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06.junho.2009 00:18:26

Imagens das buscas

A FAB divulgou nesta sexta-feira os mapas das buscas divididos por dia. Os quadrados e retângulos verdes sinalizam onde as buscas foram concentradas.

Na imagem de 5 de junho, é possível ver o trabalho que foi feito, mas sem sinalização de qualquer material encontrado

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Crédito: Agência Brasil

O Itamaraty enviou nesta sexta-feira, 5, ao consulado brasileiro em Paris um comunicado alertando para que nenhum documento oficial relativo às vítimas brasileiras do Voo 447, da Air France, seja emitido enquanto as buscas não avançarem.

Com isso, mesmo que os parentes das vítimas já tenham a informação, dada de maneira categórica por parte da direção-geral da companhia aérea, em Paris, de que não há esperanças de se encontrar sobreviventes do acidente, as famílias estão impedidas de tomar as providências de praxe em caso de óbito.

O comunicado do governo brasileiro é uma resposta às preocupações dos parentes dos passageiros que não têm, ainda, como tomar qualquer medida prática, como acionar seguros ou movimentar contas bancárias.

O texto diplomático explica que, no caso de catástrofes como incêndios e naufrágios, em que não é possível encontrar o corpo da vítima do acidente, o atestado de óbito é substituído por um atestado de morte presumida. Para isso, no entanto, é preciso determinar o local exato em que o acidente aconteceu – o que ainda não foi possível no caso do voo 447.

A cônsul-geral do Brasil em Paris, Maria Celina Azevedo Rodrigues, explicou que, se for confirmado que a queda do avião aconteceu em mar territorial brasileiro, a emissão dos atestados de morte presumida deve ser solicitada pelo Ministério Público, assim que houver um laudo oficial determinando as circunstâncias e local de ocorrência do acidente.

Se, ao contrário, as investigações provarem que o avião caiu em águas internacionais, é a França, como responsável pela aeronave e pelas investigações, que vai emitir o documento.

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Crédito: Andréia Sadi e Ítalo Reis, do estadao.com.br

O Orkut está de luto pelos passageiros do Voo 447. Assim como aconteceu no acidente do voo 3054 da TAM, em julho de 2007, os internautas estão explorando o site de comunidades Orkut para enviar mensagens de consolo às famílias dos passageiros do Voo 447 da Air France, que desapareceu na madrugada de segunda-feira. Ainda não foram resgatados sobreviventes.

Em sua página inicial, o principal site de relacionamento do País diz que a equipe está “solidária com todas as pessoas afetadas pelo acidente do voo AF447″.

Na página de passageiros brasileiros confirmados na lista oficial da Air France, mensagens de condolências e recados de solidariedade. Como o da jornalista Adriana Sluijs, que trabalhava como assessora da Petrobrás. Mais de mil mensagens ocupam seu espaço na internet, com manifestações de carinho e, inclusive, de esperanças de que ainda haja algum sobrevivente do voo que levava 228 pessoas a bordo- 216 passageiros e 12 tripulantes. “Torço para q vocês estejam perdidos em algum lugar”, diz um dos recados.

Legenda: Reprodução de foto de Adriana no orkut

No perfil de Leonardo Dardengo, mais de duas mil mensagens, a maioria de desconhecidos e de pessoas que se identificam como capixabas, assim como o oceanógrafo de 31 anos. Segundo amigos, Leonardo estaria noivo.

Legenda: Reprodução de foto de Leonardo no orkut

Página de familiares e amigos dos passageiros do voo também prestam ou recebem condolências. Alguns conhecidos de Vanderléia Carraro trocaram as fotos dos perfis por símbolos de luto em homenagem à jovem farmacêutica e deixaram vários recados.

Já Walter Carrilho Júnior, que pelo tipo de perfil não deveria usar o site de relacionamentos com frequência, tinha poucos recados. Mesmo assim, suas filhas e sua mulher receberam mensagens e depoimentos desejando força neste momento difícil. As três agradeciam nos próprios perfis o apoio desejado.

A família Chem também era homenageada no Orkut. No perfil de uma amiga do médico Roberto, da psicóloga Vera e da filha do casal havia a mensagem “Muitas vezes pensamos porquê as coisas acontecem com quem não merece? Resta aos que ficaram seguir em frente guardando as boas recordações!!”, além de um símbolo que representa o luto.

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O fisioterapeuta alemão Emin Hasic, de 39 anos, escapou do acidente com o Voo 447, da Air France, por chegar cedo demais ao Aeroporto Tom Jobim, no Rio. “Eu nunca vou esquecer como a mulher do balcão levou a minha bagagem e disse que não havia problema algum (em voar mais cedo)”, disse ele ao jornal Ostfriesen Zeitung.

Reprodução Apesar de demorar para encontrar o terminal de embarque, Hasic chegou antes do horário, por isso recebeu a oferta de viajar antes para Paris, onde iria pegar outro voo para Bramem, na Alemanha. Já em sua cidade, Barssel, no norte do país, ele confirmou a história a Reuters. “Já voei umas 15 vezes na minha vida antes, mas nunca tinham me oferecido um voo antecipado como este”, afirmou.

Ele afirma que soube do acidente com o avião em que deveria estar viajando pelo rádio, quando dirigia para sua casa. “Eu estava em estado de choque e senti um grande vazio dentro de mim”, ele falou à edição online do Nordwest-Zeitung.

Informações: Reuters. Foto: Reprodução/Bild

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Familiares das vítimas do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo se reuniram hoje na cidade de Recife com os oficiais que comandam as operações de busca do aparelho e retornaram ao Rio de Janeiro sem dar declarações, segundo a agência Efe.

Eles participaram de reunião com os comandantes da Aeronáutica e da Marinha e receberam detalhes das investigações.

Segundo a EFE, o grupo, integrado por treze representantes dos parentes, viajou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Os trabalhos estão sendo realizados no Atlântico, onde acredita-se que tenha caído o voo 447 que cobria a rota Rio de Janeiro-Paris.

Legenda: Familiares visitam a sede do Cindacta em Recife

Crédito das fotos: Tiago Queiroz/AE

O grupo não falou com a imprensa após deixar o local, por volta do meio-dia desta sexta-feira, e decidiu que fará declarações apenas após conversar com os outros familiares que ficaram no Rio, informou a AFP.

A viagem, segundo a EFE, foi uma iniciativa da Aeronáutica após os protestos dos parentes das vítimas brasileiras do acidente devido à falta de resultados da busca e pelas informações contraditórias divulgadas pelos militares.

Texto atualizado às 15h50

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Da Agência Brasil

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-Rio), Wadih Damous, disse nesta sexta-feira, 5, que vai punir com rigor os advogados que estiverem assediando as famílias dos passageiros do Airbus 330, da Air France, que desapareceu na madrugada de segunda-feira, quando sobrevoava o Oceano Atlântico.

Em nota, Damous afirma que a denúncia de que advogados estariam oferecendo seus serviços aos familiares das vítimas hospedados no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, chegou até ele por meio de uma correspondência enviada pela diretora geral da Air France no Brasil, Isabelle Birrem.

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04.junho.2009 21:57:51

Fotos de destroços

A FAB divulgou na noite desta quinta-feira as fotos dos destroços encontrados nesta manhã. Os materiais serão investigados, mas já foram descartados como sendo do Airbus que desapareceu na segunda-feira.

Os fragmentos encontrados e resgatados no mar não pertenciam ao AF 447. De acordo com o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, o pallet (espécie de porta bagagem) içado, no início da tarde, pela Marinha é feito de madeira. As duas bóias que a Aeronáutica chegou a afirmar que haviam sido resgatadas, na realidade, sequer chegaram a ser levadas a bordo.

“Podemos afirmar com 100% de certeza que o material localizado não faz parte da aeronave da Air France. Existem pallets de madeira, mas não é o caso deste avião. Este fato é importante para mostrar o grau de dificuldades que estamos enfrentando. Infelizmente, estamos sujeitos a encontrar, dentro de uma área tão grande, objetos que não passam de lixo. Mas não vamos desistir. O trabalho continua”, afirmou o brigadeiro. O pallet será levado até a ilha de Fernando de Noronha e posteriormente descartado.

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Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá mais à missa em homenagem às vítimas do voo da Air France que desapareceu na noite de domingo (31), no Oceano Atlântico, quando voava do Rio para Paris. Mais cedo, circulou a informação de que o presidente participaria da celebração, que será às 18h, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no centro do Rio de Janeiro.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o presidente decidiu cancelar a ida à cerimônia, porque parentes e amigos dos passageiros estariam dispersos e envolvidos nas buscas pela aeronave. A ideia da Presidência da República é encontrar outra forma de homenagear as vítimas.

Estavam a bordo do Airbus A330 tinha 228 ocupantes, entre passageiros e tripulantes. Equipes das Forças Armadas brasileiras vasculham região próxima ao Arquipélago de Fernando de Noronha em busca dos destroços.

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Crédito: Pedro Dantas

O gerente de hotel Maarten Van Sluys, irmão da jornalista Adriana Francisca Van Sluys, acusou a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) de tentar controlar a comissão de familiares, que chegou a ser criada para acompanhar as operações de busca e cuja existência foi negada na noite de quarta-feira, em nota enviada pela agência. “A Anac quer os familiares juntos, mas não quer que a comissão faça reivindicações por conta própria”, disse Van Sluys.

Ele reconheceu que a comissão formada anteriormente está praticamente desfeita, por conta de divergências internas. Mas afirmou que pretende se reunir com integrantes do grupo de familiares que acompanha as investigações sobre o acidente da TAM para buscar informações sobre os trâmites legais em casos de acidentes aéreos.

Ao contrário do que foi divulgado pelos familiares do passageiro Carlos Alberto Mateus, Maarten negou que tenha divulgado uma foto do grupo que continua reunido no Hotel Windsor.

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Do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, o empresário brasileiro Ricardo Di Dio, 51 anos, conta ao estadao.com.br que o clima na cidade é de “total consternação” após o acidente do Voo 447 da Air France.

Didio, que estava na França a trabalho e prestes a embarcar de volta ao Brasil, disse que recebeu manifestação de solidariedade ao se identificar como brasileiro.”O clima na cidade é de muita consternação. Quando você dizia em algum restaurante ou lojista que você era brasileiro todo mundo vinha te dar condolências e todo mundo vinha falar com você sempre com uma palavra de carinho”.

O empresário acompanhou também o ato em homenagem aos passageiros realizada ontem na catedral de Notre Dame. “Foi emocionante, todo mundo consternado, lotada, muito preocupada, perguntando o que pode ter acontecido . Enfim, um monte de resposta que todo mundo está querendo saber.”

O movimento no aeroporto internacional de Paris é tranquilo. No entanto, há agitação nos seus arredores devido à localização do hotel Pullman, onde estão concentradas as famílias de passageiros franceses do Voo 447.

Legenda: Policiais em frente ao hotel

Crédito da foto: AP

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