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15 de Abril de 2010

 

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Executivos de RH querem ouvir sua experiência de vida

11 de junho de 2012 | 16h06

Fernando Scheller

Conversei essa semana com a diretora de recursos humanos da Unilever, Jessica Hollaender, sobre o que conta a favor na hora de uma seleção de emprego. Experiência de vida (qualquer tipo de experiência) são valorosas para quem está nos primeiros anos de carreira, começa a ir às primeiras entrevistas e a disputar programas de trainee.

Segundo Jessica, é preciso que as pessoas saibam bem contar sua história. Geralmente, isso não é problema para quem passou por algum tipo de experiência que é certamente valorizada no mercado de trabalho. Por exemplo, os alunos que fizeram intercâmbio fora do País sabem enumerar as dificuldades que enfrentaram ao morar sozinhos e como isso impactou em sua vida.

As pessoas que não tiveram essa oportunidade, e que são a esmagadora maioria no início de carreira, podem também relatar suas próprias experiências de vida para mostrar que são capazes de superar dificuldade. Se uma pessoa cuidava dos irmãos menores quando tinha dez anos de idade, fazia o almoço e ainda dava conta da escola, essa informação é interessante para o recrutador.

Uma das coisas que precisam ficar de fora da sala da entrevista é a vergonha. Orgulhe-se do seu passado e conte suas dificuldades e aprendizados com objetividade. É o tipo de informação que pode ajudar e ser um diferencial na hora da contratação.

Você é do tipo de empregado que reclama de tudo? Policie-se

31 de março de 2011 | 17h16

Fernando Scheller

Conversei com o especialista em carreiras e professor da Universidade de Stanford, Robert Sutton, sobre como criar um melhor clima corporativo e chegamos à conclusão de que existe um tipo de profissional que pode, sem perceber, sem muito nocivo à equipe da qual faz parte: o “reclamão”.

Segundo Sutton, os reclamões se dividem em dois grupos distintos: os que se queixam por esporte, embora na verdade estejam de forma geral satisfeitos com a vida e a profissão. E os que deixam a vida corporativa se tornar algo realmente pesado, e realmente têm raiva (às vezes, até ódio) de todos os que trabalham à sua volta.

Embora ser um reclamão de plantão, daquele que fala mal dos outros e da vida durante a pausa para o café, possa não fazer mal a ninguém, é o tipo de atitude que, olhada de longe, pode ser mal interpretada. Ou seja: quem está de fora, não sabe a fonte da queixa; se é “rasa” e quase em tom de brincadeira ou “profunda” e cheia de ressentimento.

Hoje em dia, tanto o professor de Stanford quanto outros especialistas mundiais em ambiente corporativo dizem que é necessário saber identificar as “maçãs podres”, os elementos que desestruturam o equilíbrio de uma organização. Em outras palavras, para usar o título de um livro de Sutton, as empresas estão bravando: “Chega de Babaquice!”. Mesmo que seja a babaquice dos reclamões de mentirinha.

Tem pânico de entrevista de emprego? Veja como controlar a ansiedade

31 de agosto de 2010 | 12h27

Fernando Scheller

O João Luís, nosso leitor, conta que tem um medo inexplicável de entrevista de emprego:

“Fiz duas entrevistas e particularmente em uma delas, com um consultor de uma grande consultoria, para o Banco Itaú, travei. Preparei-me psicologicamente para não tremer, mas a ansiedade foi tanta… O consultor tem que testar suas habilidades, conferir se o candidato mente ou não, mas achei o processo cruel. O interrogatório faz sua cabeça girar e dá branco, você esquece as coisas mais importantes, as palavras não vêm à boca e você sai da sala com o sentimento amargo na garganta. Sinto-me como se estivesse no proctologista.”

Jaqueline Weigel, diretora-geral da Weigel Coaching, diz que este tipo de sentimento é normal e afirma que é preciso “treinar” com antecedência. Quanto mais prática, melhor será o resultado na “hora H”:

“Entendo perfeitamente sua reação, pois ela é mais normal do que se imagina. O estado nervoso é comum mesmo para os mais experientes e preparados. Afinal, a entrevista é um momento de avaliação. A preparação deve incluir conteúdo, exercícios de possíveis respostas e talvez um ensaio pré-evento. O entrevistador também tem um papel difícil, pois precisa escolher entre muitos candidadtos o que melhor atende as necessidades da empresa. O entrevistador observa suas qualificações técnicas, sua postura, seu modo de falar, sua habilidade de gerenciar emoções e de ficar sereno mediante um momento como este. Muitas vezes, pessoas qualificadas tecnicamente falham no quesito comportamento. E como você reagirá caso seja contratado e existir uma situação similar?

Minha dica é que você desenvolva esta habilidade com amigos, na  família ou até mesmo na frente do espelho. Um dos grandes obstáculos numa entrevista é o medo, que se apresenta em diversas formas: medo de ser avaliado, de não atender às expectativas e de passar por um julgamento. Liberte-se dos receios e dê atenção ao que é talentoso em você. Todos nós temos limitações. O importante é ficar tranquilo, respirar fundo, pensar antes de responder e saber que, se não obter êxito nessa entrevista, outras virão. Seja sincero, honesto, mostre vontade de aprender e interesse pela vaga. Pode não resolver sempre, mas ajuda. Boa sorte.”

E você, já passou por um momento de pânico em entrevistas? Tem uma técnica para controlar a ansiedade? Partilhe com a gente.

Você controla sua personalidade no trabalho?

24 de agosto de 2010 | 11h29

Fernando Scheller

Você pode se achar o máximo, mas, no trabalho tente controlar seus instintos. Este é o recado por trás do livro “A Arte da Persuasão”, de Tonya Reiman, colaboradora do setor de carreiras do canal norte-americano ”Fox News”, que está saindo no Brasil pela Lua de Papel, braço de negócios da editora portuguesa Leya.

O livro propõe que, no trabalho, os traços da personalidade de uma pessoa devem ser controlados. E a autora defende que se trata de um exercício diário: “Se eu sou muito extrovertida, não posso usar isso como desculpa para ser informal com meu colega, meu chefe e o presidente da empresa. É preciso ter a noção de que o ambiente de trabalho exige formalidade.”

Em outras palavras: é importante, sim, separar a vida pessoal da profissional.

E você? Já fez uma reflexão sobre o seu comportamento corporativo? Você consegue separar a vida pessoal da profissional? Fez alguma coisa que se arrependeu depois?

Com o fim da Copa, contratações ganham fôlego

9 de julho de 2010 | 13h11

Fernando Scheller

Embora a Copa do Mundo só termine oficialmente no fim de semana, para os brasileiros ela acabou no início deste mês, quando o seleção perdeu para a Holanda por 2 a 1, deixando o mundial nas quartas de final.

O efeito da saída precoce do Brasil da Copa do Mundo também é sentida por quem está procurando emprego: os departamentos de recursos humanos, que andavam meio devagar durante a competição – segundo me disseram leitores, as agências de emprego diziam que a marcação de entrevistas havia diminuído muito em junho, por conta do mundial -, voltaram com força total.

Um leitor me contou que, depois de semanas sem nenhuma entrevista de emprego marcada, agora tem duas agendadas para a semana que vem.

Portanto, se você está em busca de uma nova colocação, arregace as mangas e vá à luta. A hora é propícia.

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