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O depoimento de Lindemberg Alves, de 25 anos, começou por volta das 14h30 no Fórum de Santo André. Ele é acusado de assassinar a ex-namorada, Eloá Pimentel, após mantê-la e a amiga, Nayara Rodrigues, em cárcere por 100 horas. “Estou aqui para falar a verdade. Tenho uma dívida com a família dela”, disse.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, ele queria conversar sozinho com Eloá. “Mandei os três (Victor Lopes, Iago Vilela de Oliveira e Nayara) saírem do apartamento, mas eles se recusaram”, afirmou ele. “Fiquei surpreso com a presença (deles) e a Eloá ficou assustada ao me ver”.

Lindemberg pediu perdão à mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel. “Quero pedir perdão para a mãe dela em público, pois eu entendo a sua dor. Era muito amigo da família”, falou o réu. “Infelizmente foi uma vida que se foi, mas em alguns momentos levamos aquela situação como se fosse uma brincadeira”, disse.

O acusado contou que não sabia o que fazer com a chegada da polícia ao local, pois ficou com medo. “Quando a polícia chegou, fiquei apavorado. Não sabia o que fazer. Só não saímos pois tínhamos medo da reação da polícia”, afirmou à juíza Milena Dias. Ele acrescentou que ”o ambiente no apartamento não era favorável para que nós descêssemos. Eu aguardava esse momento.”

Lindemberg confessou ter atirado contra Eloá. “Puxei a arma para quando ela começou a gritar comigo, mentindo que não tinha ficado com o Victor”, disse. “Quando a polícia invadiu, a Eloá fez menção de levantar e eu, sem pensar, atirei. Foi tudo muito rápido”.

Sobre o disparo contra a amiga da menina, no entanto, Lindemberg disse não se lembrar. “Não posso dizer se atirei ou não na Nayara. Eu não me lembro.”

Arma. O réu disse que o revólver usado para atirar contra Eloá custou R$ 700, após a promotora Daniela Hashimoto mostrar a arma calibre .32. “Comprei o revólver de uma pessoa em um parque. Estava armado pois dias antes recebi ameaças de morte pelo telefone. Era para garantir minha segurança”, afirmou.

Lindemberg reafirmou momentos de nervosismo e também de descontração durante o cárcere. “Eu estava muito nervoso e tomei atitudes impensadas. Atirei para o chão para manter a polícia longe do apartamento”, disse. “Havia momentos em que eu, a Eloá e a Nayara não levávamos aquilo a sério. Procurávamos nos distrair durante o tempo que ficamos no apartamento. Ouvíamos música e conversávamos bastante. A Eloá chegou a fazer uma sobremesa para nós”, falou à advogada.

Atualizado às 22h12

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Nayara Rodrigues da Silva, melhor amiga de Eloá e uma das reféns de Lindemberg, terminou de prestar depoimento por volta das 17h desta segunda-feira, 13.

Principal testemunha de acusação, Nayara começou respondendo às perguntas da juíza e afirmou que ouviu disparos antes que a polícia entrasse no apartamento da vítima.

Segundo depoimento, Nayara foi agredida por Lindemberg, que disse que iria matar as reféns. Ele arrastou uma mesa para bloquear a porta, Nayara se cobriu com um edredom para se proteger, e, então, a testemunha ouviu três disparos. Após o incidente, os policiais chutaram a porta para entrar na casa.

Nayara explicou porque voltou ao local do sequestro dizendo que um policial foi a sua casa , no dia seguinte a sua liberação, pedindo que ela ajudasse nas negociações.

com informações de ARTUR RODRIGUES

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