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15 de Abril de 2010

 

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O chefe tem de estar pronto para fazer o ‘trabalho sujo’

26 de março de 2012 | 19h37

Fernando Scheller

Hoje em dia, nas organizações, é comum que os trainees e profissionais júnior tenham como meta de vida ser gestor, ter um cargo de gerência para exibir no currículo. Todos carregam na cabeça a imagem do líder motivador, que incentivará seus funcionários a trilhar os caminhos para um melhor resultado para a empresa.

No entanto, segundo o consultor Victor Martinez, da Thomas Brasil, o chefe precisa estar pronto para fazer o “trabalho sujo” da liderança. Ou seja: dar feedback negativo, tomar medidas impopulares (como cortes de custos e benefícios, quando for o caso) e aplicar sanções a seus subordinados, caso necessário.

“Isso não ocorre de uma hora para a outra. É preciso identificar antes quem tem o perfil para ser líder”, diz Martinez. “Você pode treinar uma pessoa para ser chefe, mas é preciso saber antes se ela entende a função e se tem vontade de ir adiante. Só depois disso você pode ensinar o que é preciso e deixar que ela pratique o que aprendeu.”

 

Veja perfil procurado pelo MBA brasileiro entre ‘top 100’ no mundo

1 de fevereiro de 2012 | 19h30

Fernando Scheller

Listado entre os cem melhores cursos de MBA do mundo do jornal “Financial Times”, o curso do Coppead, instituto de administração da UFRJ, tem a vantagem de ser gratuito. Mas a “peneira” para entrar é fina: são entre 40 e 50 vagas por ano, com concorrência de cinco inscrições para cada aprovação. Além disso, por ser um curso de período integral com duração de dois anos, o aluno terá de ficar pelo menos 18 meses sem trabalhar (uma das condições para ser aceito é concordar com o regime de dedicação exclusiva).

O objetivo, segundo a coordenadora do curso, Denise Fleck, é que a turma tenha uma boa cultura geral. “Nós temos entre 40 e 50 vagas todos os anos, e não exigimos conhecimento prévio em administração. É o profissional de perfil generalista que vai mais tarde ocupar a posição principal de uma organização. É preciso que a pessoa seja sensível às diferentes áreas”, explica Denise.

Entre as disciplinas do curso estão matemática financeira, estatística, linguagem e argumentação, marketing e comportamento organizacional. A concepção das aulas, segundo ex-alunos ouvidos pelo ‘Sua Chance’, leva em consideração tanto a importância do conhecimento teórico quanto as últimas tendências em gestão do mercado. O objetivo é que o aluno, após o curso, esteja preparado para trabalhar em diferentes áreas, podendo fazer uma migração de carreira.

As aulas do ano letivo de 2012 começaram no último dia 30. O edital para a turma de 2013 geralmente é lançado no meio do ano (as inscrições normalmente ocorrem entre julho e setembro). Para poder concorrer a uma vaga, o candidato tem que realizar um teste da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Anpad). Os melhores classificados são convocados para provas discursivas de português, inglês e métodos quantitativos.

‘Margin Call’: veja o filme e reflita sobre sua carreira

1 de fevereiro de 2012 | 12h26

Fernando Scheller

Quem é esperto usa todas as oportunidades para refletir sobre a carreira. E um filme que passou rapidamente nos cinemas, mas já está disponível em DVD, permite justamente isso. Trata-se de “Margin Call, O Dia Antes do Fim”, escrito e dirigido por J.C. Chandor. É um retrato do que ocorreu em grandes bancos de investimento durante a crise de 2008. Ou seja: caso você não tenha noção da importância histórica da turbulência econômica iniciada pela quebra do Banco Lehman Brothers, em 15/09/2008, trata-se de uma sessão de cinema em casa duplamente útil.

O filme começa com um grande corte de custos em um banco de investimentos com filiais em diversas partes do mundo. Oitenta por cento dos funcionários são demitidos, incluindo o gestor de riscos da empresa, Eric Dale (Stanley Tucci). Ele está trabalhando em algo muito importante e, mesmo escoltado por seguranças para fora do prédio, arranja uma forma de repassar um pen drive com dados sobre sua última tarefa não terminada. Enquanto Sam Rogers (Kevin Spacey), chefe do departamento de renda variável, discursa sobre o valor dos funcionários que ficaram, o jovem Peter Sulivan (Zachary Quinto) resolve dar uma olhada nas informações deixadas pelo chefe demitido.

Nesses primeiros dez minutos, o filme já distribui algumas lições de carreira: 1) como se comportar em caso de demissão. Eric Dale, apesar da surpresa da dispensa, não se altera e simplesmente segue o protocolo a ele imposto (não há mesmo muito a fazer); 2) o mesmo Eric, ao repassar o pen drive a Peter, mostra que nem sempre o trabalho termina com o bilhete azul. Há tarefas importantes demais para serem ignoradas; 3) Sam discursa, tentando motivar a equipe que permaneceu (a interpretação de Kevin Spacey é brilhante, pois, como todo o gerente, ele acaba assumindo um personagem ao tentar motivar pessoas); 4) Peter realmente olha com cuidado as informações deixadas por Sam e descobre que o rombo é bem pior do que se poderia imaginar.

E isso é só o começo. Recheado de bons atores (Paul Bettany, Simon Baker, Demi Moore e um sensacional Jeremy Irons como o presidente da instituição), “Margin Call” é uma lição de carreira atrás da outra. Ao longo de um dia que parece nunca terminar (todos “viram” a madrugada no escritório), há decisões e acontecimentos que podem servir de reflexão ética, de trabalho em equipe, de retórica e até do momento certo em sair de cena. Na briga entre dinheiro e dignidade, como quase sempre acontece no mundo real, quase todos os envolvidos escolhem o primeiro. Ponto para o filme pelo choque de realidade.

Use o ‘marasmo’ de início de ano para fazer contatos

6 de janeiro de 2012 | 15h46

Fernando Scheller

Todo mundo sabe, a essa altura, que o networking é muito importante para a carreira de qualquer profissional. Neste início de ano, com muita gente em férias e as empresas ainda andando em marcha lenta, fica mais fácil conseguir sair no horário no fim do dia. Pode ser uma boa forma de colocar os contatos em dia.

Mandar um e-mail para aquele ex-colega ou ex-chefe pode ser um bom começo. Se ele (ou ela) estiver na cidade, vale a pena marcar um almoço, um café ou um chope após o expediente. Se ambos estiverem de férias e na mesma cidade, melhor ainda. É possível marcar um horário para conversar descontraidamente. O tema profissão naturalmente vai aparecer.

Um encontro de início de ano é uma forma de o profissional fazer contatos com calma, sem a pressão dos períodos mais estressantes do ano. Além disso, se você não estiver com pressa para trocar de emprego, é também um jeito de entender melhor como o mercado percebe seus valores e habilidades. Quanto mais calmo em relação a uma mudança o trabalhador estiver, melhor será a conversa.

Então, pegue o caderninho de telefones e comece a fazer ligações. Quem sabe uma boa oportunidade profissional não surja de uma conversa informal.

‘Vaga confidencial’ está com os dias contados

5 de dezembro de 2011 | 16h47

Fernando Scheller

Uma prática comum entre as empresas brasileiras – a oferta de vagas de trabalho “confidencial”, em que o candidato passa boa parte do processo “no escuro” sobre a identidade da contratante – está com os dias contados.

De acordo com o vice-presidente executivo da empresa de recrutamento Monster para a América Latina, Rob Brouwer, atualmente é preciso que as companhias trabalhem sua marca também na hora de contratar. “Claro que, se for uma posição estratégica, em que a pessoa que será substituída ainda nem foi demitida, isso é válido. Mas as empresas exageram ao tratar tudo como confidencial”, diz.

Ele diz que a clareza é uma ferramenta fundamental para atair talentos atualmente. Por isso, a Monster, que hoje tem 1,2 milhão de currículos cadastrados no País, diz que é necessário que as empresas “vendam seu peixe” ao criar uma vaga. Os negócios precisam dar uma ideia do ambiente de trabalho, da política de remuneração e dos valores da companhia àqueles que se candidatam.

“Hoje em dia, o Brasil vive algo inédito, uma ‘guerra de talentos’. É uma questão não apenas de falta de pessoas, mas principalmente de qualidade dos trabalhadores”, afirma Brouwer. “A confidencialidade exagerada fica no meio do caminho da criação de uma marca para um empregador.”

Você quer sair, a empresa faz contraproposta. O que fazer?

1 de novembro de 2011 | 17h34

Fernando Scheller

Em tempos de mercado aquecido, é cada vez mais comum as empresas entrarem em uma disputa monetária pelos funcionários. Mas, na hora da decisão, as pessoas costumam mudar de emprego atual mesmo quando recebem uma proposta salarial interessante da companhia atual?

Segundo um levantamento da consultoria DMRH mostra que a maioria dos profissionais, quando confrontada com uma proposta interessante, prefere ir para o novo desafio. Entre o total de desistentes de vagas contratadas pela DM Especialistas ao longo de 2011, somente 29,5% rejeitaram uma oferta por conta de contraproposta do empregador atual.

Com o mercado aquecido, o principal problema, conta a consultoria, foram as propostas concomitantes. Do total de desistentes em processos seletivos, 70,5% disseram “não” a uma determinada proposta porque ela chegou “atrasada”, já que o candidato tinha aceitado uma proposta de um processo seletivo encerrado anteriormente.

Isso pode ser um indicativo de que salário, no fim das contas, não é tudo. Em tempos de mercado aquecido, talvez os candidatos estejam acreditando que vale mais a pena tentar uma experiência nova do que ficar no mesmo lugar, mesmo que ganhando mais.

E você, já passou por uma situação semelhante de contraproposta? Qual foi a sua decisão? Conte para a gente.

Você pensa na direção que a sua carreira deve tomar?

26 de outubro de 2011 | 15h27

Fernando Scheller

Em tempos de vacas gordas no mercado de trabalho, pular de galho em galho em busca de um salário maior é uma grande tentação. No entanto, ao mudar rapidamente de um emprego para o outro, o jovem profissional pode se ver, em um momento menos favorável, com um perfil profissional que não conta uma história linear.

Explique-se: com a chuva de ofertas que é comum atualmente (e que beneficia os profissionais bem treinados e formados), muita gente acaba migrando de um setor para outro, de um perfil de empresa para outro. Assim, a história profissional pode deixar os recrutadores confusos, já que reflete uma falta de planejamento para a própria carreira.

Empresas internacionais que estão chegando agora ao Brasil percebem bem essa falta de direcionamento: o profissional, muitas vezes, pensa apenas no cargo e no salário, e não no trabalho a fazer. Assim, há gente que troca uma média empresa por uma startup, depois vai para uma grande empresa e não consegue se tornar um especialista em nada, porque o tempo de permanência é muito pequeno para que um projeto relevante em cada empresa seja concluído.

O empresário alemão Phillipp Bock, da startup Allpago, sentiu essa falta de projeto na pele: contratou, por R$ 8 mil, uma gerente para a operação de sua empresa, especializada em facilitar a transferência do faturamento brasileiro para empresas de internet baseadas no exterior. Como qualquer empresa nascente, a Allpago buscava alguém comprometido em iniciar um projeto novo.

No entanto, cinco meses depois, a profissional avisou que estava deixando a companhia para trabalhar em uma grande construtora. “Eu fiquei pensando: mas, afinal, qual era o objetivo. Trabalhar em uma empresa nova ou em uma grande empresa?”, questiona. “Recebeu um aumento de salário, mas me deixou pensando: afinal, o que é que você quer profissionalmente?”

Combata dois erros comuns ao elaborar seu currículo

26 de setembro de 2011 | 14h11

Fernando Scheller

Uma pesquisa da consultoria Vagas.com.br, empresa de recrutamento online, mostra que os “escorregões” ao elaborar um currículo não são a estruturação das informações em si, mas também a quantidade e a qualidade das informações. Entre os dois principais erros cometidos pelos candidatos estão a gramática incorreta na hora de escrever e a falta de informações relevantes ao cargo pretendido.

Erros de português podem ser fatais para um currículo. Além do mais, mostram desleixo e pouca preocupação com a vaga. Afinal, hoje existem dicionários online, o próprio corretor do Word e, na falta de tudo isso, dicionários em papel podem ser encontrados em qualquer biblioteca. Não há desculpa para errar qualquer tipo de palavra no currículo.

Outro problema, segundo a consultoria, são as informações incompletas. Todas as experiências profissionais e informações sobre educação devem vir acompanhadas das respectivas datas de início e conclusão. Além disso, informações relevantes sobre cursos de curta duração que tenham relação com a vaga pretendida também não devem ser esquecidos.

HP leva prejuízo para roubar clientes da concorrente Apple

31 de agosto de 2011 | 16h51

Fernando Scheller

Será que vale a pena? A Hewlett-Packard (HP) anunciou nesta segunda-feira que vai reiniciar a fabricação de seu tablet (o TouchPad) apenas 11 dias depois de anunciar que havia desistido de concorrer neste mercado.

A decisão pode ser vista como um caso de estudo sobre estratégia empresarial: a empresa vai levar prejuízo para incomodar a concorrência (especialmente a Apple, que é um caso de êxito no mercado de tablets com o iPad).

Isso porque, depois de anunciar o fim da produção do aparelho, a HP promoveu um saldão do TouchPad: o preço foi reduzido de US$ 399 para US$ 99. E os consumidores correram para testar o produto, que recebeu boas críticas.

Agora, a pedido, voltará a produzir o aparelho. De acordo com o “Wall Street Journal”, a companhia terá um megaprejuízo com a empreitada, que só faz sentido do ponto de vista de marketing e de canibalização da concorrência.

Explique-se: o TouchPad tem um custo de US$ 306 para ser produzido. Com o valor no varejo de US$ 99, o prejuízo da HP para cada aparelho vendido será de US$ 207.

Analistas deste mercado dizem, porém, que existe uma segunda questão a ser levantada: será que é bom para o consumidor ter em mãos um aparelho que poderá sair de linha a qualquer momento, mesmo que a um preço subsidiado?

Conheça as empresas que mais recebem currículos no País

16 de agosto de 2011 | 17h56

Fernando Scheller

Você está querendo procurar emprego? A Great Place to Work, que faz a lista das melhores empresas para trabalhar no País, também tabulou este ano as companhias mais procuradas pelos candidatos. Veja as campeãs de currículos no País:

EMPRESA             CURRÍCULOS RECEBIDOS (2010)
Bradesco

420.013

Itaú Unibanco

354.092

Volvo do Brasil

350.000

Ambev

196.000

Rio Quente Resorts

150.000

HSBC

145.930

IBM

129.152

Alcoa Alumínio

102.961

Gazin

100.000

Magazine Luiza

99.388

Embraer

93.382

VIVO

85.000

Ci&T

79.000

Instituto Nordeste Cidadania

77.094

GVT

75.280

Kraft Foods Brasil

60.777

Mc Donald’s

55.067

3M do Brasil

53.693

Promon

50.000

Grupo Ecorodovias

47.092

Você acha essas empreas locais interessantes para trabalhar? Segundo especialistas, em caso de companhias que recebem milhares de currículos por semana, a melhor forma de garantir que sua candidatura seja considerada é por meio de cadastros nos sites.

Isso porque as ferramentas já são tabuladas de forma a classificar o currículo mais adequados a cada vaga. Os currículos recebidos em arquivos Word têm de ser tabulados manualmente, o que dificulta que sejam realmente considerados pelos RHs.

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