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15 de Abril de 2010

 

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Prepare-se para 2012 fazendo sua própria avaliação de desempenho

27 de dezembro de 2011 | 18h23

Fernando Scheller

É comum que as empresas usem o começo do ano para a avaliação de desempenho dos funcionários. Na correria do dia a dia, muitas vezes é difícil ter uma noção real da visão alheia sobre nosso trabalho. Por isso, é bom usar caneta e papel para elencar quais são seus pontos fortes e fracos.

Assim, você tem mais argumentos na hora de ouvir a avaliação do seu chefe. É positivo mostrar ambição, pensando como você pretende desenvolver o que já construiu nos últimos tempos ao longo do próximo ano. ”Se você tem algo específico em mente, como uma promoção, é a hora de trazer à tona”, afirmou ao “The New York Times” a especialista em desenvolvimento pessoal Kimberly Bohr.

Outro cuidado importante, caso a avaliação seja supreendentemente negativa, é evitar o confronto. É melhor deixar o momento passar e pedir uma conversa posterior, caso você ache importante contra-argumentar. Mas sem nunca esquecer os limites da boa educação.

Se o processo de autoavaliação que você fizer anteriormente for realmente honesto, as chances de que a surpresa com a avaliação seja total ficam bem menores. Além do mais, tente lembrar quantas conversas você teve ao longo do ano com seu chefe. Se uma determinada reclamação vier à tona pela primeira vez, aponte isso (com calma).

Especialmente em grandes organizações, não mostre desespero ou pressione demais seu chefe por um aumento. Como bem lembram diversas das reportagens publicadas na seção de Carreiras do “Estadão” este ano, uma decisão sobre uma mudança de salário nem sempre é rápida. Às vezes é necessário um processo longo para que a decisão seja tomada.

Quanto mais alto o cargo, mais complicado fica. Para cargos de direção é comum que um processo de promoção leve meses. Na francesa Air Liquide, por exemplo, um comitê global determina certas promoções, e a deliberação dura seis meses.

Então, o melhor caminho, antes da avaliação de desempenho, é voltar as origens: divida a página em duas e comece a listar seus pontos positivos e negativos. Caso você não encontre nada a melhorar, com certeza há algo de errado. Pense com mais afinco para evitar surpresas desagradáveis. 

Bom ano novo a todos os leitores do “Sua Chance”. E muitas realizações profissionais em 2012!

Empresas espanholas se assustam com salários no Brasil

24 de novembro de 2011 | 17h22

Fernando Scheller

Todos os dias nos noticiários sai uma nova má notícia sobre a economia espanhola. O país, que vive uma espécie de recessão crônica (o desemprego é o maior da Europa, na casa de 22%), tem a tradição de investir no mercado brasileiro. Gigantes nacionais como a Telefônica e o banco Santander são de origem espanhola. E a fila de investidores do país em busca de oportunidades no Brasil, um mercado em crescimento, só cresce.

De acordo com Paulo Pontes, executivo da consultoria em RH Michael Page, pelo menos cinco ou seis empresas espanholas procuram a área de busca de executivos da companhia querendo contratar profissionais para iniciar uma operação local. A intenção, muitas vezes, esbarra no salário. “Hoje, os salários no Brasil estão mesmo inflacionados. Para conseguir um bom executivo, é necessário pagar bem mais do que na Europa. Eles se surpreendem com os valores”, diz ele.

Após o susto, afirma Pontes, a empresa tem três caminhos a seguir: se estiver em má condição financeira, acaba por desistir do investimento; o segundo (e, segundo ele, melhor) caminho é o investidor se adequar às normas do mercado e pagar o preço correto por um bom profissional; e a terceira saída é apostar em um profissional júnior, que terá a primeira chance de comandar um negócio (uma estratégia mais barata, mas que também embute riscos).

Facebook atinge 25 milhões de usuários (e busca profissionais no Brasil)

18 de agosto de 2011 | 16h46

Fernando Scheller

A rede social Facebook atingiu 25 milhões de usuários no País. Há cinco meses no comando da operação da rede social fundada por Mark Zuckerberg no País, o executivo Alexandre Hohagen (ex-Google) corre para terminar de montar a equipe brasileira da companhia. Até agora, contratou 16 pessoas e está em busca de mais gente para fazer do site um sucesso não só de público, mas também comercial.

Em entrevista nesta quinta-feira, Hohagen afirmou que o crescimento da rede social no País se deu principalmente a partir do início deste ano, e foi muito ajudado pelo filme indicado ao Oscar “A Rede Social”, de David Fincher. Apesar de pintar um retrato não muito simpático de Zuckerberg, a produção hollywoodiana ajudou a aguçar a curiosidade do consumidor brasileiro pelo Facebook.

“Também sentimos um salto grande depois do fim das férias de verão. Nosso crescimento se deu basicamente este ano”, diz ele, afirmando que não está preocupado em igualar o número de usuários da rede que ainda é líder no País, o Orkut.

Desde julho do ano passado (portanto, em 13 meses), Hohagen diz que o número de usuários do Facebook no País mais do que quadruplicou: passou de 6 milhões para os atuais 25 milhões. Nos últimos meses, o executivo tem feito um tour pelas agências de publicidade do País para explicar as ferramentas de promoção do Facebook. A ideia é dar subsídios para que as marcas possam “bombar” suas páginas de perfil com anúncios e links patrocinados.

Alexandre Hohagen diz que as informações sobre as vagas disponíveis no Facebook (ele não revela quantas serão, mas diz que pretende estar com a equipe montada até o fim do ano) podem ser acessadas na página de carreiras da rede social (clique aqui para ser direcionado para o link)

Em busca dos candidatos ‘acomodados’

18 de julho de 2011 | 18h41

Fernando Scheller

Você está tranquilo, trabalhando em sua mesa. De repente, o telefone toca e é um head hunter. Qual é a sua reação?

Se você não sabe ainda qual é a resposta, é melhor pensar rápido.  É bem provável que seu telefone em breve toque, e você precise saber o que fazer. (O telefone tocar é, claro, uma força de expressão: a sua página do LinkedIn ou mesmo do Facebook também podem ser uma forma de acesso)

De acordo com Eraldo Benazzi, gerente da regional São Paulo da empresa carioca de head hunting Brain, existem três tipos de candidatos atualmente: 25% do total são aqueles que estão sempre preparados para uma oferta de trabalho, e buscam ativamente oportunidades; 30% são aqueles que, felizes com a atual situação, nem ouvem a proposta; os 45% restantes estão satisfeitos com o atual trabalho, mas dispostos a ouvir uma proposta espontânea.

Segundo Benazzi, esses 45% são justamente os profissionais mais buscados atualmente. E são esses trabalhadores que as consultorias e departamentos de recursos humanos têm mais dificuldade de encontrar. “É preciso buscar esse pessoal ativamente, para oferecer um perfil mais variado de candidatos (às empresas).”

Portanto, não fique assustado se o seu telefone tocar nos próximos dias. E prepare-se para pensar bem sobre os seus próximos passos profissionais.

Você trabalha em uma empresa com regras claras?

18 de fevereiro de 2011 | 13h16

Fernando Scheller

Se a resposta é não, cuidado.

As empresas que aparecem nos rankings de melhores companhias para trabalhar têm, geralmente, algo em comum: regras claras sobre comportamento corporativo, promoções para os funcionários e a própria situação financeira do negócio. Na Caterpillar, uma das melhores empresas para trabalhar, o principal executivo fez reuniões com o pessoal de chão de fábrica para debater os problemas da companhia durante a crise financeira mundial de 2008. Resultado: a empresa apareceu perto do topo das melhores para trabalhar do instituto Great Place to Work.

E essa clareza, dizem advogados, precisa se estender aos detalhes. O advogado Renato Canizares, da área trabalhista do escritório Demarest & Almeida, afirma que as empresas devem estabelecer parâmetros para o uso dos smartphones, especialmente aqueles de propriedade da corporação. “O melhor é recomendar que o aparelho seja usado somente em horário de trabalho.” Sem um direcionamento específico, diz ele, a companhia pode abrir a porta para processos trabalhistas. E a tecnologia, em vez de ajudar o dia a dia de trabalho, pode se tornar um tiro no pé.

Sobre a importância da festa ‘da firma’ no fim do ano

13 de dezembro de 2010 | 19h35

Fernando Scheller

Se você é do tipo que se incomoda com os colegas impertinentes após um ou dois drinques e foge das confraternizações de fim de ano de sua empresa, faz parte de uma minoria. Segundo a consultoria Robert Half, a festa de fim de ano da “firma” é sim importante para a maioria dos funcionários.

A consultoria distribuiu mais de 2,4 mil questionários ao redor do mundo e descobriu que a festinha antes do Natal é apreciada pela maior parte dos trabalhadores. Ao serem questionados se ficariam incomodados caso a confraternização planejada fosse suspensa, mais de 60% dos ouvidos disseram que ficaram “chateados” ou “muito chateados”. Somente 32% disseram que um eventual cancelamento não faria diferença nenhuma.

E você? Acha que a festa de fim de ano realmente cumpre um propósito? Ou é do tipo que evita o evento para evitar desconforto no dia seguinte? Partilhe sua opinião.

Você é competente ou arrogante?

21 de setembro de 2010 | 14h00

Fernando Scheller

Como já diriam nossas mães (e avós), tudo em excesso faz mal. Mesmo competência em excesso pode ser prejudicial à vida profissional. Especialmente porque, na maioria das vezes, a visão que temos de nós mesmos não corresponde à realidade. Sendo assim, quem acha que é muito competente pode (e deve) na verdade estar errado: a arrogância não faz bem a ninguém.

Uma consultora de RH que conheci diz que está escrevendo um livro sobre este tipo de ilusão que os profissionais formam sobre si mesmos: o imaginado “excesso de competência” pode se traduzir em práticas nocivas, especialmente se o profissional estiver em cargos de chefia. A arrogância pode levar a uma equipe menos unida e, por isso mesmo, menos eficiente. E os funcionários, renitentes, cumprem o que o chefe manda somente na frente dele.

Um chefe cheio de autoconfiança e certo de que tudo o que ele diz e pensa está correto pode ser nocivo para as empresas no longo prazo. A consultora afirma que gente assim costuma ser obrigado a dar passos atrás após um tempo de carreira. “A gente vê pessoas que, há 20 anos, eram presidentes e hoje estão em cargos médios, voltaram atrás.” A instransigência é um dos males que pode levar ao retrocesso.

E você? Já analisou como você se comporta? Está apenas confiante ou acha que sabe mais do que todo mundo (se é que isso é possível)? Fica a proposta de reflexão.

Uma nova era em que o executivo de RH tem o poder

14 de setembro de 2010 | 11h52

Fernando Scheller

Com a escassez de mão de obra em diversas áreas, especialistas em gestão e carreiras afirmam que a importância do executivo de recursos humanos tende a crescer dentro das grandes companhias. Um deles é Moisés Sznifer, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e fundador da consultoria Idea: ele lembra que empresas que dependem de pessoal de alto nível, como o Google, já têm a figura do Chief People Officer (CPO), que confere mais importância ao responsável pela gestão de pessoas. Outro exemplo de companhia que já tem o CPO é a gigante varejista Walmart.

Segundo Ricardo Gomez, diretor da consultoria da IBM para América Latina, uma das maiores preocupações atuais dos presidentes de empresa é a escassez de mão de obra treinada. Segundo ele, com o desemprego em queda e oportunidades disponíveis, é mais difícil “fidelizar” bons profissionais e a rotatividade tende a aumentar. Portanto, uma boa política de RH é chave para a retenção de talentos. Ele afirma que, no Brasil, o executivo de pessoas ainda não chegou aos altos escalões. “Se isso acontecer, acho que as pessoas que ocupam os cargos também vão mudar.”

E você? Acha que o RH merece mais importância dentro das empresas? Tem alguma história que mostra que isso ainda não ocorre na prática? Dê sua opinião.

O que diz o seu terno? Vendedor de carro usado ou executivo?

26 de agosto de 2010 | 15h38

Fernando Scheller

Tive uma conversa muito agradável com Tonya Reiman, publicada hoje no ‘Estadão’, sobre a importância da comunicação não-verbal na esfera profissional. Há quem desqualifique como bobagem, mas é no mínimo divertido especular se um gesto, um sorriso ou um aperto de mão podem fazer a diferença na hora da conquista de uma vaga muito sonhada.

Para ler a entrevista completa, clique aqui

Se você não acredita no poder da comunicação não-verbal, tudo bem. Tonya, que é palestrante motivacional e dá dicas de carreira no canal norte-americano Fox News, também inclui um capítulo de estilo no livro “A Arte da Persuasão”.

Veja alguns pontos:

- Vista-se sempre um “degrau” acima: uma camisa bem escolhida e uma gravata que realmente combina pode fazer a diferença entre parecer um vendedor de carros usados e um executivo.

- “Pareça alto”: uma pesquisa diz que, na Austrália, os homens de 1,80 metro ganham US$ 1 mil a mais por ano dos que os que têm 1,75 metro. Mas não é uma questão de “ser”, e sim de parecer. Segundo a autora, parecer confiante e manter uma postura ereta (além de vestir-se bem) pode enganar os olhos do interlocutor.

- Maquiagem discreta: para mulheres, a dica é usar maquiagem e batom perto dos tons naturais do rosto. Maquiagem demais, além disso, acaba por acentuar as imperfeições, diz a autora.

- Cabelos: independente da moda, é bom manter a discrição. Cabelos curtos para homens; para mulheres, presos.

- Assumir a careca: com uma postura confiante, um homem de cabeça raspada pode melhorar sua aparência, distanciando-se do grande número de homens que “apenas perderam os cabelos”.

E você, acha que a gravata e o corte de cabelos certos fazem mesmo diferença? Acha tudo besteira? Um profissional bem vestido e de bom gosto pode ganhar pontos a mais, em relação a um candidato de perfil acadêmico e de experiência parecido?

(Aproveite o espaço: critique, dê sua opinião, faça sugestões)

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