Você controla sua personalidade no trabalho?
24 de agosto de 2010 | 11h29
Fernando Scheller
Você pode se achar o máximo, mas, no trabalho tente controlar seus instintos. Este é o recado por trás do livro “A Arte da Persuasão”, de Tonya Reiman, colaboradora do setor de carreiras do canal norte-americano ”Fox News”, que está saindo no Brasil pela Lua de Papel, braço de negócios da editora portuguesa Leya.
O livro propõe que, no trabalho, os traços da personalidade de uma pessoa devem ser controlados. E a autora defende que se trata de um exercÃcio diário: “Se eu sou muito extrovertida, não posso usar isso como desculpa para ser informal com meu colega, meu chefe e o presidente da empresa. É preciso ter a noção de que o ambiente de trabalho exige formalidade.”
Em outras palavras: é importante, sim, separar a vida pessoal da profissional.
E você? Já fez uma reflexão sobre o seu comportamento corporativo? Você consegue separar a vida pessoal da profissional? Fez alguma coisa que se arrependeu depois?
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Acho, inclusive, que o controle deve acontecer nas festas da empresa e nas reuniões mais informais. Nas festas, geralmente, as pessoas bebem demais e a empresa inteira comenta no dia seguinte. Mesmo que seja brincando, a pessoa fica com fama de “pinguça”. Isso pode prejudicar a imagem profissional.
Acho esse posicionamento (o controle da personalidade) questionável!
Nem todo extrovertido é mal educado, assim como nem todo introvertido é realmente educado ou tÃmido.
Exigir que os funcionários assumam uma personalidade que não é a sua é, no mÃnimo, desumanizador. É querer padronizar as individualidades (que assim deixarão de ser, claro).
Bem pensado, Tiago.
Concordo. Sem contar que são as diferenças que fazem a empresa escolher exatamente a pessoa que corresponde a um determinado perfil profissional.
Para algumas funções uma pessoa extrovertida se sairá melhor que uma introvertida e vice-versa.
Hoje vivemos sob disciplina tão grande para tantas coisas na vida, que não me espanta o dia que publicarem um livro sugerindo controlar a respiração, pra ser considerado “correto”. Deixem as pessoas se ajustarem de acordo com o bom senso. Tentem impor menos à outras pessoas o que lhes parece correto. Essa senhora autora só escolheu mais um tema pra polemizar e vender debate.
Sou uma pessoa extrovertida e devido ao ambiente de trabalho tive lapidar a minha personalidade, não deixei de ser eu mesma, mas as reavaliações (feedbacks) de superiores demonstraram grande interesse neste poder de comunicação e a preocupação pelo excesso de expansividade em que atrapalhe o clima da área e o meu marketing pessoal. O tema é questionável, mas vale lembrar em qual ambiente estamos interagindo.