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Atualizado às 19h

Por volta das 17h, a juíza Milena Dias começou a redigir a sentença de Lindemberg Alves, de 25 anos. Às 18h40, o Twitter do Tribunal de Justiça de São Paulo (@TJSPoficial) informou que a decisão ainda não havia saído.

Momentos antes, os jurados se reuniram na sala secreta do Fórum de Santo André para concluir o veredicto sobre o julgamento. O réu é acusado de 12 crimes, entre os quais, sequestro e morte de Eloá Pimentel, de 15 anos.

Depois da explanação da advogada de Lindemberg, Ana Lucia Assad, a promotoria desistiu do direito de réplica. O resultado do júri popular deve sair nas próximas horas.

Pela manhã, a promotora Daniela Hashimoto apontou para os sete jurados – seis homens e uma mulher – as divergências entre os depoimentos das testemunhas de acusação e de Lindemberg. Já a defesa do acusado pediu que a tipificação dos crimes fossem revistas, pois não houve intenção de morte por parte do réu.

Ana Lucia, porém, contradisse as falas de Lindemberg em juízo em pelo menos dois momentos.

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“Estou vivo, estou vivo e consegui matá-la”. Segundo o tenente Paulo Sérgio Schiavo, foram essas as  palavras que Lindemberg Alves, de 25 anos, acusado de matar Eloá Pimentel, disse após a invasão policial do apartamento em que mantinha a ex-namorada e a melhor amiga dela, Nayara Rodrigues, como reféns.

Schiavo, policial do Gate, detonou a bomba no início do processo de invasão do cárcere pela polícia em 17/10/2008, depois de quase 100 horas. Ele disse que Lindemberg estava eufórico. “Matei, matei”, também teria dito após a invasão.

De acordo com o policial, houve um disparo dentro do cárcere, ele detonou a bomba para a invasão do apartamento e, depois, aconteceram mais disparos — ele próprio chegou a ver o réu disparar duas vezes a arma.

Ouça os detalhes na rádio ‘Estadão ESPN’.

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Em entrevista coletiva em frente ao Fórum de Santo André, Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg Alves, de 25 anos, afirma que seu cliente “vai falar” agora à tarde.

“Ele está calmo”, disse ela, e “vai falar a versão dele, a verdade”.  Até hoje, o réu não deu sua versão para os acontecimentos do dia 17/10/2008, quando Eloá Pimentel foi baleada após ser mantida refém por 100 horas.

Ana Lúcia, porém, não quis adiantar o possível conteúdo do depoimento que Lindemberg vai falar para a juíza Milena Dias e ao júri que acompanha o julgamento.

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Lindemberg Alves, 25, acusado de matar Eloá Pimentel em 2008, vai depor em instantes — a última testemunha, o comandante da invasão do apartamento onde Eloá e Nayara Rodrigues eram mantidas reféns, está sendo ouvido.

O depoimento de Alves é aguardado desde 2008. O acusado de 12 crimes nunca deu sua versão sobre o caso.

O interrogatório de Alves deve ser visto pela mãe de Eloá. Ana Cristina Pimentel, que não iria hoje ao Fórum, segundo os advogados de acusação, chegou ao local discretamente, em torno do meio-dia.

As informações são da Rede Record.

Ontem os dois ficaram frente a frente e, por cerca de dois minutos, se encararam.

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Ana Lúcia Assad, advogada do réu Lindemberg Alves, 25, saiu do plenário para conversar com os jornalistas enquanto o 3° dia de julgamento do acusado de matar Eloá Pimentel, entre outros crimes, não começa. Negou os rumores de que deixaria o júri. “Só saio do julgamento com a decisão”, afirmou Assad.

Tratada como vilã pelas pessoas que acompanham o julgamento em frente ao Fórum de Santo André, ela pede para a população não a hostilizar: “Não sou a acusada“, lembrou Assad. “Só estou garantindo um direito constitucional“, ressaltou.

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COM INFORMAÇÕES DE ARTUR RODRIGUES

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O advogado assistente de acusação, Ademar Gomes, afirmou que a Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá Pimentel, morta em outubro de 2008, não vai ao terceiro dia de julgamento de Lindemberg Alves, 25, acusado de matar a filha depois de 100 horas de cárcere, entre outros crimes.

De acordo com Gomes, o júri tem sido extenuante, e Ana Cristina acordou muito cansada. O julgamento começou na segunda-feira, 13.

Ronickson Pimentel, irmão mais velho da vítima, foi ao Fórum de Santo André nesta quarta-feira, 17. Falou rapidamente com os jornalistas: “Ele (Lindemberg Alves) é um assassino. Pena máxima”, limitou-se a dizer.

A atuação da advogada Ana Lucia Assad, que ontem se desentedeu com a juíza Milena Dias, voltou a causar polêmica.

Ademar Gomes disse ela é “muito competente, mas está desequilibrada”. O outro advogado de acusação, José Beraldo, queixou-se que ela lhe negou um abraço.

Às 9h30 desta quarta-feira, o julgamento ainda não havia começado.

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O depoimento do negociador do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), capitão Adriano Giovanini causou um choque de versões, durante o julgamento de Lindemberg Alves. Ele continua a afirmar que um disparo no apartamento motivou a invasão do local pela Polícia Militar.

No primeiro dia, a estudante Nayara Rodrigues da Silva, de 18 anos, que estava no apartamento e acabou baleada, foi categórica ao dizer que ouviu três disparos só depois da explosão de uma bomba colocada na porta pela PM.

Segundo o oficial, no dia da invasão, Lindemberg começou uma espécie de despedida, dizendo que Giovanini deveria dar lugar a outro negociador, para não ser “responsabilizado pelo que ele faria”. “Com esse prenúncio, houve um disparo e a equipe resolveu invadir”, disse, lembrando que a invasão estava pré-determinada para o caso de qualquer disparo.

com ARTUR RODRIGUES E ADRIANA FERRAZ

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Helio Ramacciotti, perito do Instituto de Criminalística, prestou depoimento no julgamento de Lindemberg Alves, 25, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel.

O perito diz ter certeza de que as balas que acertaram Nayara Rodrigues da Silva, amiga da adolescente morta e também refém de Alves no cárcere em outubro de 2008, partiram da arma do réu, e não dos policiais que invadiram o apartamento, encerrando o sequestro de 100 horas.

O argumento do perito é que, caso a bala que atingiu Nayara no rosto viesse de uma arma da polícia, ela não sobreviveria, dada a potência do armamento policial.

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A advogada Ana Lúcia Assad, que faz a defesa de Lindemberg Alves, disse para a  juíza Milena Dias “voltar a estudar”.

Assad questionava um ponto técnico no inquérito durante o depoimento de uma testemunha — a perita Dairse Aparececida Pereira Lopes. A advogada do réu mencionou o “princípio da verdade real“, que a juíza Milena Dias disse desconhecer. Assad respondeu: “Então a senhora devia ler mais. Voltar a estudar.”

Nesse momento, a promotora Daniela Hashimoto alertou a advogada de defesa. ”O que a senhora disse é desacato, a senhora pode responder por isso”, afirmou Hashimoto.

Em seguida, o julgamento de Lindemberg entrou em intervalo, às 15h45.

com informações de ARTUR RODRIGUES

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No começo da tarde, dois jornalistas foram ouvidos como testemunhas de defesa de Lindemberg Alves.

Márcio Campos e Rodrigo Hidalgo, da TV Bandeirantes, ouviram, da advogada do réu, Ana Lúcia Assad, perguntas que tentavam relacionar o fim trágico do cárcere de Eloá  à cobertura da mídia.

Mas questões como “você acha que a imprensa influenciou o caso” foram indeferidas pela juíza Milena Dias, que as considerou “achismo”.

Em seu depoimento, Campos afirmou que Lindemberg parecia calmo durante o tempo que manteve a ex-namorada como refém – a única pessoa que aparentava nervosismo, disse o jornalista, era Eloá.

Ontem a advogada Ana Lúcia Assad, questionada se a cobertura teve impacto no desfecho do caso, afirmou que “todos tem corresponsabilidade, inclusive a sociedade”.

com informações de ARTUR RODRIGUES

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