O maior problema de São Paulo: os paulistanos
- 15 de maio de 2011|
- 6h00|
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Categoria: Tragi-crônica
Hora de falar um pouco de nosso nobre curral. São Paulo, a cidade da pujança econômica, o coração financeiro do país, que carrega o PIB nacional nas costas e mais todos esses clichês estúpidos… Direto ao ponto: não somos a solução para o Brasil. Ao contrário, somos parte do problema — a começar pela mentalidade. Se o câncer do Brasil é o “jeitinho brasileiro”, é claro que o maior problema de São Paulo seria o paulistano em geral, pois ele é o reflexo do “brasileiro médio”. Dizem que só os nativos podem criticar sua própria terra, portanto aqui estou. Ofereço meus humildes serviços autocríticos pontuando três fatos da semana com charges e comentários. As considerações e reflexões finais eu deixo para vocês, combinado? Peço apenas que leiam tudo antes de atirar pedras. Boa sorte para todos nós…

1) Pra quem chegou da lua agora, a polêmica da semana foi o abaixo assinado feito pela associação de moradores de Higienópolis contra a construção de uma estação de metrô no bairro. Preconceitos à parte, isso mostra como as pessoas não conseguem (ou não querem) enxergar além do próprio umbigo, preocupadas apenas com a suposta (des)valorização de seus imóveis. Ponderações podem ser feitas — e são válidas —, mas não desmentem um triste fato: em qualquer lugar do mundo, ter metrô próximo é sinal de avanço, de modernidade, de uma cidade cosmopolita. Na contramão está o Brasil e sua cabecinha provinciana, que prefere o carro para garantir o “status”, e que acha que ter metrô perto de casa degrada a região, atraindo essa “gente diferenciada”.
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2) A nova onda da bandidagem agora é explodir caixas eletrônicos. Os furtos, assaltos, latrocínios e assassinatos não estavam mais atendendo à demanda. Os bandidos até tentaram improvisar, criando uma espécie de pacote de sequestros-relâmpago, mas a demanda reprimida falou mais alto. Nem mesmo a corrupção da polícia estava dando conta. Inflacionou tudo. Dessa forma, os bandidos precisavam criar outras fontes de renda (afinal, o show tem de continuar!). Da minha parte, ignoro todas as ações da “polícia” no combate ao crime. Continuo acreditando muito mais nas coronhadas que levei…
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3) E, finalmente, temos o governo querendo acabar com as sacolas plásticas em supermercados. A justificativa oficial é de que isso é uma política de proteção ao meio ambiente, buscando a simpatia da população. A medida pode até trazer benefícios, mas foi feita pelos motivos errados, pois todos nós sabemos que as sacolas entopem bueiros e são uma das causas das enchentes. Com isso, passamos um duplo recibo de nosso fracasso, primeiro porque o governo é incompetente em buscar alternativas para o problema, tanto na coleta do lixo, quanto em criar campanhas de conscientização. E segundo, por causa da população, que não se mostra educada o suficiente para descartar o lixo de forma correta. É só andar pelas ruas e perceber que, apesar de o ambientalismo ser uma bandeira da moda, as pessoas continuam jogando papel, bitucas de cigarro, latas de cerveja/refrigerante e sacolas plásticas na rua.
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Você tem toda razão. È o que vejo por aí, gente em carros importados caros jogando lixo pela janela dos mesmos. Seu eu andasse com uma filmadora faria vídeos incríveis da má educação do povo. E a mesma atitude do cidadão mais humilde a sua culpa está na sua baixa escolaridade. Para ele é normal jogar lixo e entulho no chão e nas calçadas. E o pior é que o exemplo vai sendo passado aos filhos. A cultura do brasileiro para esta e outras coisas mais vergonhosas de falta de cidadania infelizmente não vai mudar nunca.
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Não vou atirar pedras, mas temos de analisar. Vou dizer sobre Higienopólis. (não sou de lá e não sou “rico”). Em todo o mundo, os “ricos” e os de “classe média alta” (ou os que pensam que o são), vivem em bairros isolados, de difícil acesso e não é por acaso, no Brasil isso fica mais claro ainda. Pensam que estão mais seguros, ou seja por suas neuroses pessoais,ou por vaidade/status, por ser o dito bairro uma “grife”, estas mesmas coisas fizeram com que jogadores de futebol semi-analfabetos e nouveau-riches fundassem o tal bairro ANÁLIA FRANCO, ONDE SE OBSERVAM AS MESMAS “COISAS” QUE ACONTECEM EM HIGIENOPÓLIS. Em verdade, nenhum ser humano gosta de “verdade” do convívio com um semelhante seu, vivemos juntos por NECESSIDADES E CONVENIÊNCIAS, não por “fraternidade”: liberdade e igualdade podemos ter ou conquistar, mas “fraternidade” é uma utopia que ficou na mente dos revoltosos de Paris em 1789.
Fraternidade é uma coisa que só existiu na mente dos revoltosos de Paris em 1789.
Sem palavras… Excelente.
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Nós da planície sofremos coronhadas ali na esquina, mas se formos ao planalto podemos sofrer “coroneladas” ali no Senado.
Diogo, sobre o metro e os caixa eletronicos, nao tem nada o que dizer. Realmente e lamentavel. Agora sobre as sacolas plasticas e lamentavel sua visao, ou melhor falta de visao de achar que o governo barraria sacola plasticas so para parar de entupir boeiro. Como se isso fosse a grande causa dos boeiros entupidos. Os boeiros se entopem de tudo, garrafa plastica, papel, sacola plastica, resto de comida, etc… Em varios lugares do mundo civilizados na Europa, EUA, Canada a populacao mesmo ja esta abolindo as sacolas plasticas devido ao mal que elas fazem ao meio ambiente. Alias, em varios lugares, se tem campanha inclusive para se proibir venda de garrafa de agua plastica ou pelo menos a populacao comecar a carregar sua propria garrafa. Nos EUA em varias cidades so cobram por cada sacola plastica, mas independente disso a propria populacao comecou a comprar sacolas de panos para substituirem as de plasticos nas suas compras. Toma cuidado com a analise, pq algumas medidas podem ter maior relevancia do que sujeira de politicos. Abracao
Jose Maria, sua análise é perfeita e o fim das sacolas tem seus benefícios, claro! O problema é que aqui a coisa foi feita não por questões ambientais. As enchentes tiveram sim um peso enorme nessa decisão, porque o governo estudava há tempos formas de conter o problema.
Mas ok, o resultado do fim das sacolas poderá ser visto no futuro… se a população colaborar, é claro.
Abraço
Diogo
Caro Paulo Ferreira, Higienópolis é um bairro central! Essas pessoas de outros países que você citou geralmente moram nos subúrbios (providos de trem e o utilizam). Portanto, respeito. Mas não concordo.
Sobre as sacolinhas, é mesmo mais um recibo de nossa falência como sociedade. Embora deva se lembrar que o plástico demora séculos para se decompor.
Caro Luiz,
A longo prazo até poderá ser bom ver a volta das sacolas de pano, dos carrinhos de compras e das embalagens retornáveis.
Agora, o governo que não ouse dizer que essa nova medida reduziu x% o número de enchentes…
abs
Diogo
A bituca do cigarro é um grande problema nos centros urbanos.
Em Curitiba, 8 milhões desses resíduos são descartados por dias.
O PROGRAMA BITUCA ZERO, criado pela empresa curitibana ECOCITY Souções Ambientais, é uma importante ferramenta contra o problema.
A empresa atende todo o ciclo do resíduo: a implantação de coletores especialmente desenvolvidos, a coleta semanal dos resíduos e a reciclagem.
Todo o processo é 100% paranaense e atende toda a legislação em vigor.
Após a reciclagem, os sub-produtos voltam para a natureza, utilizados em áreas ambientamente degradadas.
Informações: ecocitybrasilgmail.com
http://WWW.ECOCITYBRASIL.BLOGSPOT.COM
Alguém já viu uma senhora de uns 70 e poucos na fila do supermercado? Elas não conseguem carregar uma caixa cheia de produtos e se colocar em duas ou três sacolas de pano, terá que fazer compras quase que diárias ao invés de quinzenal ou mensal. De resto os “pobrezinhos” super mercados economizarão alguns milhões de Reais ao ano.
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No que se refere à Higienópolis, temos que compreender que é um bairro TRADICIONAL, cuja maioria da populacão também é ”tradicional”, ou seja tem pensamntos bastante conservadores. Na antiga e Bela São Paulo, Higienópolis tinhamos os QUATROCENTÕES, antonimas da classe emergente. Hoje em dia, se ainda existe essa elite, já está na ”hora da morte”. A outra, a colônia Judaica, que é extremamente PRECONCEITUOSA E ELITISTA