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Arlequim online

  • 3 de fevereiro de 2012|
  • 19h25|
  • Por Tatiana de Mello Dias

A revista Arlequim, marco fugaz do modernismo da década de 20, está na Brasiliana. A biblioteca online da USP digitalizou 25 fascículos da revista lançada em 1927 por Sud Mennucci, Maurício Goulart e Americo R. Netto.

A revista semanal começou a circular em 10 de novembro de 1927. Durou apenas um ano – o suficiente para que se firmasse como uma das publicações mais modernas da época, e a que melhor retratava a cidade de São Paulo daqueles dias.

“Na meia tinta da sua garoa, forjam-se energias que dão para alimentar toda a fome do território. Á sua penumbra de cidade ingleza, o pensamento novo do paiz exige as columnas vertebraes do grande organismo de amanhã. Sob a toada das suas fábricas, alargam-se os horisontes da prosperidade nacional (…).
A Paulicea é uma rapariga privilegiada e modesta. É uma rainha sem apparatos. (…)”

Trecho da edição 5 da revista, publicada em 8 de dezembro de 1927

As capas da revista eram sempre ilustradas com uma variação do losango característico das roupas dos arlequins. Aos poucos, a revista tornou-se uma publicação feminina. Não era direcionada apenas às mulheres, mas conquistou o público dando espaço cada vez maior à escritoras e poetisas em suas páginas.

“A leitura da revista oferece ao leitor olhares instigantes acerca de São Paulo e das mulheres naqueles anos, tudo temperado pelas discussões que a Semana de Arte Moderna despertara alguns anos antes e que naquele momento ainda fervilhava”, escreveu Rosangela de Jesus Silva, doutora em História da Arte pela Unicamp, sobre a publicação.

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Quem Faz
A jornalista Tatiana de Mello Dias, 26 anos, é paulistana e também estudou Ciências Sociais. Em oito anos de jornalismo, já cobriu cidadania, economia, ciência, cultura e educação. Desde 2007, escreve sobre tecnologia e cultura digital.
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