Lindemberg Alves já se encontra no Fórum de Santo André para o quarto dia de julgamento. O réu chegou ao local por volta das 8:30h.
Nesta quinta-feira, haverá o debate entre defesa e acusação e mais tarde, os jurados irão se reunir para decidir o veredicto.
A sentença de Lindemberg deve ser anunciada ainda hoje.

O depoimento de Lindemberg Alves, de 25 anos, começou por volta das 14h30 no Fórum de Santo André. Ele é acusado de assassinar a ex-namorada, Eloá Pimentel, após mantê-la e a amiga, Nayara Rodrigues, em cárcere por 100 horas. “Estou aqui para falar a verdade. Tenho uma dívida com a família dela”, disse.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, ele queria conversar sozinho com Eloá. “Mandei os três (Victor Lopes, Iago Vilela de Oliveira e Nayara) saírem do apartamento, mas eles se recusaram”, afirmou ele. “Fiquei surpreso com a presença (deles) e a Eloá ficou assustada ao me ver”.
Lindemberg pediu perdão à mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel. “Quero pedir perdão para a mãe dela em público, pois eu entendo a sua dor. Era muito amigo da família”, falou o réu. “Infelizmente foi uma vida que se foi, mas em alguns momentos levamos aquela situação como se fosse uma brincadeira”, disse.
O acusado contou que não sabia o que fazer com a chegada da polícia ao local, pois ficou com medo. “Quando a polícia chegou, fiquei apavorado. Não sabia o que fazer. Só não saímos pois tínhamos medo da reação da polícia”, afirmou à juíza Milena Dias. Ele acrescentou que ”o ambiente no apartamento não era favorável para que nós descêssemos. Eu aguardava esse momento.”
Lindemberg confessou ter atirado contra Eloá. “Puxei a arma para quando ela começou a gritar comigo, mentindo que não tinha ficado com o Victor”, disse. “Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”.
Sobre o disparo contra a amiga da menina, no entanto, Lindemberg disse não se lembrar. “Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro.”
Arma. O réu disse que o revólver usado para atirar contra Eloá custou R$ 700, após a promotora Daniela Hashimoto mostrar a arma calibre .32. “Comprei o revólver de uma pessoa em um parque. Estava armado pois dias antes recebi ameaças de morte pelo telefone. Era para garantir minha segurança”, afirmou.
Lindemberg reafirmou momentos de nervosismo e também de descontração durante o cárcere. “Eu estava muito nervoso e tomei atitudes impensadas. Atirei para o chão para manter a polícia longe do apartamento”, disse. “Havia momentos em que eu, a Eloá e a Nayara não levávamos aquilo a sério. Procurávamos nos distrair durante o tempo que ficamos no apartamento. Ouvíamos música e conversávamos bastante. A Eloá chegou a fazer uma sobremesa para nós”, falou à advogada.
Atualizado às 22h12

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Lindemberg Alves, 25, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel e de outros 11 crimes, entrou no plenário às 10h20.
Calmo, sentou na cadeira do réu vestindo camisa cinza com listas brancas. Ele, de modo aparente, engordou nos 3 anos em que esteve preso – 10 kg, segundo os policiais.
De chinelos, Lindemberg desce da viatura policial – foto: Hélvio Romero/AE
com informações de ADRIANA FERRAZ
“Demos todo apoio pra ele e me senti traído. Parece que ajudei a apertar o gatilho” disse Robson Muriel ao Estado em 20 de outubro de 2008.
Colega de trabalho e de futebol de Lindemberg Alves, Robson ouvira música com o amigo na hora do almoço, horas antes de Lindemberg invadir o apartamento em que estava Eloá, Nayara e mais dois jovens, em 18 de outubro de 2008.
Robson tentou ajudar nas negociações com Lindemberg em 2008 e, três anos depois, era a vez dele invadir uma casa para fazer a ex-namorada refém. O desfecho também foi trágico, como conta reportagem de ADRIANA FERRAZ.

Está marcado para esta segunda-feira, 13, às 9h, o início do julgamento do motoboy Lindemberg Alves, de 25 anos.
Alves é acusado de matar a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15, após mantê-la refém em casa por mais de cem horas.
O réu atirou duas vezes contra a vítima, que morreu em 18 de outubro de 2008. Nayara, a melhor amiga de Eloá, também saiu baleada do apartamento, mas sobreviveu.
Sete jurados decidirão sobre a condenação e a pena de Lindemberg, que pode passar de 50 anos.
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