(Reportagem de Fabiana Marchezi)
Depois de uma pausa para almoço, o julgamento foi retomado há cerca de 20 minutos, com o depoimento do médico legista Paulo Sérgio Tieppo Alves (acusação/defesa), que examinou o corpo de Isabella.
Mais duas testemunha devem ser ouvidas nesta terça: a perita Rosângela Monteiro (acusação/defesa) e o perito Luiz E. Carvalho (acusação). A previsão é de que o júri termine às 21h.
(Reportagem de Gabriel Vituri e Fabiana Marchezi)
Ao contrário do primeiro dia de julgamento, os protestos em frente ao Fórum de Santana não eram muitos na manhã desta terça-feira. As filas para conseguir senhas para assistir à sessão também estavam menores.
À tarde, porém, o movimento voltou a crescer. Aos poucos, jornalistas, populares e manifestantes se aglomeram para saber as novidades sobre o júri.
Os membros do grupo “Isabella-Para Sempre Nossa Estrelinha” continuavam segurando faixas com a bandeira do Brasil pedindo justiça, com a foto da menina.
Incansável, a líder do movimento, Sueli Maria da Conceição, de 32 anos, disse com a bandeira nas mãos que não sai da frente do fórum enquanto a justiça não for feita.
Outros se aproveitam da aglomeração para propaganda de empresas e campanhas de várias categorias. Entre eles, um homem segurava uma faixa com a frase: “Banco leva cliente em conta corrente, saiba mais e previne-se.”



(Reportagem de Fabiana Marchezi)
A promotoria contará com uma testemunha surpresa no Fórum de Santana: Luiz Eduardo de Carvalho. Antes, não havia informações sobre a testemunha, que estava listada apenas como um assistente de acusação. Mas hoje foi revelado que o homem é um perito baiano, que irá reforçar a acusação.
Carvalho deve ser ouvido ainda nesta terça, após o depoimento do médico legista Paulo Sérgio Tieppo Alves, que acontece assim que o julgamento for retomado, depois do recesso de almoço.
(Reportagem de Gabriel Vituri)
Após o primeiro depoimento do dia, da delegada Renata Pontes, por volta das 14h15 os trabalhos do julgamento foram suspensos para almoço por 40 minutos. A próxima testemunha a depor será o médico legista Paulo Sérgio Tieppo Alves, um dos peritos do IML que examinaram o corpo de Isabella. Ele foi chamado tanto pela defesa quanto pela acusação.

(Reportagem de Gabriel Vituri e Camila Haddad)
“Ao final do inquérito, tive 100% de certeza de que foram os dois os responsáveis pela morte de Isabella”, disse a delegada Renata Pontes, a primeira testemunha que deu seu depoimento nesta terça-feira.
Renata começou a depor volta das 10h10 e só terminou às 14h25. Lembrou que estava de plantão no dia do crime. Segundo ela, a primeira informação era de que havia acontecido um roubo seguido de morte no Edifício London. Quando chegou ao local, a movimentação já era grande e apartamento do casal Nardoni já estava fechado pela polícia.
A delegada chegou a comentar que Alexandre Nardoni pediu para subir e pegar algumas roupas no apartamento, mas foi impedido por ela. Renata foi a primeira autoridade a examinar a cena do crime, por volta das 1h, e afirmou ter encontrado pequenos pingos de sangue já na entrada do apartamento.
De acordo com o relato, Alexandre enfatizava que havia acontecido um roubo – mais tarde, o casal afirmaria que na verdade alguém conseguira entrar com uma cópia da chave do local.
A todo instante o promotor Francisco Cembranelli ressaltava a profundidade da investigação, que, segundo Renata, ouviu todos os envolvidos “direta ou indiretamente” com o contexto do crime. Dessa forma, desconstruiu o argumento da defesa de que a acusação trabalharia com apenas uma linha de investigação.
Sobre a reprodução do dia da morte de Isabella, a delegada lembrou que os Nardonis e os advogados de defesa se recusaram a participar, sob o argumento de que “era um direito não produzir provas contra si mesmo.”
Com o auxílio das maquetes e perguntas diferentes para os mesmos fatos, Renata Pontes não hesitou em momento algum sobre a culpa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Apesar do grande assédio popular, a sala do julgamento não estava cheia. Durante o depoimento, o júri não demonstrou muitas reações. Pelas maquetes apresentadas na sessão, os réus ficam um pouco encobertos da plateia. Em seguida, a delegada foi questionada pela defesa.
O advogado Roberto Podval, que defende os Nardonis, perguntou à Renata se ela não achava estranho um pai e uma madrasta matarem uma criança. Imediatamente, a delegada respondeu que não, e destacou que inclusive já teria acompanhado outros crimes semelhantes.
Renata citou como exemplo um caso em que um padrasto matou um menino de 4 anos na frente da mãe e o esquartejou. Ao fim da sessão, um dos jurados mandou, por papel, uma pergunta para ela. O jurado, um dos mais novos dos sete presentes, questionou havia sido constatado sangue na roupa da madrasta. A delegada disse que não.
Segundo Podval, Renata não será dispensada — pelo menos até a próxima testemunha ser ouvida.
Depoimentos anteriores:
Mãe de Isabella reforça comportamento ‘explosivo’ de Nardoni
(Reportagem de Bruno Tavares)
Prossegue o depoimento da delegada do 9.º DP, Renata Helena da Silva Pontes. O promotor Francisco Cembranelli pediu para que ela relatasse onde havia marcas de sangue visíveis no apartamento dos Nardonis. Ela falou que as visíveis estavam na entrada do apartamento e no lençol do quarto dos meninos. O restante das manchas – encontradas no carro e perto do sofá – só foram visíveis com o uso de reagente químico.
A promotoria tem à disposição duas maquetes: uma do apartamento e uma do edifício. Por enquanto, eles têm usado a maquete do apartamento para que a delegada relate como foi o trabalho lá dentro. Os jurados ficam em pé em seus lugares, observado a explicação da delegada.
O promotor tentou mostrar a competência de Renata. Ela relatou que já esteve em 136 locais de crime em sua carreira, e que só indiciou o casal porque “tem 100% de certeza de que eles cometeram o crime.”

(Reportagem de Camila Tuchlinski)
O criminalista Roberto Podval, advogado de defesa do casal Nardoni, vai mostrar nesta terça-feira como era o cotidiano da família Nardoni.

O objetivo do advogado é demonstrar como era o relacionamento entre os membros da família e o que de fato aconteceu, mostrando que “não havia razão para uma brutalidade tão grande com a Isabella”, explica.
Para Podval, “ficou claro que antes disso tudo havia conflito entre famílias. As famílias brigavam, tinham ciúmes, e a relação não era harmônica, mas é coisa que acontece no dia a dia de qualquer família”, conclui.
(Reportagem de Fabiana Marchezi)
A primeira testemunha a depor hoje é a delegada do 9.º DP, Renata Helena da Silva Pontes. Com ela começou os trabalhos do segundo dia de julgamento, às 10h07.
Depois da delegada será a vez do médico legista Paulo Sérgio Tieppo Alves, seguido da perita Rosângela Monteiro. Os três são testemunhas comuns para defesa e acusação, ou seja, foram convidados a depor por ambas as partes. A 4.ª pessoa a depor hoje deve ser o assistente de acusação Luiz E. Carvalho.
A previsão é que os quatro depoimentos sejam realizados até às 16h. Depois, devem começar a ser ouvidas testemunhas trazidas pela defesa.
Em frente ao fórum, a movimentação é grande, mas não havia protestos de populares, como registrado no 1.º dia de júri.
(Reportagem de Fabiana Marchezi)
Em frente ao Fórum de Santana, o advogado criminalista Roberto Podval, que defende os Nardoni, justificou o pedido para manter a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, à disposição da justiça.

“Não sou insensível. Fui colocado como insensível, mas não fui eu quem a trouxe (para depor), e não quis ouvi-la”, afirmou diante da imprensa. “Me entregaram Ana Carolina chorando, não tive condições de fazer mais perguntas, por isso estou no meu direito de mantê-la como testemunha.”
O pedido da defesa, concedido pelo juiz, foi uma das surpresas do primeiro dia de júri. Podval também disse que pode pedir uma acareação entre a mãe de Isabella e os réus.
Entre as testemunhas, Ana Carolina é a única que permanece incomunicável nas dependências do fórum.
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