Dedicado a oferecer fontes de informações sobre política internacional e relações exteriores, o site Council on Foreign Relations (CFR) publica artigos, análises e propõe discussões sobre o Haiti que vão além da ajuda humanitária e financeira, prioridades imediatas do terremoto. Entre os links estão, por exemplo, projetos de organizações atuantes no país, como a Viva Rio, que instalou biodigestores — estruturas utilizadas para produzir energia e fertilizante a partir de matéria orgânica – em um subúrbio da capital; ou o Architecture for Humanity, que mobiliza arquitetos, designers e profissionais da construção civil para atuar em conjunto com a população local na construção de prédios e de abrigos.
O repórter da Associated Press, Tony Winton, sobrevoa Porto Príncipe e conta a devastação que viu (em inglês)
O FBI soltou um comunicado hoje alertando para as pessoas tomarem cuidado com falsas campanhas de caridade na internet. “As tragédias anteriores trouxeram indivíduos com intenções criminosas para solicitar contribuições”, afirmou.
Na nota, o FBI dá dicas para “ter olho crítico” e conseguir reconhecer uma campanha de caridade falsa.
Erik Parker, um jornalista que estava no Haiti escrevendo um artigo para uma revista norte-americana, postou hoje relatos impressionantes no seu Twitter:
Estava com o fotógrafo Daniel Morel quando começou o terremoto. Ficamos no meio dele por 20 segundos. Depois, fomos jogados na rua.
É como se uma bomba tivesse caído aqui. Não consigo mais filmar corpos mortos. É preciso pisar em cima deles nas ruas.
O presidente haitiano, Réne Préval, anunciou à CNN que não há hospitais suficientes no país para atender aos feridos.
O grupo EARTHQUAKE HAITI no Facebook foi criado para auxiliar a localizar amigos e parentes de haitianos que estavam nas áreas atingidas pelo terremoto. São mais de 1130 fotos publicadas até o momento.
O site Haiti – Ushahidi está dedicado a coletar e a mapear os locais em colapso no país. Testemunhos e confirmações podem ser enviados para o email haiti at ushahidi.com, pelo Twitter com as hashtags #haiti ou #haitiquake, ou no próprio site.
Além de fazer doações em cartão de crédito, é possível ajudar as vítimas do terremoto do Haiti com depósitos bancários.
A ONG Viva Rio, que desenvolve projetos no Haiti, abriu uma conta para arrecadar doações:
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6
A Cruz Vermelha do Brasil também está recebendo fundos para ajudar as vítimas:
Banco HSBC
Agência 1276
Conta 14526 – 84
CNPJ 04.359688/0001-51.
A Cruz Vermelha Internacional criou uma galeria de imagens no Flickr para registrar a catástrofe que atingiu 2,2milhões de pessoas que vivem na região afetada.

O major Marcelo Pinheiro Pinto, filho do do subsecretário de segurança do Rio Grande do Sul, coronel Rubens Edson Pinto, estava no prédio da ONU que desabou. Sobreviveu ao não acompanhar os colegas para um café.
“É onde ele trabalha”, disse o subsecretário ao Estado, em entrevista por telefone. Ontem o major havia ficado mais do que o usual no prédio: surgiu uma denúncia de bomba na cidade. “Ele ficou lá para ligar para a engenharia”, conta o pai.
Os colegas do major desceram para tomar um café. Ele ficou. Houve o terremoto. “Todos os que foram tomar o café morreram”, disse o subsecretário.
A parte onde Pinheiro Pinto estava também sofreu danos, mas muito menores. Ele conseguiu escapar com vida pela janela e ligou para a família por volta da 1h30 de hoje (horário do Brasil).
O major está no Haiti desde maio, para uma missão de um ano. Passou o reveillon com a família, no Brasil, e chegou ao Haiti na segunda-feira passada.
“Ele estava muito satisfeito com a missão. Para nós, militares, é uma experiência muito grande”, diz o pai.
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