ir para o conteúdo
 • 

Tempo real

Efe

O presidente chileno, Sebastián Piñera, afirmou na noite de quarta-feira, 13, que, após o bem-sucedido resgate dos 33 mineradores soterrados na jazida San José, no Deserto do Atacama, “o Chile é mais respeitado, mais avaliado no mundo inteiro”.

“O Chile não é o mesmo país que tínhamos há 69 dias, quando ocorreu o acidente”, declarou o líder chileno com voz entrecortada pela emoção.

“Hoje (o Chile) é mais respeitado, mais valorizado”, ressaltou Piñera, visivelmente emocionado, que qualificou este resgate “como uma mostra de unidade” dos chilenos.

O presidente lembrou que seus compatriotas atuaram dessa mesma forma para superar os efeitos do terremoto e maremoto de 27 de fevereiro “e com o mesmo espírito com que se celebrou o bicentenário”, acrescentou.

Piñera agradeceu a todos os que tiveram participação na façanha, e anunciou um novo tratamento aos trabalhadores.

Com relação à segurança trabalhista na mina San José, o líder ressaltou que aqueles que têm responsabilidade “terão de assumi-las” e que “isso não vai ficar impune”.

“Deus nos pôs a toda prova neste ano”, destacou o presidente. Segundo ele, o país foi capaz de superar a catástrofe do terremoto e posterior maremoto, bem como o drama dos mineradores. “Estamos superando”.

Para o líder chileno, os mineradores “deram uma lição de lealdade, companheirismo e trabalho em equipe”. Ele confirmou que estão todos convidados com suas famílias ao Palácio de La Moneda (sede do Executivo nacional).

Nesta quarta-feira, o diário “La Tercera” divulgou que o custo da operação de resgate dos 33 mineradores soterrados na jazida San José, no norte do Chile, foi de aproximadamente US$ 22 milhões.

Segundo os dados do jornal, nesse número não está incluída a manutenção das famílias no acampamento Esperanza, onde, nos últimos dias, cerca de 3 mil pessoas se concentraram, entre jornalistas e familiares.

O periódico acrescenta que os gastos no resgate superariam as dívidas da Mineradora San Esteban, proprietária da jazida San José, que chegam aos US$ 19 milhões.

Os proprietários da empresa, Alejandro Bohn e Marcelo Kemeny, após saberem que os mineradores estavam vivos, nunca mais voltaram ao acampamento Esperanza.

Também não se comunicaram ultimamente com o ministro de Minas, Laurence Golborne. A última vez que visitaram o local foi em 11 de outubro, para uma audiência na Justiça, onde foram processados por um desmoronamento ocorrido em 3 de julho, que custou ao operário Gino Cortés a amputação de uma perna.

sem comentários | comente

Comentários recentes

  • Anita: Ricardo, felizmente o auxílio-reclusão não funciona do jeito que é comentado nos emails, e também não se...
  • Anita: É, Carlos, tem toda a razão. Se o governo fosse petralha a coisa teria sido bem diferente… ao invés...
  • luis fernando: sr. roveredo, seja sincero!!! não perca seu tempo tentando incutir na mente de um cidadão a idéia...
  • Toninho: Luiz, o seu raciocínio está certo mas qualquer juiz, em caso de o juri considerar o réu culpado, precisa...
  • Toninho: O mais engraçado é ela ter alegado que o cliente saiu de casa armado sabendo que poderia cometer um...

Arquivos

Blogs do Estadão