (e não em ordem de preferência, mas sim na que me veio à mente). Mas, me considero eclético, pois gosto (e muito) de outras coisas também, das quais posso citar, por exemplo o bom e velho Rock, com The Doors, Led Zepelin, Dire Straits, Beatles, Roling Stones, Deep Purple e tantas outra músicas que, honestamente, não saberia dizer de quem são. Mas ainda não pára por aí, pois gosto das músicas do Michael Jackson (desde os jackson 5 até a carreira solo), gosto ainda dos Mutantes, Secos e Molhados, Ney Matogrosso, Cássia Eler… enfim, deixa eu parar por aqui para não ficar muito extenso… Mas acho que deu para ter uma mostra de uma variedade de estilos que eu gosto bastante (dos quais, tenho CDs no carro ou arquivos no mp3).
O que mais me intrigou de tudo isso, foi a ‘aposta’ do Zezé de que ninguém na redação conheceria alguma música dessa dupla (Pena Branca e Xavantinho)… Honestamente fiquei desapontado… se dissesse que ninguém tem um CD, vá lá, mas ninguém conhece? Até acredito que ele possa ter acertado, afinal, não conheço ninguém da redação, mas eu não me arriscaria a afirmar algo assim. Há algum tempo, eu até poderia me arriscar, mas, por todos os lugares que trabalhei, existiam vários fãs desses caras (de raiz). Curiosamente, um dos meus colegas de trabalho recebera o apelido (jocoso) de Cuitelinho… e digo jocoso, pois o mesmo ganhou-o de tanto que gostava dessa música… até começou a estudar violão, pois quando a turma saía, ninguém (que tocava) aguentava mais tocar música – era coisa de 5, 6x por noitada…
De qualquer forma, por incrível que pareça, existe mercado para esse tipo de música. E digo isso, afinal, pois meu irmão atua nessa área. Alguém poderia dizer, ah, mas você é caipira mesmo, mora no interior de São Paulo, o que não deixaria de ser verdade, mas também conheço vários Paulistanos xiitas (daqueles que sempre defendem a nossa maravilhosa e caótica capital com argumentos do gênero: “… mas em são paulo, se eu quizer comer bacalhoada, numa segunda-feira, às 3h00 da madrugada, eu consigo”) que gostam bastante dessas músicas (boa parte da turma do cuitelinho), sem falar na Universidade livre de música (que tem um curso de viola caipira) e na orquestra paulistana de viola.
Enfim, me arriscaria a dizer ao nosso digníssimo cantor e compositor Zezé que perdesse esse preconceito de que só existe mercado para os ‘sertanejos romanticos’ e de que a música de raiz não tenha mercado – é claro, não vou nem discutir se existe alguém de raiz vendendo 25 milhões de cópias, pois provavelmente não tenha mesmo, mas não afirme com tanta segurança que ninguém sabe citar uma só música de Pena Branca e Xavantinho – vai que de repente alguém chuta alguma música do Milton Nascimento e Chico Buarque e acaba acertando. Se alguém me dizer que nunca ouviu O Rio de Piracicaba, eu também não sei se acredito…
O grande problema em relação ao eclético é imaginar que SER ECLETICO significa gostar de tudo….. e na verdade não existem esses significados…
A pessoa eclética gosta de coisas diferentes e que não apresentam necessariamente relação entre si. (gostar de mpb e musica eletronica).
Quando a Noah diz que eclético é eufemismo para quem gosta de não-música fica marcado que existem pessoas que conhecem o ecletismo com o belo chavão:
- Quem gosta de Tudo!
É estupido achar que exista pessoa no mundo que goste de tudo. E é mais estupido ainda comparar pessoas que nao absorvem musicas superficiais (axé, pagode, lady gaga é tudo não-informativo… tudo sem sentido) com os pobres coitados dos ecléticos como eu que gostam das primeiras pianolas do Maneirismo ao mesmo tempo que aprecio um set-list do Megadeth.
O mais importante de tudo é perceber que o ecletismo é uma pilula anti-monotonia e que ele é um conceito de vida que só se valida quando a pessoa tem profundos conhecimentos sobre as diferentes doutrinas que ela engloba em sua vida. (resposta ao Gregos com o comentario de que eclético não sabe dar opinião).
Ser ecletico é fazer um apanhado geral das ciencias e absorver o que você acha ser importante para você. É ter opinião sim e aliás, os VERDADEIROS ecléticos são pessoas com opiniões afinadíssimas e únicas porque nao seguem um conceito já difundido no mundo. É criar sua própria filosofia de vida, ter seus preceitos e saber se expressar. Ta na hora do povo parar com essa ideia enfadonha de que o idiota, o de pessimo gosto, o vazio é coisa de eclético e da vontade mesmo é de dar um soco na cara dos “sem personalidade” que ficam usando o termo pra continuar por cima do muro!
Correção:
É estupido achar que exista pessoa no mundo que goste de tudo. E é mais estupido ainda comparar pessoas que absorvem SIM!!! musicas superficiais (axé, pagode, lady gaga é tudo não-informativo… tudo sem sentido) com os pobres coitados dos ecléticos como eu que gostam das primeiras pianolas do Maneirismo ao mesmo tempo que aprecio um set-list do Megadeth.
Varanellas, realmente o convívio social é uma necessidade, mas tem gente que perde a noção, né? Qual é o equilíbrio de uma pessoa que coloca axé no último volume do carro e abre o porta-malas para que o mundo compartilhe aquilo?
Morruga, como eu disse, a viola caipira e o sertanejo orgânico, autêntico, eu respeito. Agora esse sertanejo pop romântico é lixo, simplesmente.
É aí que entra a questão levantada pelo Rapha. Quando perguntam uma opinião sobre tal gênero, a pessoa foge da questão se dizendo eclético. Concordo que o termo foi distorcido. O que deveria ser uma virtude, acaba se tornando uma muleta para gente sem opinião que quer mostrar correção política – coisa que, pelo que vi, o Gustavo e o Nilton não fazem.
[]s
Diogo
Ah sim, somente um “PS”, de fato o ‘sertanejo pop romantico’ (carinhosamente chamado de sertanojo) é uma porcaria e eu também só ouço a contra gosto (por exemplo quando os ‘sem noção’ abrem o porta-malas do carro e tudo mais…
o comentário foi mais para criticar a postura de que “não existe mercado” para música caipira de raiz.
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Tenho em um HD separado 10.345 músicas indo do tango até as cordas de uma balalaica, do gospel aos tambores indianos, anos 20 até as mais atuais não preciso dizer que incluo todos os subgêneros acima descritos, todas ouvidas e muito bem apreciadas, claro, concordo que tenha muito lixo espalhado no mundo da sonoridade musical, existem conceitos e gostos, cada um tem o seu direito de escolha.
Deixo claro, tudo o que foi postado acima de mim tem certos fundamentos.
Cada um sente o som ou a mensagem de uma determinada música na condição de seu estado de espírito.
Como disse Luigi Almeida em um trecho de seu blog:
“A música faz parte de nós e, enquanto houver seres humanos no planeta, a música estará presente, seja em tambores, seja em cavaquinhos ou guitarras”.
Você se fechar para novos estilos em torno de um rótulo só demonstra que você não tem personalidade própria e tem medo da opinião dos outros.
Isso demonstra que você tem medo de viver sua vida.
Música é sempre música.
“Abra seus ouvidos e sua mente e descobrirá um mundo musical totalmente novo, além do seu mundinho fechado”..
Eu por conta aditivo, a música expande uma visão de nossos sentimentos mais profundos, a arte da música está em tudo e em todos, sem isso veríamos a vida em preto e branco.
Então amigo se não existisse estes variados estilos, nos quais vem desde os primórdios das cavernas não existiria esta sua matéria, um tanto quanto ‘’particular’’ na forma de expressar seus conceitos relação ao SER ECLÉTICO.
E apreciar as músicas em sua totalidade é um dom não uma qualidade.
Eu me considero um Ser eclético no âmbito da musica.
Todo mundo que fala que ecletico estuta somente musica comercial, de 3 minutos que fala de amor ou cotidiano…
Tds os ecléticos de verdade que conheço apreciam o sentimento trazido pela musica, e eles não se dizem ecletoticos, eles numeram artistas, pq assim como eles amam, eles odeiam!
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Nossa eu super descordo. Sou compositora e minhas influencias variam muito, talvez por isso quem ouve meu som sempre lembra de algo mas nem sabe dizer o que. A musica é puro sentimento, algumas pessoas se identificam com a letra outras com o instrumental, é assim com meu namorado que é músico, ele é amante de rock e reggae tipo the who, sistem of a down, Chuck Berry, e varios classicos do reggae roots das antigas que eu nem sei o nome, ja eu nao suporto quando ele bota reggae, a nao ser que seja uma musica bem batida o bob marley ou um natiruts tipo beija flor que trouxe meu amor, eu curto de tudo um pouco, mas o que me toca eh a letra, principalmente quando eh romantica, vou do rap, hip-hop, pop, indie, rock pesado mas sem gritaria, pq gosto de entender a letra, e curto muito musica classica pra dormir ou pra meditar, ler enfim… ele tb gosta de uns sertanejos, ja eu curto alguns pagodes, eu reconheco que tem musicas que sao bem mais complexas musicalmente falando e outras que tem um arranjo facil. eh logico que o artista precisa de conhecimento do instrumento por exemplo e de muito talento para criar algo complexo como queen, que eh genial e eu adoro, as mudancas de ritmo, uma puxada pro classico…enfim O que eu acho eh que musica eh um estado de espirito mesmo, as vezes vc ouve uma musica que foge totalmente do seu estilo e ate gosta mas critica, pois o artista eh musicalmente pobre. Eu descordo, acho que algumas pessoas tem sentimento e semsibilidade para cantar e fazer um arranjo facil, mas dizer o que semtem, quando a musica eh poesia, e outros gostam de viajar em suas guitarras, pianos, e sei la…sao muito talentosos, mas isso nao desmerece nem um nem outro, muito menos quem admira de tudo um pouco. Agora que existe lixo sim, tb nao quero dizer que tem muito lixo atualmente na industria fonografica.
desculpem me os erros de port, eh culpa da minha dislexia! rsrs