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Use o ‘marasmo’ de início de ano para fazer contatos

6 de janeiro de 2012 | 15h46

Fernando Scheller

Todo mundo sabe, a essa altura, que o networking é muito importante para a carreira de qualquer profissional. Neste início de ano, com muita gente em férias e as empresas ainda andando em marcha lenta, fica mais fácil conseguir sair no horário no fim do dia. Pode ser uma boa forma de colocar os contatos em dia.

Mandar um e-mail para aquele ex-colega ou ex-chefe pode ser um bom começo. Se ele (ou ela) estiver na cidade, vale a pena marcar um almoço, um café ou um chope após o expediente. Se ambos estiverem de férias e na mesma cidade, melhor ainda. É possível marcar um horário para conversar descontraidamente. O tema profissão naturalmente vai aparecer.

Um encontro de início de ano é uma forma de o profissional fazer contatos com calma, sem a pressão dos períodos mais estressantes do ano. Além disso, se você não estiver com pressa para trocar de emprego, é também um jeito de entender melhor como o mercado percebe seus valores e habilidades. Quanto mais calmo em relação a uma mudança o trabalhador estiver, melhor será a conversa.

Então, pegue o caderninho de telefones e comece a fazer ligações. Quem sabe uma boa oportunidade profissional não surja de uma conversa informal.

Prepare-se para 2012 fazendo sua própria avaliação de desempenho

27 de dezembro de 2011 | 18h23

Fernando Scheller

É comum que as empresas usem o começo do ano para a avaliação de desempenho dos funcionários. Na correria do dia a dia, muitas vezes é difícil ter uma noção real da visão alheia sobre nosso trabalho. Por isso, é bom usar caneta e papel para elencar quais são seus pontos fortes e fracos.

Assim, você tem mais argumentos na hora de ouvir a avaliação do seu chefe. É positivo mostrar ambição, pensando como você pretende desenvolver o que já construiu nos últimos tempos ao longo do próximo ano. ”Se você tem algo específico em mente, como uma promoção, é a hora de trazer à tona”, afirmou ao “The New York Times” a especialista em desenvolvimento pessoal Kimberly Bohr.

Outro cuidado importante, caso a avaliação seja supreendentemente negativa, é evitar o confronto. É melhor deixar o momento passar e pedir uma conversa posterior, caso você ache importante contra-argumentar. Mas sem nunca esquecer os limites da boa educação.

Se o processo de autoavaliação que você fizer anteriormente for realmente honesto, as chances de que a surpresa com a avaliação seja total ficam bem menores. Além do mais, tente lembrar quantas conversas você teve ao longo do ano com seu chefe. Se uma determinada reclamação vier à tona pela primeira vez, aponte isso (com calma).

Especialmente em grandes organizações, não mostre desespero ou pressione demais seu chefe por um aumento. Como bem lembram diversas das reportagens publicadas na seção de Carreiras do “Estadão” este ano, uma decisão sobre uma mudança de salário nem sempre é rápida. Às vezes é necessário um processo longo para que a decisão seja tomada.

Quanto mais alto o cargo, mais complicado fica. Para cargos de direção é comum que um processo de promoção leve meses. Na francesa Air Liquide, por exemplo, um comitê global determina certas promoções, e a deliberação dura seis meses.

Então, o melhor caminho, antes da avaliação de desempenho, é voltar as origens: divida a página em duas e comece a listar seus pontos positivos e negativos. Caso você não encontre nada a melhorar, com certeza há algo de errado. Pense com mais afinco para evitar surpresas desagradáveis. 

Bom ano novo a todos os leitores do “Sua Chance”. E muitas realizações profissionais em 2012!

‘Vaga confidencial’ está com os dias contados

5 de dezembro de 2011 | 16h47

Fernando Scheller

Uma prática comum entre as empresas brasileiras – a oferta de vagas de trabalho “confidencial”, em que o candidato passa boa parte do processo “no escuro” sobre a identidade da contratante – está com os dias contados.

De acordo com o vice-presidente executivo da empresa de recrutamento Monster para a América Latina, Rob Brouwer, atualmente é preciso que as companhias trabalhem sua marca também na hora de contratar. “Claro que, se for uma posição estratégica, em que a pessoa que será substituída ainda nem foi demitida, isso é válido. Mas as empresas exageram ao tratar tudo como confidencial”, diz.

Ele diz que a clareza é uma ferramenta fundamental para atair talentos atualmente. Por isso, a Monster, que hoje tem 1,2 milhão de currículos cadastrados no País, diz que é necessário que as empresas “vendam seu peixe” ao criar uma vaga. Os negócios precisam dar uma ideia do ambiente de trabalho, da política de remuneração e dos valores da companhia àqueles que se candidatam.

“Hoje em dia, o Brasil vive algo inédito, uma ‘guerra de talentos’. É uma questão não apenas de falta de pessoas, mas principalmente de qualidade dos trabalhadores”, afirma Brouwer. “A confidencialidade exagerada fica no meio do caminho da criação de uma marca para um empregador.”

Tendência de mercado: trocar um setor ‘frio’ por um ‘quente’

29 de novembro de 2011 | 18h05

Fernando Scheller

Uma pesquisa da empresa especializada em recursos humanos Michael Page mostra que 62% dos executivos pretendem trocar de emprego no ano que vem. A ideia é aproveitar a bonança do mercado para ganho financeiro imediato, ou seja, aumento de salário. Outra forma de melhorar as perspectivas futuras de carreira é trocar um setor “frio” por outro mais “quente”, afirma o presidente da operação nacional da Michael Page, Paulo Pontes.

É simples assim: quem está em um setor que não cresce a passos largos ou já atingiu um ponto de saturação tem mais dificulades para negociar salários e benefícios. Quando o “boom” já passou, como é o caso da construção civil, as empresas se interessam menos pelas demandas dos funcionários. Já em segmentos em que o “pico” ainda está por vir, como o de óleo e gás, é mais fácil para o trabalhador ser ouvido.

Assim, no atual desenho da economia, há quem aproveite para pular de um setor para outro. O que não é muito difícil. De acordo com Cláudio Rosa Júnior, presidente da empresa de motos Kasinski, sua prioridade na hora de contratar está no perfil dos executivos, e não necessariamente na empresa anterior no mercado de motocicletas. Todos os executivos de alto escalão que a Kasisnki contratou ao longo deste ano vieram de outros setores, como bens de consumo e componentes automotivos.

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Empresas espanholas se assustam com salários no Brasil

24 de novembro de 2011 | 17h22

Fernando Scheller

Todos os dias nos noticiários sai uma nova má notícia sobre a economia espanhola. O país, que vive uma espécie de recessão crônica (o desemprego é o maior da Europa, na casa de 22%), tem a tradição de investir no mercado brasileiro. Gigantes nacionais como a Telefônica e o banco Santander são de origem espanhola. E a fila de investidores do país em busca de oportunidades no Brasil, um mercado em crescimento, só cresce.

De acordo com Paulo Pontes, executivo da consultoria em RH Michael Page, pelo menos cinco ou seis empresas espanholas procuram a área de busca de executivos da companhia querendo contratar profissionais para iniciar uma operação local. A intenção, muitas vezes, esbarra no salário. “Hoje, os salários no Brasil estão mesmo inflacionados. Para conseguir um bom executivo, é necessário pagar bem mais do que na Europa. Eles se surpreendem com os valores”, diz ele.

Após o susto, afirma Pontes, a empresa tem três caminhos a seguir: se estiver em má condição financeira, acaba por desistir do investimento; o segundo (e, segundo ele, melhor) caminho é o investidor se adequar às normas do mercado e pagar o preço correto por um bom profissional; e a terceira saída é apostar em um profissional júnior, que terá a primeira chance de comandar um negócio (uma estratégia mais barata, mas que também embute riscos).

Você quer sair, a empresa faz contraproposta. O que fazer?

1 de novembro de 2011 | 17h34

Fernando Scheller

Em tempos de mercado aquecido, é cada vez mais comum as empresas entrarem em uma disputa monetária pelos funcionários. Mas, na hora da decisão, as pessoas costumam mudar de emprego atual mesmo quando recebem uma proposta salarial interessante da companhia atual?

Segundo um levantamento da consultoria DMRH mostra que a maioria dos profissionais, quando confrontada com uma proposta interessante, prefere ir para o novo desafio. Entre o total de desistentes de vagas contratadas pela DM Especialistas ao longo de 2011, somente 29,5% rejeitaram uma oferta por conta de contraproposta do empregador atual.

Com o mercado aquecido, o principal problema, conta a consultoria, foram as propostas concomitantes. Do total de desistentes em processos seletivos, 70,5% disseram “não” a uma determinada proposta porque ela chegou “atrasada”, já que o candidato tinha aceitado uma proposta de um processo seletivo encerrado anteriormente.

Isso pode ser um indicativo de que salário, no fim das contas, não é tudo. Em tempos de mercado aquecido, talvez os candidatos estejam acreditando que vale mais a pena tentar uma experiência nova do que ficar no mesmo lugar, mesmo que ganhando mais.

E você, já passou por uma situação semelhante de contraproposta? Qual foi a sua decisão? Conte para a gente.

Você pensa na direção que a sua carreira deve tomar?

26 de outubro de 2011 | 15h27

Fernando Scheller

Em tempos de vacas gordas no mercado de trabalho, pular de galho em galho em busca de um salário maior é uma grande tentação. No entanto, ao mudar rapidamente de um emprego para o outro, o jovem profissional pode se ver, em um momento menos favorável, com um perfil profissional que não conta uma história linear.

Explique-se: com a chuva de ofertas que é comum atualmente (e que beneficia os profissionais bem treinados e formados), muita gente acaba migrando de um setor para outro, de um perfil de empresa para outro. Assim, a história profissional pode deixar os recrutadores confusos, já que reflete uma falta de planejamento para a própria carreira.

Empresas internacionais que estão chegando agora ao Brasil percebem bem essa falta de direcionamento: o profissional, muitas vezes, pensa apenas no cargo e no salário, e não no trabalho a fazer. Assim, há gente que troca uma média empresa por uma startup, depois vai para uma grande empresa e não consegue se tornar um especialista em nada, porque o tempo de permanência é muito pequeno para que um projeto relevante em cada empresa seja concluído.

O empresário alemão Phillipp Bock, da startup Allpago, sentiu essa falta de projeto na pele: contratou, por R$ 8 mil, uma gerente para a operação de sua empresa, especializada em facilitar a transferência do faturamento brasileiro para empresas de internet baseadas no exterior. Como qualquer empresa nascente, a Allpago buscava alguém comprometido em iniciar um projeto novo.

No entanto, cinco meses depois, a profissional avisou que estava deixando a companhia para trabalhar em uma grande construtora. “Eu fiquei pensando: mas, afinal, qual era o objetivo. Trabalhar em uma empresa nova ou em uma grande empresa?”, questiona. “Recebeu um aumento de salário, mas me deixou pensando: afinal, o que é que você quer profissionalmente?”

Combata dois erros comuns ao elaborar seu currículo

26 de setembro de 2011 | 14h11

Fernando Scheller

Uma pesquisa da consultoria Vagas.com.br, empresa de recrutamento online, mostra que os “escorregões” ao elaborar um currículo não são a estruturação das informações em si, mas também a quantidade e a qualidade das informações. Entre os dois principais erros cometidos pelos candidatos estão a gramática incorreta na hora de escrever e a falta de informações relevantes ao cargo pretendido.

Erros de português podem ser fatais para um currículo. Além do mais, mostram desleixo e pouca preocupação com a vaga. Afinal, hoje existem dicionários online, o próprio corretor do Word e, na falta de tudo isso, dicionários em papel podem ser encontrados em qualquer biblioteca. Não há desculpa para errar qualquer tipo de palavra no currículo.

Outro problema, segundo a consultoria, são as informações incompletas. Todas as experiências profissionais e informações sobre educação devem vir acompanhadas das respectivas datas de início e conclusão. Além disso, informações relevantes sobre cursos de curta duração que tenham relação com a vaga pretendida também não devem ser esquecidos.

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Salário de executivo brasileiro já é o dobro do europeu

8 de setembro de 2011 | 17h33

Fernando Scheller

O interesse de grandes escolas de negócios, como Harvard, Stanford, LSE e Iese, está diretamente relacionado às possibilidades enxergadas por seus alunos no mercado brasileiro. Explique-se: segundo a pesquisa de salários 2011 da empresa de gestão de negócios Hay Group, um executivo de alto nível no Brasil pode ganhar o dobro dos valores pagos a um profissional do mesmo nível nos EUA ou na Europa.

Segundo o Hay Group, a renda total de um executivo de alto escalão no Brasil está em US$ 867 mil (o valor considera salário mensal, prêmios e bônus por resultados – naturalmente, este último costuma ser mais “gordo” em mercados que crescem mais).

Para se ter uma ideia, o valor pago a um alto executivo na Alemanha é equivalente a US$ 465 mil, valores muito próximos aos percebidos nos Estados Unidos (US$ 448 mil), Reino Unido (US$ 505 mil), Itália (US$ 451 mil) e França (US$ 431 mil). É por isso que, segundo diversos especialistas em RH, o Brasil é visto como a “bola da vez” entre executivos de todo o mundo.

HP leva prejuízo para roubar clientes da concorrente Apple

31 de agosto de 2011 | 16h51

Fernando Scheller

Será que vale a pena? A Hewlett-Packard (HP) anunciou nesta segunda-feira que vai reiniciar a fabricação de seu tablet (o TouchPad) apenas 11 dias depois de anunciar que havia desistido de concorrer neste mercado.

A decisão pode ser vista como um caso de estudo sobre estratégia empresarial: a empresa vai levar prejuízo para incomodar a concorrência (especialmente a Apple, que é um caso de êxito no mercado de tablets com o iPad).

Isso porque, depois de anunciar o fim da produção do aparelho, a HP promoveu um saldão do TouchPad: o preço foi reduzido de US$ 399 para US$ 99. E os consumidores correram para testar o produto, que recebeu boas críticas.

Agora, a pedido, voltará a produzir o aparelho. De acordo com o “Wall Street Journal”, a companhia terá um megaprejuízo com a empreitada, que só faz sentido do ponto de vista de marketing e de canibalização da concorrência.

Explique-se: o TouchPad tem um custo de US$ 306 para ser produzido. Com o valor no varejo de US$ 99, o prejuízo da HP para cada aparelho vendido será de US$ 207.

Analistas deste mercado dizem, porém, que existe uma segunda questão a ser levantada: será que é bom para o consumidor ter em mãos um aparelho que poderá sair de linha a qualquer momento, mesmo que a um preço subsidiado?

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