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Tendência de mercado: trocar um setor ‘frio’ por um ‘quente’

29 de novembro de 2011 | 18h05

Fernando Scheller

Uma pesquisa da empresa especializada em recursos humanos Michael Page mostra que 62% dos executivos pretendem trocar de emprego no ano que vem. A ideia é aproveitar a bonança do mercado para ganho financeiro imediato, ou seja, aumento de salário. Outra forma de melhorar as perspectivas futuras de carreira é trocar um setor “frio” por outro mais “quente”, afirma o presidente da operação nacional da Michael Page, Paulo Pontes.

É simples assim: quem está em um setor que não cresce a passos largos ou já atingiu um ponto de saturação tem mais dificulades para negociar salários e benefícios. Quando o “boom” já passou, como é o caso da construção civil, as empresas se interessam menos pelas demandas dos funcionários. Já em segmentos em que o “pico” ainda está por vir, como o de óleo e gás, é mais fácil para o trabalhador ser ouvido.

Assim, no atual desenho da economia, há quem aproveite para pular de um setor para outro. O que não é muito difícil. De acordo com Cláudio Rosa Júnior, presidente da empresa de motos Kasinski, sua prioridade na hora de contratar está no perfil dos executivos, e não necessariamente na empresa anterior no mercado de motocicletas. Todos os executivos de alto escalão que a Kasisnki contratou ao longo deste ano vieram de outros setores, como bens de consumo e componentes automotivos.

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Empresas espanholas se assustam com salários no Brasil

24 de novembro de 2011 | 17h22

Fernando Scheller

Todos os dias nos noticiários sai uma nova má notícia sobre a economia espanhola. O país, que vive uma espécie de recessão crônica (o desemprego é o maior da Europa, na casa de 22%), tem a tradição de investir no mercado brasileiro. Gigantes nacionais como a Telefônica e o banco Santander são de origem espanhola. E a fila de investidores do país em busca de oportunidades no Brasil, um mercado em crescimento, só cresce.

De acordo com Paulo Pontes, executivo da consultoria em RH Michael Page, pelo menos cinco ou seis empresas espanholas procuram a área de busca de executivos da companhia querendo contratar profissionais para iniciar uma operação local. A intenção, muitas vezes, esbarra no salário. “Hoje, os salários no Brasil estão mesmo inflacionados. Para conseguir um bom executivo, é necessário pagar bem mais do que na Europa. Eles se surpreendem com os valores”, diz ele.

Após o susto, afirma Pontes, a empresa tem três caminhos a seguir: se estiver em má condição financeira, acaba por desistir do investimento; o segundo (e, segundo ele, melhor) caminho é o investidor se adequar às normas do mercado e pagar o preço correto por um bom profissional; e a terceira saída é apostar em um profissional júnior, que terá a primeira chance de comandar um negócio (uma estratégia mais barata, mas que também embute riscos).

Você quer sair, a empresa faz contraproposta. O que fazer?

1 de novembro de 2011 | 17h34

Fernando Scheller

Em tempos de mercado aquecido, é cada vez mais comum as empresas entrarem em uma disputa monetária pelos funcionários. Mas, na hora da decisão, as pessoas costumam mudar de emprego atual mesmo quando recebem uma proposta salarial interessante da companhia atual?

Segundo um levantamento da consultoria DMRH mostra que a maioria dos profissionais, quando confrontada com uma proposta interessante, prefere ir para o novo desafio. Entre o total de desistentes de vagas contratadas pela DM Especialistas ao longo de 2011, somente 29,5% rejeitaram uma oferta por conta de contraproposta do empregador atual.

Com o mercado aquecido, o principal problema, conta a consultoria, foram as propostas concomitantes. Do total de desistentes em processos seletivos, 70,5% disseram “não” a uma determinada proposta porque ela chegou “atrasada”, já que o candidato tinha aceitado uma proposta de um processo seletivo encerrado anteriormente.

Isso pode ser um indicativo de que salário, no fim das contas, não é tudo. Em tempos de mercado aquecido, talvez os candidatos estejam acreditando que vale mais a pena tentar uma experiência nova do que ficar no mesmo lugar, mesmo que ganhando mais.

E você, já passou por uma situação semelhante de contraproposta? Qual foi a sua decisão? Conte para a gente.

Você pensa na direção que a sua carreira deve tomar?

26 de outubro de 2011 | 15h27

Fernando Scheller

Em tempos de vacas gordas no mercado de trabalho, pular de galho em galho em busca de um salário maior é uma grande tentação. No entanto, ao mudar rapidamente de um emprego para o outro, o jovem profissional pode se ver, em um momento menos favorável, com um perfil profissional que não conta uma história linear.

Explique-se: com a chuva de ofertas que é comum atualmente (e que beneficia os profissionais bem treinados e formados), muita gente acaba migrando de um setor para outro, de um perfil de empresa para outro. Assim, a história profissional pode deixar os recrutadores confusos, já que reflete uma falta de planejamento para a própria carreira.

Empresas internacionais que estão chegando agora ao Brasil percebem bem essa falta de direcionamento: o profissional, muitas vezes, pensa apenas no cargo e no salário, e não no trabalho a fazer. Assim, há gente que troca uma média empresa por uma startup, depois vai para uma grande empresa e não consegue se tornar um especialista em nada, porque o tempo de permanência é muito pequeno para que um projeto relevante em cada empresa seja concluído.

O empresário alemão Phillipp Bock, da startup Allpago, sentiu essa falta de projeto na pele: contratou, por R$ 8 mil, uma gerente para a operação de sua empresa, especializada em facilitar a transferência do faturamento brasileiro para empresas de internet baseadas no exterior. Como qualquer empresa nascente, a Allpago buscava alguém comprometido em iniciar um projeto novo.

No entanto, cinco meses depois, a profissional avisou que estava deixando a companhia para trabalhar em uma grande construtora. “Eu fiquei pensando: mas, afinal, qual era o objetivo. Trabalhar em uma empresa nova ou em uma grande empresa?”, questiona. “Recebeu um aumento de salário, mas me deixou pensando: afinal, o que é que você quer profissionalmente?”

Combata dois erros comuns ao elaborar seu currículo

26 de setembro de 2011 | 14h11

Fernando Scheller

Uma pesquisa da consultoria Vagas.com.br, empresa de recrutamento online, mostra que os “escorregões” ao elaborar um currículo não são a estruturação das informações em si, mas também a quantidade e a qualidade das informações. Entre os dois principais erros cometidos pelos candidatos estão a gramática incorreta na hora de escrever e a falta de informações relevantes ao cargo pretendido.

Erros de português podem ser fatais para um currículo. Além do mais, mostram desleixo e pouca preocupação com a vaga. Afinal, hoje existem dicionários online, o próprio corretor do Word e, na falta de tudo isso, dicionários em papel podem ser encontrados em qualquer biblioteca. Não há desculpa para errar qualquer tipo de palavra no currículo.

Outro problema, segundo a consultoria, são as informações incompletas. Todas as experiências profissionais e informações sobre educação devem vir acompanhadas das respectivas datas de início e conclusão. Além disso, informações relevantes sobre cursos de curta duração que tenham relação com a vaga pretendida também não devem ser esquecidos.

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Salário de executivo brasileiro já é o dobro do europeu

8 de setembro de 2011 | 17h33

Fernando Scheller

O interesse de grandes escolas de negócios, como Harvard, Stanford, LSE e Iese, está diretamente relacionado às possibilidades enxergadas por seus alunos no mercado brasileiro. Explique-se: segundo a pesquisa de salários 2011 da empresa de gestão de negócios Hay Group, um executivo de alto nível no Brasil pode ganhar o dobro dos valores pagos a um profissional do mesmo nível nos EUA ou na Europa.

Segundo o Hay Group, a renda total de um executivo de alto escalão no Brasil está em US$ 867 mil (o valor considera salário mensal, prêmios e bônus por resultados – naturalmente, este último costuma ser mais “gordo” em mercados que crescem mais).

Para se ter uma ideia, o valor pago a um alto executivo na Alemanha é equivalente a US$ 465 mil, valores muito próximos aos percebidos nos Estados Unidos (US$ 448 mil), Reino Unido (US$ 505 mil), Itália (US$ 451 mil) e França (US$ 431 mil). É por isso que, segundo diversos especialistas em RH, o Brasil é visto como a “bola da vez” entre executivos de todo o mundo.

HP leva prejuízo para roubar clientes da concorrente Apple

31 de agosto de 2011 | 16h51

Fernando Scheller

Será que vale a pena? A Hewlett-Packard (HP) anunciou nesta segunda-feira que vai reiniciar a fabricação de seu tablet (o TouchPad) apenas 11 dias depois de anunciar que havia desistido de concorrer neste mercado.

A decisão pode ser vista como um caso de estudo sobre estratégia empresarial: a empresa vai levar prejuízo para incomodar a concorrência (especialmente a Apple, que é um caso de êxito no mercado de tablets com o iPad).

Isso porque, depois de anunciar o fim da produção do aparelho, a HP promoveu um saldão do TouchPad: o preço foi reduzido de US$ 399 para US$ 99. E os consumidores correram para testar o produto, que recebeu boas críticas.

Agora, a pedido, voltará a produzir o aparelho. De acordo com o “Wall Street Journal”, a companhia terá um megaprejuízo com a empreitada, que só faz sentido do ponto de vista de marketing e de canibalização da concorrência.

Explique-se: o TouchPad tem um custo de US$ 306 para ser produzido. Com o valor no varejo de US$ 99, o prejuízo da HP para cada aparelho vendido será de US$ 207.

Analistas deste mercado dizem, porém, que existe uma segunda questão a ser levantada: será que é bom para o consumidor ter em mãos um aparelho que poderá sair de linha a qualquer momento, mesmo que a um preço subsidiado?

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Acredite: todas as empresas podem ser iguais à Apple

29 de agosto de 2011 | 19h23

Fernando Scheller

Mesmo antes da saída de Steve Jobs, na semana passada, a Apple já dava o que falar: como uma empresa praticamente falimentar na década de 1990 se tornou uma coqueluche mundial, capaz de ditar os sonhos de consumo em PCs, telefones e reprodutores de conteúdo em todo mundo? Mas, mesmo para quem não tem Jobs no comando, é possível ter o sucesso que a Apple conseguiu?

Para o “Wall Street Journal”, a resposta é sim. E o foco está, naturalmente, na inovação.

As empresas que têm a criatividade no centro de seus negócios tendem a conseguir mais sugestões de seus funcionários e a implementar um número maior de ideias. “O sucesso da Apple não tem que ser um mistério. Ele pode ser replicado”, diz Vijay Govindarajan,  professor da Tuck Business School, da Universidade de Dartmounth, e ex-consultor de inovação da GE.

Uma saída para garantir um ambiente mais criativo pode ser a adotada por outro gigante da tecnologia (e da inovação), o Google. Vinte por cento do tempo dos funcionários devem ser dedicados à geração de novas ideias. Entre os produtos que surgiram desse “tempo livre” para criar estão produtos como o Google Mail e o Google News, por exemplo.

Muitas vezes, um novo produto pode ser simplesmente o fruto de uma boa observação. A Procter & Gamble recentemente lançou dois produtos de sucesso nos Estados Unidos porque conseguiu identificar que as pessoas estavam interessadas em soluções para cheiros que ao longo do dia pegam na roupa e em maneiras mais fáceis de se limpar o chão.

Um atalho para a carreira no Facebook

23 de agosto de 2011 | 15h32

Fernando Scheller

Depois que publicamos aqui no blog que a recém-iniciada operação do Facebook no País está em busca de candidatos para diferentes vagas, recebemos diversas questões:

- Eu posso me candidatar?

- Preciso falar inglês?

- É fácil saber mais sobre o perfil das vagas?

As repostas são: sim, sim e sim.

Quem quiser se candidatar a uma posição na empresa fundada por Mark Zuckerberg precisa, naturalmente, falar inglês. Isso porque a operação é pequena localmente, e provavelmente muitos dos projetos serão feitos com os Estados Unidos ou outros mercados.

Para saber mais sobre o perfil das vagas e fazer a “application” (em inglês), basta visitar o site de carreiras do Facebook.

Há inclusive um link específico para as posições abertas em São Paulo: http://www.facebook.com/careers/#!/careers/department.php?dept=sao-paulo

Lá, é possível até saber mais sobre os benefícios que a empresa oferece (tudo, naturalmente, em inglês).

Candidate-se e boa sorte!

Facebook atinge 25 milhões de usuários (e busca profissionais no Brasil)

18 de agosto de 2011 | 16h46

Fernando Scheller

A rede social Facebook atingiu 25 milhões de usuários no País. Há cinco meses no comando da operação da rede social fundada por Mark Zuckerberg no País, o executivo Alexandre Hohagen (ex-Google) corre para terminar de montar a equipe brasileira da companhia. Até agora, contratou 16 pessoas e está em busca de mais gente para fazer do site um sucesso não só de público, mas também comercial.

Em entrevista nesta quinta-feira, Hohagen afirmou que o crescimento da rede social no País se deu principalmente a partir do início deste ano, e foi muito ajudado pelo filme indicado ao Oscar “A Rede Social”, de David Fincher. Apesar de pintar um retrato não muito simpático de Zuckerberg, a produção hollywoodiana ajudou a aguçar a curiosidade do consumidor brasileiro pelo Facebook.

“Também sentimos um salto grande depois do fim das férias de verão. Nosso crescimento se deu basicamente este ano”, diz ele, afirmando que não está preocupado em igualar o número de usuários da rede que ainda é líder no País, o Orkut.

Desde julho do ano passado (portanto, em 13 meses), Hohagen diz que o número de usuários do Facebook no País mais do que quadruplicou: passou de 6 milhões para os atuais 25 milhões. Nos últimos meses, o executivo tem feito um tour pelas agências de publicidade do País para explicar as ferramentas de promoção do Facebook. A ideia é dar subsídios para que as marcas possam “bombar” suas páginas de perfil com anúncios e links patrocinados.

Alexandre Hohagen diz que as informações sobre as vagas disponíveis no Facebook (ele não revela quantas serão, mas diz que pretende estar com a equipe montada até o fim do ano) podem ser acessadas na página de carreiras da rede social (clique aqui para ser direcionado para o link)

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