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	<title>Teatro</title>
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		<title>Teatro</title>
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		<title>Quebrando regras</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 20:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há quatro anos, quando estreou o espetáculo &#8216;Improvável&#8217; (que rapidamente se tornou o mais popular de improvisação no Brasil), a Cia. Barbixas de Humor ainda não se considerava um grupo de improvisadores. &#8220;Éramos humoristas fazendo improviso. Mas não podíamos nos considerar improvisadores&#8221;, afirma Anderson Bizocchi, lembrando as primeiras apresentações. Hoje, depois de muito rodar pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/teatro/files/2011/07/luque_image.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-834" src="http://blogs.estadao.com.br/teatro/files/2011/07/luque_image.jpg" alt="" width="500" height="350" /></a></p>
<p>Há quatro anos, quando estreou o espetáculo &#8216;Improvável&#8217; (que rapidamente se tornou o mais popular de improvisação no Brasil), a Cia. Barbixas de Humor ainda não se considerava um grupo de improvisadores. &#8220;Éramos humoristas fazendo improviso. Mas não podíamos nos considerar improvisadores&#8221;, afirma Anderson Bizocchi, lembrando as primeiras apresentações.</p>
<p>Hoje, depois de muito rodar pelo Brasil e muito estudar (o grupo foi treinado por diversos nomes de grande expressão no cenário mundial da improvisação, como o canadense Frank Totino, discípulo fiel do precursor Keith Johnstone), eles já se enxergam de outra forma. Muito mais seguros, até para transpor, deliberadamente, algumas orientações básicas da cartilha do improvisador. Foi exatamente o que eles fizeram na última apresentação desta temporada, que o blog de <strong>Teatro</strong> foi conferir, ontem, no teatro Tuca.</p>
<p>Aparentemente era um espetáculo normal, com Bizzocchi, Elídio Sanna e Daniel Nascimento improvisando, e o humorista Bruno Motta como mestre de cerimônias. Depois de um curto stand-up de Motta, que arrancou as mais resgadas gargalhadas da plateia, a trupe barbixa anunciou que naquele dia não haveria a participação de um convidado, por problemas de agenda. Dado o aviso, pegaram o primeiro tema com a plateia e começaram a fazer o jogo do &#8216;transforma&#8217;  — em que dois jogadores iniciam uma cena e, quando o apresentador aciona a campainha, a cena paralisa para que outro improvisador substitua alguém e inicie uma nova cena a partir da posição de quem está no palco).</p>
<p>Eis que, nos primeiros minutos de jogo, uma figura de gorro, capa de chuva, capacete debaixo do braço e sacolas plásticas amarradas nos pés surge do meio da plateia e caminha para perto do palco. Após os primeiros protestos da plateia, pedindo para o sujeito sair da frente, ele se vira para a público e aí então todos percebem que se trata de &#8216;Jackson Five&#8217;, o mais famoso personagem do humorista Marco Luque, que, sob o pretexto de entregar um envelope para alguém chamado Elísio, ou Egídio (piada com o nome de Elídio Sanna), sobe no palco para improvisar com os demais.<br />
Com a regra básica de que para improvisar parte-se da neutralidade quebrada (com a presença de um personagem pré definido), o espetáculo tomou um rumo diferente, mais interessante.</p>
<p>Com uma atuação clownesca, Luque conseguiu fazer piada com tudo o tempo todo e não só no decorrer dos jogos. A primeira, de muitas, teve efeito imediato com uma salva de palmas fora de hora. Foi quando ele respondeu &#8216;quem é?&#8217;, ao ouvir a campainha para paralisar o jogo. A partir dali, todo comentário após a cena e todo gestual de &#8216;mano da ZL&#8217;, característico de Jackson Five, se somava à graça usual dos Barbixas, que se esmeraram para entrar no ritmo do convidado. E conseguiram.</p>
<p>Ao final do espetáculo, a sensação nos bastidores era a de que a &#8216;transgressão&#8217; à regra havia trazido resultados além dos imaginados. &#8220;Gostei. Foi um desafio, pois tive de pensar o tempo todo como o personagem, para reagir como ele, e não como eu mesmo&#8221;, disse Luque.</p>
<p>A mesma empolgação via-se entre os Barbixas. &#8220;Foi um teste e parece que deu certo&#8221;, disse Bizzocchi, indicando que outros personagens, de outros humoristas, devem surgir daqui em diante. &#8220;Sempre buscamos formas de tornar o espetáculo mais improvável&#8221; diz Sanna, fazendo trocadilho.</p>
<p>Em relação à quebra de regras, eles dizem que assumem esse risco por se sentirem mais seguros como improvisadores, algo que eles enxergam como um evolução em relação ao início, quatro anos atrás. &#8220;Regras são importantes, mas nos permitimos à vezes sair da linha para fazer jogo dentro do jogo. E nos conhecemos o suficiente para que isso não comprometa a cena&#8221;, afirma Bizzocchi.</p>
<p>Os Barbixas fazem agora uma pausa de um mês na temporada, que se reinicia em 4 de agosto. Nesse meio tempo, eles viajam para o Canadá para estudar com o próprio Keith Johnstone, experiência que servirá para abrir mais a mente do trio para novas ideias, ainda que, em um tom de quem nunca para de fazer piada, Daniel Nascimento diga que o principal objetivo é comprar um iPad2 e melhorar a fluência no inglês.</p>
<p><strong>Tuca (650 lug.). Rua Monte Alegre, 1024 &#8211; Perdizes, (11) 4003-1212. 70 min. 14 anos. Quintas, 21h30. R$ 50. A partir de 04/08. </strong><strong><a href="http://www.improvavel.com.br/" target="_blank">www.improvavel.com.br.</a></strong></p>
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		<title>José Renato</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 17:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Conte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Morreu nesta madrugada o diretor, ator e professor José Renato Pécora, uma das figuras mais importantes da história do teatro brasileiro moderno. Segue abaixo mensagem enviada pela assessoria da peça Doze Homens e Uma Sentença, da qual Zé Renato fazia parte: O velório do ator José Renato Pécora, fundador e diretor do Teatro de Arena, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Morreu nesta madrugada o diretor, ator e professor <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,morre-diretor-e-ator-de-teatro-jose-renato,713775,0.htm" target="_blank">José Renato Pécora</a>, uma das figuras mais importantes da história do teatro brasileiro moderno. Segue abaixo mensagem enviada pela assessoria da peça <em>Doze Homens e Uma Sentença, </em>da qual Zé Renato fazia parte:</p>
<p style="text-align: justify">O velório do ator <strong>José Renato Pécora</strong>, fundador e diretor do Teatro de Arena, falecido na madrugada de hoje em decorrência de enfarte, será realizado <strong>a partir das 17h</strong>, no <span style="text-decoration: underline">Teatro de Arena</span>. O corpo do ator de 85 anos <span style="text-decoration: underline">será enterrado na terça-feira</span> pela manhã, <span style="text-decoration: underline">no cemitério Morumbi</span>. Zé Renato chegou a fazer a sessão de ontem da peça <em><strong>12 Homens e uma Sentença</strong></em> (onde interpretava o jurado de n. 9, sob a direção de Eduardo Tolentino<em><strong> </strong></em>), no Teatro Imprensa, depois jantou no restaurante Planeta’s e, em seguida, foi para a Rodoviária, onde pegaria um ônibus para o Rio de Janeiro, como fazia toda semana. Não houve tempo.</p>
<p style="text-align: justify">O Teatro de Arena fica na Rua Teodoro Baima, 94, próximo à Igreja da Consolação.  </p>
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		<title>Verniz fosco</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 00:56:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Conte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em uma briga, um garoto quebra os dentes de outro. Em seguida, os pais dos dois &#8212; muito civilizados &#8212; conversam sobre a situação. Civilizadamente. Esta é a história de Deus da Carnificina, peça da francesa Yasmina Reza, que estreou sexta (15) no Teatro Vivo. &#8220;Trata-se apenas aparentemente de uma comédia leve&#8221;, avalia o diretor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 567px"><img class=" " style="border: 0px" src="/teatro/wp-content/blogs.dir/113/files/foto_Guga__Melgar_507__1.jpg" border="0" alt="foto_Guga__Melgar_507__1.jpg" width="557" height="368" /><p class="wp-caption-text">Guga Melgar/DIV.</p></div>
<p style="text-align: justify">Em uma briga, um garoto quebra os dentes de outro. Em seguida, os pais dos dois &#8212; muito civilizados &#8212; conversam sobre a situação. Civilizadamente. Esta é a história de <strong>Deus da Carnificina</strong>, peça da francesa Yasmina Reza, que estreou sexta (15) no Teatro Vivo. &#8220;Trata-se apenas aparentemente de uma comédia leve&#8221;, avalia o diretor Emílio de Mello. É uma peça que trata da falta de solidariedade, de comunicação e até de respeito com o outro&#8221;, explica.</p>
<p style="text-align: justify">A incomunicabilidade do mundo contemporâneo é material de trabalho para vários dramaturgos, dos mais distintos, como Harold Pinter e Jan Fosse, entre tantos outros. Mas a abordagem de Reza é muito particular. Com um humor muito próprio, ela mira o &#8216;verniz social&#8217;, a pretensa polidez e equilíbrio (na peça, os adultos vividos por Deborah Evelyn, Paulo Betti, Julia Lemmertz e Orã Figueiredo) na vida em sociedade. A hipocrisia &#8212; e a selvageria &#8212; que o homem disfarça (ou tenta) com o decoro da civilidade.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Teatro Vivo (290 lug.). Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi, 7420-1520. 14 anos 75 min. 6ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 19h. R$ 50/R$ 70.</strong></p>
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		<title>Reinventando o passado</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 22:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É possível reinventar aquilo que já passou? É o que pretendem as atrizes uruguaias Florencia Infante e Danna Liberman, do grupo Impronta, no espetáculo de improvisação Histórias Descubiertas, que estreia amanhã, às 21h, na Sala Crisantempo (Vila Madalena). Dirigido por Cesar Gouvêa, um dos fundadores da Cia Jogando no Quintal o espetáculo &#8211; primeiro a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/teatro/files/2011/04/hist_descubiertas2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-812" src="http://blogs.estadao.com.br/teatro/files/2011/04/hist_descubiertas2.jpg" alt="" width="499" height="333" /></a></p>
<p>É possível reinventar aquilo que já passou? É o que pretendem as atrizes uruguaias Florencia Infante e Danna Liberman, do grupo <strong><em>Impronta</em></strong>, no espetáculo de improvisação <strong>Histórias Descubiertas</strong>, que estreia amanhã, às 21h, na Sala Crisantempo (Vila Madalena).</p>
<p>Dirigido por Cesar Gouvêa, um dos fundadores da <strong><em>Cia Jogando no Quinta</em></strong>l o espetáculo &#8211; primeiro a ser montado por companhias de países diferentes &#8211; foge ao padrão das montagens de improvisação já vistas por aqui; geralmente baseadas em jogos. Em <strong>Histórias Descubiertas</strong> o ponto de partida para as improvisações são fotos de infância das atrizes e fotos da plateia, tiradas com máquinas instantâneas. As cenas nascem então do fluxo de vontades que essas combinações de imagens despertam partir dessas imagens, explica Cesar.</p>
<p>Para desenvolver as histórias as atrizes têm quatro possibilidades, ou raias, como prefere o diretor. A primeira é a da improvisação, a segunda é a do palhaço, a terceira a do depoimento pessoal e a última a da metáfora. &#8220;Elas têm a liberdade de escolher e de transitar nessas raias, começando uma história na improvisação e dando continuidade no campo do depoimento pessoal, onde vai se valer da narração&#8221;.</p>
<p>Cesar define o espetáculo como sendo poético e diz não se tratar de um novo formato de improvisação. &#8220;É uma linguagem mais teatral. É o teatro fazendo uso da improvisação&#8221;.</p>
<p>A curta temporada de História Descubiertas vai até o dia 24/04. Daqui a trupe parte para apresentações no Chile e México.</p>
<p><strong>Sala Crisantempo (100 lug.). Rua Fidalga, 521, Vila Madalena, 3819-2287. 60 minutos. 14 anos. Sáb. 21h. Dom. 20h. R$20. Até 24/04. </strong></p>
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		<title>Dama da noite</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 16:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Conte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma garota entregue pelo próprio pai a um mundo de roubos e prostituição passa a ser protegida por um magnata. Ele assume sua educação e a tarefa de arrumar-lhe um marido. Mas, à medida que os pretendentes vão sendo apresentados, ela se dedica a destruir um por um, em uma queda trágica, que também a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="/teatro/wp-content/blogs.dir/113/files/devassa_eduardo_almeida.JPG" border="0" alt="devassa_eduardo_almeida.JPG" width="496" height="331" /></p>
<p style="text-align: justify">Uma garota entregue pelo próprio pai a um mundo de roubos e prostituição passa a ser protegida por um magnata. Ele assume sua educação e a tarefa de arrumar-lhe um marido. Mas, à medida que os pretendentes vão sendo apresentados, ela se dedica a destruir um por um, em uma queda trágica, que também a arrasta. Ela é Lulu, a personagem-título da peça homônima que inspirou <strong>Devassa</strong>, o novo espetáculo da Cia. dos Atores, que estreia hoje (25) no SEsc consolação. Escrito pelo alemão Frank Wedekind (de &#8216;O Despertar da Primavera&#8217;, que fez sucesso recentemente nas mãos da dupla Möller &amp; Botelho), o texto é uma bela mostra de sua poesia dura e impiedosa. Diferentemente de outros trabalhos do grupo &#8212; como &#8216;Ensaio.Hamlet&#8217; (2004) e &#8216;Melodrama&#8217; (1995), duas de suas mais marcantes criações &#8212; a direção não fica por conta de Enrique Diaz, mas de Nehle Franke, alemã radicada no Brasil, que imprime um olhar essencialmente contemporâneo a um autor sempre atual. Custa acreditar que o texto é de 1894.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sesc Consolação. Teatro Anchieta (320 lug.). R. Dr. Vila Nova, 245, 3234-4000. 90 min. 18 anos. 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. R$ 32. Até 1º5.</strong></p>
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		<title>Primeira-dama</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 16:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Conte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eva Perón é um mito político que encontra poucos pares na história. Não à toa, o compositor Tim Rice soube logo que tinha material para um grande musical. E não precisou de muito esforço para convencer Andrew Lloyd Webber, o papa dos musicais da Broadway, a entrar no projeto. Evita, que estreou em Londres em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="/teatro/wp-content/blogs.dir/113/files/evita_jf_diorio.JPG" border="0" alt="evita_jf_diorio.JPG" width="495" height="325" /></p>
<p style="text-align: justify">Eva Perón é um mito político que encontra poucos pares na história. Não à toa, o compositor Tim Rice soube logo que tinha material para um grande musical. E não precisou de muito esforço para convencer Andrew Lloyd Webber, o papa dos musicais da Broadway, a entrar no projeto. <strong>Evita</strong>, que estreou em Londres em 1978 (o disco com as canções do espetáculo, com ares de ópera-rock, saiu dois anos antes; a canção <em>Don&#8217;t cry for me, Argentina</em> foi um estrondoso sucesso), ganha agora sua primeira &#8212; e grandiloquente &#8212; versão brasileira, com os costumeiros apuro técnico e exuberância visual dos trabalhos do diretor Jorge Takla: são ao todo 45 atores e 20 músicos. Na montagem que estreia amanhã (26) no Teatro Alfa, Paula Capovilla dá vida à lendária primeira-dama argentina, ladeada por Daniel Boaventura (no papel de Juan Perón) e Fred Silveira (o narrador Che Guevara). O musical foge  de julgamentos políticos para centrar-se na história de amor entre Eva e Juan. Um dos grandes musicais da temporada 2011, que brilha dos figurinos de Fabio Namatame (são cerca de 350 trajes), inspirados em modelos de Christian Dior &#8212; um dos favoritos de Evita &#8211;, à afinação do elenco.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Teatro Alfa (1.110 lug.). R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. 130 min. 12 anos. 5ª, 21h; 6ª, 21h30; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 40/R$ 185. </strong></p>
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		<title>Teatro do dia: Sustentáculos, catch de improvisação</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 20:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma briga de marido e mulher onde o público mete a colher. É esse o espírito da nova temporada do Sustentáculos, espetáculo de improvisação que reestreou semana passada no Memphis Rock Bar, em Moema (SP) e que segue na programação da casa até junho, todas as terças, às 21h30. No palco, a dupla de improvisadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Uma briga de marido e mulher onde o público mete a colher. É esse o espírito da nova temporada do <em><strong><a href="http://sustentaculosojogo.com.br/blog/home/" target="_blank">Sustentáculos</a></strong></em>,  espetáculo de improvisação que reestreou semana passada no Memphis Rock Bar, em Moema (SP) e que segue na programação da casa até junho, todas as terças, às 21h30.</p>
<p style="text-align: justify">No palco, a dupla de improvisadores que vive um casal apaixonado se defronta com a dupla que encarna um casal à beira da separação. Ao fim de cada jogo a plateia vota na dupla cujo desempenho mais agradou.</p>
<p style="text-align: justify">A utilização de personagens como pano de fundo para as improvisações, segundo explica a diretora do grupo, Camila Graziano,  deve-se ao formato de improvisação utilizado no espetáculo, denominado &#8220;catch&#8221;. Originário da França, o formato caracteriza-se pela presença de personagens pré   determinados. Como na França o pano de fundo era o telecatch (aquelas   lutas livres combinadas), o formato acabou recebendo este nome.</p>
<p style="text-align: justify">A interação da plateia é plena. Além de votar na dupla preferida, ela também participa sugerindo títulos e locais para a improvisação e sorteando os jogos. E ao fim dos espetáculo, aqueles que tiverem coragem, podem desafiar a dupla vencedora da  noite. &#8220;Tudo acontece de forma bem descontraída e sempre há quem se arrisque&#8221;, diz Camila.</p>
<p style="text-align: justify">Então, quem se habilita?</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sustentáculos. Hoje (22/03). Memphis Rock Bar (300 lug). 18 anos.  Av. dos Imarés, 295, Moema, 5542-9767. 21h30.R$ 25. Até junho.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Maria Tendlau e o teatro no CCSP</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 15:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Conte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[acervo]]></category>
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		<category><![CDATA[Claudia Schapira]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro de Arena]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="/teatro/wp-content/blogs.dir/113/files/DSC_5556__2_.jpg" border="0" alt="DSC_5556__2_.jpg" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify">A fala doce e o olhar fundo, de uma mansidão monástica, parecem, inicialmente, que não vão acompanhar a velocidade do pensamento. Mas, após alguns instantes, a impressão se dissipa, entre sorrisos e raciocínios que se entrelaçam uns aos outros. <strong>Maria Tendlau</strong> é uma usina de ideias, em constante funcionamento. Nada escapa a um ar de inquieta curiosidade. Atriz, diretora, pesquisadora, pedagoga e agora nova curadora do Centro Cultural São Paulo, Maria coordenou a implantação do Projeto Teatro Vocacional, da Secretaria Municipal de Cultura, entre 2001 e 2004, experiência que resultou em uma dissertação de mestrado e um livro.</p>
<p style="text-align: justify">Com a responsabilidade de suceder Sebastião Milaré no cargo, Maria em pouco já chacoalhou a programação do CCSP. E já está às voltas com a idealização da programação especial de 2012, quando o Centro Cultural comemora 30 anos de idade. Ela encontrou um tempinho para conversar com a reportagem do <em>blog </em>sobre o que vem por aí neste que é um dos espaços mais queridos do público paulistano.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Queria que você começasse explicando as linhas gerais e os projetos da curadoria.</strong></p>
<p style="text-align: justify">De um ano pra cá, pelo menos, as curadorias têm funcionado por eixos curatoriais bienais. Existe um eixo central, bem amplo, a que todas respondem, que é &#8220;Cidade, Arte e Cultura&#8221;, e a partir daí cada curadoria constrói o seu. Eu propus que trabalhassemos com um eixo que chamei de &#8220;Teatro: fachadas, largos e estruturas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">A &#8220;fachada&#8221; é a programação que faz face à cidade. São espetáculos de boa referência, que passaram pela cidade&#8230; Também queremos retomar as estreias, perdemos um pouco disso. E as mostras de repertório, uma tradição da casa. O CCSP é também um espelho dessa programação, até pelos arquivos que temos. Nem só o que acontece aqui é o que fica registrado aqui. Entre 26 de abril e 1º de maio toda a programação estará voltada à 6ª Mostra Latinoamericana de Teatro, que esse ano acontece aqui.</p>
<p style="text-align: justify">Os &#8220;largos&#8221; são uma preocupação mais propositiva de tirar um pouco o olhar da produção e passá-lo para a recepção. Pensar como o teatro tem se relacionado com o publico. O CCSP é um espaço de convívio, aqui você pode simplesmente estar, além de transitar. Há um projeto junto com a curadoria de Teatro Infanto-Juvenil para este ano, provavelmente outubro, destinado a crianças de zero a três anos, ao mesmo tempo, para as mães  Sempre tivemos aqui muitas crianças e jovens, temos que pensar disso, fazer encontros.</p>
<p style="text-align: justify">E as &#8220;estruturas&#8221; consistem em abrir a linguagem para o público. Trazer as formas de organização dos coletivos, os processos de criação. Uma é o projeto <em>Monte e Desmonte</em>, que são encontros com os artistas em cartaz. Conversas, processos, demonstrações, encontros entre coletivos. A outra atividade dentro dessas é o <em>DCC</em>, da Ana Roxo e Claudia Schapira, que além de continuar acontecendo no Núcleo Bartolomeu também vai ser feito aqui toda última quarta do mês aqui na Sala Adoniran Barbosa. Em março (21 e 22), a Cia. Hiato vem aqui fazer ensaios abertos do novo espetáculo, &#8220;O Jardim&#8221;, além de reencenar o repertório: <em>Cachorro Morto </em>e <em>Escuro</em>.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Há também uma preocupação em pensar o espaço como elemento ligado à produção, não só à exibição?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Exatamente. A ideia é que sejamos um espaço em que o artista seja acolhido em sua criação e compartilhe isso com o público. Para isso, temos o plano de uma grande reforma de salas, que está para acontecer. É necessário que aconteça, e ainda esse ano. De certa forma, estamos tentando ocupar o corpo do CCSP. A Denise Stoklos fez sua mostra de repertório na Praça das Bibliotecas, e deu muito certo. O pessoal do Les Commediens Tropicales vai ocupar vários lugares da casa em abril. A idéia é não se prender à circunstância das salas.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>E planos em relação a memória, arquivos, acervos&#8230;?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Há algumas coisas bacanas. O João Caldas propôs um projeto de completar o acervo fotográfico desses 30 anos de atuação do CCSP. Há um bom material, mas faltam coisas, e ele se dispôs a completá-lo. Deve acontecer ainda esse ano. Outro projeto que temos em mente fazer algo com o acervo do Teatro de Arena, que está aqui, todo catalogado, mas ainda não foi exposto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify"><strong>E pessoalmente, pra você, como é estar à frente da curadoria?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Estou super desafiada. E muito feliz. Para todo mundo que faz teatro, tanto daqui como de fora, o CCSP é muito importante. É um verdadeiro espaço de formação na minha vida como atriz, como pessoa de teatro. É uma coisa meio paralela. Trabalhar num órgão publico, com politica cultural, e também como artista, é uma vida dupla. Eu tirei um ano sabático do coletivo que faço parte, há. essa ambiguidade. Acho importante ser artista para ser gestor, mas como mediar isso? No começo foi mais complicado, agora já acostumei&#8230;</p>
<p style="text-align: justify"><strong>E o que você enxerga hoje como resultado da experiência no Teatro Vocacional?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Eu acho que mudou, mudou muito. Aquela experiência foi transformadora. Óbvio que hoje o vocacional tem suas diferenças, outro aspecto. A cidade mudou, o Fomento é responsável por isso. É toda uma produção a que não se tinha acesso. Existia, mas não circulava. Hoje você tem muito mais registros do que está sendo trabalhado, as publicações, o exercício de convívio entre os grupos. E a questão pedagógica&#8230; Para mim, desde o Vocacional isso cada vez mais parece uma coisa só. Estou muito feliz porque vou poder encontrar os grupos do Vocacional aqui. O trabalho é o mesmo. Como é que você divide a produção, questiona, compartilha? Há uma distinção de escala, mas não do fazer. </p>
<p style="text-align: justify"><strong>A pergunta talvez seja uma só: que teatro queremos para essa cidade.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Exato. E quem é que faz? Quem é que assiste? Você só pode estar em um lugar ou nos dois? De certa forma, a história do teatro de grupo invadiu a questão pedagógica, e trouxe várias contribuições pra isso. Um outro jeito de compartilhar, de pensar o aprendizado e o fazer teatral. Como é que é esse &#8220;estar fazendo com outras pessoas&#8221; invade a cena? Não no sentido didático, mas no sentido de procedimento de encontro, de construção de conhecimento, o que é próprio da pedagogia.</p>
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		<title>Teatro, cinema e internet</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 21:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Conte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acontece]]></category>
		<category><![CDATA[Elias Andreato]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Kao]]></category>
		<category><![CDATA[Oficina Cultural Oswald de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Jesion]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro em Conexão]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Para Alguém]]></category>
		<category><![CDATA[workshop]]></category>

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		<description><![CDATA[O Teatro Para Alguém vem se firmando nos últimos dois anos com uma proposta bem interessante: produzir peças para serem transmitidas pela web. As criações do TPA, idealizado e liderado por Renata Jesion e Nelson Kao, são transmitidas ao vivo e posteriormente arquivadas no site, formando um acervo de peças (na foto, &#8216;Nunca Feche o Cruzamento&#8216;, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><img src="/teatro/wp-content/blogs.dir/113/files/Nunca_Feche_o_Cruzamento_2.jpg" border="0" alt="Nunca_Feche_o_Cruzamento_2.jpg" width="492" height="369" /></p>
<p style="text-align: justify">O Teatro Para Alguém vem se firmando nos últimos dois anos com uma proposta bem interessante: produzir peças para serem transmitidas pela <em>web</em>. As criações do TPA, idealizado e liderado por Renata Jesion e Nelson Kao, são transmitidas ao vivo e posteriormente arquivadas no site, formando um acervo de peças (na foto, &#8216;<a href="http://tinyurl.com/4gkbgba" target="_blank">Nunca Feche o Cruzamento</a>&#8216;, de Lucimar Mutarelli).</p>
<p style="text-align: justify">A partir de amanhã (15), o projeto dá um novo passo. Ao lado do ator e diretor Elias Andreato, o TPA promove um <em>workshop</em> dedicado a discutir as linguagens teatral e cinematográfica. Até 6ª (18), serão realizados dois ensaios abertos e dois debates na Oficina Cultural Oswald de Andrade (as inscrições estão encerradas). Como não poderia deixar de ser, tudo será <a href="http://www.teatroparaalguem.com.br" target="_blank">transmitido ao vivo pela internet</a>:</p>
<p style="text-align: justify">
<div style="text-align: justify">15/2 &#8211; Ensaio aberto de <em>Édipo</em>, por Elias Andreato.<br />
18h/22h30<br />
Convidados: Clovys Torres, Eucir de Souza, Fábio Herford, Nilton Bicudo, Romis Ferreira, Tânia Bondezan e Elis Andreato ministra o ensaio.</div>
<p style="text-align: justify">
<div style="text-align: justify">16/2- Debate: Fundamentos teóricos e práticos na Cultura Digital<br />
19h30/21h30<br />
Convidados: Cláudio Prado (Cultura Digital), Rachel Rosalen (Artes Eletrônicas), Fábio Ferreira (Diretor Teatral), Skowa e Nelson Kao e Renata Jesion como mediadores.</div>
<div style="text-align: justify">17/2 &#8211; Ensaio aberto de Vozes Urbanas, pelo Grupo Teatro Para Alguém<br />
18h/22h30<br />
Convidados: Sérgio Roveri, Lourenço Mutarelli, Zeca Bittercourt, Zemanuel Piñero, Lucas Pretti, Nelson Kao e Renata Jesion, do Teatro Para Alguém, como mediadores.</div>
<p style="text-align: justify">18/2 &#8211; Debate: O Teatro e seus espaços: tradicionais, não convencionais e virtuais.<br />
19h30 às 21h30<br />
Convidados: Antônio Araújo, José Fernando de Azevedo, Marcelo Lazaratto, e o Grupo Teatro Para Alguém.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.teatroparaalguem.com.br"><strong>www.teatroparaalguem.com.br</strong></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify"> </p>
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		<title>Amor de palco</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 13:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Conte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Só uma opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Tolentino de Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Sussekind]]></category>
		<category><![CDATA[Recordar é Viver]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Britto]]></category>
		<category><![CDATA[Suely Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Anchieta]]></category>

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		<description><![CDATA[GUGA MELGAR/DIV. Quando Sérgio Britto e Suely Franco engalfinham-se em embates de espezinhamento mútuo, daqueles que só acontecem após algumas décadas de convivência sob o mesmo teto, fica-se com a sensação de estar contemplando algo belo e raro. É uma ambivalência essencial: o pleno domínio de um ofício de natureza pública cria a impressão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align: center">
<dl>
<dt><img style="border: 0px" src="/teatro/wp-content/blogs.dir/113/files/recordar_guga_melgar.JPG" border="0" alt="recordar_guga_melgar.JPG" width="500" height="332" /></dt>
<dd>GUGA MELGAR/DIV.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify">Quando Sérgio Britto e Suely Franco engalfinham-se em embates de espezinhamento mútuo, daqueles que só acontecem após algumas décadas de convivência sob o mesmo teto, fica-se com a sensação de estar contemplando algo belo e raro. É uma ambivalência essencial: o pleno domínio de um ofício de natureza <em>pública</em> cria a impressão de compartilhar uma intimidade, por sua vez <em>privada</em>. Coisa de grandes atores.<br />
 <br />
Aí está o mérito de <strong>Recordar é Viver</strong>, que cumpre temporada no Teatro Anchieta do Sesc Consolação até o fim do mês. O termo &#8220;tragicomédia&#8221; talvez seja o menos inadequado para tentar defini-la, ainda que possa sugerir muitos equívocos. Isso pode ser efeito do desequilíbrio que marca a peça, que tem seus bons momentos na comédia, enquanto perde a potência nas incursões mais dramáticas do enredo.<br />
 <br />
O charme do espetáculo está justamente na elétrica união entre Suely e Sérgio, que interpretam os pais da família em crise que a peça acompanha. O teatro parece fazer isso com os que se entregam a ele de corpo e alma pela vida. Os dois se conhecem há tanto tempo, viveram tantos personagens juntos, que parece que algo diferente se instaura entre eles. É como se carregassem em si todos aqueles cenários, figurinos e falas, tantos mundos de tantas épocas.</p>
<p style="text-align: justify">Costuma-se dizer que atores com esse talento para o riso têm &#8220;tempo de comédia&#8221;. Suely Franco não tem tempo de comédia; ela personifica a própria comédia. Sérgio Britto, por sua vez, encanta pela simplicidade. Parece ter a tranquilidade de uma montanha.<br />
 <br />
Se o elenco não encontra o brilho habitual das direções de Eduardo Tolentino de Araújo, empresta cores honestas a personagens que, afinal, não dão subsídios para muitos matizes. O texto de Hélio Sussekind é o elo fraco da corrente dos elementos do espetáculo, limitando maiores ambições. Mas isso não importa. <em>Recordar é Viver</em> nos dá a chance de ver dois grandes atores que, juntos, são melhores ainda.<br />
 <br />
A noite de estreia reservou-lhes um aplauso caloroso e apaixonado. Ao louvar Suely e Sérgio, paixão de vida inteira dedicada aos palcos, a plateia do Sesc aplaudiu o próprio Teatro.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sesc Consolação. Teatro Anchieta (320 lug.). R. Dr. Vila Nova, 245, 3234-3000. 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. R$ 32. Até 27/2.</strong></p>
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